Tecnologia
Cidade surpreende como o melhor polo de startups da Europa

Paris (França) foi eleita a cidade com o maior e mais bem-sucedido ecossistema de startups da Europa, superando Londres (Inglaterra), Cambridge (Inglaterra), Munique (Alemanha), Estocolmo (Suécia) e Grenoble (França), que também se destacaram no Índice Global do Ecossistema de Tecnologia de 2025.
O relatório analisou dados sobre investimento de capital de risco, valor empresarial, impulso do ecossistema, unicórnios, vínculos universitários e patentes de 288 cidades e 69 países.
Como era esperado, Bay Area (EUA), que abriga o Vale do Silício, ficou em primeiro lugar, seguida por Nova York e Boston, também nos Estados Unidos. Na sequência, aparecem a capital francesa, Austin (EUA), a capital inglesa, Seul (Coreia do Sul), San Diego (EUA), Los Angeles (EUA) e Tel Aviv (Israel) em décimo.

Completam a lista Toronto (Canadá), Washington DC (EUA), Xangai (China), Singapura, Estocolmo, Chicago (EUA), Munique, Pequim (China), Seattle (EUA) e Mumbai (Índia) em vigésimo.
“O relatório responde à crescente demanda de formuladores de políticas para construir economias locais de inovação e mostra que grandes ecossistemas podem surgir em qualquer lugar, não apenas em grandes centros de tecnologia”, diz o documento.
Por que Paris?
- Os analistas avaliaram que o ecossistema de Paris se acelerou nos últimos 12 a 24 meses, em grande parte devido aos talentos em inteligência artificial (IA) e à nova onda de fundadores recorrentes;
- A Cúpula de Ação em IA, no início de 2025, também colocou o ecossistema francês em destaque ao nível global;
- O atual clima geopolítico também pode atrair mais talentos para a França, segundo o relatório;
- O ambiente de financiamento é considerado bom, com fundos internacionais formando equipes mais fortes para cobrir o mercado francês. E o governo, pró-negócios e pró-inovação, está atento às necessidades dos empreendedores.

Leia mais:
- Como o Vale do Silício quer conquistar o mercado de defesa dos EUA
- Como países em desenvolvimento podem liderar a próxima revolução tecnológica
- Oriente Médio aposta bilhões em IA, mas riscos geopolíticos preocupam
Brasil também tem cidades com potencial relacionado a startups
Uma das categorias do índice global avalia os ecossistemas tecnológicos emergentes de crescimento mais rápido, enfatizando o crescimento do valor empresarial e dos unicórnios (startups privadas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão), ajustados pelo Produto Interno Bruto (PIB) per capita local e pelo custo de vida.
Duas cidades brasileiras aparecem no top dez: Belo Horizonte (MG) em quarto lugar e Curitiba (PR) em sexto. Lagos (Nigéria) está no topo da lista, tendo criado cinco unicórnios e aumentado a avaliação do seu ecossistema em 11,6 vezes desde 2017, apesar de ter economia menor.

Já na categoria “unicórnios na América Latina”, São Paulo (SP) ocupa a primeira posição, seguida pela Cidade do México (México) e Buenos Aires (Argentina). A capital mineira ficou em sexto lugar, enquanto a capital paranaense aparece em oitava e, o Rio de Janeiro (RJ), em décimo.
“São Paulo concentra os principais players que impulsionam a inovação — desde grandes corporações e fundos de investimento até aceleradoras, incubadoras e universidades — todos altamente conectados ao universo das startups. Isso cria um terreno fértil para oportunidades de colaboração, financiamento e escala”, disse Renan Rocha, da SP Negócios, ao relatório.
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AGU muda de ideia e pede ao STF que derrube marco legal das bets

A Advocacia-Geral da União (AGU) mudou de posição sobre a regulamentação das apostas online e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare inconstitucional o núcleo das leis que permitiram e disciplinaram a exploração das chamadas bets no Brasil.
A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (2) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) relatada pelo ministro Luiz Fux. A mudança ocorre uma semana depois de o governo editar uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional.
Em manifestação anterior, apresentada em outra ação sobre o tema, a AGU havia defendido que a legislação era “ainda constitucional, sujeita a processo de progressiva inconstitucionalização”. Na ocasião, o órgão argumentou que a regulamentação era recente e que seus efeitos ainda precisavam ser acompanhados.
Agora, a Advocacia-Geral afirma que o período de monitoramento mostrou que as medidas adotadas pelo Executivo não foram suficientes para corrigir as fragilidades do modelo.
Segundo a nova manifestação, os indicadores disponíveis apontam para a persistência e o agravamento de danos que a legislação deveria evitar. Entre os problemas citados estão impactos sobre a saúde pública, o endividamento das famílias, a proteção dos consumidores e a utilização das plataformas de apostas para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.
Impactos sobre saúde e famílias
- A AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas;
- “Informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apontam impactos sobre insegurança alimentar, endividamento e vulnerabilidade, além da fragilização de vínculos familiares e sociais”, afirma o documento;
- A manifestação também menciona crescimento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico e à mania de jogos e apostas entre 2018 e 2025;
- Outro dado citado pelo órgão é uma estimativa de que as apostas tenham retirado aproximadamente R$ 62,5 bilhões dos orçamentos familiares em 2025;
- Ao final da manifestação, a AGU pede que o STF declare inconstitucionais os dispositivos das leis de 2018 e 2023 que formam a base jurídica da exploração das apostas de quota fixa no país.

