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NASA: robô que deveria salvar telescópio espacial perde o controle

Redação Informe 360

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Uma missão inédita da NASA para prolongar a vida útil de um telescópio espacial enfrenta dificuldades após a espaçonave responsável pelo resgate perder o controle em órbita. Segundo a agência espacial e a empresa Katalyst Space, o veículo começou a girar sem controle após uma série de falhas, colocando em risco a continuidade da operação.

A companhia trabalha para estabilizar a espaçonave utilizando sistemas de backup antes que a NASA decida se a missão poderá seguir normalmente.

Esta é a primeira vez que a agência espacial contrata uma empresa privada para elevar a órbita de um de seus telescópios espaciais, permitindo que ele continue operando além da vida útil originalmente prevista.

Missão busca prolongar operação do observatório Swift

  • O alvo da missão é o Observatório Neil Gehrels Swift, lançado em 2004 para detectar e apontar rapidamente seus instrumentos para fenômenos astronômicos de curta duração, como explosões de raios gama;
  • Com o passar dos anos, o observatório foi perdendo altitude gradualmente devido ao atrito residual da atmosfera terrestre;
  • A missão da Katalyst Space consiste em acoplar uma espaçonave ao telescópio e impulsioná-lo para uma órbita mais elevada, prolongando sua operação científica;
  • A espaçonave LINK foi lançada em 3 de julho a bordo de um foguete Pegasus, da Northrop Grumman;
  • Nas semanas seguintes ao lançamento, as equipes realizaram o processo de comissionamento do veículo, ativando e testando seus diversos sistemas antes da aproximação com o telescópio Swift;
  • Entretanto, durante o fim de semana, a espaçonave passou a apresentar dificuldades para manter sua orientação e começou a girar sem controle;
  • Segundo a NASA, o movimento provocou “comunicações esporádicas” com o veículo, provavelmente porque a antena deixou de apontar para a Terra durante a rotação.
Logo da NASA, visto de baixo para cima, em frente a um prédio
Esta é a primeira vez que a agência espacial contrata uma empresa privada para elevar a órbita de um de seus telescópios espaciais, permitindo que ele continue operando além da vida útil originalmente prevista – Imagem: LaserLens/iStock

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Rodas de reação e propulsores falharam

A agência informou que duas das três rodas de reação responsáveis por controlar a orientação da espaçonave deixaram de funcionar. Além disso, um dos sistemas de propulsão também apresentou problemas.

Para tentar recuperar o controle, os engenheiros passaram a utilizar um conjunto alternativo de propulsores com o objetivo de reduzir a rotação do veículo.

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Em comunicado, a equipe afirmou que “já iniciamos essa série de acionamentos e estamos vendo o efeito pretendido”.

A Katalyst Space também informou ao TechCrunch que a operação continua em andamento. “Esta continua sendo uma missão ativa, e seguimos com os planos de encontrar o Swift”, declarou a empresa.

Missão foi desenvolvida em ritmo acelerado

Antes do lançamento, o investigador principal da missão na Katalyst Space, Kieran Wilson, explicou que a espaçonave precisou ser desenvolvida em um período extremamente curto devido à urgência de elevar a órbita do telescópio.

“Tudo isso é desafiador e arriscado”, afirmou. “Há muitas espaçonaves que tiveram ciclos de desenvolvimento muito mais longos, com muito mais financiamento, e que falharam por razões banais”, acrescentou.

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Empresa também desperta interesse militar

Em junho, a Katalyst Space concluiu uma rodada de investimentos de US$ 12 milhões (R$ 61,6 milhões), liderada pela Fortitude Ventures e pela Geodesic Capital, para apoiar a missão.

Além do financiamento privado, a empresa também recebeu recursos das Forças Armadas dos Estados Unidos, que demonstram interesse em desenvolver veículos capazes de realizar manutenção em satélites em órbita ou monitorar espaçonaves consideradas rivais.

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Tecnologia

Confira o Olhar Digital News na íntegra (04/11/2026)

Redação Informe 360

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Veja os destaques do Olhar Digital News desta quarta-feira (04/11).

