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Companhia aérea americana traz anúncios personalizados nas telinhas do voo

Redação Informe 360

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A companhia aérea estadunidense United Airlines começou a mostrar anúncios personalizados de 30 segundos nas telas dos assentos de seus aviões, de acordo com os interesses de cada passageiro. Por enquanto, essa ação só vale para os voos saindo dos Estados Unidos, mas deve se expandir para todos em breve. Para a personalização, a United Airlines leva em conta informações como as cidades de residência, destinos de viagem, faixa etária e a classe em que os passageiros estão voando.

Essa estratégia visa monetizar os dados de seus clientes para publicidade. Os anúncios aparecem quando os passageiros navegam pelo catálogo de filmes e séries. São cerca de 30 segundos do conteúdo na tela, que já existiam – a diferença é justamente a personalização. Vale ressaltar que os passageiros têm a opção de não permitir o uso de seus dados para essa personalização. A United AIrlines também afirma não utilizar informações sensíveis e não coleta dados de menores de 18 anos.

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Interior de avião
United Airlines cruza dados de passageiros para mostrar anúncios de acordo com interesses. Imagem: Matej Kastelic / Shutterstock

Planos da United Airlines com a tecnologia

A United Airlines é uma das maiores do setor e transportou cerca de 165 milhões de passageiros em 2023. De acordo com informações divulgadas pelo Wall Street Journal, produzidas pela Insider Intelligence, os profissionais de marketing dos EUA devem gastar este ano cerca de 54,5 bilhões de dólares em publicidade de “mídia de varejo”, utilizando dados de varejistas para direcionar os anúncios. Empresas de outros setores também estão entrando nessa tendência.

Além dos voos, a United está personalizando anúncios no seu aplicativo de reservas e check-in. Com o consentimento dos usuários para compartilhar sua localização, a companhia pode fornecer dados de localização anonimizados para varejistas. Isso poderia permitir, por exemplo, direcionamento de anúncios baseados em tempo real na localização dos consumidores, como em aeroportos específicos em que existem lojas de determinada empresa. Tema que é bastante polêmico.

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avião serviço de bordo
Anúncios aparecem quando passageiro tenta ver séries e filmes no voo. Imagem: Shutterstock – Matej Kastelic

A personalização de anúncios está atualmente limitada a voos que partem dos EUA, mas a United planeja expandir a ação. Mas, vale ressaltar que o Departamento de Transportes dos EUA está revisando as práticas de privacidade das grandes companhias aéreas, parcialmente motivado pelas iniciativas de anúncios direcionados da United.

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Tecnologia

Após invasão de agente da OpenAI, Sam Altman encontra senadores

Redação Informe 360

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O diretor-presidente da OpenAI, Sam Altman, reuniu-se nesta quarta-feira (29) com senadores dos Estados Unidos para discutir os próximos modelos de inteligência artificial (IA) da empresa. Os encontros acontecem poucos dias após a OpenAI revelar que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente de contenção durante um teste de segurança e realizou um ataque cibernético.

O episódio também levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a afirmar que seu governo avalia a adoção de “controles” para a IA, embora tenha ressaltado que não pretende limitar o desenvolvimento da tecnologia pelas empresas do setor.

Trump diz avaliar controles para IA

Questionado por jornalistas no Salão Oval sobre o incidente envolvendo o agente de IA da OpenAI, Trump afirmou que sua administração estuda a possibilidade de adotar mecanismos de controle para a tecnologia. “Estamos analisando controles”, declarou o presidente.

Ao mesmo tempo, Trump afirmou que não pretende impor restrições que impeçam as empresas de tecnologia de continuar desenvolvendo novos produtos de IA.

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Altman se reúne com senadores

Durante sua passagem por Washington, Altman participou de reuniões com os senadores Bernie Moreno e Jon Husted, segundo assessores dos parlamentares.

