Tecnologia
ChatGPT ou Bard: qual é melhor?

Há poucas semanas, o Google anunciou o mais avançado modelo de inteligência artificial (IA) de que se tem notícia, o Gemini. Logo, a tecnologia foi embarcada no Bard, a IA generativa do Google.
A esperança do Google é que, dessa forma, seu chatbot derrote o ChatGPT, atualmente o mais potente e maior rival da gigante das buscas.
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O ChatGPT e o Bard enriquecido com o Gemini são similares, com o Gemini Pro sendo mais comparável à última versão do chatbot da OpenAI, o GPT-4, que, atualmente, está disponível para assinantes do ChatGPT Plus.
Com a novidade do Google, o The Verge fez um teste para tentar determinar qual das duas IAs generativas é a mais poderosa: ChatGPT ou Bard? Vale lembrar, contudo, que uma pesquisa recente indicou que a IA do Google venceu a da OpenAI em avaliação de 57 disciplinas.
Básico
- Tanto o ChatGPT Plus quanto o Gemini Pro são chatbots bem avançados e baseados em modelos de linguagem grande (LLM, da sigla em inglês);
- Eles são as últimas e melhores opções disponíveis por suas companhias e prometem ser mais rápidos e melhores ao responder comandos do que seus predecessores;
- Ambos são treinados com base em informações recentes, em vez de apenas saberem o que estava na Internet até 2021, como anteriormente;
- São bem simples de usar na condição de produtos independentes, em contraste com o novo Grok, da X, implantado como um extra na rede social de Elon Musk;
- Contudo, há diferenças significativas: enquanto o Bard é gratuito, o ChatGPT Plus custa US$ 20 (R$ 97,18) mensais;
- Já o Gemini Pro não possui capacidades multimodais (capacidade de receber comando em texto e responder com foto ou vídeo) como o ChatGPT Plus possui (mas é possível que o futuro Gemini Ultra terá tal capacidade);
- O Bard, por sua vez, oferece maneira de verificar outros rascunhos de respostas, algo inexistente no ChatGPT.
Dificuldades
Contudo, o artigo cita algumas dificuldades no teste de chatbots, como a significativa diferença de respostas ao rodar o mesmo comando várias vezes.
Além disso, percebe-se que o Bard é mais lento que o ChatGPT: são seis segundos contra três do chatbot da OpenAI para “Pensar” no que vai responder ao usuário.
O portal também encontrou mais restrições contra respostas potencialmente danosas, racistas e violações de direitos autorais no Bard do que no ChatGPT. Abaixo, confira os comandos dados pelo jornalista e a resposta de cada chatbot:
Receita de bolo
Pedir uma receita de bolo está entre as perguntas mais comuns da internet, algo que também se torna normal nas IAs. Para comparar os resultados obtidos junto ao Bard e ao ChatGPT, foi utilizado um livro de receitas. E, de um modo geral, estavam parecidos.
Mas, como as IAs não são perfeitas, algumas questões foram levantadas. Por exemplo, não deu para entender se o ChatGPT exigia água quente. Já o Bard parecia ter copiado uma receita de um blog local, mas solicitando o dobro de ovos.
Na hora de fazer as receitas, ficou comprovado que ambas funcionam, mas não ficaram tão boas. A receita do Gemini ficou meio “viscosa”, mas foi o mais úmido. Já o do ChatGPT ficou denso, suave, achocolatado e quase perfeito.
Saber mais sobre chás
Os chatbots foram incumbidos de dar informações diretas sobre chás, bem como algumas recomendações de livros.
Os dois apps deram respostas com os princípios básicos, incluindo as origens e tipos do chá, seus benefícios para saúde e lista de tópicos para prepará-lo.
Enquanto o Bard deu links para artigos que explicam melhor sobre o chá, o ChatGPT respondeu de forma mais extensa. Foram nove categorias focadas no significado cultural da bebida em vários países, produção global, técnicas de preparo e origem do chá.