“Padrinho” da IA alerta para iminência de evento catastrófico ligado à tecnologia

O cientista Geoffrey Hinton, um dos pioneiros da inteligência artificial, afirmou que a humanidade talvez estivesse melhor sem desenvolver a tecnologia. Ele também alertou que sistemas avançados podem provocar incidentes de grande escala num futuro próximo.

Eleição nos EUA expõe reação a bilionários e data centers de IA

Os democratas conquistaram o controle do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato de 2026, impondo uma derrota ao presidente Donald Trump e aos candidatos apoiados por grandes empresários do setor de tecnologia. O resultado reflete a insatisfação dos eleitores com o custo de vida, as propostas de expansão dos data centers de inteligência artificial.

El Niño atinge recorde histórico de aquecimento em outubro

Medições feitas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) revelam que o El Niño continua se intensificando. No mês de outubro, a temperatura da superfície da água na parte central do Oceano Pacífico ficou 2,4°C acima da média histórica. Já a região mais a leste, em direção à América do Sul, aqueceu ainda mais: 3,5°C acima do normal para o período.

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Telescópio da NASA cai na Terra após 22 anos no espaço

O telescópio espacial Swift, da NASA, encerrou sua trajetória de mais de duas décadas no espaço nesta quarta-feira (04). O observatório reentrou na atmosfera terrestre de maneira descontrolada, três meses depois de uma tentativa de resgate realizada por uma empresa privada fracassar.

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Astronautas da NASA votam nas eleições dos EUA a mais de 400 km da Terra

Redação Informe 360

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Estar a mais de 400 quilômetros da Terra não impediu três astronautas estadunidenses de participar das eleições legislativas dos Estados Unidos nesta terça-feira (3). A bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), Anil Menon, Jessica Watkins e Luke Delaney preencheram cédulas eletrônicas e enviaram seus votos às autoridades eleitorais em Harris County, no Texas (EUA).

A participação foi confirmada por Menon em publicação nas redes sociais. Em vídeo, o astronauta mostrou o pequeno compartimento onde dorme e que também serviu como cabine de votação. Com um computador, ele preencheu o formulário eletrônico e encaminhou a cédula de volta à Terra.

“Sim, você pode até votar do espaço! Todos os três tripulantes americanos tiveram o privilégio de votar a bordo da estação espacial. Preenchemos uma cédula eletrônica e a enviamos com segurança às autoridades eleitorais”, escreveu Menon.

Como funciona o voto dos astronautas?

O procedimento começa antes mesmo da votação. Assim como outros estadunidenses que estão longe de suas residências, os astronautas podem solicitar uma cédula de votação ausente por meio de formulário federal chamado Federal Post Card Application.

Depois de receber o documento em formato eletrônico, o tripulante pode preenchê-lo a bordo da estação espacial e enviá-lo de volta à Terra pela infraestrutura de comunicação da NASA.

O caminho envolve diferentes etapas:

  • O astronauta preenche a cédula eletrônica em seu computador na ISS;
  • O documento é transmitido pelo sistema de satélites de comunicação da NASA até uma antena terrestre no White Sands Test Facility, no Novo México (EUA);
  • A agência encaminha o arquivo ao Centro Espacial Johnson, em Houston, no Texas (EUA);
  • O documento chega ao cartório eleitoral responsável pelo registro do astronauta, onde o voto é processado.

A segurança também faz parte do procedimento. Segundo a NASA, a cédula é criptografada e só pode ser acessada pelo astronauta e pelo funcionário eleitoral responsável por recebê-la.

Foto da Estação Espacial Internacional sobre o Oceano Pacífico
Astronautas a bordo da ISS conseguem votar desde 1997 – Imagem: NASA

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Votar do espaço é possível desde 1997

A possibilidade de participar de eleições diretamente do espaço existe há quase três décadas. Em 1997, o Texas aprovou lei que permitiu aos astronautas registrados no Estado votar eletronicamente durante missões espaciais.

