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Saúde

Apple Vision Pro está ajudando médicos a realizar cirurgias

Redação Informe 360

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Vinte e quatro anos após realizar a primeira cirurgia de bypass gástrico assistida por robô, o cirurgião Santiago Horgan está explorando uma nova ferramenta que pode revolucionar ainda mais a cirurgia: o Apple Vision Pro.

Uma matéria da Time mostrou que, juntamente com outros cirurgiões da Universidade da Califórnia, em San Diego, Horgan já realizou mais de 20 operações minimamente invasivas usando esses headsets de realidade mista, lançados ao público em fevereiro, mas tiveram um desempenho comercial fraco.

Horgan acredita que os headsets melhoram a eficácia dos cirurgiões e reduzem o risco de lesões, podendo ter um impacto significativo em hospitais, especialmente aqueles com orçamento limitado.

Ele lidera o Centro para o Futuro da Cirurgia na UC San Diego, onde explora como tecnologias emergentes podem aprimorar os processos cirúrgicos. Durante a cirurgia laparoscópica, os médicos normalmente precisam olhar para monitores, o que pode causar desconforto.

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O Vision Pro evita que os cirurgiões precisem desviar a atenção para olhar para os monitores da sala de cirurgia – Imagem: Ringo Chiu/Shutterstock

O Vision Pro permite que os cirurgiões vejam informações importantes diretamente na área cirúrgica, sem desviar o olhar.

Vision Pro superou outros headsets para auxílio ao cirurgião

  • Horgan testou outros headsets anteriormente, mas considerou o Vision Pro superior em qualidade de imagem.
  • Após receber aprovação para seu uso, ele liderou a primeira cirurgia com o dispositivo, que superou suas expectativas.
  • Os custos do Vision Pro, a partir de US$ 3.499, são considerados baixos em comparação a equipamentos médicos tradicionais, o que pode torná-lo atraente para hospitais menores.

O diretor clínico da UC San Diego Health, Christopher Longhurst, acredita que o Vision Pro pode se tornar um padrão em salas de cirurgia, com planos de estudos futuros sobre sua eficácia. Outros dispositivos competem pelo espaço, como sistemas de visualização AR, mas o Apple Vision Pro se destaca pela sua adaptabilidade.

No entanto, especialistas como Ahmed Ghazi alertam para a necessidade de garantir a privacidade dos pacientes ao usar tecnologias conectadas.

Miguel Burch, do Cedars-Sinai Medical Center, vê o potencial do Vision Pro como uma solução para problemas ergonômicos enfrentados por cirurgiões, destacando que suas funcionalidades atuais são apenas o começo de um novo capítulo na cirurgia.

Cirurgiões enxergam no Vision Pro um grande potencial para reinventar a área das cirurgias – Imagem: Universidade da Califórnia

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Saúde

Esta dieta dobra as chances de se chegar aos 70 anos com boa saúde

Redação Informe 360

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Envelhecer com saúde é o objetivo de todos nós. Mas como garantir que isso aconteça? Segundo um novo estudo das universidades de Harvard, nos EUA, Copenhague, na Dinamarca, e Montreal, no Canadá, seguir uma dieta específica pode ser o caminho.

Os pesquisadores descobriram que comer bastante vegetais, reduzir os alimentos de origem animal e evitar os ultraprocessados ​​promove um envelhecimento saudável.

Dessa forma, aumentas as chances de se chegar aos 70 anos sem doenças crônicas graves e com boa saúde cognitiva, física e mental.

Não existe uma dieta saudável que sirva para todos

  • O estudo foi publicado na revista Nature Medicine e é um dos primeiros a examinar padrões alimentares em relação a um envelhecimento saudável.
  • Os pesquisadores monitoraram mais de 105 mil adultos entre 39 e 69 anos de idade durante um período de mais de trinta anos.
  • Durante o trabalho, os participantes relataram periodicamente suas dietas e foram pontuados em relação ao nível de adesão a oito padrões alimentares saudáveis.
  • Foram eles: o Índice de Alimentação Saudável Alternativa, o Índice Mediterrâneo Alternativo, Abordagens Dietéticas para Parar a Hipertensão, a Intervenção Mediterrânea-DASH para Atraso Neurodegenerativo, a dieta saudável baseada em vegetais, o Índice de Dieta de Saúde Planetária, o Padrão Empírico de Inflamação da Dieta e o Índice alimentar empírico para hiperinsulinemia.
  • A conclusão foi que não existe uma dieta saudável que sirva para todos, mas sim dietas ideais para a saúde em geral.
Segredo do envelhecimento saudável está no que você come (Imagem: sabinevanerp/Pixabay)

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Alimentos mais e menos benéficos

Os pesquisadores concluíram que 9.771 participantes, o que representa 9,3% da população analisada, envelheceram de forma saudável. Os melhores resultados foram registrados em quem seguiu uma dieta rica em frutas, verduras, grãos integrais, castanhas, legumes e gorduras saudáveis ​​e pobre em carnes vermelhas e processadas, bebidas açucaradas, sódio e grãos refinados.

Chamada de Alimentação Saudável Alternativa, ela foi desenvolvida para prevenir doenças crônicas. Os participantes desse grupo tiveram 86% mais probabilidade de envelhecer com saúde aos 70 anos e 2,2 vezes mais probabilidade de envelhecer com saúde aos 75 anos, em comparação com aqueles com as pontuações mais baixas nesta dieta.

