Negócios
CEO da Espaçolaser: “Sou uma pessoa improvável nessa posição”


Magali Leite, nova CEO da Espaçolaser, fala da importância de construir relações e demonstrar resultados para chegar aonde se quer na carreira
“Sou uma pessoa improvável nessa posição”, diz Magali Leite, que acaba de assumir como CEO da rede de depilação Espaçolaser, ao falar da sua carreira. Improvável porque a carioca, de origem humilde e que fez curso técnico em secretariado, não teve grandes referências corporativas. “O mais bem-sucedido era meu tio, que era caixa de banco”, lembra. Mas foi incentivada a estudar e galgou posições até conquistar um espaço como uma das cinco mulheres que lideram empresas listadas na B3.
Desde junho de 2023 como diretora financeira e de relações com investidores da Espaçolaser, foi eleita CEO pelo conselho da companhia após a renúncia de Paulo Camargo, que também liderou o McDonald ‘s no Brasil. Essa escolha não teve nada de improvável. A executiva chamou a atenção ao liderar o processo de reestruturação das dívidas da empresa. “Foi natural. Já cheguei com muita experiência e sempre mostrei que estava pronta.”
Siga o canal da Forbes e de Forbes Money no WhatsApp e receba as principais notícias sobre negócios, carreira, tecnologia e estilo de vida
Leite construiu sua carreira no mercado financeiro, muitas vezes sendo a única mulher da sala, e hoje é presidente do IBEF-SP (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), com mais de 1000 associados, sendo cerca de 400 mulheres. “O Instituto ajuda a impulsionar as carreiras das mulheres e hoje eu tenho isso como um valor e um propósito de vida“, afirma. Antes de assumir a presidência, liderava o Conecta, braço voltado para grupos minorizados.
Passou por diferentes empresas de segmentos diversos e, desde 2015, atua também como conselheira. É presidente do conselho fiscal da Casas Bahia e foi vice-presidente do conselho fiscal da Embraer, posição que deixou quando assumiu a Espaçolaser.
A executiva é a primeira mulher à frente da empresa, que tem cerca de 6 mil funcionários, sendo 96% mulheres, que também representam 80% do C-Level. “Estamos conseguindo conquistar um espaço que a gente brigou bastante para ter.”
Leia também:
- Igor Puga, ex-CMO do Santander, leva bagagem no mercado financeiro para o Enjoei
- Nova CMO das Pernambucanas: “Marketing ganhou espaço porque gera demanda”
Aqui, ela conta o que aprendeu em mais de 30 anos de carreira e as estratégias que a levaram à cadeira de CEO.
Forbes: Como foi o início da sua carreira?
Magali Leite: Eu venho de uma família de uma origem muito simples do Rio e ninguém me direcionou em termos de carreira. Quando eu estava terminando o ensino médio, surgiu a oportunidade de fazer estágio na Casa Moeda, e aí eu entrei no mundo corporativo. Fiz faculdade de economia, não gostei, fiz letras e depois voltei para a economia. Fui trabalhar na mesa de operações da holding das organizações Globo e fui crescendo. Passei por multinacionais e virei CFO em uma empresa anglo-holandesa, que estava fazendo muitas aquisições e eu fui chamada para consolidar todos os investimentos da América Latina. Eu fiz curso técnico em secretariado e estudei inglês, porque era a única coisa que minha família podia pagar. E foi o inglês que me possibilitou essa oportunidade. Minha família tinha a visão, mas eles não tinham o alcance de onde eu poderia chegar.
F: Quando você entrou no ano passado como CFO, já existia a possibilidade de suceder o então CEO? Como foi esse processo?
