Saúde
Doença misteriosa no Congo: OMS dá possível explicação para enfermidade

Nesta sexta-feira (28), o chefe de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, apontou uma possível explicação para a doença misteriosa que acomete a região norte da República Democrática do Congo e matou 66 pessoas.
Segundo Ryan, o que está acontecendo no país africano tem a ver com “algum tipo de envenenamento“. Ele acrescentou, ainda, que as autoridades locais reportaram à OMS “nível muito alto de suspeita de envenenamento” relacionado a uma fonte de água na vila mais atingida, localizada na província de Equador.
Ryan trouxe a possível explicação durante conferência de imprensa da OMS destinada à prevenção da gripe. “Parece muito mais um evento do tipo tóxico, seja de perspectiva biológica, como meningite, ou de exposição química“, afirmou.

O profissional ainda destacou que a OMS segue investigando o caso, focando na proteção da população vulnerável do Congo, e lamentou que o interesse global, provavelmente, pode diminuir rapidamente se ficar claro que este “não é um novo vírus destruidor da Terra“.
Ele ainda elogiou os profissionais de saúde congoleses pelos esforços dispendidos em meio a tantas complicações que eles vêm enfrentando no país, mas lamentou as dificuldades pelas quais o povo do Congo vêm passando. “[O país está lutando contra] conjunto significativo de mortes e doenças causadas por múltiplos agentes em uma população vulnerável”, salientou.
OMS tinha aprofundado a investigação sobre a doença misteriosa
Um dia antes, a OMS emitiu comunicado, no qual alegou que sua investigação sobre a doença misteriosa tinha se aprofundado. O órgão afirmou que estava “realizando mais investigações para determinar a causa de outro surto de doenças e mortes na comunidade”.
A região que mais sofreu nos últimos dias com o surto foi a zona de saúde de Basankusu. Na semana passada, 141 pessoas adoeceram, mas não houve registro de mortes. “Na mesma zona de saúde, 158 casos e 58 mortes foram relatados no início de fevereiro. Em janeiro, a zona de saúde de Bolamba relatou 12 pessoas que adoeceram, incluindo oito mortes“, completou.
Bolamba e Basankusu ficam a cerca de 64 km de distância.
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O que se sabe sobre a doença misteriosa
Na região do noroeste do país, 53 pessoas já faleceram, sendo que muitos desses óbitos ocorreram em até 48 horas após o aparecimento dos sintomas. A OMS classificou o surto como séria ameaça à saúde pública.
Desde o início de janeiro, foram notificados pelo menos 431 casos de indivíduos que apresentam febre, vômitos, diarreia, dores musculares, cefaleia e cansaço, de acordo com o escritório da OMS para a África. Acredita-se que a doença tenha surgido em duas localidades distintas, ambas situadas na província de Equador, apresentando taxa de letalidade de 12,3%.
- As investigações apontam a Vila Boloko como o ponto de origem do surto;
- Lá, três crianças com menos de cinco anos teriam morrido após, supostamente, consumirem a carcaça de um morcego;
- Além dos sintomas comuns, essas crianças desenvolveram sinais compatíveis com febre hemorrágica – incluindo sangramento nasal e vômito com traços de sangue – e vieram a óbito entre 10 e 13 de janeiro;
- Após esses primeiros casos, outros quatro óbitos foram registrados entre crianças da mesma vila, com idades variando entre cinco e 18 anos;
- Até 27 de janeiro, a Vila Boloko já contava com dez casos confirmados e sete mortes, enquanto na vizinha Vila Danda foram identificados dois casos, resultando em uma fatalidade;
- Menos de duas semanas depois, um novo surto da doença misteriosa foi detectado na Vila Bomate. Até a metade de fevereiro, os investigadores haviam contabilizado 419 casos e 45 mortes nessa localidade.

Para tentar identificar o agente patogênico responsável, amostras de 18 casos foram enviadas ao Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Kinshasa, capital do país.
Todas as análises descartaram a presença de doenças hemorrágicas conhecidas, como Ebola e Marburg, o que torna imprescindível a realização de testes laboratoriais adicionais para definir o agente causador. Além disso, as autoridades não descartam que os dois surtos possam ter origens distintas.
Especialistas ressaltam que a localização remota desses surtos, aliada à frágil infraestrutura de saúde no país, eleva o risco de propagação da doença – situação que demanda intervenção imediata e de alto nível para conter o surto.
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Saúde
Moradores de Ingá, em Barra do Itabapoana, recebem “Ação em Saúde” nesta quinta (07/05)

A Prefeitura de São Francisco de Itabapoana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vai realizar uma “Ação em Saúde” na localidade de Ingá, em Barra do Itabapoana, nesta quinta-feira (07/05). A ação — que será promovida no pátio da Igreja AD Barra, das 9h às 12h, através do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) – tem como objetivo promover a prevenção, o cuidado e o acesso aos serviços de saúde para a comunidade local.
Entre os serviços, disponibilizados somente para adultos, estão atendimento médico, aplicação de vacinas contra a gripe, aferição de pressão arterial, teste de glicemia capilar (HGT) e orientações sobre saúde bucal. De acordo com a enfermeira responsável pelo ESF de Barra, Ana Carla Freitas, o atendimento será feito por ordem de chegada e os moradores devem levar um documento de identificação e o Cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa garante atendimento médico para comunidades que moram distantes do Centro da cidade, que é um dos compromissos da Prefeitura na gestão da saúde pública.]
Fonte: Secom/PMSFI
Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
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Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
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Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
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