Ao repetir o comando, o chatbot da OpenAI o condensou em seis pontos com uma ou duas frases em cada uma das categorias. Dessa vez, as sugestões de livros não foram alucinações, mas, sim, livros reais.
Significado do “Soneto 116”, de William Shakespeare
O jornalista resolveu pedir aos chatbots para explicarem o significado do “Soneto 116”, composto por William Shakespeare.
O Bard deu rápido resumo dos temas da constância e da atemporalidade de amor do soneto e escreveu algumas linhas do escrito, enquanto o ChatGPT foi mais profundo, analisando quadra por quadra. Ao reexecutar o comando no ChatGPT, contudo, ele seguiu mais a linha do rival.
“Desenhe foto de magnífico cavalo brincando em campo de margaridas ao nascer do Sol”
Nessa, só o ChatGPT consegue transformar texto em imagem (por enquanto). Como vemos abaixo, ele conseguiu cumprir com o pedido da repórter do The Verge.

Como dito no começo da matéria, o Gemini Pro terá essa capacidade, mas ele ainda não está disponível no Bard. Sendo assim, foi pedido que ele desenhasse o Sol, no que ele respondeu:
Letra da música “Ivy”, de Taylor Swift
O Bard se recusou a responder ao comando, afirmando não conhecer a pessoa. Supostamente, ele pensou que o nome da canção era o nome de uma pessoa real, pois ele respondeu normalmente quando lhe foi pedida a biografia de Taylor Swift.
Dias depois, contudo, o chatbot do Google mudou sua resposta, mas trouxe o refrão errado da música:
I’m your ivy, twining ‘round your evergreen
You’re my anchor, holding me safe from the keen
Bitter wind that chills my bones to the marrow
But you, you’re my shelter from the stormRefrão errado de “Ivy”, de Taylor Swift, trazido pelo Bard
Oh, goddamn
My pain fits in the palm of your freezing hand
Taking mine, but it’s been promised to another
Oh, I can’t
Stop you putting roots in my dreamland
My house of stone, your ivy grows
And now I’m covered in youRefrão verdadeiro de “Ivy”, de Taylor Swift
O ChatGPT foi mais conciso, trazendo não só a letra, como, ainda, uma dissertação sobre a música: “As letras mostram o estilo de escrita poético e evocativo de Swift, misturando imagens e emoções de uma forma que se tornou marca registrada de suas composições.”
A resposta do chatbot da OpenAI surpreende, visto que é comum serviços que trazem letras de músicas dessa forma serem processados por direitos autorais. Um exemplo foi a Universal Music, que já processou a rival de Google e OpenAI, a Anthropic, criadora do Claude, por distribuir letras protegida por direitos autorais sem licença.
Geralmente, o ChatGPT barra a publicação da letra e afirma que não pode mostrá-la por completo, ou, às vezes, refere-se a limitações de proteção de direitos autorais.
“Qual é melhor: o iPhone 15 ou o Pixel 8?”
Em um primeiro momento o ChatGPT foi mais justo em sua comparação, detalhando as diferenças entre ambos e dizendo que a Apple “normalmente usa hardware de alta qualidade, com foco no desempenho e durabilidade” e que sua câmera provavelmente terá excelente qualidade com melhorias de desempenho em pouca luz.
Sobre os Pixel, ele disse que “incluem, geralmente, as mais recentes inovações de hardware e possuem recursos, como Night Sight”. Porém, nada disse sobre detalhes importantes, como preço, resolução, etc., ou seja, não trouxe informações úteis, mais um apanhado geral sobre eles.
Já o Bard – recorde-se que o chatbot e o Pixel pertencem à mesma companhia – também não respondeu à pergunta de forma eficaz. Ele alegou que o iPhone 15 ainda não foi lançado (provavelmente por estar em fase de testes e ter limitações em seus dados-teste).
Sabe-se que os dados do GPT-4 vai até 2021, enquanto sua última versão, o GPT-4 Turbo, vai até abril de 2023. Não se sabe a do Gemini Pro.
