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Saúde

Ultrassom: o que é e como funciona?

Redação Informe 360

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O ultrassom é uma das ferramentas mais poderosas e versáteis da medicina moderna. Se você já realizou algum exame de imagem, provavelmente se deparou com essa tecnologia, que permite visualizar o interior do corpo humano de forma não invasiva.

Utilizado tanto para diagnósticos médicos quanto em tratamentos terapêuticos, o ultrassom é amplamente empregado em diversas áreas da saúde, como a obstetrícia, cardiologia, ortopedia, e até mesmo em tratamentos estéticos. Além disso, sua aplicação vai além da medicina, sendo também utilizada na indústria e até mesmo em ecografias para animais. Mas você sabe realmente o que é o ultrassom e como ele funciona?

Vamos explorar em detalhes o que é o ultrassom, como ele funciona e por que se tornou uma ferramenta tão importante no diagnóstico e tratamento de inúmeras condições médicas. Se você quer entender mais sobre essa tecnologia que revolucionou a medicina, continue lendo.

O que é ultrassom?

O ultrassom é um método de diagnóstico por imagem que utiliza ondas sonoras de alta frequência para criar imagens de estruturas internas do corpo. Diferente de exames que utilizam radiação, como o raio-X, o ultrassom é uma técnica não invasiva e segura, o que o torna uma escolha popular em diversas áreas da medicina.

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O ultrassom é amplamente conhecido por seu uso na obstetrícia, onde permite visualizar o desenvolvimento do feto durante a gravidez, mas suas aplicações são vastas e incluem áreas como cardiologia, ortopedia, urologia e muito mais.

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O termo “ultrassom” refere-se a ondas sonoras com frequências superiores ao limite de audição humana, que é aproximadamente 20.000 hertz. Essas ondas sonoras são emitidas por um dispositivo chamado transdutor, que também captura os ecos dessas ondas ao atingirem os tecidos do corpo. O resultado é uma imagem em tempo real que pode ser usada para avaliar órgãos, tecidos e até mesmo fluxo sanguíneo.

O astronauta da NASA Chris Ferguson tem seus olhos fotografados com ultrassom enquanto faz um exame oftalmológico. A saúde dos astronautas é sempre monitorada, mas nenhum estudo anterior se dedicou exclusivamente à parte sexual. Crédito: NASA

Além de sua aplicação em diagnósticos, o ultrassom também é utilizado em terapias, como na fisioterapia para tratamento de lesões musculares e articulares, onde as ondas sonoras ajudam a acelerar o processo de cicatrização. Ele é uma tecnologia extremamente versátil, adaptada para diferentes necessidades médicas.

Como funciona o ultrassom?

O funcionamento do ultrassom baseia-se em princípios simples da física, mas a tecnologia por trás dele é bastante sofisticada. Tudo começa com o transdutor, que é o dispositivo que gera e capta as ondas sonoras. Quando o transdutor é colocado sobre a pele do paciente, ele emite pulsos de ondas sonoras de alta frequência que viajam através dos tecidos do corpo. Essas ondas são refletidas de volta ao transdutor ao atingirem diferentes estruturas internas, como órgãos e ossos. A partir desses ecos, o equipamento de ultrassom cria uma imagem detalhada das partes internas do corpo.

O papel do transdutor

O transdutor é a peça-chave do ultrassom. Ele contém cristais piezoelétricos que, quando estimulados eletricamente, produzem ondas sonoras. Ao mesmo tempo, esses cristais têm a capacidade de detectar as ondas refletidas pelos tecidos, convertendo-as novamente em sinais elétricos que serão interpretados pelo sistema de ultrassom.

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A variação de densidade dos tecidos no corpo humano é o que permite a formação da imagem. Por exemplo, as ondas sonoras passam facilmente por fluidos, mas são refletidas com mais intensidade ao encontrar tecidos mais densos, como ossos. Isso cria contrastes que ajudam a diferenciar as estruturas nas imagens.

