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Saúde

Não tão inofensivos assim: 20 produtos do dia a dia que podem prejudicar à saúde

Redação Informe 360

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Presentes em nosso lar, nos ambientes de lazer, no salão de beleza e escritórios, alguns produtos podem prejudicar nossa saúde. Sobretudo, porque possuem substâncias químicas capazes de alterar o sistema endócrino e a nossa função hormonal

Os chamados disruptores endócrinos podem apresentar substâncias diferentes em cada produto, mas ainda assim não deixam de ser um potencial nocivo à saúde. Entenda agora quais são eles e em que produtos costumam estar presentes.

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20 produtos do dia a dia que podem prejudicar sua saúde

Antes de mais nada, saiba que os produtos listados aqui possuem em sua composição ou fabricação um disruptor endócrino químico (EDC). Deste modo é prejudicial à saúde, uma vez que um disruptor endócrino é um produto químico exógeno ou uma mistura de produtos químicos que interfere em qualquer aspecto da ação hormonal.

Ao serem inseridos em nosso cotidiano, eles atuam como múltiplos mecanismos, incluindo: interferência nos receptores hormonais, além de alteração na síntese, distribuição, circulação e metabolismo dos hormônios. Além disso, podem induzir mudanças epigenéticas e alterar a expressão ou transporte do receptor hormonal através das membranas celulares. 

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Endocrinologia. A palavra está escrita em um pedaço de papel colorido. termos de saúde, palavras de cuidados de saúde, terminologia médica. Palavras-chave de bem-estar. siglas de doenças/Shutterstock/Foto evan_huang
Disruptores endócrinos são substâncias químicas externas que podem interferir na ação dos hormônios do corpo. Imagem: evan_huang / Shutterstock

Existem mais de 800 químicos suspeitos ou capazes de interferir com nossos receptores. Eles podem estar presentes em diversos produtos, desde eletrônicos a pesticidas. Entre as substâncias mais conhecidas estão os ftalatos, parabenos, nonilfenóis e triclosan. Além desses, componentes como Bisfenol A são muito comuns em diversos produtos.

Veja a lista a seguir:

  1. Grama sintética
  2. Pisos
  3. Armários
  4. Computadores
  5. Esmaltes de unhas
  6. Inseticidas
  7. Hidratantes
  8. Xampus
  9. Condicionadores
  10. Brinquedos plásticos
  11. Bolsas de sangue
  12. Tapetes
  13. Garrafas pet
  14. Mamadeiras
  15. Copos descartáveis
  16. Latas de refrigerantes
  17. Embalagens de alimentos industrializados
  18. Tintas e pigmentos
  19. Primmers
  20. Verniz

Riscos à saúde dos produtos considerados disruptores endócrinos

A exposição a tais produtos podem trazer diversos riscos à saúde, como câncer, prejuízos ao neurodesenvolvimento infantil, maiores chances de obesidade, diabetes e infertilidade (atrofia testicular, diminuição dos espermatozoides, aumento de abortamento).

Além da vulnerabilidade de contaminação com produtos que possuem os disruptores endócrinos, pesquisadores acreditam que não há um nível seguro de risco dessa exposição. Ou seja, o correto seria não serem fabricados mais produtos com tais químicas.

No entanto, há um grande desafio quando o assunto é reduzir a exposição aos EDCs (disruptor endócrino químico). Afinal, ainda não existem muitos requisitos legais para testes de segurança serem realizados antes dos produtos químicos serem comercializados.

Esmaltes pastel em frascos isolados em branco/ Shutterstock/Foto New Africa
Esmaltes podem ser prejudiciais à saúde. Imagem: New Africa / Shutterstock

Sobretudo, isso ainda não acontece, pois, a legislação de muitos países também é falha. Dessa forma, enquanto não existirem leis que proíbam a produção, venda e consumo de tais produtos, eles não deixarão de circular.   

Para se ter uma ideia, o Bisfenol A, substância discriminada e proibida em alguns países desenvolvidos, ainda circulava pelo Brasil em 2011. Contudo, mesmo após a Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) já ter reconhecido seus malefícios na data, ainda é possível encontrar produtos com a substância, com exceção de mamadeiras.

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De acordo com a Anvisa, está proibido a importação e fabricação de mamadeiras que contenham Bisfenol A no Brasil, considerando a maior exposição e susceptibilidade dos indivíduos usuários deste produto. A Resolução RDC n. 41/2011 está vigente desde 2012.

