Saúde
O que é cegueira por desatenção e como ela afeta seu dia a dia?

Você já esteve tão focado em algo que simplesmente não notou algo óbvio bem à sua frente? Talvez tenha perdido uma saída no trânsito, esquentado comida até queimar ou sequer percebido uma mudança significativa ao seu redor.
Isso pode ser explicado por um fenômeno chamado cegueira por desatenção, uma limitação natural da nossa capacidade atencional.
Neste artigo, vamos explorar como a cegueira por desatenção funciona, em quais situações ela aparece e como evitá-la no cotidiano.
O que é cegueira por desatenção?
A cegueira por desatenção ocorre quando não percebemos estímulos visuais importantes porque estamos concentrados em outra tarefa. Isso acontece porque o cérebro humano tem uma capacidade limitada de atenção.

Quando nos concentramos em algo, automaticamente deixamos de perceber o que está fora do nosso foco principal.
Um dos experimentos mais famosos sobre esse fenômeno foi realizado por Simons e Chabris (1999), no qual participantes assistiam a um vídeo de pessoas passando uma bola de basquete.
Enquanto contavam os passes, muitos não percebiam uma pessoa vestida de gorila passando pelo meio da cena. Esse estudo demonstra como nossa atenção seletiva pode nos deixar “cegos” para o inesperado.
Quais são as causas da cegueira por desatenção?

Entre os principais fatores que favorecem esse fenômeno estão:
- Multitarefa: fazer várias coisas ao mesmo tempo divide nossa atenção e aumenta a chance de não percebermos o que acontece ao redor;
- Estresse e sobrecarga mental: em situações estressantes, nosso foco se estreita (efeito conhecido como “tunneling”), o que reduz a capacidade de captar outros estímulos;
- Atenção seletiva: nosso cérebro naturalmente prioriza aquilo que parece mais importante ou urgente, deixando de lado outros elementos, mesmo que visíveis.
Exemplos práticos de cegueira por desatenção

A cegueira por desatenção pode afetar desde pequenas tarefas do cotidiano até decisões importantes. Veja alguns exemplos:
- No trânsito: motoristas podem não ver pedestres ou outros veículos por estarem atentos ao GPS ou ao celular;
- Em casa: queimar o arroz enquanto fala ao telefone ou esquecer um item importante ao sair de casa;
- Na área da saúde: profissionais podem não notar sinais de piora em um paciente se estiverem focados em outra atividade;
- Na política: estratégias de marketing e campanhas eleitorais usam distrações (como memes e escândalos) para tirar o foco de debates realmente importantes.
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Como evitar a cegueira por desatenção?

Embora natural, é possível reduzir os efeitos da cegueira por desatenção com algumas estratégias:
- Evite a multitarefa: foque em uma tarefa por vez sempre que possível;
- Gerencie o estresse: técnicas de relaxamento ajudam a manter o foco mais aberto;
- Pratique atenção plena (mindfulness): isso melhora sua percepção e presença no momento atual.
Seja crítico com o que consome: Principalmente em redes sociais e campanhas políticas, questione e aprofunde os temas antes de formar opinião.
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Saúde
Anvisa manda recolher chocolate Laka por erro na embalagem

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do chocolate Laka, fabricado pela Mondelez. A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (22).
O problema envolve um erro de embalagem que pode afetar consumidores com restrições alimentares. A medida busca garantir informação correta no rótulo e reduzir riscos à saúde.
Erro fez chocolate com biscoito ser vendido como Laka tradicional
A Anvisa informou que o lote CC28525493 apresenta erro na embalagem. No processo de fabricação, o chocolate com bolacha foi embalado com o rótulo do Laka tradicional.

Com isso, a embalagem não traz informações importantes, como a presença de glúten. Isso pode causar reações em pessoas alérgicas ou intolerantes ao ingrediente.
A decisão foi tomada após a própria empresa comunicar o recolhimento voluntário do produto. Em nota ao Olhar Digital, a Mondelez disse o seguinte:
“Informamos que adotamos preventivamente o processo de recolhimento voluntário do CHOCOLATE BRANCO 145g, da marca LAKA do lote CC28525493 (formato tablete), com prazo de validade 14/07/2026, pois este apresenta indevidamente em seu interior o tablete de LAKA OREO. Reforçamos que o chocolate não apresenta qualquer problema de qualidade, mas está sendo recolhido voluntariamente, de maneira preventiva do mercado, prezando pela segurança dos consumidores alérgicos ou intolerantes ao trigo, por conter este ingrediente em sua composição, não declarado no rótulo de LAKA.
Os produtos destes lotes já adquiridos pelos consumidores poderão ser substituídos por outro produto da mesma natureza sem qualquer custo, por meio de contato gratuito com o nosso Serviço de Atendimento ao Consumidor, pelo telefone 0800 704 1940, de segunda a sexta-feira das 08h às 17h, exceto feriados.”
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Saúde
Tecnologia usada na pandemia de Covid também pode ajudar a tratar câncer de pele

