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“Rizz” é a palavra do ano: como usar o carisma para subir na carreira

Redação Informe 360

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Barack Obama
Getty Images

Barack Obama é um exemplo de liderança carismática, pessoa que se comunica com facilidade com diversos públicos e demonstra autoconfiança

Termo usado pela Geração Z nas redes sociais, “rizz”, uma redução de charisma (carisma, em português) , foi eleita a palavra do ano pelo dicionário Oxford. 

De acordo com a OUP (Oxford University Press), editora da publicação, o termo se refere ao charme ou à capacidade de atrair um parceiro romântico ou sexual. No TikTok, a #rizz tem quase 36 bilhões de visualizações.

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Na carreira, líder carismático é aquele que convence naturalmente as pessoas a seguir suas ideias, se comunica com facilidade com diversos públicos e demonstra autoconfiança em sua própria capacidade de superar obstáculos. “É uma pessoa que inspira, influencia, é gentil e pratica a escuta ativa”, diz a consultora de carreira Renata Paes Mendonça.

O estilo de liderança carismático utiliza habilidades de comunicação, storytelling, empatia, persuasão e outras competências para aumentar a reputação e inspirar a equipe. “Acredito que habilidades podem ser desenvolvidas, com maior ou menor esforço”, diz Mendonça. Pessoas carismáticas, no entanto, são conhecidas por ter um certo charme inato.

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Nelson Mandela, Barack Obama, Steve Jobs, Luiza Helena Trajano, Kamala Harris, princesa Diana e a ex-primeira ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern e Malala são alguns exemplos. 

Líderes carismáticos usam suas habilidades e podem convencer pessoas a seguir suas ideias. Eles reforçam emoções positivas, ganhando a confiança da equipe. Veja alguns traços de lideranças carismáticas.

Leia também:

Veja algumas características comuns a líderes carismáticos

Habilidades de comunicação

Essas pessoas sabem como transmitir uma mensagem que seja compreendida por perfis diferentes da equipe –  e inspirar outros a alcançar os objetivos que ele propõe. 

Autoconfiança

É uma qualidade importante nesse perfil: eles conhecem e confiam em seus talentos e habilidades. Por isso podem assumir desafios e grandes projetos – e tranquilizar sua equipe em momentos de pressão.

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Empatia

Esse estilo de liderança é aquele que tenta entender por que outra pessoa se sente de determinada maneira e fazê-la sentir-se acolhida. Daí saem relacionamentos e interações autênticas que são importantes para o sucesso do trabalho.

Paixão

Os líderes carismáticos costumam ser apaixonados por seu trabalho e por alcançar metas ou objetivos.Como são entusiasmados, acabam levando outros e influenciando o ambiente.

Otimismo

Manter a confiança nos resultados é uma qualidade comum nos chamados líderes carismáticos. Esse otimismo pode influenciar a equipe a atingir os objetivos e dar seu melhor para concluir um projeto.

Sem carisma?

O termo “rizz” foi escolhido por 30 mil votantes de uma lista de oito palavras da língua inglesa que dão o tom do mood de 2023. Entre elas, estavam swiftie (os fãs de Taylor Swift) e prompt (comandos dados ao ChatGPT, por exemplo).

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Na carreira, pesquisadores mostram em um artigo da Harvard Business Review que ter ao menos um nível moderado de carisma é importante, mas, em excesso, pode prejudicar a efetividade. 

Isso porque os pesquisadores descobriram que, quanto mais carismáticos os líderes eram, mais eles se identificavam como efetivos. E outros estudos demonstram que lideranças com a autoestima alta tendem a superestimar a sua performance, o que prejudica o negócio.

Dá pra trazer mais carisma para sua carreira?

Tudo começa com autenticidade, outra palavra escolhida por um dicionário, o Merriam-Webster, como o termo do ano. Isso em meio à era do ChatGPT.

Para chegar à liderança, muitas pessoas assumem como suas as características dos seus antigos ou atuais líderes. Mas, conforme você cresce na carreira, é importante ter sua própria identidade. Líderes carismáticos não precisam imitar os outros porque se sentem confortáveis ​​consigo mesmos. 

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Eles são humildes para aprender com as pessoas, seus pares e liderados, ao mesmo tempo em que mantém sua própria essência. 