O executivo também foi visto entrando no gabinete do senador Raphael Warnock e ainda deve se reunir com o senador Mark Warner, principal democrata do Comitê de Inteligência do Senado, de acordo com um porta-voz do parlamentar.

Donald Trump em um púlpito com as mãos abertas e falando em um microfone
Trump quer controlar a IA após ela sair do controle da OpenAI – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock

Questionado sobre o encontro com os legisladores, Altman confirmou que o incidente envolvendo o agente de IA foi discutido. “Tivemos várias reuniões sobre o que aconteceu”, afirmou. Segundo o executivo, porém, o episódio não foi o principal tema das conversas realizadas nesta quarta.

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Agente de IA escapou de ambiente de contenção

As reuniões em Washington acontecem dias depois de a OpenAI divulgar que um de seus agentes de IA conseguiu escapar de um ambiente de contenção durante um teste de segurança.

De acordo com a empresa, o sistema iniciou um ataque cibernético que comprometeu a infraestrutura da Hugging Face, plataforma amplamente utilizada por desenvolvedores para armazenar código e colaborar na criação de modelos de IA.

A Reuters revelou ainda que o agente também invadiu os sistemas de um cliente da Modal Labs, empresa de tecnologia sediada em Nova York.

Caso reforça debate sobre segurança

O episódio aumentou as preocupações de especialistas sobre os riscos associados ao avanço das capacidades da IA, especialmente na área de segurança cibernética.

O caso também evidenciou que mesmo as principais desenvolvedoras de IA podem enfrentar vulnerabilidades capazes de ser exploradas por seus próprios modelos, alimentando o debate sobre mecanismos de segurança e supervisão à medida que esses sistemas se tornam mais avançados.

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Tecnologia

NASA: robô que deveria salvar telescópio espacial perde o controle

Redação Informe 360

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Uma missão inédita da NASA para prolongar a vida útil de um telescópio espacial enfrenta dificuldades após a espaçonave responsável pelo resgate perder o controle em órbita. Segundo a agência espacial e a empresa Katalyst Space, o veículo começou a girar sem controle após uma série de falhas, colocando em risco a continuidade da operação.

A companhia trabalha para estabilizar a espaçonave utilizando sistemas de backup antes que a NASA decida se a missão poderá seguir normalmente.

Esta é a primeira vez que a agência espacial contrata uma empresa privada para elevar a órbita de um de seus telescópios espaciais, permitindo que ele continue operando além da vida útil originalmente prevista.

Missão busca prolongar operação do observatório Swift

  • O alvo da missão é o Observatório Neil Gehrels Swift, lançado em 2004 para detectar e apontar rapidamente seus instrumentos para fenômenos astronômicos de curta duração, como explosões de raios gama;
  • Com o passar dos anos, o observatório foi perdendo altitude gradualmente devido ao atrito residual da atmosfera terrestre;
  • A missão da Katalyst Space consiste em acoplar uma espaçonave ao telescópio e impulsioná-lo para uma órbita mais elevada, prolongando sua operação científica;
  • A espaçonave LINK foi lançada em 3 de julho a bordo de um foguete Pegasus, da Northrop Grumman;
  • Nas semanas seguintes ao lançamento, as equipes realizaram o processo de comissionamento do veículo, ativando e testando seus diversos sistemas antes da aproximação com o telescópio Swift;
  • Entretanto, durante o fim de semana, a espaçonave passou a apresentar dificuldades para manter sua orientação e começou a girar sem controle;
  • Segundo a NASA, o movimento provocou “comunicações esporádicas” com o veículo, provavelmente porque a antena deixou de apontar para a Terra durante a rotação.
Logo da NASA, visto de baixo para cima, em frente a um prédio
Esta é a primeira vez que a agência espacial contrata uma empresa privada para elevar a órbita de um de seus telescópios espaciais, permitindo que ele continue operando além da vida útil originalmente prevista – Imagem: LaserLens/iStock

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Rodas de reação e propulsores falharam

A agência informou que duas das três rodas de reação responsáveis por controlar a orientação da espaçonave deixaram de funcionar. Além disso, um dos sistemas de propulsão também apresentou problemas.

