Saúde
O que é ocitocina, “hormônio do amor”, e para que ela serve?

Existem substâncias capazes de estimular diferentes sensações benéficas em nosso organismo, como a ocitocina, o chamado “hormônio do amor”. Entre tais estímulos, a ocitocina tem um papel importante na reprodução sexual e na criação de vínculo.
Outro estudo recente revelou que o hormônio também pode ajudar no tratamento da obesidade e depressão pós-parto. Saiba agora mais detalhes sobre a ocitocina e mais benefícios para à saúde.
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O que é ocitocina e para que serve?
A ocitocina é um hormônio produzido pelo hipotálamo no cérebro e exerce importantes funções no organismo e nas sensações de prazer e afeto. O chamado “hormônio do amor” ajuda até mesmo a facilitar o parto e a amamentação e regula as interações sociais, expressão das emoções e a libido, contribuindo para o prazer nas relações sexuais.
No homem, a ocitocina no homem age na regulação da agressividade, ejaculação, produção de testosterona e regulação do crescimento da próstata. De uma forma geral, a ocitocina auxilia no organismo como sensação de confiança, empatia, memórias positivas, estabilização emocional, bem-estar, relaxamento, comunicação não-violenta e estímulo das glândulas mamárias para a produção de leite, em caso de lactação.
De acordo com um estudo publicado na revista científica Cell, a ocitocina também pode ser uma opção de tratamento para aliviar os sintomas associados à depressão pós-parto, ansiedade e obesidade.
Ocitocina, o hormônio do amor

Sobre ser o “hormônio do amor”, um estudo publicado na National Library of Medicine, nos Estados Unidos, mostrou que a ocitocina revela durante o nível de apego romântico, contribuindo para relações com a reciprocidade interativa dos casais por mais tempo. Dessa forma, a pesquisa informa que casais com níveis de ocitocina no organismo, mais altos do que seus pares, mantiveram o vínculo por mais tempo.
Outro estudo publicado pelo The Journal of Neuroscience revelou que o hormônio é capaz de regular a distância social entre homens e mulheres. Na pesquisa, foi descoberto que o neurotransmissor pode levar os homens a manterem uma distância social maior de outras mulheres atraentes desconhecidas. Um estudo também revelou que a ocitocina é capaz de diminuir os comportamentos associados à infidelidade de mulheres.
Sobretudo, especialistas também informam que a ocitocina promove uma sensação de segurança, uma vez que os efeitos dela modelam a capacidade de uma pessoa perceber emocionalmente a proximidade de outra pessoa, sendo esse um efeito característico das relações amorosas.
Nas relações sexuais, a ocitocina promove contrações uterinas nas mulheres durante o orgasmo. Nos homens, ocorrem contrações dos ductos seminais e favorece a ejaculação.
Em que momentos a ocitocina é liberada?

A ocitocina é expelida principalmente no momento do parto, durante o orgasmo e a amamentação. No entanto, o hormônio ainda pode ser liberado em outras situações de expressões emocionais nas quais são produzidas sensações de carinho e afeto, como acariciar animais de estimação, abraçar amigos ou companheiros.
Muitos estudos já revelaram que a ocitocina tem um impacto positivo nos comportamentos sociais, pois auxilia o indivíduo a se adaptar a várias situações emocionais e sociais diferentes. Um exemplo disso, são as pesquisas que mostram a liberação do hormônio quando há interação entre pai e bebê, levando até mesmo a níveis mais altos da substância.
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Saúde
EUA: Nova York declara estado de emergência por surto de sarampo

