Saúde
Dieta do tipo sanguíneo ou Wegovy para emagrecimento? Veja o que diz a medicina

As informações presentes neste texto têm caráter informativo e não substituem a orientação de profissionais de saúde. Consulte um médico ou especialista para avaliar o seu caso.
A busca por métodos eficazes de emagrecimento nunca sai de moda. Entre promessas antigas e soluções modernas, dois nomes têm ganhado atenção: a dieta do tipo sanguíneo e o uso de medicamentos como Wegovy (similar ao Ozempic, que é usado para tratar diabetes tipo 2). Mas o que realmente funciona? E o que a ciência tem a dizer sobre isso?
A dieta do tipo sanguíneo: popular, mas sem comprovação

Criada pelo médico norte-americano Peter D’Adamo, a dieta do tipo sanguíneo propõe que pessoas com diferentes tipos de sangue (A, B, AB e O) devem seguir padrões alimentares específicos para melhorar a digestão, a imunidade e, claro, emagrecer. Essa dieta, sobretudo, passa a ideia de que nosso sangue carrega traços evolutivos que determinam como reagimos a certos alimentos.
No entanto, apesar de parecer personalizada, a dieta não possui respaldo científico sólido e já foi amplamente questionada pela ciência. Um estudo publicado na revista científica PLoS ONE em 15 de janeiro de 2014, conduzido por pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, analisou dados de 1.455 participantes para verificar se havia alguma relação entre os padrões alimentares recomendados pela chamada “dieta do tipo sanguíneo” e marcadores de risco cardiometabólico.
Os resultados foram claros: não houve nenhuma associação entre o tipo sanguíneo e os efeitos das dietas propostas, invalidando a premissa central dessa abordagem alimentar. Segundo os autores, os benefícios observados em alguns grupos estavam relacionados à qualidade geral da dieta, e não ao tipo sanguíneo em si.
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Emagrecimento com base científica: o que funciona

Enquanto dietas como a do tipo sanguíneo ganham espaço nas redes sociais, a medicina segue focada em abordagens com comprovação científica, como os efeitos de medicamentos como o Wegovy, por exemplo. A partir disso, o emagrecimento pode ser ter caminhos mais amplos, como emagrecimento personalizado combinando exercícios e alimentação e medicamentos de ajudam a controlar o apetite.
Emagrecimento natural e personalizado
A combinação de alimentação equilibrada, guiada por um nutricionista com exercícios físicos adaptados ao perfil da pessoa continua sendo o método mais seguro e eficaz. Isso inclui:
- Dietas com déficit calórico, mas sem restrições extremas.
- Treinos ajustados à condição física, tempo disponível e objetivos individuais.
- Acompanhamento profissional para evitar deficiências nutricionais ou lesões.
Sobretudo, esse tipo de abordagem respeita o corpo e promove resultados sustentáveis. Além disso, as mudanças consistentes no estilo de vida têm impacto direto na perda de peso e na saúde metabólica.
Emagrecimento com medicamentos: Wegovy e Mounjaro

