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Saúde

7 ISTs perigosas, mas com sintomas silenciosos

Redação Informe 360

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A lista de infecções sexualmente transmissíveis é extensa. No entanto, algumas apresentam consequências ainda mais graves à saúde e, o pior, é que a maioria das ISTs carregam sintomas silenciosos, o que dificulta o diagnóstico precoce e retarda a busca pelo tratamento.

No Brasil, os casos de infecções sexualmente transmissíveis têm crescido nos últimos anos. Segundo levantamento do IBGE e do Ministério da Saúde, cerca de 1 milhão de pessoas foram infectadas só em 2019. Causadas por vírus, bactérias e outros microrganismos, algumas ISTs evoluem de forma silenciosa, conheça sete delas.

ISTs silenciosas: conheça sete infecções que avançam sem dar muitos sinais

1-Clamídia

Amostra de sangue para teste de clamídia (ICT), doença sexualmente transmissível comum causada pela bactéria Chlamydia trachomatis
Clamídia é uma das ISTs mais comuns e muitas vezes sem sintomas/Shutterstock Babul Hosen

Entre as ISTs perigosas com sintomas silenciosos está a clamídia, uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Em muitos casos, a pessoa infectada não apresenta sintomas visíveis, o que dificulta o diagnóstico e favorece a transmissão inadvertida a outros parceiros.

Além disso, quando os sinais surgem, muitas vezes são confundidos com outras condições. Afinal, os sintomas podem incluir corrimento amarelado, dor ao urinar, sangramento fora do período menstrual ou durante relações sexuais, e dor pélvica.

A partir disso, essa característica “invisível” ou sintomas que são confundidos com outros diagnósticos, podem levar a complicações graves, como doença inflamatória pélvica, infertilidade, gravidez ectópica e, em casos extremos, risco de morte materna ou fetal. Por isso, exames regulares e o uso de preservativos são essenciais para prevenção e detecção precoce.

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2-Gonorreia

Outra infecção sexualmente transmissível que tem a capacidade de se espalhar silenciosamente é a gonorreia, causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae.

Embora possa provocar sintomas como dor ao urinar, corrimento amarelado ou esverdeado, dor pélvica e sangramento fora do ciclo menstrual, muitas pessoas, especialmente mulheres, não percebem sinais evidentes, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Dessa forma, a ausência de sintomas pode levar à progressão da infecção para órgãos internos, causando complicações como infertilidade, doença inflamatória pélvica e até infecções sistêmicas. Além disso, a gonorreia pode ser transmitida durante o parto, colocando recém-nascidos em risco de conjuntivite grave e até cegueira.

3-HPV (Papilomavírus Humano)

DST (doenças sexualmente transmissíveis). Homem segurando nota pegajosa com rosto triste desenhado em fundo amarelo, close-up
ISTs silenciosas em homens podem afetar a fertilidade e a saúde íntima/Shutterstock New Africa

O Papilomavírus Humano (HPV) é uma das ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) mais frequentes no mundo, e uma das mais traiçoeiras. Isso porque, na maioria dos casos, ele se instala no corpo sem provocar qualquer sintoma imediato.

Com isso, a falta de sinais visíveis dificulta a detecção precoce e contribui para que o vírus continue sendo transmitido sem que a pessoa infectada sequer perceba.

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Sobretudo, o perigo se intensifica com os chamados tipos de alto risco, especialmente os subtipos 16 e 18, que estão diretamente ligados ao desenvolvimento de cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.

Além disso, o HPV pode estar envolvido em tumores que afetam outras áreas como vagina, vulva, pênis, ânus, cavidade oral e garganta.

Mesmo quando não há sintomas externos, o vírus pode causar alterações microscópicas e inflamações internas que evoluem ao longo do tempo. Quando se manifestam, os sinais podem incluir verrugas na região genital, feridas ou manchas incomuns, sensação de ardência, coceira persistente e lesões na boca ou garganta.

4-HIV

Entre as infecções sexualmente transmissíveis que podem se desenvolver de forma discreta, o HIV se destaca como uma das mais preocupantes.

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O vírus da imunodeficiência humana pode permanecer no organismo por anos sem apresentar sinais evidentes, o que favorece sua disseminação e dificulta o diagnóstico precoce.