O Estado de Nova York, nos Estados Unidos, declarou situação de emergência por desastre nesta segunda-feira (5) diante do avanço de um surto de sarampo.
A medida, anunciada pela governadora Kathy Hochul, amplia a resposta das autoridades de saúde em comunidades rurais e permite a participação de mais profissionais na vacinação e no diagnóstico da doença.
A decisão ocorre após Nova York registrar 108 casos de sarampo em 2026 até 3 de outubro. Desse total, sete foram identificados na cidade de Nova York e 101 em outras regiões do Estado.
O número ganhou força principalmente nos últimos meses: 92 casos foram registrados desde 15 de julho, distribuídos por 18 condados com baixa cobertura vacinal. Mais de mil doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR), já foram aplicadas em áreas rurais desde então.
O que muda com a emergência
- A ordem executiva assinada por Hochul amplia o grupo de profissionais autorizados a atuar na resposta ao surto;
- Entre as medidas está a autorização para que enfermeiros registrados solicitem exames de casos suspeitos de sarampo. Farmacêuticos também poderão vacinar crianças a partir dos dois anos de idade;
- A determinação ainda exige que todas as aplicações da vacina contra sarampo, caxumba e rubéola sejam registradas nos sistemas de imunização do Estado ou da cidade de Nova York em até 72 horas;
- A exigência de registro não elimina, porém, a necessidade de consentimento para a vacinação: a aplicação da vacina continua dependendo da autorização do paciente ou de um responsável legal;
- A situação de emergência entrou em vigor na segunda-feira e permanecerá válida até 4 de novembro. Segundo Hochul, a medida busca fortalecer os esforços para conter a doença.
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Surto também avança na Pensilvânia
O cenário em Nova York é agravado pela situação do estado vizinho da Pensilvânia, que enfrenta surto ainda maior.
Até 2 de outubro, a Pensilvânia contabilizava 977 casos e cinco mortes, principalmente em condados rurais próximos à fronteira com Nova York. Na segunda-feira, autoridades de saúde informaram que o número já havia ultrapassado mil casos.
Com isso, a Pensilvânia passou a registrar o maior surto estadual de sarampo nos Estados Unidos em mais de três décadas.
O avanço da doença não está restrito aos dois estados. Os Estados Unidos registraram quase 3,9 mil casos de sarampo em 2026, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), fazendo deste o pior ano para a doença no país desde 1991.
Por que o sarampo preocupa?
O sarampo é uma doença respiratória altamente contagiosa. Dados do Departamento de Saúde de Nova York indicam que o vírus pode ser transmitido pelo ar por meio de tosse ou espirro e que pessoas infectadas podem transmitir a doença antes mesmo do surgimento das manchas características.
Os sintomas costumam começar com febre alta, tosse, coriza e olhos vermelhos e lacrimejantes. Alguns dias depois, surge uma erupção cutânea que normalmente começa no rosto e se espalha pelo corpo.
A doença também pode provocar complicações graves, incluindo pneumonia, hospitalização, inflamação do cérebro e morte. A principal forma de prevenção é a vacinação com a tríplice viral.
O Departamento de Saúde de Nova York havia lançado em setembro um painel específico para acompanhar os casos de sarampo no Estado, após identificar aumento das infecções em diferentes regiões rurais. Na ocasião, eram 57 casos confirmados no Estado até 12 de setembro; o total chegou a 108 até 3 de outubro.
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Saúde
Execução com injeção letal falha após duas doses de droga nos EUA

Uma tentativa de execução por injeção letal falhou nesta quarta-feira (30), no Tennessee, nos Estados Unidos. Mesmo após receber duas doses de pentobarbital, a condenada Christa Gail Pike continuou respirando e precisou ser levada a um hospital.
Pike, de 50 anos, seria a primeira mulher executada no estado em mais de 200 anos. Após o procedimento malsucedido, o governador Bill Lee determinou uma investigação independente e suspendeu as execuções no Tennessee até o fim do ano.

Sobrevivência após aplicação da droga
O procedimento estava marcado para as 10h, mas foi suspenso temporariamente por uma série de decisões judiciais. Uma hora antes do horário previsto, um tribunal de apelações interrompeu a execução. Horas depois, a Suprema Corte dos EUA derrubou a decisão, e o procedimento foi realizado à noite.
Após a aplicação do pentobarbital, porém, Pike continuou respirando. Às 20h05, quando as persianas da sala foram fechadas pela segunda vez, testemunhas disseram que ela ainda respirava e, em alguns momentos, roncava.
O jornalista John North, da emissora WBIR, estava entre as testemunhas e descreveu o que viu:
“A respiração dela não estava bem. Estava meio forçada, ofegante.”
Pike foi levada ao hospital, mas não foram divulgadas informações posteriores sobre seu estado de saúde. Segundo Robin M. Maher, diretora-executiva do Death Penalty Information Center, o episódio não tem precedente conhecido. Ela afirmou que outras sete pessoas sobreviveram a execuções malsucedidas nos Estados Unidos, mas, nesses casos, as equipes não conseguiram acessar uma veia para aplicar os medicamentos.
O que aconteceu com o pentobarbital
O pentobarbital pertence à classe dos barbitúricos, medicamentos que reduzem a atividade do sistema nervoso central. Durante décadas, essas substâncias foram usadas como sedativos, anestésicos e no controle de convulsões, antes de serem substituídas pelos benzodiazepínicos por causa dos riscos associados ao uso.
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Em doses maiores, os barbitúricos podem provocar sono e anestesia. Nas quantidades utilizadas em execuções e eutanásia, o efeito esperado é interromper funções essenciais do organismo, como respiração e circulação.
A defesa de Pike afirma que os problemas já haviam surgido antes da aplicação. Em comunicado, os advogados mencionaram acesso venoso difícil, veias rompidas, pentobarbital degradado e ausência de atendimento médico de emergência. Também disseram que todo o procedimento ocorreu sob um protocolo mantido em sigilo pelo estado.
Durante a noite, os defensores recorreram à Justiça para tentar interromper a execução. Eles alegaram que Pike estava sendo submetida a uma “agonia desnecessária” e que seus direitos contra punições cruéis e incomuns estavam sendo violados.

