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Gemini ganha recurso que conecta Gmail, Fotos e YouTube

Redação Informe 360

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O Google anunciou na quarta-feira (14) o lançamento de um novo recurso em fase beta no aplicativo Gemini que permite ao assistente de IA personalizar respostas a partir da integração com diferentes serviços da empresa. A proposta é que o sistema consiga analisar informações de apps como Gmail, Google Fotos, busca do Google e histórico do YouTube para oferecer respostas mais contextualizadas, sem que o usuário precise indicar manualmente onde a IA deve buscar os dados.

Segundo a empresa, o Gemini já era capaz de acessar informações desses serviços, mas agora passa a raciocinar de forma integrada entre diferentes fontes, conectando, por exemplo, um e-mail a um vídeo assistido anteriormente. A ideia é que o assistente compreenda o contexto de forma mais ampla e entregue resultados considerados mais relevantes para cada situação.

google aplicativos
Gemini agora pode cruzar informações de aplicativos do Google (Imagem: Koshiro K / Shutterstock.com)

O que é o recurso Personal Intelligence

A novidade foi batizada de Personal Intelligence e vem desativada por padrão. O usuário decide se quer ou não conectar suas contas do Google ao Gemini e pode escolher quando essa integração será usada. O Google destaca que nem todos se sentem confortáveis em permitir que uma IA analise fotos pessoais ou o histórico de vídeos, e que a adesão é totalmente opcional.

De acordo com a empresa, mesmo após a ativação, o Gemini só recorre ao Personal Intelligence quando entende que isso pode ajudar na resposta. O objetivo é evitar o uso indiscriminado de dados pessoais em interações que não exigem esse nível de contexto.

Como o Gemini usa os dados do usuário

Em um post no blog oficial, Josh Woodward, vice-presidente do aplicativo Gemini, do Google Labs e do AI Studio, explicou que o recurso se baseia em duas capacidades principais. A primeira é o raciocínio entre fontes complexas, enquanto a segunda envolve a recuperação de detalhes específicos de conteúdos como e-mails ou imagens para responder a uma pergunta.

Segundo Woodward, essas duas abordagens costumam ser combinadas, permitindo que o Gemini trabalhe simultaneamente com texto, fotos e vídeos para gerar respostas personalizadas. Ele afirma que esse cruzamento de informações é o que diferencia a experiência em relação a outros assistentes de IA.

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Logomarca do Gemini em uma tela
Gemini consegue trabalhar de forma simultânea em texto, fotos e vídeos para gerar respostas mais personalizadas (Imagem: Photo Agency / Shutterstock.com)

Exemplos práticos do uso da funcionalidade

O executivo compartilhou situações do dia a dia em que o recurso foi útil. Em uma delas, ao esquecer o tamanho do pneu do carro enquanto estava em uma loja, o Gemini não apenas identificou a informação, como sugeriu pneus para todas as estações após analisar fotos de viagens em família armazenadas no Google Fotos.

Em outro caso, ao não lembrar o número da placa do veículo, o assistente conseguiu recuperar o dado a partir de uma imagem salva na biblioteca de fotos. Woodward também citou recomendações personalizadas de livros, séries, roupas e viagens, geradas com base em interesses e hábitos anteriores.

Planejamento de viagens e recomendações personalizadas

Segundo Woodward, o Gemini tem se mostrado eficiente no planejamento de viagens. Em um exemplo recente, o assistente analisou interesses familiares e registros de viagens anteriores presentes no Gmail e no Google Fotos para sugerir um roteiro diferente do convencional.

Em vez de pontos turísticos populares, o sistema indicou uma viagem noturna de trem e até jogos de tabuleiro específicos para serem usados durante o trajeto. O Google afirma que esse tipo de sugestão só é possível graças à leitura contextual de múltiplas fontes conectadas à conta do usuário.

Limites e cuidados com dados sensíveis

O Google afirma que o recurso conta com proteções para temas sensíveis. O Gemini evita fazer suposições proativas envolvendo dados como informações de saúde. No entanto, a empresa reconhece que o assistente pode abordar esses assuntos caso o próprio usuário faça uma solicitação direta.