Não é à toa que essa “epidemia invisível” tem sido motivo de alerta no Brasil, especialmente após estudos apontarem que a taxa de prevalência do HIV ultrapassou os limites considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde.

O HIV é caracterizado por comprometer o sistema imunológico ao atacar as células responsáveis pela defesa do organismo.

Com o tempo, sem o devido acompanhamento médico, o vírus pode avançar para o estágio conhecido como aids. A aids, por sua vez, é uma condição que deixa o corpo vulnerável a infecções e doenças que normalmente seriam combatidas com facilidade. Apesar disso, hoje é plenamente possível conviver com o HIV de maneira saudável e segura.

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5-Sífilis

A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum que pode se desenvolver de forma silenciosa por longos períodos, o que a torna extremamente perigosa. Em seus estágios iniciais, é comum o aparecimento de feridas indolores na região genital, boca ou ânus, que desaparecem espontaneamente. Como resultado, muitas pessoas acabam ignorando o problema.

Com o passar do tempo, no entanto, a doença pode evoluir para fases mais graves e atingir órgãos vitais como o coração, o cérebro e os ossos, trazendo riscos sérios à saúde.

Além disso, mesmo sem sintomas aparentes, a sífilis permanece ativa e transmissível. Portanto, é fundamental estar atento aos sinais de alerta, como manchas avermelhadas na pele, especialmente nas palmas das mãos e plantas dos pés, ínguas espalhadas pelo corpo, febre baixa, dor de cabeça, fadiga e queda de cabelo.

6-Herpes Genital

Casal em consulta com especialista em IST na clínica
ISTs podem existir mesmo em relações estáveis/Shutterstock New Africa

A Herpes Genital é uma das ISTs com sintomas silenciosos que mais desafiam o diagnóstico precoce. Causada pelo vírus Herpes simplex tipo 2 (HSV-2), essa infecção pode permanecer latente no organismo por longos períodos, sem apresentar sinais visíveis.

Mesmo sem lesões aparentes, o vírus continua ativo e transmissível, o que torna a doença perigosa e favorece sua disseminação. Além disso, cerca de 70% das transmissões ocorrem justamente na fase assintomática.

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Apesar de muitas pessoas não identificarem imediatamente a presença da Herpes Genital, os sinais podem se manifestar como lesões pequenas e sensíveis na área íntima, geralmente acompanhadas de ardência, coceira intensa e desconforto ao urinar.

Além desses sintomas, é possível que surjam manifestações sistêmicas como febre leve, inchaço dos gânglios na virilha e dores musculares.

7-Tricomoníase

A tricomoníase é uma infecção provocada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, que muitas vezes se apresenta de forma discreta, dificultando seu reconhecimento imediato. Na maioria dos casos, especialmente entre os homens, o quadro é assintomático, o que contribui para a disseminação silenciosa da doença.

Já em mulheres, os sinais tendem a ser mais perceptíveis, como corrimento vaginal com odor forte, frequentemente comparado ao cheiro de peixe, além de coceira intensa, sensação de ardência e dor ao urinar. Durante o ciclo menstrual, esses sintomas podem se intensificar devido às alterações no pH vaginal.

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Mesmo sendo uma infecção curável, a tricomoníase pode trazer sérias consequências à saúde quando não tratada de forma adequada. Entre os riscos, está a maior vulnerabilidade à contaminação por outros agentes infecciosos, como o HIV. No caso de gestantes, a doença está relacionada a complicações como parto prematuro.

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Saúde

Quais doenças são transmitidas por beijo na boca?

Redação Informe 360

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Para muitas pessoas, o Carnaval vai além dos bloquinhos de rua, fantasias cheias de glitter e da música contagiante: também é época de beijar na boca. Apesar do hábito trazer muita satisfação para quem o pratica, beijar várias pessoas consecutivamente pode aumentar as chances de transmissão de doenças. A seguir, confira algumas das doenças mais comuns que são transmitidas pelo beijo na boca.

7 doenças transmitidas pelo beijo

Mononucleose

mulher com mão na garganta em consultório, descrevendo sintomas ao médico
Mulher com dor de garganta em um consultório médico/Shutterstock_antoniodiaz

Tipicamente conhecida como “doença do beijo”, é transmitida vírus Epstein-Barr (EBV). O micróbio atinge enfaticamente o sistema linfático e sanguíneo após o compartilhamento de saliva entre duas pessoas.