Quais leis estão em discussão
A manifestação questiona dispositivos de duas leis federais que estruturaram o mercado de apostas de quota fixa. A primeira é a Lei nº 13.756/2018, aprovada pelo Congresso e sancionada durante o governo de Michel Temer. A norma criou a modalidade de aposta de quota fixa no Brasil.
A AGU pede que sejam declarados inconstitucionais os artigos 29 a 35 da legislação, responsáveis por instituir a modalidade e estabelecer regras relacionadas à sua exploração.
A segunda é a Lei nº 14.790/2023, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma regulamentou o setor, estabelecendo regras para autorização das empresas, funcionamento das plataformas, publicidade, direitos dos apostadores, prevenção à lavagem de dinheiro e mecanismos de jogo responsável.
Na avaliação atual da AGU, porém, esse conjunto de regras não criou salvaguardas suficientes para conter os riscos associados às apostas.
O órgão afirma que, mesmo depois das medidas complementares adotadas pelo Executivo a partir de 2024, permaneceram problemas relacionados à saúde, ao endividamento das famílias, à publicidade e ao mercado clandestino.
Leia mais:
- Fim das Bets e do ‘Jogo do Tigrinho’: veja o que fazer agora
- Pix: transações caem 10% após proibição de bets
- Fim das bets: governo quer bloqueio de 5,2 mil sites de apostas ilegais
Pedido é diferente da ação contra a proibição das bets
A manifestação da AGU ocorre em ação que discute a própria base legal das apostas de quota fixa e é diferente dos processos que questionam diretamente a medida provisória editada pelo governo na semana passada. A MP proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o país.
Entidades do setor também recorreram ao STF contra a medida provisória. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram a suspensão da proibição.
Segundo a AGU, o órgão ainda apresentará uma manifestação específica nessas ações quando for formalmente intimado.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (01/10/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (01/10).
Aconteceu de novo: agentes de IA tentaram invadir site do governo do Canadá
A empresa de pesquisa em inteligência artificial Transluce revelou que agentes de IA tentaram acessar um site ligado ao governo do Canadá. As investidas ocorreram em 28 de maio e 9 de junho, sem indicação de que os sistemas públicos tenham sido comprometidos.
Redes sociais são vistas como ameaça à democracia, revela pesquisa
Um número crescente de pessoas acredita que as redes sociais manipulam e dividem a população. É o que revela uma pesquisa do Pew Research Center divulgada nesta quinta-feira (01). Segundo o levantamento, cidadãos de países mais ricos tendem a ter uma percepção pior das plataformas.
SpaceX lança chips de IA do Google em teste para futuros data centers espaciais
A SpaceX lançou, nesta quinta-feira (01), um protótipo de satélite equipado com chips de inteligência artificial do Google. O dispositivo foi enviado à órbita a bordo de um foguete Falcon 9 durante a missão Transporter-18, realizada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.
NASA e SpaceX lançam astronautas à Estação Espacial Internacional
A NASA e a SpaceX lançaram nesta quinta-feira (01) a missão Crew-13. Com destino à Estação Espacial Internacional, ela decolou da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, por volta de 12h11, pelo horário de Brasília.
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Eleições: posso perguntar para a IA em que votar?
Em meio a planos de governo extensos, sabatinas diárias e um volume avassalador de propagandas políticas, a tentação de buscar um atalho é grande. Para a parcela de indecisos que costuma deixar a escolha para a reta final, o celular oferece uma consulta rápida e tentadora: pedir uma indicação direta aos assistentes virtuais de Inteligência Artificial.
Mas o que esses chatbots de IA realmente podem responder nessas horas? O Olhar Digital News desta quarta-feira (30) convidou Ricardo Souza, advogado especialista em direito digital, para analisar o que pode e o que não pode.
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