Contudo, ambos podem pesquisar na internet e buscar informações em tempo real, que estão saindo neste momento, inclusive. Ou seja, não está claro por que o Bard não trouxe a informação precisa sobre o iPhone 15, assim como o ChatGPT, que também aparentou não ter ido à web buscar dados sobre o aparelho.
Últimas informações no caso Epic vs. Google
Uma pergunta mais complexa, porém recente. Há alguns dias, a Epic Games venceu o Google no caso antitruste. Será que os chatbots (especialmente o Bard) saberiam explicar o que houve no final? De fato, ambos responderam certo.
O ChatGPT optou por descrever o caso em dois parágrafos, sumarizando a vitória da Epic e ligou sua resposta a artigos de fontes, como Reuters, WBUR e Digital Trends. Ele informou que a decisão pode ter implicações para o Google, mas que ainda cabe recurso.
Já o Bard, do considerado culpado Google, detalhou a decisão em suas principais questões, sobre por quais razões a gigante das buscas foi considerada culpada.
Também afirmou que sua criadora manteve monopólio ilegal pela Play Store, sufocou sua concorrência injustamente e usou de táticas anticompetitivas. Ainda, indicou os próximos passos que podem ser tomados pelo Google, além das implicações mais amplas da vitória da Epic no que tange as lojas de aplicativos.
Contudo, diferente do ChatGPT, as referências trazidas pelo Bard não eram tão sólidas. Ele chegou a trazer um link do The Verge explicando o julgamento, contudo, o rotulou como sendo um comunicado à imprensa da própria Epic, enquanto um texto do TechCrunch foi creditado à Reuters.
O que fazer se for asmático
Normalmente, esse tipo de pergunta é feita ao Google, mas pe bem capaz de que se tornará comum às IAs generativas cada vez mais.
Ambos os chatbots responderam que era importante seguir o plano de ação para asma desenvolvida por paciente e médico, tomar os devidos remédios, identificar gatilhos e alergias, monitorar sintomas e considerar mudanças no estilo de vida, tais como perder peso. O ChatGPT acrescentou mais uma coisa: tomar vacinas contra a gripe.
Porém, só o Bard trouxe uma isenção de responsabilidade, indicanto que não é um médico e que não pode ofercer conselhos médicos. Contudo, explicou que suas respostas foram providas pela Mayo Clinic e pela Associação Americana de Pulmão, ambas com links originais. O ChatGPT não citou fontes.
Biografia da repórter
A autora do artigo, Emilia David, resolveu testar os conhecimentos de ambos os chatbots acerca de sua vida e carreira.
O ChatGPT visitou o site da profissional, trazendo informações da área “Sobre Mim”, de um artigo escrito sobre ela e alguns dados de publicações realizadas pela profissional.
O Bard não foi tão eficaz assim. Ele simplesmente informou: “Não tenho informações suficientes sobre esta pessoa para te ajudar com essa solicitação.”
Extra: e a minha biografia?
Inspirado por David, resolvi pedir ao ChatGPT e ao Bard que “escreva uma minibiografia sobre o jornalista Rodrigo Mozelli“. Enquanto o chatbot da OpenAI disse que não tinha informações suficientes sobre mim, o Bard me surpreendeu e trouxe um pequeno texto sobre minha carreira, até elogiou meus textos (!), mas se equivocou em alguns dados.
Por exemplo, ele se “esqueceu” de um veículo pelo qual passei e colocou datas erradas em outro. Além disso, disse que recebi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos de 2020 (algo que, até onde sei, não aconteceu!).
Veredito
O Bard tem muitas condições de competir igualmente com o ChatGPT Plus, mesmo ainda não pdoendo oferecer conversão de comandos de texto em imagens.
Contudo, ele recusou responder mais comandos do que o rival, ora citando impossibilidade de criar imagens por enquanto, ora citando limitações em seu código. E, mesmo sendo ligeiramente mais lento, possui a vantagem de ser gratuito (até agora).