Carisma não significa manipular os outros, mas controlar a própria mente e o comportamento para que as ações sejam assertivas e inspiradoras.  

Algumas pessoas têm isso de forma natural, mas muitas precisam desenvolver essa característica. 

A coach executiva e especialista em carisma Olivia Fox Cabane definiu três elementos principais dos líderes carismáticos: presença, poder e cordialidade.

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Veja como desenvolver isso:

1. Presença

Os líderes carismáticos fazem você sentir que estão ali com você e te fazem sentir importante.

A presença exige um grande esforço de concentração e só funciona bem quando realmente nos importamos com a outra pessoa. Não pode ser algo falso, mas diferentes técnicas podem ser usadas para concentrar a energia mental e emocional durante as interações para garantir que os outros se sintam reconhecidos.

  • Pesquisar sobre a pessoa que está à sua frente é uma dica básica para que você se sinta confiante e no comando da situação. Ter uma visão melhor de sua vida pessoal e profissional, de seus gostos e interesses, de seus sonhos e esperanças garantirá uma conexão mais autêntica.
  • Encontrar os pontos comuns entre você e essa pessoa vai preparar o terreno para uma conversa mais profunda e honesta.
  • Deixar as pessoas falarem é essencial para que elas se sintam bem consigo mesmas. Seja lidando com pessoas extrovertidas ou introvertidas, todos temos algo a dizer e gostamos de ser ouvidos. Permita que pessoas extrovertidas conduzam a conversa e ajude e apoie os mais tímidos a sentirem que têm espaço para falar.
  • Manter contato visual aumentará a sensação de conexão e compreensão. Também oferece à outra pessoa a oportunidade de ver através de você e aumentar a confiança.
  • Fazer perguntas mostrará aos seus interlocutores que você está realmente interessado e aberto para aprender com eles.

2. Poder

Os líderes carismáticos demonstram que eles podem fazer as coisas acontecerem. Mas o poder vai além de dinheiro, fama, força ou status social. Não se trata apenas de fazer com que os outros obedeçam, mas de garantir que eles sigam livremente, porque é bom para eles também.

  • Ter uma missão pessoal definida é a chave das pessoas influentes. Você precisa ser muito claro sobre o sentido da sua vida e de suas ações para garantir que os outros te sigam, porque seu comportamento e seus motivos são contagiosos.
  • Ande firme, fale firme, sorria firme. É tudo uma questão de autoconfiança.
  • Aprenda a ignorar a síndrome do impostor. Você não precisa ser o melhor ou esconder suas falhas. Se você está buscando a melhor versão de si mesmo, já está em posição de ser imitado.

3. Cordialidade

É um elemento de carisma que faz as pessoas se sentirem confortáveis na sua presença. Os líderes carismáticos são acessíveis, atenciosos e cheios de boa vontade. 

  • Trabalhe a sua tendência natural à crítica mental. Concentrar-se nas características positivas da pessoa que você encontra, em vez de nos sentimentos de desaprovação ou superioridade, aliviará os sintomas de negatividade ou tensão da linguagem corporal.
  • Concentre-se nas coisas boas que você pode aprender com a pessoa à sua frente. 
  • Se você quer algo da outra pessoa, seja claro desde o início e fale diretamente sobre isso. Normalmente, as pessoas estão dispostas a ajudar, a menos que se sintam usadas.
  • Aperte as mãos com entusiasmo e não tenha medo de abraçar quando necessário.

Acima de tudo, certifique-se de colocar seus pontos fortes a serviço dos outros. Um líder carismático sempre usa a sua influência em benefício dos outros. Situações ganha-ganha são sempre possíveis.

O post “Rizz” é a palavra do ano: como usar o carisma para subir na carreira apareceu primeiro em Forbes Brasil.

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Os Melhores Filmes Sobre os Maiores Inovadores dos EUA

Redação Informe 360

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Muitos inventores americanos lendários alcançaram grande sucesso nos negócios, mas apenas alguns atravessaram a fronteira para o entretenimento com bons filmes sobre suas trajetórias de vida e carreira.

Aqui está uma curadoria de produções inspiradas em inovadores icônicos — e o desempenho que tiveram em premiações e nas bilheterias nos Estados Unidos.