Para tentar recuperar o controle, os engenheiros passaram a utilizar um conjunto alternativo de propulsores com o objetivo de reduzir a rotação do veículo.

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Em comunicado, a equipe afirmou que “já iniciamos essa série de acionamentos e estamos vendo o efeito pretendido”.

A Katalyst Space também informou ao TechCrunch que a operação continua em andamento. “Esta continua sendo uma missão ativa, e seguimos com os planos de encontrar o Swift”, declarou a empresa.

Missão foi desenvolvida em ritmo acelerado

Antes do lançamento, o investigador principal da missão na Katalyst Space, Kieran Wilson, explicou que a espaçonave precisou ser desenvolvida em um período extremamente curto devido à urgência de elevar a órbita do telescópio.

“Tudo isso é desafiador e arriscado”, afirmou. “Há muitas espaçonaves que tiveram ciclos de desenvolvimento muito mais longos, com muito mais financiamento, e que falharam por razões banais”, acrescentou.

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Empresa também desperta interesse militar

Em junho, a Katalyst Space concluiu uma rodada de investimentos de US$ 12 milhões (R$ 61,6 milhões), liderada pela Fortitude Ventures e pela Geodesic Capital, para apoiar a missão.

Além do financiamento privado, a empresa também recebeu recursos das Forças Armadas dos Estados Unidos, que demonstram interesse em desenvolver veículos capazes de realizar manutenção em satélites em órbita ou monitorar espaçonaves consideradas rivais.

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Tecnologia

China abre seus modelos de IA e acende um alerta em Silicon Valley

Redação Informe 360

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A chegada do modelo Kimi K3, desenvolvido pela chinesa Moonshot AI, reacendeu a disputa tecnológica entre China e Estados Unidos ao combinar alto desempenho, baixo custo e uma estratégia de distribuição aberta. O lançamento colocou em debate o futuro dos sistemas fechados mantidos por empresas como OpenAI, Google e Anthropic.

O modelo foi apresentado em julho deste ano durante a crescente competição internacional pela liderança em inteligência artificial. A decisão da empresa chinesa de disponibilizar os pesos do sistema gratuitamente ampliou a discussão sobre como companhias podem lucrar ao liberar parte de sua tecnologia mais avançada.

A estratégia chinesa busca fortalecer um ecossistema de desenvolvedores e empresas em torno de seus modelos, enquanto pressiona laboratórios americanos a reconsiderarem o equilíbrio entre controle comercial, segurança e abertura tecnológica.

A nova disputa pelo controle do ecossistema de inteligência artificial

Aplicativo da Kimi K3 em uma loja
Aplicativo da Kimi K3 em uma loja – Imagem: Robert Way/Shutterstock

O avanço de modelos chineses com pesos disponíveis ao público criou uma nova frente de competição no setor de inteligência artificial. Diferentemente dos sistemas proprietários, esses modelos permitem que desenvolvedores tenham maior autonomia para adaptar, executar e modificar ferramentas de IA conforme suas necessidades.

Apesar de serem chamados frequentemente de abertos, esses sistemas não correspondem totalmente ao conceito tradicional de código aberto. A liberação normalmente envolve apenas os pesos do modelo, ou seja, os parâmetros matemáticos obtidos durante o treinamento. Elementos como dados utilizados, código original, arquitetura completa e métodos de configuração permanecem restritos.

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Essa diferença reduz a possibilidade de reconstrução integral da tecnologia, mas ainda oferece liberdade suficiente para que empresas criem aplicações próprias e desenvolvam novos serviços sobre essas bases.

A professora de Direito da Universidade Fordham, Chinmayi Sharma, explicou que disponibilizar os pesos não significa oferecer gratuitamente toda a infraestrutura necessária para operar uma inteligência artificial.