ML: Foi algo natural. Eu já cheguei com muita experiência e sempre me coloquei no papel de “estou pronta”, não necessariamente para ser CEO. Óbvio que eu aproveitei o momento. Eu vi que existia uma oportunidade e fiz o que eu podia de uma forma profissional, elegante e eficiente para mostrar que estava pronta. A mulher muitas vezes não tem essa habilidade de mostrar que está pronta. A gente não verbaliza, tem dificuldade de pedir aumento, de brigar pelas posições, mas é possível fazer isso de uma forma sutil, até porque eu respeito muito quem estava na cadeira.
F: Qual a importância de ter sido CFO para assumir a cadeira de CEO?
ML: Acho que existem coisas que você faz para fora e coisas que você constrói para dentro. Primeiro, você trabalha para os seus pares reconhecerem que, se existir essa possibilidade, você está pronto. Tem gente que não necessariamente vai ser seu apoiador, mas também não vai ser detrator. As pessoas reconhecem quando você está pronto porque você prova com ações e elementos concretos de que você está procurando fazer o que é melhor para a instituição. Quando isso vem de uma forma genuína, as pessoas percebem. No caso da Espaçolaser, falou muito alto o processo de reestruturação da dívida que eu liderei, e a forma como o time, porque ninguém faz nada sozinho, conseguiu executar. O fato de eu ser mulher também foi muito bem recebido, especialmente pelo tipo de produto da Espaçolaser.
Forbes: O que foi essencial na construção da sua carreira e que te destacou para assumir essa posição?
ML: Eu criei um relacionamento muito bom. A gente precisa ajudar as mulheres a construir pontes e relações que vão ajudar a chegar nos seus objetivos. Eu aprendi na marra a desenvolver isso, com o tempo e a experiência. Assumi uma área extremamente relevante para o negócio e estava preparada. Isso foi uma construção de vida e de carreira, não é hoje que eu estava pronta para ser CEO. Já participei de momentos muito complexos de transformação de vários negócios, quando aceitei assumir determinadas posições bastante complexas e desafiadoras. Então o que eu estou colhendo hoje diz muito respeito a ter aceitado desafios no passado que a maioria das pessoas talvez não teriam encarado.
F: Quais foram alguns desses desafios que você assumiu ao longo da carreira?
ML: Participei da reestruturação, tanto societária quanto estruturante, do Grupo Bandeirantes num momento importante de rediscussão do negócio e das responsabilidades da família perante o negócio. Quando eu entrei na Contax, um spin-off da Oi, a empresa tinha uma estrutura de governança bastante heterogênea, com sócios de perfis completamente diferentes e eu assumi uma área financeira no momento em que o negócio estava em um processo de bastante sofrimento por falta de resultado e por transformações que foram sendo implementadas. Posso dar vários exemplos de momentos na minha carreira em que eu tomei um risco e algumas vezes, eu tomei tombos também, mas na grande maioria eu aprendi muito. Não é todo mundo que está disposto a encarar determinados desafios que te tiram da zona de conforto, mas sobretudo te colocam uma grande responsabilidade de recuperar o negócio, salvar emprego de pessoas, de te colocar como parte importante ou essencial naquela estrutura que vai fazer um turnaround.
F: Qual a importância desses momentos na sua trajetória?
ML: Isso fez muita diferença na minha carreira, e de certa forma se tornou uma marca pessoal. E esse é um outro aprendizado: você se tornar conhecido pelo seu diferencial. Me ajudou bastante e, de certa forma, me colocou na condição de estar pronta nesse momento. Porque eu já vi de tudo, já vi coisas muito difíceis de encarar na realidade das empresas. Já passei por muitos momentos difíceis, inclusive sendo a única mulher, sem pelo menos um ponto de apoio. Já estive em ambientes extremamente machistas e tive que encarar decisões e colocar pontos de vista às vezes diametralmente opostos ao resto da turma. No começo, eu era mais dura, mais inflexível, mas com o tempo você percebe que por mais que você esteja certa, não é esse caminho. Tudo é aprendizado, autoconhecimento, desenvolvimento. Não é simples, e hoje eu ajudo muitas mulheres a encurtar esse caminho no IBEF.