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Outro ponto destacado é que o Gemini não treina diretamente com o conteúdo do Gmail ou do Google Fotos. O treinamento ocorre a partir dos prompts feitos no Gemini e das respostas geradas pelo modelo. As fotos, e-mails e outros dados pessoais são apenas referenciados no momento da resposta, sem serem incorporados ao treinamento do sistema, segundo o Google.

Página de busca do Google
Gigante das buscas afirma que o recurso conta com proteção para temas sensíveis (Imagem: DC Studio / Shutterstock.com)

Leia mais:

  • Como usar a pesquisa avançada no Gemini? Entenda a função “Gemini Deep” no chatbot
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Disponibilidade e próximos passos

O Personal Intelligence está sendo liberado inicialmente para assinantes dos planos Google AI Pro e AI Ultra, nos Estados Unidos. A empresa informou que pretende expandir o recurso para outros países e, posteriormente, também para a versão gratuita do Gemini.

Como parte do lançamento, o Google divulgou exemplos de comandos que podem ser usados com a nova funcionalidade. Entre eles estão pedidos para planejar o fim de semana em uma cidade com base nos interesses do usuário, recomendações de documentários a partir de curiosidades recentes e sugestões de canais do YouTube alinhados ao estilo de culinária identificado em recibos e históricos de visualização.

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Tecnologia

Copos de papel descartáveis também liberam plástico quando entram em contato com calor

Redação Informe 360

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Copos de papel descartáveis usados para café, chá e outras bebidas quentes podem liberar milhões de partículas de plástico. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland (UQ), na Austrália, com recipientes revestidos por polietileno (PE) ou ácido polilático (PLA).

Os dois tipos de revestimento liberaram partículas quando entraram em contato com água quente. Nos experimentos, porém, os copos com PLA, considerado biodegradável, apresentaram uma liberação de partículas aproximadamente 12 vezes maior em massa total do que aqueles revestidos com PE.

Microplásticos contaminação
Um simples café quente pode entrar em contato com partículas liberadas pelo revestimento interno do copo descartável. Imagem: Svetlozar Hristov/iStock

O papel esconde uma camada plástica

Para entender a liberação de partículas, os pesquisadores analisaram dois tipos de copos descartáveis: aqueles revestidos internamente com polietileno (PE) e os que usam ácido polilático (PLA), uma alternativa biodegradável ao plástico convencional.

Embora sejam chamados de copos de papel, esses recipientes normalmente recebem uma fina camada de material plástico na parte interna. O objetivo é evitar que a bebida atravesse o papel e, ao mesmo tempo, ajudar o copo a manter sua estrutura quando entra em contato com líquidos.

É justamente essa camada que entrou no foco do estudo. Quando os copos foram expostos à água quente, tanto o PE quanto o PLA liberaram partículas plásticas. A diferença apareceu na quantidade liberada por cada material.

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Um copo feito principalmente de papel não significa que o copo seja livre de plástico, porque muitos contêm um fino revestimento plástico que proporciona resistência à água e integridade estrutural.

Dr. Elvis Okoffo, pesquisador da Queensland Alliance for Environmental Health Sciences (QAEHS), da Universidade de Queensland, em nota.

PLA liberou mais partículas

A diferença entre os materiais apareceu nas medições. Os pesquisadores encontraram aproximadamente 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro nos copos com PLA. Nos recipientes revestidos com PE, foram cerca de 2,7 milhões de partículas por mililitro.

As nanopartículas são extremamente pequenas: têm espessura equivalente a cerca de um milésimo da de um fio de cabelo humano.

Os principais resultados do experimento foram:

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  • Os revestimentos de PE liberaram partículas plásticas na presença de água quente.
  • O mesmo ocorreu com os copos revestidos de PLA.
  • A massa total de partículas liberada pelo PLA foi aproximadamente 12 vezes maior.
  • Copos de PLA apresentaram cerca de 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro.
  • Nos copos de PE, foram registradas aproximadamente 2,7 milhões de partículas por mililitro.
Os efeitos das partículas plásticas sobre a saúde humana ainda não estão claros, segundo os pesquisadores. Imagem: Deemerwha studio/Shutterstock

O impacto na saúde ainda é incerto

Os pesquisadores não afirmam que o consumo de bebidas em copos descartáveis cause problemas de saúde. O que acontece com essas partículas depois que chegam ao organismo ainda não está claro.