Os sintomas incluem febre, dor intensa na garganta, mal-estar, e aumento notável dos linfonodos. Não há tratamento específico, desta forma, o cuidado é paliativo (com remédios e repouso) para tratar os sintomas até que o corpo se recupere.

Herpes labial

Doença viral ocasionada pelo micróbio Herpes Simplex tipo 1 (HSV-1). O vírus entra nas células da pele e mucosa oral e pode permanecer latente no sistema nervoso, reativando-se periodicamente.

Sintomas incluem bolhas dolorosas na região oral, ardência local, coceira, e formigamento. Não há cura para a doença, mas o controle.

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O tratamento requer o uso de antivirais indicados pelo médico infectologista.

Citomegalovirose

Imagem mostra mãos segurando termômetro para medir a febre
Pessoa analisando a temperatura corporal medida por um termômetro (Imagem: Polina Tankilevitch / Pexels)

Parente da Mononucleose, esta doença é ocasionada pelo vírus Citomegalovírus.

O vírus é transmitido pelo contato direto com os fluidos corporais de uma pessoa infectada, sendo a saliva um dos mais comuns. A enfermidade causada por esse vírus também não tem cura conhecida.

Contudo, ele pode ser controlado com o uso de remédios. Os sintomas incluem linfonodos aumentados, febre baixa e mal-estar geral. Em imunocomprometidos: pode afetar olhos, sistema nervoso e outros órgãos.

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Infecção por estreptococo (Faringite)

A doença é ocasionada por bactérias do gênero Streptococcus. Uma vez que alguém saudável beija um infectado, as bactérias migram pela saliva e colonizam a garganta e mucosas outrora saudáveis.

Sintomas incluem dor e inflamação na garganta, febre alta e dificuldade para engolir. O tratamento envolve administração de antibióticos para aniquilar o micróbio e evitar complicações.

Doenças respiratórias (Influenza, Covid-19, etc.)

Ilustração de um vírus corporal
Segundo os pesquisadores, o achado indica uma possível evolução viral natural entre esses animais (Imagem: Corona Borealis Studio/Shutterstock)

São chamadas de doenças respiratórias aquelas ocasionadas por agentes infecciosos que visam o sistema respiratório.

Uma vez que ocorre o contato prolongado com a boca de uma pessoa infectada, os vírus infectam as mucosas das vias respiratórias superiores, se multiplicam com rapidez e podem causar sintomas desagradáveis no corpo todo.

Veja algumas doenças abaixo:

  • Gripe (vírus Influenza);
  • Covid-19 (vírus SARS-CoV-2);
  • Resfriado comum (diferentes vírus).

Caxumba

Ocasionada pelo vírus Paramyxoviridae. O micróbio infecta glândulas salivares (como as parótidas), e se espalha pelo contato com gotículas de saliva ou beijo.

Sintomas incluem inchaço e dor nas glândulas salivares, febre, dor de cabeça, mal-estar, dificuldade de mastigar e engolir.

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A melhor forma de prevenção é tomando a vacina da tríplice viral. Mas, ao desenvolver a doença, o tratamento inclui o suporte paliativo dos sintomas.

IST’s

Imagem: luchschenF/Shutterstock

IST’s é a sigla para Infecção Sexualmente Transmissível, o que, como o nome já diz, são vírus e bactérias transmitidos pelo sexo desprotegido. Contudo, algumas delas, em tese, podem, sim, serem transmitidas pelo beijo.

No caso de uma pessoa já infectada com Sífilis ou Gonorreia, se ela tiver feridas ativas na região da boca, quem beijar o local pode se infectar também. Estas feridas, contudo, não precisam ser evidentes; algumas, inclusive, são imperceptíveis.

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Saúde

Descoberta de cientista brasileira reacende esperança para pacientes com tetraplegia

Redação Informe 360

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A ciência nacional atingiu um patamar histórico com o avanço de pesquisas voltadas para a recuperação de lesões graves no sistema nervoso central. A polilaminina para regenerar a medula espinhal representa uma esperança real para pacientes que perderam a mobilidade devido a traumas severos. Portanto, o trabalho liderado por pesquisadores cariocas coloca o Brasil na vanguarda da medicina regenerativa mundial.