Naquele mesmo ano, David Wolf se tornou o primeiro estadunidense a votar fora da Terra. Ele estava a bordo da estação espacial russa Mir, antes mesmo da chegada dos primeiros tripulantes à ISS, em novembro de 2000.

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A concentração de domicílios eleitorais de astronautas no Texas tem explicação prática: o Estado abriga o Centro Espacial Johnson, em Houston, responsável pelo treinamento e pelo suporte às missões tripuladas da NASA.

Desde então, o procedimento permite que profissionais em missões de longa duração mantenham o direito de participar das eleições estadunidenses, mesmo quando estão em órbita.

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WhatsApp ganha função que transforma números, endereços e datas em atalhos

Redação Informe 360

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O WhatsApp está liberando recurso que promete facilitar tarefas comuns do dia a dia. A novidade identifica automaticamente números de telefone, datas, horários, endereços e e-mails compartilhados em conversas e oferece atalhos para interagir com essas informações sem precisar sair do aplicativo.

Chamado de message text actions (ações de texto em mensagens), o recurso está em distribuição gradual para usuários de celulares Android e iPhone. A novidade foi identificada pelo site especializado WABetaInfo em versões recentes do aplicativo.

Como funcionam as ações de texto do WhatsApp?

Quando o aplicativo reconhece uma informação compatível, ele exibe um sublinhado pontilhado abaixo do trecho. Ao tocar no texto destacado, o usuário abre um menu com opções relacionadas ao conteúdo identificado.

O recurso funciona tanto em mensagens recebidas quanto nas enviadas. O menu também mostra o trecho reconhecido, permitindo conferir se o WhatsApp identificou corretamente a informação. Caso não queira utilizar nenhuma das sugestões, basta ignorar o destaque e continuar a conversa normalmente.

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As opções variam de acordo com o tipo de conteúdo:

  • Números de telefone: permitem copiar o número, adicioná-lo à lista de contatos ou fazer uma ligação pela operadora. No caso de números comerciais, também pode aparecer a opção de consultar informações da empresa;
  • Datas e horários: oferecem a possibilidade de copiar os dados, adicioná-los à agenda do aparelho ou criar um evento diretamente no WhatsApp;
  • Endereços: podem ser copiados ou abertos em um aplicativo de mapas;
  • E-mails: permitem copiar o endereço ou abrir o aplicativo de correio eletrônico para iniciar uma mensagem.

Algumas dessas opções já existiam em versões anteriores do WhatsApp. A mudança está em reuni-las em um menu contextual, facilitando o acesso às ações disponíveis.

Exemplos de uso do novo recurso
Menu também mostra o trecho reconhecido, permitindo conferir se o WhatsApp identificou corretamente a informação – Imagem: Reprodução/WABetaInfo

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Recurso não compromete a criptografia das conversas

Outro detalhe destacado pelo WABetaInfo diz respeito à privacidade. Segundo o site, o reconhecimento dos textos acontece diretamente no dispositivo, por meio de expressões regulares — padrões usados para identificar formatos específicos de informação.

Nesse processo, o conteúdo das mensagens e as sugestões de ações não são enviados aos servidores do WhatsApp. O site afirma que, por isso, a novidade não interfere na criptografia de ponta a ponta das conversas.

O aplicativo também permite avaliar as sugestões. Depois de selecionar uma ação, o usuário pode indicar se ela foi útil ou não. Caso a identificação esteja incorreta ou a opção seja desnecessária, é possível fornecer esse feedback. De acordo com o WABetaInfo, essa avaliação envia apenas um sinal à plataforma, sem compartilhar o conteúdo da mensagem.

Quando o recurso chega a todos?

As ações de texto estão sendo liberadas gradualmente para alguns usuários das versões mais recentes do WhatsApp para Android e iOS. Isso significa que nem todos encontrarão os sublinhados pontilhados imediatamente, mesmo que tenham atualizado o aplicativo.

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O WABetaInfo informa que a distribuição deve alcançar mais contas nas próximas semanas. Até o momento, porém, o WhatsApp não anunciou uma data para disponibilizar a novidade a todos os usuários.

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