Imagem: Dr. Davi Cazarim

A formação da imagem

Após a captura dos ecos pelo transdutor, esses sinais são enviados para um computador que processa as informações e cria uma imagem bidimensional ou tridimensional, dependendo do tipo de ultrassom utilizado. Essas imagens são formadas em tempo real, o que permite ao médico avaliar o movimento de órgãos ou fluxos sanguíneos, por exemplo.

Existem diferentes tipos de ultrassom, cada um adaptado para uma aplicação específica. O ultrassom Doppler, por exemplo, é usado para avaliar o fluxo sanguíneo, ajudando no diagnóstico de condições como trombose venosa e insuficiência arterial. Já o ultrassom 3D e 4D, bastante utilizados na obstetrícia, permitem visualizar o bebê com maior clareza e até em movimento.

Vantagens do ultrassom

Uma das grandes vantagens do ultrassom é sua segurança. Como ele não utiliza radiação ionizante, como é o caso dos raios-X e tomografias computadorizadas, o ultrassom é considerado um exame seguro para praticamente qualquer pessoa, inclusive gestantes. Além disso, o ultrassom é relativamente rápido e não invasivo, o que significa que não é necessário fazer cortes ou inserções no corpo, tornando o procedimento confortável para o paciente.

Outra vantagem significativa é a sua capacidade de fornecer imagens em tempo real, o que é essencial em muitos procedimentos médicos. Isso permite que os médicos façam diagnósticos rápidos e precisos, além de guiar procedimentos terapêuticos, como biópsias e drenagens.

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Limitações do ultrassom

Apesar de suas inúmeras vantagens, o ultrassom também tem algumas limitações. Ele não é tão eficaz para visualizar estruturas que estão localizadas atrás de ossos ou que contêm gás, como os pulmões e intestinos, uma vez que as ondas sonoras não passam bem por essas barreiras. Além disso, a qualidade das imagens pode variar dependendo da habilidade do operador e das características físicas do paciente, como o excesso de gordura corporal, que pode dificultar a passagem das ondas sonoras.

Imagem: Socialmed/Reprodução

Mesmo com essas limitações, o ultrassom continua sendo uma ferramenta fundamental no diagnóstico e tratamento de inúmeras condições médicas. Seu uso é amplamente recomendado em diversos cenários, e a tecnologia continua evoluindo para superar suas limitações e oferecer ainda mais precisão nas imagens.

O ultrassom é uma tecnologia revolucionária que transformou a medicina moderna. Desde diagnósticos precisos até tratamentos terapêuticos, ele oferece uma maneira segura e eficaz de visualizar o interior do corpo humano sem a necessidade de procedimentos invasivos. Apesar de suas limitações, sua versatilidade e segurança continuam a torná-lo uma escolha indispensável em diversas áreas da medicina.

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Saúde

O que é cannabis medicinal e para que serve?

Redação Informe 360

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A Cannabis sativa tem uma longa história como planta medicinal que, de acordo com alguns estudos, começou a cerca de dois milênios. A planta da cannabis contém mais de 100 substâncias químicas diferentes, chamadas canabinoides, e cada uma delas tem um efeito diferente no corpo.

Apesar de serem confundidas, a cannabis medicinal e a maconha recreativa são duas categorias distintas. Quando usada para fins terapêuticos, a planta é cultivada e tratada de maneira específica. 

O que é cannabis medicinal e para que serve?

A cannabis é uma planta da família do cânhamo, também conhecida como hemp, e os seres humanos a cultivam e utilizam de várias formas há milhares de anos. Como mencionado, a cannabis medicinal é derivada dessa planta, e pode ser utilizada para tratar os sintomas de certas doenças, bem como os efeitos colaterais de alguns tratamentos.

No dia 13 deste mês, a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) tomou a decisão unânime de autorizar o cultivo de uma variedade da Cannabis sativa, destinada apenas para fins medicinais.