A partir de 2024, medicamentos como Wegogy (semaglutida) e Mounjaro (tizerpatida) ganharam destaque na mídia por seus efeitos na perda de peso. Esses remédios atuam na regulação do apetite e no controle da glicemia. E o melhor, todos são cientificamente comprovados.
Um estudo publicado no New England Journal of Medicine, mostrou que pacientes que usaram semaglutida perderam em média 15% do peso corporal em 68 semanas, com acompanhamento médico.
Vale lembrar que esses medicamentos não são indicados para todos e devem ser prescritos por médicos após avaliação criteriosa. Além disso, eles podem causar efeitos colaterais e não substituem hábitos saudáveis. Por isso, é fundamental compreender que, apesar dos avanços farmacológicos, o caminho para uma perda de peso segura e duradoura continua baseado em escolhas conscientes e sustentáveis.
Diante de tantas promessas fáceis e soluções instantâneas, é essencial reforçar que emagrecer com saúde vai muito além de seguir modismos, envolve ciência, acompanhamento especializado e respeito às necessidades únicas de cada corpo.
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Saúde
Novo Nordisk pede à Anvisa liberação do Wegovy em comprimido
A Novo Nordisk pediu autorização à Anvisa para vender o Wegovy em comprimidos no Brasil. Atualmente, esse medicamento só existe na versão de injeção. O pedido, protocolado em 30 de janeiro de 2026, se baseia em testes que mostraram que o comprimido ajuda a reduzir o peso em cerca de 17%, resultado bem próximo ao da “caneta”.
Por ser tomado via oral, é uma opção melhor para quem não gosta de agulhas. E isso ajuda o paciente a não abandonar o tratamento. Além disso, a versão em comprimidos ajuda na proteção cardiovascular contra infartos e derrames. O uso das Wegovy pills já foi liberado nos Estados Unidos.
O que você precisa saber sobre a venda (e o uso) da versão em comprimidos do Wegovy
O comprimido (de 25 mg) é indicado para o tratamento da obesidade e para ajudar a manter o peso perdido a longo prazo. O princípio ativo é a semaglutida, substância que imita o hormônio natural GLP-1. Ela age no cérebro avisando que o corpo está satisfeito (reduzindo a fome) e faz com que o estômago se esvazie mais devagar.
De acordo com estudos clínicos, a versão em comprimido levou a uma perda de peso média de aproximadamente 17%. Esse resultado é considerado muito parecido ao desempenho da versão injetável já bem conhecida. O grande benefício, neste caso, é a conveniência. Afinal, tomar um comprimido por dia é mais fácil do que aplicar injeções para muitas pessoas.
Em relação aos efeitos colaterais, os mais comuns são problemas gastrointestinais, como enjoos, mas geralmente são leves ou moderados e fáceis de controlar.
Sobre preço e disponibilidade:
- A versão em comprimidos do Wegovy já foi aprovado e começou a ser vendido nos Estados Unidos no início de 2026. O custo mensal varia entre US$ 149 (R$ 784,75 em conversão direta) e US$ 299 (R$ 1.574,77), dependendo da dose e da cobertura de convênios;
- No Brasil, ainda não há uma data para o início das vendas nem um preço definido, pois análises técnicas ainda são necessárias para a Anvisa dar a aprovação final.
Assim como a versão “caneta”, o uso do comprimido do Wegovy deve ser acompanhado de dieta saudável e exercícios físicos. E a venda só será permitida com receita médica.
(Essa matéria usou informações da Novo Nordisk.)
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Brasil pode ter 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulgou nesta quarta-feira (4) uma estimativa que projeta cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Os dados fazem parte de um relatório que busca orientar o planejamento de políticas públicas e a organização das ações do Sistema Único de Saúde (SUS) para diagnóstico, prevenção e tratamento da doença nos próximos anos.
Segundo o instituto, o crescimento está associado principalmente ao envelhecimento da população, à exposição contínua a fatores de risco e ao diagnóstico tardio, que contribuem para o aumento da incidência e da mortalidade. O levantamento reforça que o câncer se consolida como uma das principais causas de adoecimento e morte no país, com impacto cada vez mais próximo ao das doenças cardiovasculares.