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Samsung começa a trocar OneDrive pelo Google Fotos e muda como celulares Galaxy sincronizam fotos e vídeos

A Galeria, app da Samsung, começou a receber nova integração com o Google Fotos, que substitui o sistema de backup pelo Microsoft OneDrive. A novidade começou a ser liberada para alguns usuários após atualizações dos aplicativos envolvidos e traz algumas restrições importantes.
A Samsung havia confirmado no início da semana que substituiria a integração de backup com o OneDrive pela sincronização com o Google Fotos. Na ocasião, porém, o recurso ainda não estava disponível. Agora, a novidade começou a ser distribuída.
A atualização do aplicativo Galeria está chegando a alguns usuários após atualizações dos aplicativos Gallery Sync e Samsung Cloud. Segundo o 9to5Google, a versão 15.9.01.7 da Galeria parece ser a responsável por ativar a sincronização, embora outros aplicativos também participem do funcionamento do recurso.
Como funciona a sincronização
- O Google publicou uma página de suporte com mais detalhes sobre o funcionamento da integração entre a Galeria e o Google Fotos;
- Para utilizar o recurso, é necessário ter um dispositivo Samsung com Android 13 ou versão mais recente. Contas do Google Workspace não são compatíveis;
- Também existem limitações sobre o conteúdo sincronizado e sobre alguns recursos do Google Fotos;
- Fotos e vídeos sincronizados a partir da Galeria não funcionarão com Memórias e destaques, álbuns ao vivo ou a ferramenta de pesquisa do Google Photos.

Além disso, a Galeria não exibirá todo o conteúdo armazenado no Google Fotos. O aplicativo mostrará apenas os arquivos que foram sincronizados a partir da Galeria por meio de um dispositivo Samsung. Ou seja, conteúdos que já tenham sido armazenados diretamente no Google Fotos, sem terem passado pela sincronização de um aparelho Samsung, não aparecerão na Galeria.
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Como ativar
Caso o aparelho tenha recebido todas as atualizações necessárias, a opção para ativar a sincronização pode ser encontrada na Samsung Gallery em:
Menu > Configurações > Sincronização > Sincronizar fotos e vídeos
A partir daí, o usuário poderá habilitar a integração com o Google Fotos.
A mudança também marca o fim da integração da Galeria com o OneDrive. Para quem ainda utiliza o serviço da Microsoft, a sincronização continuará funcionando até 30 de setembro.
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OpenAI prevê “queimar” US$ 280 bilhões até 2030 para financiar expansão da infraestrutura de IA
A OpenAI projeta um fluxo de caixa livre negativo de US$ 278 bilhões (mais de R$ 1,4 trilhão) entre 2026 e 2030, segundo apresentação recente da empresa vista pelo Financial Times. O valor evidencia a dimensão dos recursos necessários para financiar a expansão da infraestrutura de computação usada pela companhia.
A empresa espera que suas receitas avancem de US$ 36 bilhões em 2026 para US$ 350 bilhões em 2030, mas ainda assim prevê que as despesas ficarão muito acima da geração de receita no período. Ao todo, a OpenAI estima registrar US$ 840 bilhões em receitas até o fim de 2030.
Gastos com computação devem concentrar maior parte dos recursos
De acordo com o FT, a OpenAI prevê gastar cerca de US$ 856 bilhões em poder computacional e infraestrutura até o fim de 2030. Esse deve ser, de longe, o maior grupo de despesas da empresa durante o período.
Os investimentos estão relacionados à ampliação do acesso à capacidade computacional necessária para treinar e operar modelos de inteligência artificial. A companhia também reduziu preços enquanto busca conquistar negócios da rival norte-americana Anthropic e enfrentar modelos de pesos abertos mais baratos desenvolvidos na China.
A necessidade de financiamento ganhou importância depois que a OpenAI levantou US$ 122 bilhões em março. Segundo a apresentação citada pelo FT, esse montante pode ser consumido até 2028 caso as projeções de gastos sejam mantidas.