9 filmes sobre grandes inovadores dos EUA

Edison, O Mago da Luz (1940)

Thomas Edison

Três meses depois de Mickey Rooney estrelar “O Jovem Thomas Edison”, em 1940, Spencer Tracy interpretou o “Mago de Menlo Park” em “Edison, O Mago da Luz”. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor História Original (mas não ao prêmio de Melhor Roteiro) e arrecadou quase US$ 1,8 milhão (R$ 91,3 milhões) nas bilheterias – cerca de US$ 42 milhões (R$ 217 milhões) em valores atuais.

O Aviador (2004)

Howard Hughes

A aclamada cinebiografia dirigida por Martin Scorsese também destacou os anos de Hughes como produtor de cinema — e foi recompensada com 11 indicações ao Oscar (venceu cinco). Embora Leonardo DiCaprio não tenha levado a estatueta por sua interpretação de Hughes, o longa arrecadou US$ 213 milhões (R$ 1,1 bilhão) nas bilheterias – US$ 365 milhões (R$ 1,8 bilhão) em valores atuais –, o equivalente a cerca de 0,02% do patrimônio que Hughes possuía quando morreu, em 1976 (ajustado pela inflação).

Temple Grandin (2010)

Temple Grandin

Estrelado por Claire Danes e dirigido por Mick Jackson, o filme de 2010 conta a história real de Temple Grandin, que superou as limitações impostas pelo autismo para tornar-se uma reconhecida cientista, conhecida por ter melhorado a eficiência — e a humanidade — dos sistemas de manejo de animais.

Produzido pela HBO, foi um sucesso de crítica e de audiência na TV, ganhando sete prêmios Emmy e um Globo de Ouro para Danes como Melhor Atriz.

A Rede Social (2010)

Mark Zuckerberg

Aaron Sorkin venceu o Oscar pelo roteiro de 2010 sobre os primeiros dias do Facebook, e Jesse Eisenberg foi indicado a Melhor Ator por sua atuação como o imprevisível fundador Zuckerberg. Sabe o que é mais legal do que um filme sobre sua vida? Dois filmes.

Como continuação de “A Rede Social”, que arrecadou US$ 224 milhões (R$ 1,1 bilhão) nas bilheterias – US$ 333 milhões (R$ 1,7 bilhão) em valores atuais – Sorkin está escrevendo e dirigindo a sequência “The Social Reckoning“, estrelado por Jeremy Strong, da série Succession, no papel de Zuckerberg. O filme será lançado em outubro.

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Jobs (2013)

Steve Jobs

Assim como Edison, Jobs inspirou duas cinebiografias. A primeira foi “Jobs” (2013), com Ashton Kutcher no papel principal, que arrecadou US$ 42,1 milhões (R$ 217,5 milhões) – cerca de US$ 58 milhões (R$ 299,6 milhões) em valores atuais.

Dois anos depois, Aaron Sorkin voltou ao Vale do Silício para escrever o roteiro de “Steve Jobs” (estrelado por Michael Fassbender), mas o desempenho nas bilheterias não foi melhor: o filme arrecadou apenas US$ 34,4 milhões (R$ 177,7 milhões).

Fome de Poder (2016)

Ray Kroc

Kroc não foi, de fato, o fundador do McDonald’s — esse título pertence aos irmãos Dick McDonald e Mac McDonald —, mas isso não impediu Hollywood de contar a história de como ele transformou a marca como visionário agente de franquias.

Os “Arcos Dourados”, porém, não renderam muito ouro nas bilheterias: “Fome de Poder” arrecadou modestos US$ 24 milhões (R$ 124 milhões) – ou US$ 32 milhões (R$ 165,3 milhões) em valores atuais.

A Guerra dos Sexos (2017)

Billie Jean King

Emma Stone protagoniza o filme dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris sobre a histórica partida de tênis de 1973, entre a campeã Billie Jean King e o ex-campeão Bobby Riggs (Steve Carell). A tenista impulsionou os esportes profissionais femininos com a criação da Women’s Tennis Association.

Tesla (2020)

Nikola Tesla

O gênio da eletricidade (e das transmissões sem fio) não é tão famoso quanto seu rival, Thomas Edison, mas ainda assim ganhou uma cinebiografia estrelada por Ethan Hawke.

“Tesla”, o filme, entrou em curto-circuito nas bilheterias, arrecadando menos de US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões). Já Tesla, o homem, pode se consolar por ter um carro elétrico batizado em sua homenagem.