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Saúde

Suplemento com testosterona sintética leva homem a surto psicótico

Redação Informe 360

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O que deveria ser apenas um auxílio para o ganho de massa muscular na academia se transformou em um pesadelo de dois anos para Daniel Murphy, de 32 anos. O consumidor desenvolveu um quadro severo de psicose induzida por esteroides após ingerir, sem saber, suplementos adulterados com testosterona.

Murphy é uma das mais de 54 mil vítimas de um esquema fraudulento da empresa norte-americana Paradigm Peptides. O proprietário da marca, Matthew Kawa, foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão por vender medicamentos não aprovados, falsificar laudos de pureza e importar insumos ilegais da China e da Índia. Sua irmã e sócia, Jennifer Stechkober, recebeu pena de 1 ano e 4 meses.

Rotina alterada e surto

Três anos atrás, após perder 59 kg, Murphy buscou suplementos para ajudar no ganho de massa muscular. Ele optou por comprar o que acreditava ser uma classe de substâncias conhecidas como SARMs (moduladores seletivos de receptores androgênicos). Confiando nos rótulos e em artigos falsos publicados no site da empresa, que alegava ter laudos rigorosos de testes que confirmavam “eficácia e pureza”. Ele iniciou o consumo em janeiro de 2023.

Pouco tempo depois, o comportamento de Murphy mudou radicalmente. O consumidor passou a sofrer de insônia, mania e paranoia extrema. O diagnóstico de psicose por esteroides só foi esclarecido quando o estoque dos produtos acabou. Em entrevista à BBC, ele afirmou:

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Eu estava em plena psicose. Acreditava que as pessoas que eu amava estavam tentando me machucar e me matar. A essa altura, eu tinha perdido a noção das coisas. Não conseguia fazer nenhuma conexão com os suplementos, com nada do que estava acontecendo.

Daniel Murphy

A FDA, agência estadunidense que regulamenta alimentos e medicamentos também investigava a empresa. Exames laboratoriais do órgão norte-americano comprovaram que a linha de produtos da Paradigm Peptides continha doses não declaradas de testosterona sintética, substância que, sem acompanhamento médico, pode causar sérios distúrbios psiquiátricos, danos hepáticos e problemas cardíacos.

Alerta global

Embora a condenação tenha ocorrido nos Estados Unidos, especialistas alertam que o problema afeta consumidores no mundo todo. O mercado clandestino de peptídeos e SARMs cresceu significativamente nos últimos 18 meses, impulsionado por influenciadores em redes sociais que promovem substâncias não licenciadas para uso humano.

Totalmente recuperado, Murphy integra um grupo de vítimas que busca reparação judicial pelos danos sofridos. Ele afirma que não consome mais nenhum tipo de suplemento.

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E estou falando abertamente agora, porque não quero que as pessoas caiam na armadilha em que eu caí, a de achar que todos os suplementos são seguros.

Daniel Murphy

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Saúde

Anvisa recolhe lote de paracetamol após achar sinais de bolor

Redação Informe 360

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A Anvisa determinou o recolhimento de um lote do Paramol 750 mg após identificar comprimidos com sinais de possível contaminação por bolor. O medicamento não deve mais ser utilizado.

A suspensão envolve o lote 114053, com 200 comprimidos, fabricado pela Belfar Ltda. A medida vale para distribuição, venda e uso do produto.

Embalagem com comprimidos de paracetamol
Quem possui o lote 114053 do Paramol deve interromper o uso e buscar orientação de um profissional de saúde. – Imagem: Iryna Bauer/iStock

O que levou à suspensão do medicamento

Segundo a Anvisa, foram encontrados comprimidos com sujidades cuja aparência era sugestiva de presença de bolor, um fungo conhecido popularmente como mofo.

O Paramol, que tem como princípio ativo o paracetamol, é utilizado para combater a febre e aliviar dores leves a moderadas.

Consumidor deve conferir o lote

Quem possui o medicamento deve verificar a identificação na embalagem e interromper o uso caso seja do lote 114053.

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A recomendação da agência é:

  • não consumir os comprimidos do lote suspenso;
  • procurar orientação de médico ou farmacêutico;
  • substituir o produto apenas com indicação adequada;
  • entrar em contato com o SAC da fabricante para informações sobre ressarcimento.
Logo da Anvisa na fachada de um prédio
Lote de medicamento fabricado pela Belfar foi suspenso após análise indicar possível contaminação por bolor. – Imagem: Adilson Sochodolak/Shutterstock

Recolhimento tem caráter preventivo

A medida publicada no Diário Oficial da União busca retirar do mercado as unidades relacionadas ao lote identificado e evitar possíveis riscos aos consumidores.

