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Saúde

Anticorpo pode ser capaz de combater vírus que infecta 95% da população mundial

Redação Informe 360

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O vírus Epstein-Barr (VEB) é altamente disseminado na população mundial e pode ter relação, inclusive, com a esclerose múltipla. Atualmente, não existem vacinas e nem antivirais específicos para combatê-lo, mas uma descoberta dos cientistas pode mudar este quadro.

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Cientistas acreditam que o anticorpo possa garantir uma ação protetora e segura contra o vírus (Imagem: luchschenF/Shutterstock)

Anticorpo pode bloquear ação do vírus

Pesquisadores do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos analisaram uma proteína encontrada na membrana do vírus, a gp42. Eles concluíram que esta é a responsável por infectar as pessoas.

Dessa forma, trabalharam na elaboração de um composto capaz de bloquear a atividade da gp42. Dois anticorpos foram testados com esse intuito: A10 e 4C12. Nos testes pré-clínicos realizados com ratos, foi possível medir a capacidade de impedir a infecção pelo Epstein-Barr e linfomas nos roedores. 

De acordo com os cientistas, o anticorpo monoclonal A10 é o mais promissor para ser avaliado em estudos clínicos, com humanos. Eles acreditam que é possível garantir uma ação protetora e segura contra o vírus, especialmente para indivíduos com imunodeficiência e para aqueles que receberam algum transplante de órgão.

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O estudo foi publicado na revista Immunity. As informações são do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA.

Pessoas se beijando no Carnaval
Vírus é mais conhecido como “doença do beijo” (Imagem: lazyllama/Shutterstock)

Epstein-Barr

  • Especialistas apontam que o vírus esteja presente em 95% da população mundial.
  • Ele é mais conhecido como “doença do beijo” e é o causador da mononucleose.
  • Apesar do nome, não é transmitido exclusivamente através de beijos e pela troca de saliva.
  • A infecção também pode ocorrer por meio de objetos contaminados, transfusão sanguínea ou via transplacentária, quando a gestante adquire o vírus durante a gravidez e passa ao feto pela placenta.
  • Os sintomas do Epstein-Barr são febre e dor de garganta.
  • Após os sinais desapareceram, o vírus permanece escondido no organismo humano, mais precisamente dentro dos linfócitos B (células do sistema imunológico que produz anticorpos) ou de células que revestem a garganta e a faringe.
  • Em alguns pacientes, ele provoca infecções recorrentes, com causas ainda desconhecidas.
  • O vírus também está relacionado com outras doenças consideradas mais sérias, como os linfomas de Burkitt, Hodgkin e não-Hodgkin.
  • E também pode aumentar o risco de câncer gástrico e nasofaríngeo. 
  • Estudos recentes ainda apontam que pessoas infectadas com o Epstein-Barr têm um risco até 30 vezes maior de desenvolver esclerose múltipla. 

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Saúde

Moradores de Ingá, em Barra do Itabapoana, recebem “Ação em Saúde” nesta quinta (07/05) 

Redação Informe 360

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A Prefeitura de São Francisco de Itabapoana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vai realizar uma “Ação em Saúde” na localidade de Ingá, em Barra do Itabapoana, nesta quinta-feira (07/05). A ação — que será promovida no pátio da Igreja AD Barra, das 9h às 12h, através do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) – tem como objetivo promover a prevenção, o cuidado e o acesso aos serviços de saúde para a comunidade local.

Entre os serviços, disponibilizados somente para adultos, estão atendimento médico, aplicação de vacinas contra a gripe, aferição de pressão arterial, teste de glicemia capilar (HGT) e orientações sobre saúde bucal. De acordo com a enfermeira responsável pelo ESF de Barra, Ana Carla Freitas, o atendimento será feito por ordem de chegada e os moradores devem levar um documento de identificação e o Cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa garante atendimento médico para comunidades que moram distantes do Centro da cidade, que é um dos compromissos da Prefeitura na gestão da saúde pública.]

Fonte: Secom/PMSFI

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Saúde

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

Redação Informe 360

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O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

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Saúde

Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Redação Informe 360

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Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.

A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.

Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes

Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.

Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

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obesidade

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)

Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.

Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.

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Desafio global

  • A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
  • À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
  • E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
  • Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.

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