Deu Match: A Rainha de Apps de Namoro (2025)

Whitney Wolfe Herd

Inspirado na história real de Whitney Wolfe, fundadora do aplicativo de relacionamentos Bumble, “Deu Match” mostra como sua garra e criatividade a impulsionaram no universo masculino da tecnologia. Lançado no streaming Disney+ em 2025, o longa é estrelado por Lily James e dirigido por Rachel Goldenberg.

Veja a lista dos 250 Maiores Inovadores dos EUA aqui.

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*Matéria originalmente publicada em Forbes.com e adaptada

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No Ritmo do Carnaval, Veja Como Fazer Seu Cérebro Sair do Modo Trabalho

Redação Informe 360

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Você saiu do trabalho às 18h. Então por que ainda está resolvendo problemas profissionais no chuveiro? Foi viajar no feriado, mas não consegue se desligar do trabalho?

A maioria das pessoas descreve o equilíbrio entre vida pessoal e profissional como uma questão de agenda: sair do escritório no fim do expediente, não checar e-mails nos fins de semana, tirar todos os dias de férias.

Mas aqui está o problema: você pode sair do trabalho pontualmente às 18h, mas se está pensando em soluções no banho, revivendo conversas difíceis enquanto prepara o jantar ou ensaiando mentalmente a apresentação do dia seguinte antes de dormir, você não está equilibrado. Você ainda está trabalhando. Seu cérebro nunca bateu o ponto.

O verdadeiro equilíbrio entre vida e trabalho não é sobre gestão do tempo. É sobre algo que os psicólogos chamam de “desligamento psicológico do trabalho”. Isso significa se desconectar mentalmente das atividades, pensamentos, problemas e oportunidades relacionadas ao trabalho durante o tempo livre.

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A pergunta não é “Como posso trabalhar menos?”. É “Como posso realmente desligar minha mente quando meu dia de trabalho termina?” Especialistas sugerem alguns hábitos:

Crie rituais que sinalizem ao seu cérebro o fim do dia de trabalho

Se você se desloca até um escritório, o trajeto de volta para casa funciona como uma zona de transição para o cérebro, um sinal automático de que o trabalho acabou. Se trabalha de casa, perdeu essa separação entre os ambientes. Sua mesa da cozinha virou sua mesa de trabalho, e seu cérebro não tem ideia de quando o expediente realmente termina.

Pesquisas sugerem que quem trabalha em home office tem mais dificuldade de se desligar do que quem trabalha presencialmente, justamente por essa razão: não há uma fronteira clara entre o espaço de trabalho e o espaço pessoal.

O ritual não precisa ser elaborado. Escolha algo simples e faça a mesma coisa todos os dias, no mesmo horário. Uma diretora de marketing contou que fecha o laptop, guarda na gaveta e depois dá uma volta no quarteirão antes de “chegar em casa”. Um desenvolvedor de software troca a roupa do “expediente” pela roupa de “fim de tarde” pontualmente às 18h.

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Mas quem trabalha no escritório também precisa de rituais. Só porque você saiu fisicamente do prédio não significa que seu cérebro saiu do modo trabalho. Uma gestora fica sentada no carro por dois minutos antes de ligar o motor e olha fotos no celular — nada relacionado ao trabalho. Uma consultora tira o crachá assim que entra no carro e o guarda no porta-luvas — um pequeno lembrete físico de que o dia acabou. O deslocamento já oferece uma vantagem, mas é preciso usá-lo ativamente como transição, e não apenas como tempo passivo entre dois lugares.

Redirecione pensamentos intrusivos sobre o trabalho

Tentar não pensar no trabalho praticamente garante que você continuará pensando nele. Quanto mais você luta contra os pensamentos, mais insistentes eles se tornam.

Dê à sua mente algo que exija atenção de verdade, e não apenas ocupe o tempo. Preparar uma receita nova obriga você a prestar atenção às medidas e ao tempo de preparo; esquentar sobras não. Uma conversa genuína exige escuta e resposta; rolar o feed das redes sociais deixa espaço para a ruminação. Brincar com seus filhos mantém você totalmente presente; apenas ficar de olho neles permite que a mente volte ao trabalho. A chave é substituir momentos passivos por atividades que exijam atenção sem te deixar ainda mais exausto.