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Consumidores que tenham o produto em casa devem seguir as orientações da Anvisa e buscar orientação profissional antes de realizar qualquer substituição.

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Saúde

O que é protonterapia, aposta do Brasil para tratar câncer?

Redação Informe 360

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O Brasil terá seu primeiro centro de protonterapia, uma técnica avançada de radioterapia contra o câncer. A unidade será construída no Rio de Janeiro, mas os primeiros pacientes só devem receber o tratamento em 2030.

O projeto recebeu R$ 132,6 milhões da Finep e terá foco inicial em crianças com tumores complexos. Até lá, brasileiros ainda precisam viajar ao exterior para acessar a tecnologia.

Centro de protonterapia
O Brasil terá seu primeiro centro de protonterapia, tecnologia que busca tratar tumores com mais precisão – Imagem: Divulgação/IBA

Novo centro amplia opções contra o câncer

O Centro de Protonterapia Mário Kroeff será instalado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com administração da Fundação Educacional Severino Sombra (FUSVE) e parceria técnica do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Apesar do anúncio, o tratamento ainda não está disponível. O equipamento será fabricado na Bélgica pela IBA e deve chegar ao Brasil no segundo semestre de 2029. Depois, será necessário realizar instalação, testes e liberações antes do primeiro atendimento.

Atualmente, entre 20 e 30 brasileiros viajam todos os meses para realizar protonterapia no exterior, com custos que podem chegar a R$ 1,02 milhão por tratamento.

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A previsão é que pelo menos 60% da capacidade da unidade seja destinada ao SUS, mas o acesso dependerá da incorporação da tecnologia pelo Ministério da Saúde.

A nova terapia contra o câncer deve priorizar crianças com tumores complexos e reduzir danos futuros. Imagem: Jon Tyson/Unsplash

Entenda como funciona a protonterapia

A técnica utiliza prótons em vez dos fótons usados na radioterapia convencional. A principal vantagem é conseguir concentrar a radiação no tumor e reduzir a exposição dos tecidos saudáveis ao redor.

O fóton atravessa o corpo e não tem freio: vai perdendo potência pelo caminho, mas segue em frente. O próton, não — ele chega ao tumor e para ali. Essa capacidade de frear é muito útil para o radioterapeuta.

Marcos Santos, radioterapeuta que atua em Goiânia e ex-presidente da Associação Ibero-Latino-Americana de Terapia Radiante Oncológica (Alatro), ao G1.

Esse efeito é chamado de pico de Bragg e permite maior precisão no tratamento. A técnica pode ser indicada para:

  • Crianças com tumores próximos ao cérebro ou à medula;
  • Pacientes com risco de efeitos tardios da radiação;
  • Tumores próximos a órgãos sensíveis;
  • Casos que precisam de nova irradiação.

Crianças são prioridade na nova tecnologia

A protonterapia não substituirá a radioterapia tradicional. O maior benefício está em casos específicos, principalmente entre crianças, que podem sofrer efeitos tardios após tratamentos contra o câncer.

“Custar vinte vezes mais não significa ser vinte vezes melhor. É em um grupo específico de pacientes que a técnica realmente faz diferença: as crianças”, afirma Santos.

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A redução da exposição à radiação pode ajudar a evitar problemas de crescimento, alterações hormonais, dificuldades cognitivas, infertilidade e novos tumores.

O projeto estima que cerca de 15% dos pacientes pediátricos com câncer no Brasil possam ter indicação para o tratamento.

Menos radiação nos tecidos saudáveis pode significar menos sequelas para pacientes no futuro. – Imagem: Shutterstock/Lightspring

Custo é principal desafio

A protonterapia exige uma estrutura complexa, com acelerador de partículas, blindagem especial e profissionais treinados. A manutenção mensal do centro deve custar cerca de US$ 1,2 milhão (aproximadamente R$ 6,1 milhões).

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“Com o valor de um centro de prótons, você constrói uns vinte serviços convencionais de radioterapia”, compara Santos.

Segundo o especialista, uma unidade pode tratar aproximadamente 600 crianças por ano quando direcionada aos pacientes que realmente se beneficiam da tecnologia.

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O desafio agora será transformar o investimento em acesso real. Além da conclusão da obra, o país precisará definir critérios para atendimento pelo SUS e criar uma rede de encaminhamento.

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