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Cânhamo via Crystalweed cannabis/Unsplash
Cânhamo via Crystalweed cannabis/Unsplash

Esse cultivo foi concedido exclusivamente a empresas, e deverá seguir as diretrizes que serão estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela União. Em outras palavras, será possível importar sementes e cultivar a variedade de cannabis chamada cânhamo industrial, que apresenta um baixo nível de THC.

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O que é cannabis medicinal?

Dentre as substâncias presentes na planta estão o canabidiol (CBD), o tetra-hidrocarbinol (THC), e outros canabinoides como canabigerol (CBG) e canabigerol (CBN). Tanto o THC quanto o CBD possuem valor terapêutico e, em certas situações, podem ser combinados em fármacos para aumentar sua eficácia.

Enquanto o THC é associado aos efeitos recreativos, como o relaxamento e a vontade de rir, ele também tem características antidepressivas, anticonvulsivantes, anti inflamatórias. De maneira parecida, o CBD é responsável pelos efeitos relaxantes da cannabis, além disso, é amplamente utilizado como analgésico, sedativo e imunossupressor – mas não possui o princípio psicoativo da planta. 

Deste modo, as substâncias da cannabis medicinal atuam no organismo de forma a aliviar determinados sintomas.

cannabis
Imagem: OMfotovideocontent/Shutterstock

Para que serve cannabis medicinal?

De acordo com a Escola de Medicina de Harvard, a utilização mais comum da cannabis medicinal nos Estados Unidos é para o controle da dor, sendo bastante eficaz para as dores crônicas. 

A cannabis medicinal também é um relaxante muscular, e pode diminuir os tremores na doença de Parkinson. Sua utilização também tem efeitos positivos na fibromialgia e endometriose e em pacientes no tratamento de câncer. 

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Outras condições que apresentaram resultados positivos com o uso da cannabis medicinal incluem epilepsia, ansiedade, glaucoma, náusea e outros problemas gastrointestinais. Entretanto, é importante ressaltar que, tal como todos os medicamentos sujeitos a receita médica, os produtos provindos da cannabis medicinal podem ter efeitos secundários.

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Saúde

Nosso hálito pode indicar presença de câncer de pulmão; saiba como

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Pesquisadores criaram sensores ultrassensíveis em nanoescala que podem indicar a presença de câncer de pulmão a partir do hálito. O dispositivo analisa níveis de isopreno, produto químico que pode estar relacionado ao tumor. 

No estudo, publicado na ACS Sensors, da Sociedade Química Americana, os cientistas chineses descrevem tentativas anteriores de criar sensores de gás concentrando óxidos de metal, em especial, o óxido de índio. No novo teste, decidiram refinar o equipamento para detectar isopreno no nível em que ele ocorre naturalmente na respiração.

O desafio era criar dispositivo altamente sensível, capaz de detectar níveis de isopreno na faixa de partes por bilhão (ppb). Além disso, seria necessário diferenciar o isopreno do vapor de água e dióxido de carbono exalados em conjunto.

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Nanoflocos detectados pelo sensor (Imagem: ACS Sensors)

Como foi feita a pesquisa para criar o dispositivo que detecta câncer de pulmão?

Após os testes com nanoflocos baseados em óxido de índio, os pesquisadores observaram que a combinação com platina e níquel apresentou o melhor desempenho. Os resultados mostraram níveis de isopreno tão baixos quanto 2 ppb, o que indica a alta sensibilidade do dispositivo, além da consistência de dados após nove usos.

Fora do laboratório, os cientistas incorporaram a tecnologia em equipamento portátil para uso médico. Eles introduziram a respiração coletada anteriormente de 13 pessoas, cinco delas com câncer de pulmão.

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Cientistas incorporaram a tecnologia em equipamento portátil para uso médico (Imagem: utah778/iStock)

O sensor detectou níveis de isopreno menores que 40 ppb em amostras de participantes com câncer e mais de 60 ppb de participantes sem câncer. Isso mostra, de acordo com o estudo, novo caminho para diagnóstico preciso da doença em clínicas.