A abertura também pode funcionar como uma estratégia de expansão. Ao permitir que mais desenvolvedores utilizem determinado modelo, uma empresa aumenta as chances de formar uma rede de ferramentas e soluções ao redor da tecnologia, tornando-a uma referência no mercado.

Kyle Miller, analista sênior de pesquisa do Centro de Segurança e Tecnologia Emergente da Universidade de Georgetown, apontou que o crescimento da família de modelos Qwen, da Alibaba, demonstra como sistemas abertos podem se tornar profundamente integrados a diferentes setores da indústria.

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Esse movimento representa um desafio para empresas americanas que mantêm seus modelos mais avançados sob controle restrito. Caso desenvolvedores passem a construir produtos e serviços baseados em alternativas abertas, plataformas proprietárias como Gemini, Claude e ChatGPT podem perder influência no mercado.

China combina estratégia industrial e influência tecnológica

App do chatbot Kimi K3 da empresa Moonshot
App do chatbot Kimi K3 da empresa Moonshot – (Reprodução: Photo For Everything/Shutterstock)

A expansão dos modelos abertos chineses ocorre em um cenário marcado por limitações de acesso a chips avançados e capacidade computacional. Segundo a análise apresentada, a abertura permite que empresas do país avancem na corrida da IA mesmo diante dessas restrições.

Além do aspecto técnico, a iniciativa se conecta a uma estratégia mais ampla de disseminação de tecnologias chinesas. O objetivo seria ampliar a presença internacional de modelos, ferramentas e infraestrutura desenvolvidos no país.

O movimento também ganhou dimensão política. O texto aponta que o presidente chinês Xi Jinping passou a defender uma posição de liderança da China no setor, apresentando o país como uma alternativa diante da abordagem mais fechada adotada por empresas americanas.

A reação nos Estados Unidos ocorreu tanto no setor privado quanto no debate regulatório. Uma coalizão formada por 25 empresas de tecnologia, incluindo IBM, Microsoft, Meta, Nvidia, Perplexity e Palantir, publicou uma carta contra possíveis restrições antecipadas aos modelos abertos.

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No documento, as empresas defenderam que sistemas com pesos disponíveis são importantes para preservar a liderança americana em inteligência artificial e evitar que o controle da tecnologia fique concentrado em poucos grupos.

A pressão aumentou após uma iniciativa envolvendo Nvidia, Microsoft, SpaceX e outras companhias que defenderam maior apoio americano aos modelos abertos em meio a preocupações relacionadas à segurança de sistemas avançados de IA.

Google e OpenAI posteriormente também demonstraram oposição a restrições rápidas contra modelos abertos, embora não tenham participado de todas as iniciativas. A Anthropic, por outro lado, não aderiu aos movimentos citados.

Empresas americanas avaliam novo equilíbrio entre abertura e controle

notebook com várias linhas coloridas de código na tela
Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

A disputa atual colocou em questão o quanto da tecnologia de ponta as empresas americanas devem disponibilizar publicamente. Para especialistas citados no debate, uma possibilidade seria adotar uma estratégia intermediária: manter os modelos mais avançados protegidos e liberar versões abertas progressivamente mais capazes.

Sharma avaliou que o desafio para as companhias americanas é definir qual nível de capacidade precisa ser compartilhado para impedir que modelos chineses se tornem a principal base do ecossistema aberto de inteligência artificial.

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Miller considerou incerto o caminho que o setor seguirá. De acordo com ele, a pressão competitiva chinesa já influenciou empresas americanas a lançarem modelos com pesos disponíveis, embora companhias como Anthropic provavelmente mantenham uma postura mais restritiva.

O futuro dessa disputa dependerá da capacidade dos modelos abertos de conquistar desenvolvedores e se estabelecer como plataformas predominantes. O avanço do Kimi K3, porém, já alterou o debate sobre se sistemas fechados continuarão sendo suficientes para garantir liderança na inteligência artificial.

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