“Isso não significa necessariamente que as pessoas devam parar de usar copos de papel, ou que o PLA seja inerentemente inseguro”, disse Okoffo.

Leia mais:

  • Microplásticos no dia a dia: onde eles estão sem você notar
  • Cinco perguntas sobre microplásticos que você precisa fazer
  • Plástico “vivo” usa bactérias para se autodestruir sob comando

Para o pesquisador, os materiais usados em produtos que entram em contato com alimentos precisam ser avaliados também pela quantidade de partículas que podem liberar durante o uso cotidiano.

A equipe defende que consumidores recebam informações sobre os materiais presentes nos revestimentos e que órgãos reguladores considerem testes de liberação de micro e nanoplásticos na avaliação de segurança de produtos destinados a bebidas quentes.

“Os formuladores de políticas e reguladores poderiam considerar se os testes de liberação de micro e nanoplásticos deveriam fazer parte da avaliação de segurança dos materiais que entram em contato com alimentos, especialmente produtos desenvolvidos para bebidas quentes”, afirmou.

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Novo telescópio da NASA tem participação brasileira

Redação Informe 360

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A NASA lança, neste domingo (30), às 8h26 (horário de Brasília), o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, observatório de nova geração que terá campo de visão pelo menos 100 vezes maior que o do Hubble.

Durante sua missão primária, prevista para durar cinco anos, o equipamento deverá observar mais de um bilhão de galáxias e ajudar cientistas a investigar a energia escura, exoplanetas, supernovas e outros fenômenos do Universo.

O Brasil terá participação estratégica em uma das etapas mais importantes da missão: o processamento do enorme volume de dados produzido pelo telescópio.

O Laboratório de Computação e Inteligência Artificial (LAB-IA), do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), desenvolve o Arandu, um broker de alertas astronômicos preparado para processar, filtrar e classificar os eventos identificados pelo Roman. O nome Arandu significa “sabedoria” em tupi-guarani.

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A tecnologia será utilizada para ajudar pesquisadores a encontrar os fenômenos mais relevantes em meio ao grande fluxo de informações produzido pelo observatório, permitindo que cientistas identifiquem rapidamente eventos que merecem acompanhamento.

Como o Arandu vai ajudar os pesquisadores

  • Os brokers de alertas astronômicos são sistemas computacionais que recebem notificações geradas a partir das observações dos telescópios, cruzam essas informações com catálogos e registros anteriores, classificam os eventos e entregam aos astrônomos dados relacionados aos objetos que eles desejam estudar;
  • Esse processo será fundamental para transformar a enorme quantidade de informações produzida pelo Roman em descobertas científicas;
  • Desenvolvido com participação do LAB-IA no Brasil, o Arandu será especializado na análise de fenômenos que mudam com o tempo, conhecidos como eventos transitórios ou variáveis;
  • Entre eles estão explosões estelares, mudanças no brilho de estrelas e outros acontecimentos que exigem identificação rápida para que possam ser acompanhados por pesquisadores e por outros observatórios.

“O Roman produzirá um volume de dados que torna inviável examinar cada detecção manualmente. O Arandu usará inteligência artificial [IA] para organizar e classificar esse fluxo, ajudando os cientistas a encontrar os eventos mais relevantes para suas pesquisas”, afirma Clécio Roque De Bom, cientista e coordenador científico do CBPF e do LAB-IA.

Segundo ele, a participação brasileira coloca o país em etapa importante da astronomia contemporânea. “Essa solução desenvolvida e operada localmente insere a ciência brasileira em etapa decisiva da astronomia contemporânea: a transformação de grandes volumes de dados em conhecimento científico”, acrescenta.

Um “Hubble” com visão muito mais ampla

O Roman terá um espelho principal de 2,4 metros de diâmetro, o mesmo tamanho do espelho do Hubble. Com isso, suas imagens terão sensibilidade e resolução comparáveis às do telescópio espacial lançado em 1990.

A principal diferença estará na área do céu observada de uma só vez. O campo de visão do Roman será pelo menos 100 vezes maior que o do Hubble, permitindo que o novo observatório registre regiões extensas do céu com elevado nível de detalhe.

