Saúde
Prótese mamária impressa em 3D pode revolucionar tratamento do câncer de mama

Um grupo de cientistas da Zhejiang Provincial People’s Hospital do Hangzhou Medical College, de Hangzhou (China) desenvolveu prótese mamária impressa em 3D que possui capacidade de detectar e tratar a recidiva do câncer de mama.
Segundo os autores, diferente das próteses mamárias tradicionais, que não são adequadas para pacientes submetidas a ressecções (remoções parciais da mama) e não conseguem identificar a recorrência do tumor, essa prótese personalizada é fabricada utilizando um hidrogel terapêutico.
O hidrogel responde a espécies reativas de oxigênio no microambiente tumoral e contém composto que exerce efeitos antitumorais, aumentando o número de células T CD4+, células T CD8+ e macrófagos M1 infiltrados no tumor, enquanto reduz o número de macrófagos M2.
Essa prótese não apenas permite a reconstrução da mama de forma personalizada, mas, também, é capaz de detectar e inibir a recorrência do tumor. Essa combinação de função terapêutica e aparência estética pode ser altamente benéfica para pacientes submetidos a cirurgia de câncer de mama, entendem os autores.

Leia mais:
- Não votou? Veja quanto custa e como pagar multa
- Como transformar o Google Gemini em um app no PC Windows 10 e 11
- Nova IA identifica “células zumbis” para prever câncer de mama
Prótese mamária 3D vs. câncer de mama
O câncer de mama é a forma mais comum de câncer em mulheres em todo o mundo e a reconstrução da mama é frequentemente realizada para restaurar o formato após a cirurgia. No entanto, as próteses de silicone disponíveis no mercado são principalmente projetadas para pacientes com ressecção total da mama, enquanto, para aquelas que passaram por ressecção parcial, a reconstrução é um desafio.
- A impressão 3D surge como opção promissora para fabricação de próteses personalizadas;
- Essa técnica permite a criação de próteses específicas para cada paciente, otimizando os resultados estéticos;
- No entanto, ainda são necessárias mais pesquisas e desenvolvimento nessa área, uma vez que a aplicação de próteses mamárias impressas em 3D ainda está em estágios iniciais;
- É importante ressaltar que a recorrência local do tumor em pacientes submetidas à cirurgia conservadora da mama é comum, chegando a 39%, como indicam os autores;
- Mesmo com a radioterapia pós-operatória adjuvante, a taxa de recorrência do tumor local ainda é alta, atingindo 14% das pacientes.
A prótese de mama impressa em 3D desenvolvida é uma inovação importante no campo da reconstrução mamária. Além de melhorar a aparência estética, essa prótese personalizada também possui características terapêuticas que visam detectar e tratar a recidiva do câncer de mama.
A combinação de tecnologia de impressão 3D, hidrogéis terapêuticos e monitoramento do microambiente tumoral representa avanço significativo no tratamento do câncer de mama e pode ajudar a melhorar a qualidade de vida das pacientes submetidas à cirurgia de câncer de mama.
A pesquisa foi publicada na Advanced Sciences.

O post Prótese mamária impressa em 3D pode revolucionar tratamento do câncer de mama apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
![]()
Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
Leia mais
- Obesidade infantil ultrapassa desnutrição no mundo, diz Unicef
- Obesidade abdominal e perda muscular aumentam mortalidade
- Como bactérias na boca podem indicar risco de obesidade
Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
O post Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Saúde
Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.
Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia.
Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.
Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes
Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.
No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).
Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.
O post Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico

Justiça1 semana atrásTSE condena Cláudio Castro e ex-governador fica inelegível até 2030

Geral1 semana atrásSenado aprova crime de vicaricídio com pena de até 40 anos

Esporte6 dias atrásBrasil perde para França; Ancelotti diz que seleção pode competir com melhores do mundo

Justiça Eleitoral6 dias atrásCassação de Bacellar: votos são anulados e TRE-RJ marca recontagem para terça(31)

Justiça3 dias atrásSTF marca para 8 de abril decisão sobre eleição para governador no Rio

Justiça6 dias atrásPela segunda vez PF prende Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj

Política4 dias atrásZanin, do STF, suspende eleição indireta para governo do Rio

Economia3 dias atrásGaleão é arrematado por R$ 2,9 bilhões pela espanhola Aena