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alimentos ultraprocessados
Quem consumiu ultraprocessados apresentou os piores resultados (Imagem: Niloo/Shutterstock)

Outra dieta a favorecer o envelhecimento saudável foi o Índice de Dieta de Saúde Planetária, que prioriza a saúde humana e ambiental, dando preferência para alimentos de origem vegetal e minimizando alimentos de origem animal.

Os cientistas ainda destacaram que, em todos os casos, o maior consumo de alimentos ultraprocessados, especialmente carnes processadas e bebidas açucaradas e dietéticas, foi associado a menores chances de envelhecimento saudável.

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Saúde

Esquizofrenia: estudo pode abrir caminho para novos tratamentos

Redação Informe 360

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A esquizofrenia é um transtorno mental caracterizado pela perda de contato com a realidade, alucinações, delírios e piora da cognição. A causa desta condição, que afeta cerca de 1,6 milhão de pessoas no Brasil, ainda é desconhecida, mas pesquisas sugerem uma combinação de fatores hereditários, com alterações moleculares e funcionais no cérebro.

Agora, um novo trabalho fez uma importante descoberta pode abrir caminhos para o desenvolvimento de tratamentos contra a doença. Pesquisadores detalharam o papel da proteína hnRNP A1 na formação e estabilidade da mielina.

Relação entre a mielina e a esquizofrenia

  • A mielina é uma substância gordurosa que é produzida por células do sistema nervoso central chamadas de oligodendrócitos.
  • Ela forma uma bainha que protege os prolongamentos dos neurônios (axônios) e aumenta a velocidade de condução dos impulsos nervosos que transmitem informações entre as células neurais.
  • A ciência já descobriu que pacientes com esclerose múltipla e esquizofrenia apresentam um processo chamado de desmielinização.
  • Isso nada mais é do que a perda de mielina, o que causa danos nas funções cerebrais.
Causa da esquizofrenia ainda é motivo de estudo (Imagem: Elif Bayraktar/Shutterstock)

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Experimento foi realizado com roedores

Durante o estudo, divulgado no Journal of Neurochemistry, os cientistas investigaram alterações em proteínas essenciais para a produção da mielina em roedores. Os resultados mostraram que a hnRNP A1 age na manutenção da integridade deste processo.

Segundo os pesquisadores responsáveis pelo trabalho, a proteína regula o processamento do RNA mensageiro, ajustando como a molécula é cortada e montada. Além disso, determina quais proteínas serão produzidas e em quais quantidades.

Descoberta pode servir para outras doenças ligadas ao cérebro (Imagem: Komsan Loonprom/Shutterstock)

A equipe identificou que problemas com a proteína causaram a desmielinização a partir da oitava semana. Este processo durou mais cinco semanas, mas acabou sendo interrompido a partir do restabelecimento da bainha de mielina.

Os cientistas agora querem usar estas conclusões para desenvolver novas formas de tratamento contra a esquizofrenia. Estas descobertas também pode ser utilizadas para ajudar pacientes que sofrem com outras doenças neurodegenerativas e transtornos mentais.

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Saúde

Há uma maneira ao nosso alcance de afastar o risco de Alzheimer, diz estudo

Redação Informe 360

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O risco de desenvolver Alzheimer é influenciado principalmente por genes e idade, mas uma nova pesquisa sugere que você pode ter mais controle sobre isso do que imagina.

O estudo, publicado na revista Nature Communications, introduz o conceito de “idade bioenergética”, que não é a mesma que a idade cronológica. A idade bioenergética reflete a eficiência com que as células geram energia, o que pode afetar diretamente o risco de Alzheimer.

Pesquisas anteriores indicam que a idade bioenergética pode ser alterada por hábitos saudáveis, como exercício físico.

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Exercício físico
Hábitos saudáveis, como o exercício físico, podem nos dar o controle de melhorar a idade “bioenergética”, e assim afastar o risco de desenvolver Alzheimer – Imagem: Cameron Prins / Shutterstock

Descobertas do estudo

  • O estudo revelou que melhorar essa idade pode até retardar a progressão do Alzheimer de forma tão eficaz quanto medicamentos como o lecanemab.
  • Segundo Jan Krumsiek, um dos autores do estudo, isso oferece uma alternativa sem os efeitos colaterais dos tratamentos convencionais.
  • A pesquisa também pode explicar por que Alzheimer se desenvolve de maneira diferente em pessoas com sinais iniciais semelhantes, como células que produzem energia de forma menos eficiente.
  • Algumas pessoas mantêm-se cognitivamente saudáveis por anos, apesar desses sinais. Acredita-se que uma “capacidade bioenergética” especial as proteja, permitindo que mantenham níveis normais de energia.

Os pesquisadores identificaram um marcador de risco potencial: os níveis de acilcarnitina no sangue. Esse composto, relacionado ao metabolismo energético, se correlaciona com a idade bioenergética.

Pacientes com níveis mais baixos de acilcarnitina apresentaram declínio cognitivo mais lento, similar ao de quem usa medicamentos como o lecanemab. Isso sugere que uma idade bioenergética mais baixa pode oferecer proteção contra o Alzheimer.

O próximo passo é desenvolver testes para medir a idade bioenergética e aplicar tratamentos personalizados, como mudanças no estilo de vida, para reduzir o risco da doença.

Representação de doenças degenerativas cerebrais
Conceito da idade bioenergética pode ajudar a reduzir o risco de Alzheimer – Imagem: SewCream/Shutterstock

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