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Instrumento de Campo Amplo Nancy Grace Roman
Instrumento de Campo Amplo do telescópio Roman em uma sala limpa da NASA; com tamanho de uma geladeira, esta câmera de 300 MP ajudará a estudar o Universo e mundos distantes – Imagem: Chris Gunn/NASA

Durante os cinco anos previstos para sua missão primária, o telescópio poderá medir a luz de mais de um bilhão de galáxias.

Um de seus principais levantamentos deverá cobrir mais de cinco mil graus quadrados, aproximadamente 12% de todo o céu. O estudo combinará imagens e espectroscopia para investigar como o Universo se formou e evoluiu.

Leia mais:

  • NASA lança Telescópio Espacial Nancy Grace Roman: assista com o Olhar Digital!
  • NASA vai lançar telescópio Roman para criar o “Google Maps” do Universo
  • A mulher que enxergou o futuro: a história de Nancy Grace Roman

Telescópio poderá revelar mais de 100 mil mundos

O Roman também realizará observações repetidas de regiões próximas ao centro da Via Láctea. Essa estratégia permitirá detectar mudanças no céu em intervalos curtos e produzir um levantamento estatístico dos sistemas planetários da nossa galáxia.

A expectativa da NASA é que a missão revele mais de 100 mil mundos, incluindo exoplanetas e corpos que vagam pelo espaço sem orbitar uma estrela.

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O telescópio também observará fenômenos muito mais distantes da Via Láctea. A previsão é que o Roman identifique milhares de supernovas do tipo Ia. Essas explosões estelares podem ser utilizadas como referências para medir distâncias cósmicas.

Os dados obtidos permitirão aos pesquisadores estudar como a expansão do Universo mudou ao longo do tempo e investigar melhor a natureza da energia escura, fenômeno associado à aceleração dessa expansão.

“O diferencial do Roman não está apenas na quantidade de objetos que poderá observar, mas na possibilidade de acompanhar um Universo em transformação”, explica De Bom. “Sistemas, como o Arandu, serão fundamentais para reconhecer essas mudanças no meio de um fluxo contínuo de dados e permitir que a comunidade científica reaja a elas”, acrescenta.

Lançamento será feito por foguete da SpaceX

O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman será lançado a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Complexo de Lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA).

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A NASA prevê a decolagem para não antes das 8h26 deste domingo (30), no horário de Brasília. O lançamento, porém, está sujeito às condições técnicas e meteorológicas.

Depois do lançamento, o observatório seguirá para uma região localizada a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, nas proximidades do ponto de Lagrange L2, também utilizado pelo Telescópio Espacial James Webb.

Antes de começar as observações científicas, o Roman passará pelas etapas de viagem, posicionamento e comissionamento.

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Confira o Olhar Digital News na íntegra (27/08/2026)

Redação Informe 360

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Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (27/08).

Carros voadores já têm “aeroporto” sendo testado em SP

Um simulador desenvolvido por pesquisadores do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e da VertiMob Infrastructure reproduziu pousos, decolagens e o fluxo de passageiros de futuros carros voadores no Aeroporto de São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Big techs pedem resposta global contra ameaças digitais envolvendo IA

Mais de 100 empresas de tecnologia ao redor do mundo, entre elas OpenAI e Anthropic, assinaram uma carta aberta cobrando uma ação conjunta e internacional para fortalecer as defesas cibernéticas diante dos riscos ampliados pela inteligência artificial.

Gigante chinesa abre data centers no Brasil

A Alibaba Cloud, empresa de computação em nuvem e IA da gigante chinesa, começou oficialmente a operar no Brasil. A estrutura montada pela companhia por aqui conta com dois data centers e foi criada para atender empresas, startups, desenvolvedores e instituições públicas com serviços de nuvem.

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Lua vai sumir no céu em eclipse lunar parcial

Entre a noite desta quinta-feira (27) e a madrugada de sexta-feira (28) acontece o último eclipse de 2026. Trata-se de um eclipse lunar parcial que promete chamar a atenção pelo elevado grau de escuridão cobrindo a superfície da Lua, que pode ganhar tons escuros.

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