Como a polilaminina para regenerar a medula espinhal atua no sistema nervoso?

Segundo um artigo publicado no PubMed, o composto desenvolvido pela cientista Tatiana Coelho de Sampaio mimetiza as propriedades da laminina natural em uma estrutura tridimensional. Além disso, essa inovação atua como um andaime biológico que orienta o crescimento de novos neurônios através da área lesionada.

O polímero consegue criar um ambiente favorável para que as células nervosas voltem a se conectar e transmitir impulsos elétricos vitais. Por consequência, a barreira de cicatriz que normalmente impede a cura natural é contornada por essa malha bioativa inteligente. Dessa forma, a tecnologia brasileira oferece uma solução elegante para um dos maiores desafios da neurologia moderna.

🔬 Síntese do Composto: Criação da polilaminina em laboratório a partir da polimerização da proteína laminina humana.

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🐁 Testes Pré-clínicos: Aplicação do polímero em modelos animais que apresentaram retorno significativo de movimentos motores.

🏥 Perspectiva Clínica: Desenvolvimento de protocolos para testes em humanos visando o tratamento da tetraplegia traumática.

Quais são os principais benefícios para pacientes com tetraplegia?

A aplicação da substância foca na restauração de funções motoras e sensoriais que foram interrompidas pelo rompimento das fibras nervosas. Além disso, a estabilização do microambiente da lesão reduz as chances de inflamação crônica e morte celular programada nos tecidos adjacentes. Portanto, o impacto na qualidade de vida dos pacientes pode ser revolucionário ao permitir o retorno de autonomias básicas.

Contudo, a terapia com polilaminina exige um acompanhamento fisioterapêutico intenso para que o cérebro aprenda a utilizar os novos caminhos neurais formados. Por isso, a integração entre a biotecnologia e a reabilitação física é um pilar fundamental para o sucesso do tratamento a longo prazo. Assim, a ciência brasileira pavimenta um caminho sólido para a reversão de quadros antes considerados permanentes.

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Descoberta de cientista brasileira reacende esperança para pacientes com tetraplegia
Polímero biológico orienta crescimento de neurônios para restaurar movimentos perdidos – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Por que a polilaminina para regenerar a medula espinhal supera as terapias tradicionais?

Diferente de medicamentos que apenas tratam os sintomas ou a inflamação, o novo composto promove a reconstrução física da via nervosa. Além disso, a biocompatibilidade da polilaminina evita rejeições imunológicas severas, uma vez que utiliza proteínas que o corpo já reconhece como naturais. Nesse sentido, a segurança do protocolo clínico é consideravelmente superior aos métodos de transplante de tecidos externos.

Abaixo, detalhamos as diferenças fundamentais entre a abordagem convencional e o uso da polilaminina no tratamento de traumas medulares. Observe como a mudança de paradigma da contenção para a regeneração define esta nova era da medicina.

CaracterísticaTratamento ComumUso de Polilaminina
Foco PrincipalEstabilização da lesãoRegeneração tecidual
MecanismoAnti-inflamatóriosAndaime bioativo
Resultado EsperadoManutenção de danosRecuperação funcional

Qual é o papel da UFRJ no desenvolvimento desta patente internacional?

A instituição carioca foi o berço de toda a pesquisa fundamental, garantindo o suporte técnico e laboratorial para que a Dra. Tatiana e sua equipe pudessem inovar. Além disso, a universidade detém a patente que protege esta tecnologia brasileira contra a exploração indevida por laboratórios estrangeiros sem contrapartida nacional. Portanto, o sucesso deste projeto reforça a importância do investimento público em ciência básica e aplicada no país.

Em suma, a trajetória desta descoberta mostra que o Brasil possui talentos capazes de solucionar dilemas mundiais da saúde humana. Ao apoiar iniciativas como a polilaminina, a sociedade contribui para um futuro onde a paralisia não seja mais uma sentença irrevogável. Dessa forma, a esperança se traduz em biotecnologia de ponta, fruto da excelência acadêmica e dedicação científica nacional.