“Nosso trabalho não apenas fornece avanço na triagem de câncer não invasiva e de baixo custo por meio da análise da respiração, mas, também, traz avanço ao design racional de materiais de detecção de gás de ponta”, dizem os pesquisadores.

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Saúde

É possível parar de envelhecer? Entenda o que diz a ciência

Redação Informe 360

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Imagine que seja possível retardar o envelhecimento, quanta coisa mudaria com isso não é mesmo? No entanto, será que isso é mesmo real? Segundo alguns cientistas alguns hábitos podem ajudar a “parar de envelhecer”.

Contudo, alguns estudos ainda estão em andamento e podem demorar a comprovar tal afirmação, ou encontrar uma solução para o que parece ser inevitável. Em um laboratório na Universidade Harvard, por exemplo, há uma pesquisa sobre porque envelhecemos. No entanto, conseguir parar de envelhecer pode não ser assim tão simples. Confira!

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Será que é possível parar de envelhecer?

Com mais de 200 mil seguidores no X (Twitter), o cientista David Sinclair ganhou notoriedade e muitos prêmios ao defender que é possível parar de envelhecer. De acordo com Sinclair, responsável pelo laboratório na Universidade Harvard que estuda sobre o envelhecimento, retardar essa etapa da vida é real. O cientista acredita que adotar alguns hábitos simples é a chave para alcançar mais tempo de vida.

mulher de cabelos curtos brancos fazendo pilates
Imagem Pexels Mikhail Nilov

No entanto, longe de parecer tão óbvio, o cientista acredita que em breve será possível ter medicamentos, que ainda estão sendo testados para esse fim, e afirma que com isso será provável conseguir até mesmo reverter o envelhecimento.

Sobretudo, retardar o envelhecimento pode não estar tão distante, segundo Sinclair. Afinal, o pesquisador tem trabalhado ativamente para isso: ele já reúne 35 patentes e fundou ou está envolvido com uma série de empresas de biotecnologia, incluindo aquelas focadas em evitar o envelhecimento.

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Além disso, os investimentos nesse tema não estão para brincadeira, segundo um artigo da BBC, o banco Merrill Lynch avaliou essa indústria em 2019 e afirma que ela movimenta US$ 110 bilhões, com expectativas de atingir US$ 600 bilhões em 2025.

Sinclair, que é referência no assunto, também carrega em seu currículo um best-seller do The New York Times, o livro intitulado “Tempo de Vida”. É nessa publicação que ele afirma a frase polêmica: “[…] ao contrário do que pensamos hoje, envelhecer não é inevitável.”

envelhecimento
Envelhecer é inevitável? Para o cientista David Sinclair, não. (Imagem: fizkes / Shutterstock.com)

Telômeros associados ao envelhecimento celular

Além de Sinclair, outros cientistas ficaram conhecidos por suas descobertas relacionadas a possibilidade de parar o envelhecimento. Uma delas, é a brilhante Elizabeth H. Blackburn, ganhadora do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2009.

A descoberta da sequência dos telômeros em Tetrahymena por Elizabeth abriu caminhos para entender que os telômeros recrutam proteínas específicas para a ponta dos cromossomos que irão estabilizá-lo e conferir proteção. Sendo assim, há a aplicação sobre a relação entre telômeros, envelhecimento e câncer.

Desenvolvimento de mecanismos celulares

De acordo com o gerontologista e biomédico Aubrey de Grey, é possível estender a vida humana se dominarmos mecanismos de rejuvenescimento celular.

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Com mais de duas décadas de pesquisas, Aubrey conquistou o reconhecimento por ter desenvolvido o conceito das estratégias para a senescência negligenciada projetada.  

Essa sequência seria um conjunto abrangente de métodos para reverter o efeito do tempo no corpo humano, prevenindo problemas de saúde e mortalidade relacionados à idade. Ou seja, seu foco está na reversão do tempo nas células humanas e não nas doenças que possam afetar um indivíduo.

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