Nova rodada de investimentos pode superar US$ 1,2 trilhão em avaliação
A OpenAI entrou recentemente em negociações para uma nova rodada de financiamento. Investidores procuraram a empresa para discutir aportes considerando uma avaliação de US$ 1,2 trilhão, enquanto a companhia busca uma avaliação ainda maior, segundo uma pessoa próxima à OpenAI ouvida pelo FT.
A capacidade da empresa de obter novos recursos também está ligada a acordos financeiros e contratos de infraestrutura firmados para garantir acesso à capacidade computacional. Empresas como Nvidia, Oracle e a unidade de data centers da SoftBank dependem desses contratos para parte de suas receitas futuras.
Apesar das projeções de forte consumo de caixa, há sinais de crescimento da receita. Novos lançamentos de modelos contribuíram para um aumento de aproximadamente 20% na receita anualizada da OpenAI em julho.
A projeção atual também representa uma melhora em relação à estimativa apresentada em maio, quando a empresa previa fluxo de caixa livre negativo de US$ 305 bilhões.
IPO foi adiado
A OpenAI havia planejado uma oferta pública inicial de ações para este outono e protocolou confidencialmente os documentos junto à Securities and Exchange Commission em junho. Desde então, porém, o processo foi adiado.
A empresa citou a crescente preocupação pública com os riscos associados ao rápido desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial como motivo para o adiamento. Alguns investidores também apontaram preocupações sobre a recepção nos mercados públicos de uma companhia que registra perdas elevadas.
A Anthropic, por sua vez, deve realizar uma oferta pública inicial neste outono, em uma operação que pode ser a maior desse tipo já registrada. A OpenAI não comentou as informações ao FT.
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Sam Altman vai falar sobre segurança da inteligência artificial em reunião do Conselho de Segurança da ONU

O CEO da OpenAI, Sam Altman, fará uma apresentação presencial ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) na próxima semana, durante a reunião anual de líderes mundiais em Nova York (EUA) para a Assembleia Geral da ONU. A informação foi confirmada por um porta-voz da OpenAI à Reuters.
O Conselho de Segurança, formado por 15 membros, se reunirá na quarta-feira (23) para discutir inteligência artificial (IA) e segurança internacional. A sessão ocorre poucas semanas depois de líderes do setor de IA defenderem uma desaceleração coordenada no desenvolvimento de tecnologias cada vez mais avançadas.
Esses líderes alertaram que a IA poderá, em breve, ser capaz de melhorar a si própria e eventualmente escapar do controle humano.
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O que Altman deve dizer na ONU
- Segundo o porta-voz da OpenAI, a apresentação de Altman deve abordar a necessidade de coordenação internacional e de padrões de segurança compartilhados. O executivo também deverá falar sobre as medidas adotadas pela empresa para garantir que pessoas em todo o mundo se beneficiem da IA;
- Diplomatas também esperam uma presença de alto nível da Anthropic na reunião, embora a participação da empresa ainda não esteja confirmada. A companhia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters;
- A reunião foi convocada pela França, que ocupa a presidência do Conselho de Segurança durante setembro. A sessão será presidida pelo ministro francês da Europa e das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot.
Em uma nota conceitual distribuída pela França aos integrantes do Conselho e vista pela Reuters, o país afirmou que, diante do risco de uso malicioso da tecnologia, é urgente promover o desenvolvimento seguro e responsável da IA em benefício de toda a comunidade internacional.
O Conselho de Segurança da ONU, responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais, discutiu os riscos da IA pela primeira vez em 2023. Na ocasião, a China afirmou que a tecnologia não deveria se transformar em um “cavalo fora de controle”, enquanto os Estados Unidos alertaram para possíveis usos da IA para censurar ou reprimir pessoas.
Altman já alertava sobre os riscos da IA antes do atual boom do setor. Em ensaio publicado em 2015, intitulado “Machine Intelligence, part 1”, ele afirmou que o desenvolvimento de uma IA sobre-humana seria “provavelmente a maior ameaça à continuidade da existência da humanidade”.
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