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Saúde

Estados Unidos terão primeira vila para pessoas com demência

Redação Informe 360

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A empresa de cuidados paliativos Agrace, com sede em Wisconsin, anunciou a criação da primeira “vila da demência dos Estados Unidos, um projeto de US$ 40 milhões (cerca de R$ 207 milhões) que pretende transformar o atendimento a pessoas com perda de memória. A iniciativa será implantada no campus da instituição em Madison e tem abertura prevista para setembro de 2027, em Fitchburg, com capacidade para 65 residentes.

Inspirado no modelo da Hogeweyk Dementia Village, nos Países Baixos, o projeto propõe um ambiente que simula uma pequena cidade, permitindo que moradores com demência mantenham rotinas e interações sociais em um espaço seguro. A proposta surge em meio ao aumento dos casos da doença em Wisconsin e à insatisfação de famílias com os formatos tradicionais de cuidado.

gráfico de qualidade de vida
Objetivo da vila nos Estados Unidos é reproduzir resultados alcançados por projeto similar nos Países Baixos (Imagem: Agrace / Divulgação)

Modelo aposta em autonomia e rotina

De acordo com a presidente e CEO da Agrace, Lynne Sexten, a estrutura foi pensada para não se assemelhar a uma instituição.

“Viver neste campus não terá a sensação de estar em uma instituição. Estamos construindo residências individuais que parecem e funcionam como uma casa”, afirmou em comunicado. Segundo ela, cada residência terá oito moradores, além de cozinha, sala de estar e quartos individuais, replicando elementos de uma casa tradicional.

Objetivo da vila é fugir dos padrões de uma instituição e se assemelhar mais a uma rotina normal para os moradores (Imagem: Agrace / Divulgação)

Os residentes viverão em grupos de oito pessoas, com apoio de profissionais treinados. A equipe auxiliará nas atividades diárias, como compras de supermercado e idas a restaurantes. Assim como em Hogeweyk, os moradores poderão circular livremente dentro de um ambiente seguro, mantendo o máximo possível de espontaneidade e conexão social.

A Agrace informou que os custos de moradia e alimentação serão pagos pelas famílias, enquanto as despesas médicas poderão ser cobertas por seguro de saúde. Embora os valores ainda não tenham sido divulgados, a empresa declarou que as mensalidades serão comparáveis às de instituições de moradia assistida. A organização também dispõe de um fundo patrimonial que permitirá cobrança em escala variável para famílias que não possam arcar com o valor integral.

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Além dos 65 residentes fixos, o espaço contará com um Day Club, que poderá receber até 50 participantes por dia. Essas pessoas, que vivem com demência mas permanecem em suas casas, poderão frequentar as atividades oferecidas na vila durante o dia.

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Crescimento dos casos impulsiona projeto

Segundo a Agrace, quase 11% dos moradores de Wisconsin com 65 anos ou mais vivem com Alzheimer, o tipo mais comum de demência. A doença é a sétima principal causa de morte no estado. Em 2025, cerca de 135.500 pessoas em Wisconsin conviviam com demência, número que pode chegar a quase 215 mil até 2040.

Projeções mostram que quase 215 mil pessoas podem viver com demência no estado do Wisconsin até 2040 (Imagem: Agrace / Divulgação)

O projeto recebeu uma doação de US$ 7 milhões dos filantropos Ellen e Peter Johnson, de Madison, como parte de uma campanha comunitária de US$ 30 milhões.

“A necessidade é tão grande, e este projeto demonstra que a Agrace é uma líder em cuidados de memória”, afirmaram em declaração conjunta.

O conceito que inspira a iniciativa foi criado em 2009, nos Países Baixos. A cofundadora Yvonne van Amerongen afirmou à CNN, em 2013: “Queremos ajudar as pessoas a aproveitar a vida e a sentir que são bem-vindas aqui na Terra.” Já o cofundador Eloy van Hal declarou ao The Washington Post que o modelo é “95% sobre viver e 5% sobre cuidar”.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que havia 57 milhões de pessoas vivendo com demência no mundo em 2021. Com a nova unidade, a Agrace afirma buscar uma alternativa aos modelos considerados institucionais, priorizando qualidade de vida e integração social.

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