Saúde
O que é a febre Oropouche?

A febre Oropouche é uma doença causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense, popularmente conhecido como Oropouche. A enfermidade é transmitida pela picada de mosquitos infectados.
Os sintomas da febre Oropouche são semelhantes aos da dengue, chikungunya e zika, e incluem dor de cabeça, febre, dores musculares, entre outros. Casos muito graves podem resultar em doença neuroinvasiva, como a meningite.
O que é a febre Oropouche?
O Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), o vírus que causa a febre de Oropouche, foi identificado pela primeira vez entre trabalhadores florestais em Trindade, em 1955. Então, em 1960, o vírus foi identificado em um bicho-preguiça no Brasil. Posteriormente, um surto ocorreu no Brasil durante o ano de 1961, resultando em aproximadamente 11.000 casos.
De acordo com o Instituto Oswaldo Cruz, o vírus pode circular em ambientes florestais e urbanos. No ciclo florestal, animais como os macacos são infectados. Enquanto que, no ciclo urbano, os seres humanos são os mais infectados.

O mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim, é identificado como o principal transmissor da febre de Oropouche, tanto em áreas silvestres quanto urbanas.
Até o momento, essa doença foi detectada principalmente em estados da região amazônica. Ainda assim, outras áreas do Brasil, assim como da Argentina, Bolívia, Colômbia, Cuba, Equador, Panamá, Peru e Venezuela também apresentaram surtos ou relatos da febre Oropouche.
Leia também:
- 5 mitos e 5 verdades sobre a dengue e o mosquito Aedes aegypti
- Quais as diferenças entre dengue e febre oropouche?
- Febre Oropouche: possível interação com Aedes aegypti preocupa especialistas
Sintomas e tratamento
Entre os sintomas da doença estão febre alta, dor de cabeça, dores musculares, rigidez nas articulações, náusea, vômito, calafrios, sensibilidade à luz e diplopia (visão dupla). Os sintomas podem durar de cinco a sete dias. A febre Oropouche é confirmada por teste laboratorial, e atualmente não existe nenhum tipo de teste rápido.
Além disso, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, não há tratamento específico disponível. Portanto, além de repouso e ingestão de líquidos, o tratamento dos sintomas pode incluir analgésicos e medicamentos para reduzir a febre.
A recuperação total pode levar várias semanas, e a avaliação por um profissional de saúde é fundamental para o gerenciamento adequado dos sintomas e da evolução da doença.
Prevenção
As medidas de prevenção da febre Oropouche consistem em esforços para evitar que os mosquitos transmitam a doença. Dentre as ações recomendadas estão a instalação de mosquiteiros de malha fina nas portas e janelas, o uso de roupas que cubram as pernas e os braços, e a aplicação de repelentes.
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Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
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Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
Leia mais
- Obesidade infantil ultrapassa desnutrição no mundo, diz Unicef
- Obesidade abdominal e perda muscular aumentam mortalidade
- Como bactérias na boca podem indicar risco de obesidade
Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
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Saúde
Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.
Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia.
Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.
Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes
Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.
No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).
Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.
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