Algumas pessoas também utilizam a estratégia da “janela de preocupação”: reservar 15 minutos após o expediente para pensar deliberadamente nas questões de trabalho e anotá-las. Reconhecer os pensamentos, em vez de reprimi-los, facilita deixá-los ir depois.

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Avalie a cultura real, não o que o RH diz

Essas estratégias individuais ajudam, mas só funcionam se a cultura da organização permitir. É por isso que o “fit cultural” é tão importante durante a busca por emprego. Você não está avaliando se gosta de mesa de pingue-pongue ou de snacks gratuitos. Está investigando quais são, na prática, os limites em torno do trabalho. Quando as pessoas realmente param de trabalhar? As lideranças dão o exemplo de desconexão ou de disponibilidade constante? Tirar todos os dias de férias é algo incentivado ou silenciosamente penalizado?

Converse com funcionários atuais e pergunte diretamente. Observe o que os líderes fazem, não apenas o que o RH diz na entrevista. Se o vice-presidente envia e-mails à meia-noite e a equipe responde em minutos, essa é a resposta. Se as pessoas mencionam casualmente que trabalham nos fins de semana como se fosse normal, acredite nelas. Um desalinhamento cultural em relação aos limites do trabalho causa problemas reais que força de vontade individual não resolve.

Estabeleça limites mesmo quando você ama o que faz

Mesmo para profissionais altamente motivados, a recuperação é essencial. Pesquisas que analisaram a motivação no trabalho mostram que colaboradores com alta motivação intrínseca tendem a se desligar menos do trabalho, partindo do pressuposto de que seus sentimentos positivos tornam o engajamento constante inofensivo. A diferença é que, nesses casos, quando pensam em trabalho, geralmente é de forma positiva, e não relacionada a estresse.

Ainda assim, seu cérebro precisa de descanso genuíno para manter a criatividade e o desempenho, independentemente de quanto você ame o que faz. Paixão sem limites pode levar ao burnout tanto quanto o ressentimento. A solução não é amar menos o seu trabalho. É reconhecer que até mesmo o engajamento positivo consome energia, e que seu entusiasmo vai durar mais se você incluir períodos reais de recuperação.

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A verdadeira medida do equilíbrio entre vida e trabalho não é o horário em que você sai do escritório. É se você consegue parar de pensar no trabalho quando está fora do expediente.

*Andy Molinsky é colaborador da Forbes USA. Ele é especialista em comportamento organizacional, palestrante, professor na Brandeis University e autor de quatro livros.

*Matéria originalmente publicada em Forbes.com

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Controller: O Que Faz o Profissional Entre os Mais Bem Pagos e Demandados

Redação Informe 360

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É possível que você não conheça um controller, ou talvez nunca tenha ouvido falar dessa profissão, que está entre os cargos não executivos mais bem remunerados e demandados do país. “O controller atua como um elo entre contabilidade, finanças e gestão, apoiando diretamente a liderança na tomada de decisões baseadas em dados”, explica Daniel Brito, gerente de recrutamento da Robert Half.

Segundo um relatório da empresa global de RH, essa é uma das profissões que mais crescem no Brasil, impulsionada pela pressão crescente das empresas por eficiência, governança, compliance e decisões orientadas por dados. “A posição vive um momento de alta demanda, com um grande volume de contratações efetivas observadas no mercado.”

A questão é que a oferta de profissionais não tem acompanhado esse crescimento. “Existe uma escassez de controllers mais completos, que reúnam domínio técnico, visão estratégica e capacidade de atuar de forma integrada entre contabilidade, área fiscal e gestão.”

“O controller se tornou um parceiro direto da liderança, e esse perfil leva tempo para ser formado, o que ajuda a explicar a lacuna existente no mercado.”

Esse desequilíbrio entre demanda e oferta se reflete nos salários, que podem chegar a R$ 40 mil mensais, dependendo do porte da empresa e da senioridade do profissional.

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A seguir, Daniel Brito, gerente de recrutamento da Robert Half, explica o que é um controller, detalhando principais funções, potencial de ganhos, progressão de carreira e cursos para se especializar.

O que faz um controller?

O controller é o profissional responsável por assegurar a integridade, a confiabilidade e a leitura estratégica das informações financeiras da empresa. Atua como um elo entre contabilidade, finanças e gestão, apoiando diretamente a liderança na tomada de decisão baseada em dados.

