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Saúde

Qual poderia ser a origem de uma próxima pandemia?

Redação Informe 360

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O cenário da saúde pública mundial está em constante mudança. Tentar analisar quais os patógenos que representam maior perigo para humanidade de provocar uma próxima pandemia pode ser o mesmo que procurar pelas chaves na escuridão com apenas um poste de iluminação.

As autoridades podem concentrar seus esforços na parte melhor iluminada e, portanto, mais fácil de procurar. Mas as respostas (os agentes capazes de provocar a próxima pandemia) podem estar justamente onde não conseguimos enxergar.

A região escura, nesse caso, representa os patógenos menos pesquisados que podem estar em cenários de alta biodiversidade que contam com poucos recursos para estudos. O foco em patógenos já conhecidos pode levar a uma negligência daqueles que ainda não provocaram surtos significativos, mas têm o potencial para tanto.

Próxima pandemia mundial: qual será a origem?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou neste ano um relatório que delimita os patógenos que devem ser prioridade na pesquisa contra epidemias e pandemias.

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(Imagem: Vitória Gomez via DALL-E/Olhar Digital)

O número de patógenos que pode provocar a próxima pandemia aumentou para mais de 30. A lista pode ajudar organizações a decidir onde focar os esforços no desenvolvimento de tratamentos, vacinas e diagnósticos.

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Os cientistas consideraram três elementos para classificar o risco dos patógenos: transmissão; disponibilidade e eficiência de vacinas, diagnósticos e tratamentos; e virulência (gravidade e número de mortes provocados pela doença).

De acordo com Naomi Forrester-Soto, a virologista do Instituto Pirbright, no Reino Unido, que também contribuiu para a análise, muitos dos patógenos da lista estão confinados a determinadas regiões. Ela destaca em artigo da Nature, porém, que eles têm potencial de se espalhar pelo mundo.

Imagem é uma ilustração do vírus da mpox
Ilustração do vírus da mpox (Imagem: Lightspring/Shutterstock)

Veja abaixo alguns dos patógenos capazes de provocar a próxima pandemia:

  • Vírus do Mpox: o vírus da Mpox provocou um surto da doença em 2022 e continua a se espalhar, especialmente, na África Central. Recentemente, a OMS classificou a doença como uma emergência global de novo.
  • Coronavírus: dentro do grupo está o Sars-Co-2, responsável pela pandemia de covid-19, e o Merbecovirus, que inclui o agente que causa a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS).
  • Vírus da Influenza A: a lista da OMS inclui alguns tipos de vírus Influenza A, como o subtipo H5, que provocou surtos nos Estados Unidos.
  • Bactérias que causam cólera, disenteria, diarreia, peste e pneumonia: todos esses agentes foram adicionados recentemente pela OMS como com potencial de provocar a próxima pandemia.
  • Vírus Nipah: o agente nasceu da transmissão de um morcego e tem potencial de se espalhar de pessoa para pessoa. A doença provocada por ele é mortal e não há tratamentos contra o vírus.
  • Vírus da dengue: o agente que provoca dengue foi classificado como de alto risco pela OMS; além dele o zika vírus, também transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, entrou na lista.

“Alguns dos patógenos dessa lista podem nunca causar uma epidemia e aqueles nos quais não pensamos podem ser importantes no futuro”, diz Naomi Forrester-Soto. “Nós quase nunca previmos o próximo patógeno a emergir.”

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Saúde

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

Redação Informe 360

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O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

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Saúde

Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Redação Informe 360

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Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.

A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.

Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes

Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.

Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

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obesidade

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)

Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.

Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.

Leia mais

Desafio global

  • A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
  • À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
  • E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
  • Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.

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Saúde

Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Redação Informe 360

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Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.

Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia. 

Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.

Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes

Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

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Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de orforgliprona ou de semaglutida (Imagem: brizmaker/Shutterstock)

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.

No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).

Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.

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