Um tratamento experimental contra câncer de pele que usa RNA mensageiro (mRNA) apresentou resultados animadores. Em estudo clínico, a terapia reduziu quase pela metade o risco de a doença voltar ou levar à morte quando usada junto a medicamento já aprovado.
A base é a mesma tecnologia usada para vacinas contra a Covid-19, mas aplicada de outro jeito. Em vez de fórmula única, o tratamento é personalizado para cada paciente, usando informações genéticas do próprio tumor para ensinar o sistema imunológico a atacar o câncer.
Tratamento usa mRNA para ‘treinar’ sistema imunológico
O medicamento experimental se chama intismeran autogene. Ele está sendo desenvolvido pela Moderna, em parceria com a Merck. E foi testado em conjunto com o Keytruda, imunoterápico já usado contra vários tipos de câncer.

O estudo acompanhou 157 pacientes com melanoma que havia voltado ou se espalhado após cirurgia. Parte deles recebeu o tratamento combinado; outra parte usou apenas o Keytruda. Após cinco anos, o grupo que recebeu a combinação teve queda de cerca de 49% no risco de recorrência ou morte.
O processo funciona assim: os cientistas analisam o DNA do tumor para identificar mutações específicas. Depois, o mRNA carrega instruções para o sistema imunológico reconhecer essas mutações e atacar as células cancerígenas. E o Keytruda ajuda a manter essa resposta imune ativa.
Resultados animam, mas especialistas pedem cautela
Segundo a Moderna, o tratamento teve perfil de segurança semelhante ao do Keytruda sozinho. Os efeitos colaterais mais comuns foram fadiga, dor no local da aplicação e calafrios, sem aumento relevante de reações graves.
Apesar dos resultados promissores, especialistas ouvidos pelo Washington Post pedem cautela. Um estudo maior, já em andamento, deve divulgar novos dados ainda em 2026. Esses resultados serão decisivos para confirmar se a terapia realmente funciona e se pode avançar para aprovação e uso mais amplo.
O melanoma é o tipo mais letal de câncer de pele. Nos Estados Unidos, surgem mais de 100 mil novos casos por ano. Quando descoberto cedo, a taxa de sobrevivência em cinco anos chega a 95%. Mas esse número cai para cerca de 35% quando o câncer se espalha para outros órgãos.
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Saúde
O próximo salto da ciência: simular um cérebro humano num supercomputador

Cientistas estão prestes a fazer algo que parece saído de uma história de ficção científica: a simulação de um cérebro humano num supercomputador. Com o baita avanço no poder de processamento mundo afora, pesquisadores agora possuem as ferramentas necessárias para rodar modelos que reproduzem a complexidade biológica da nossa mente.
O projeto é um salto monumental após o sucesso do mapeamento do cérebro de uma mosca-das-frutas em 2024. Enquanto o inseto exigiu o rastreio de 54,5 milhões de sinapses, recriar a arquitetura humana envolve lidar com bilhões de neurônios, o que promete revelações sobre o funcionamento do nosso pensamento.
Poder de processamento alcança o nível necessário para simular cérebro humano
Para recriar o funcionamento de uma mente humana, os pesquisadores utilizam as máquinas mais potentes do mundo, capazes de realizar cálculos que até pouco tempo atrás eram impossíveis. Esse novo patamar de hardware permite que modelos digitais suportem a fiação biológica de escala humana, funcionando como um espelho de células reais num ambiente virtual.

O desafio técnico não reside apenas na quantidade bruta de dados, mas na velocidade com que eles interagem entre si. A meta agora é simular o disparo sincronizado de bilhões de células nervosas, o que deve permitir observar em tempo real como a informação flui através da rede. Pela primeira vez, a tecnologia consegue acompanhar o ritmo biológico de processamento.
Essa simulação se apoia no crescente entendimento sobre o conectoma, o “mapa de fiação” do cérebro no qual cada conexão é detalhada. Sabemos cada vez melhor como os neurônios se agrupam e se comunicam, o que torna o modelo computacional uma ferramenta de alta fidelidade. Por isso, não se trata de uma estimativa genérica, mas de uma reconstrução baseada em dados biológicos precisos.
As implicações práticas são vastas e podem revolucionar o tratamento de distúrbios neurológicos num futuro próximo. Ao testar reações num cérebro virtual, cientistas podem prever efeitos de novos medicamentos e entender falhas de conexão sem oferecer riscos a pacientes. Assim, o supercomputador torna-se a peça central para decifrar mistérios da consciência humana.
(Essa matéria usou informações de New Scientist.)
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (15/01/2026)


