Quais são as funções de um controller?

Entre suas principais atribuições estão o fechamento gerencial, o controle orçamentário, a análise de resultados, o cumprimento de obrigações contábeis, fiscais e de compliance, além do acompanhamento de indicadores. Mais do que reportar números, o controller transforma dados em insights, explicando o que aconteceu, por que aconteceu e quais caminhos a empresa pode seguir a partir disso.

Quais as diferenças entre controller, contador e gerente financeiro?

A diferença está, principalmente, no foco de atuação. O contador é responsável pela conformidade contábil e fiscal, garantindo registros corretos, cumprimento de normas, apuração de impostos e elaboração das demonstrações financeiras. O gerente financeiro, por outro lado, atua na gestão do caixa e da liquidez, cuidando de fluxo de caixa, capital de giro, crédito, relacionamento bancário e execução financeira da estratégia no curto e médio prazo.

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Já o controller tem um papel mais transversal e estratégico, integrando contabilidade, finanças e gestão. Enquanto o contador olha para o passado e o gerente financeiro para a execução do presente, o controller conecta essas informações à visão futura do negócio.

Quanta ganha um controller?

De acordo com o Guia Salarial da Robert Half, a remuneração de um controller varia entre R$ 18.050 a R$ 25.650 em pequenas e médias empresas e até R$ 39.850 em grandes companhias. A progressão salarial depende de fatores como nível de senioridade, experiência prévia, certificações, formação acadêmica e porte da empresa.

Qual o potencial de ascensão de cargos iniciais até posições de liderança?

Muitos profissionais iniciam a trajetória em posições como analista financeiro ou contábil e evoluem gradualmente até a controladoria. Com o amadurecimento técnico e estratégico, é comum que avancem para cargos de liderança, como head da área, diretoria, CFO ou posições mais seniores dentro da própria controladoria, a depender da estrutura da empresa.

Inclusive, dentro de finanças e contabilidade, o cargo já figura entre os mais bem remunerados fora do nível executivo, ao mesmo tempo em que oferece forte exposição ao corpo diretivo, conselhos e C-levels.

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Qual o perfil de um controller?

Do ponto de vista técnico, o controller precisa ter base sólida em contabilidade, finanças, custos, orçamento, demonstrações financeiras, normas contábeis, tributação e ferramentas de BI (Business Intelligence), que vêm ganhando cada vez mais relevância. No aspecto comportamental, destacam-se pensamento analítico, senso crítico, organização, ética e, sobretudo, capacidade de comunicação. É preciso saber transitar bem entre áreas financeiras e não financeiras, dialogando com diferentes níveis da organização, especialmente com a alta liderança.

Qual a formação acadêmica de um controller?

Os cursos mais comuns são Ciências Contábeis, Administração, Economia e Engenharia, geralmente complementados por pós-graduação ou MBA em Finanças, Controladoria ou Gestão Empresarial. A formação em Contabilidade costuma sair na frente, já que, em muitas empresas, o controller é responsável por assinar o balanço, o que exige CRC ativo.

Quais cursos complementares são indicados para um controller?

O mercado valoriza cursos de pós-graduação em Controladoria, Finanças Corporativas, Gestão Estratégica e Planejamento Financeiro. Certificações e formações práticas, como MBA em Finanças, especialização em IFRS (International Financial Reporting Standards), cursos de FP&A (Financial Planning and Analysis), domínio de Excel, Power BI e sistemas ERP, também são diferenciais relevantes.

O inglês tem se tornado cada vez mais indispensável, especialmente para quem busca oportunidades em empresas de maior porte ou multinacionais. Mais do que o diploma em si, o que pesa é a capacidade de aplicar esse conhecimento no dia a dia da empresa.

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Como fazer uma transição de carreira para controller?

Uma transição bem-sucedida passa por três pilares. O primeiro é o fortalecimento da base técnica, especialmente em contabilidade, análise de custos, orçamento e demonstrações financeiras. O segundo é a experiência prática. Assumir projetos, funções temporárias, posições híbridas ou de apoio à controladoria ajuda a desenvolver o “mão na massa” que o mercado exige. O terceiro pilar é a visão de negócio. As empresas buscam controllers que entendam como as decisões operacionais e estratégicas impactam os resultados financeiros, indo além do fechamento de números.

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