Principais estimativas e tipos mais frequentes
Ao excluir os tumores de pele não melanoma, o relatório aponta uma média de 518 mil novos casos por ano, sendo 256 mil em homens e 262 mil em mulheres. Mesmo com essa exclusão, o câncer de pele não melanoma segue como o mais comum no país, com 263 mil registros anuais, o que representa mais de 30% de todos os diagnósticos. Apesar da alta incidência, esse tipo apresenta baixa letalidade e maiores chances de tratamento quando identificado precocemente.
Entre as mulheres, o câncer de mama lidera as estimativas, com 78.610 casos por ano, o equivalente a cerca de 30% dos diagnósticos no grupo. Já entre os homens, o câncer de próstata aparece em primeiro lugar, com 77.920 casos anuais, mantendo proporção semelhante.
O documento também chama atenção para o avanço do câncer de cólon e reto, que se tornou o terceiro mais frequente em ambos os sexos, com 53.810 novos casos por ano. Na faixa etária de 0 a 19 anos, a previsão é de 7.560 novos diagnósticos anuais, com predominância de leucemias e tumores do sistema nervoso central.
Leia mais:
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Diferenças regionais e ações do governo
As estimativas indicam maior incidência nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, associada ao maior acesso ao diagnóstico. Já os estados do Norte e Nordeste apresentam taxas mais baixas em geral, mas concentram variações importantes, como no caso do câncer de colo do útero, que segue entre os mais comuns nessas áreas.
O relatório ressalta que esse tipo de câncer tem grande potencial de prevenção e até erradicação, destacando a necessidade de ampliar o rastreamento e a vacinação contra o HPV. Em escala global, projeções indicam que os casos podem chegar a 35,3 milhões por ano até 2050, um aumento de 77% em relação a 2022.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo pretende garantir ao menos um centro de quimioterapia em cada estado e reforçou que a expansão do diagnóstico e do tratamento deve caminhar junto com medidas de prevenção. Segundo ele, a meta é fortalecer a rede pública diante do crescimento de tipos como o câncer colorretal, associado a fatores como a alimentação.
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O ‘pulmão artificial’ que manteve paciente vivo por dias até transplante

Cirurgiões conseguiram um feito inédito nos Estados Unidos: manter um paciente vivo por mais de 48 horas sem os pulmões. Como? Por meio de uma espécie de pulmão artificial, que funcionou até um doador ser encontrado.
O paciente era um homem de 33 anos. Ele tinha uma infecção grave que destruiu seus órgãos respiratórios. A solução encontrada pelos médicos foi remover os pulmões e instalar um sistema artificial temporário, que oxigenava o sangue do paciente.
Neste caso, detalhado recentemente na revista científica Med, o corpo do paciente se recuperou da infecção mais rápido após os pulmões doentes terem sido retirados. Isso mostrou que o transplante de pulmão também pode salvar pessoas com infecção aguda.
‘Pulmão artificial’ substituiu funções vitais e permitiu controle de infecção grave
O paciente desenvolveu uma inflamação pulmonar severa (SARA) após uma gripe, o que causou o acúmulo de líquidos e impediu a entrada de oxigênio no sangue. O quadro era tão crítico que os pulmões, além de não funcionarem, “alimentavam” a infecção pelo corpo e faziam outros órgãos falharem. Como o tecido estava destruído de forma irreversível, os médicos decidiram que a única chance seria a remoção total dos pulmões para eliminar o foco da doença.
Para manter o paciente vivo sem os órgãos respiratórios, a equipe conectou o corpo a um dispositivo de pulmão artificial que realizava todo o trabalho de respiração fora do corpo. Esse sistema limpava o gás carbônico e inseria oxigênio diretamente no sangue, mantendo o fluxo necessário para o coração e o restante do organismo. Assim que os pulmões doentes foram retirados, a pressão arterial estabilizou e a infecção começou a ceder, permitindo que o paciente ficasse pronto para a cirurgia.

Após a retirada, os cientistas analisaram os pulmões originais e encontraram cicatrizes profundas e danos em nível molecular que confirmaram que o órgão jamais voltaria a funcionar. O estudo mostrou que a infecção causou uma transformação definitiva no tecido, o que fez do transplante a única saída real. Essa descoberta é fundamental porque, em casos semelhantes, muitos pacientes morrem sem que o transplante seja sequer cogitado por ser considerado arriscado demais.
Dois dias após viver apenas com o suporte das máquinas, o homem recebeu o transplante de pulmão e se recuperou totalmente. Hoje, dois anos após o procedimento, ele leva uma vida normal e saudável. O sucesso dessa estratégia de “ponte” para o transplante pode não só mudar a medicina, mas oferecer uma chance de sobrevivência para casos urgentes que antes eram considerados sem esperança.
(Essa matéria também usou informações da Universidade Northwestern – aviso: a postagem tem imagens fortes.)
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