Crime de 1995 e investigação
Pike foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em Knoxville em 1995. Ela tinha 18 anos na época. Pike e o então namorado foram condenados pelo espancamento e esfaqueamento da jovem, que era colega dos dois em uma instituição de treinamento profissional.
O caso ganhou repercussão nacional por detalhes como um pentagrama gravado no corpo da vítima. Esses elementos alimentaram o chamado “pânico satânico”, onda de temor sobre cultos satânicos que marcou os Estados Unidos nas décadas de 1980 e 1990.
O episódio desta quarta-feira não foi o primeiro problema do Tennessee com a aplicação do pentobarbital neste ano. Em maio, a execução de Tony Carruthers foi cancelada depois de mais de uma hora de tentativas frustradas para encontrar uma veia.
Agora, a investigação independente deverá esclarecer em que ponto o procedimento falhou. Entre as questões estão a aplicação do medicamento, sua condição e o protocolo adotado pelo estado. A única outra execução prevista para o período também fica suspensa durante a pausa determinada pelo governador.
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Japão realiza 1ª cirurgia do mundo com células-tronco no coração

Um hospital no Japão realizou a primeira cirurgia cardíaca do mundo utilizando lâminas de células do músculo cardíaco derivadas de células iPS. O procedimento foi feito em uma paciente de 50 anos com insuficiência cardíaca grave.
Liderada pelo cirurgião Yoshiki Sawa, a equipe implantou três lâminas de cardiomiócitos no coração da paciente. A terapia recebeu aprovação condicional do governo japonês em março e foi desenvolvida para pessoas que já esgotaram outras opções de tratamento.

Lâminas de células reprogramadas chegam aos hospitais
A operação durou cerca de uma hora e foi realizada no Hospital Osaka Keisatsu. Os cardiomiócitos são as células que formam o músculo do coração e permitem que ele se contraia a cada batimento, bombeando sangue para o organismo. No tratamento, essas células são produzidas a partir de células-tronco pluripotentes induzidas, conhecidas como iPS.
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As células iPS são obtidas pela reprogramação de células adultas especializadas, que retornam a um estado semelhante ao de células jovens. A partir delas, os pesquisadores conseguem produzir diferentes tipos de células, incluindo os cardiomiócitos usados na terapia.
A tecnologia foi desenvolvida por Sawa em parceria com o cientista Shinya Yamanaka, vencedor do Prêmio Nobel de 2012 por suas pesquisas com células iPS. A proposta é melhorar a função do músculo cardíaco e, com isso, favorecer o desempenho do coração e a capacidade de realizar atividades físicas.
Após a cirurgia, Sawa falou sobre a expectativa para a paciente: “Esperamos que isso melhore a qualidade de vida da paciente.”

O que os primeiros testes mostraram
A aprovação condicional da terapia veio depois de testes com oito pacientes que tinham doença cardíaca isquêmica, causada pelo estreitamento das artérias coronárias. Todos apresentaram redução dos sintomas, enquanto quatro também tiveram melhora na função cardíaca.
Os resultados iniciais ajudam a explicar por que a equipe pretende ampliar o número de procedimentos. O plano é realizar operações semelhantes em 75 pacientes até 2033 e acompanhar os resultados para avaliar a eficácia e a segurança da técnica.
Para essa nova etapa, alguns pontos serão especialmente importantes:
- acompanhar os pacientes por um período prolongado;
- verificar se os benefícios observados nos primeiros testes se repetem em um grupo maior;
- avaliar a segurança da terapia ao longo do acompanhamento;
- reunir dados que permitam uma análise mais ampla dos resultados.
A expectativa é que a terapia seja autorizada de forma definitiva depois que seus benefícios e sua segurança forem comprovados ao longo dos próximos sete anos.
O Japão também concedeu aprovação condicional, em março, a outro tratamento baseado em células iPS, desta vez para a doença de Parkinson. A terapia utiliza as células transplantadas no cérebro.
A cirurgia cardíaca inicia uma nova etapa para o uso clínico dessa tecnologia regenerativa no país. Os próximos procedimentos devem fornecer mais informações sobre a segurança e os efeitos do tratamento.
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