F: Quais foram as principais estratégias que você usou na sua carreira e que indicaria para outros executivos?
ML: Primeiro, o processo de aprendizagem contínua. Sempre estou estudando alguma coisa que tenha aderência com o que estou construindo em termos de carreira. Além disso, definitivamente a qualidade do seu técnico, o seu hard, tem que ser o melhor possível, porque você está concorrendo num nível em que esse é o mínimo que você pode acrescentar de qualidade e de preparação. Além disso, networking, relacionamento, mas para mim também foi muito importante ter o apoio de muitos homens, uma série de mentores que acompanharam a minha carreira. Tem uma preparação individual que foi fundamental para mim, que envolve investir num bom coaching, em terapia, porque lidar com isso tudo é estressante em alguns momentos da sua vida. Também precisamos de pessoas de referência, e o IBEF foi um celeiro maravilhoso, muitas mulheres me inspiraram a ser conselheira. É importante ter uma preparação física para dar conta de tudo e estar bem no dia seguinte. Se você não tiver o preparo adequado, o corpo não aguenta e a cabeça não acompanha. É um componente de coisas para te ajudar a chegar lá e um trabalho mental, de autoconhecimento, de preparação para viver situações de muita intensidade, ser a voz da razão, trazer todo mundo junto e dar o conforto de que a gente conhece o caminho.
F: Você é uma das quatro mulheres que lideram empresas listadas na B3. O número ainda é pequeno, mas você observa um avanço da liderança feminina desde que iniciou sua carreira?
ML: A gente está conseguindo conquistar um espaço que a gente brigou bastante para ter. Vemos uma gama de mulheres executivas hoje com um super currículo, talvez só tenha faltado a parte do relacionamento, da construção do networking. Mas dar conta de tudo, especialmente para quem tem filhos, por exemplo, é praticamente impossível. Em determinados momentos a gente vai estar com mais ou menos intensidade para cuidar de algo. De vez em quando você para de treinar, tem uma época que dá menos atenção para os filhos, não dá para ter tudo. O que eu vejo hoje é que a gente é mais estrategista na construção da carreira, a gente tem mais referências femininas. Nunca vimos tantas mulheres CEOs e CFOs de empresas listadas em bolsa.
Aqui no IBEF, a quantidade de novas associadas tem sido muito grande, não só porque temos uma mulher na presidência, mas porque elas têm mais vontade de fazer networking, de evoluir na carreira, ganhar espaço e aumentar o protagonismo. Hoje, dos quase 1.400 associados, 400 são mulheres. Somos um exemplo de que quando você tem uma agenda positiva e promove de verdade a inclusão, as coisas acontecem.
F: Qual a importância de ter mulheres na liderança?
ML: Nosso olhar diferenciado em determinados aspectos, no processo de construção de liderança e de gestão de pessoas. Mas eu acredito piamente que a gente precisa ter uma uma complementação de visões. É claro que em um negócio essencialmente feminino, é natural ter mais mulheres. Hoje, 15% dos nossos clientes são homens – em um negócio de depilação, eu não acho pouco, mas a gente gostaria que fosse mais. E isso não é por falta de visão ou de atuação da companhia, é porque a nossa sociedade ainda tem vieses, mas eu vejo que isso está mudando muito rápido, a gente está aumentando de uma forma bem intensa o volume de clientes do sexo masculino.
F: Qual deve ser a marca da sua gestão?
ML: A Espaçolaser já é referência no mercado, só que o produto ainda está subpenetrado no mercado. Então o objetivo é crescer mais ainda, aumentar a rede, principalmente apoiando os nossos franqueados, continuar ajudando a parte social do negócio que é super importante para a construção do futuro da companhia. Isso diz muito respeito ao trabalho que a gente desenvolve junto ao RH da companhia, servindo de ponto de apoio às mulheres que trabalham aqui ou que estão no entorno do nosso negócio. No IBEF, a gente está fazendo um trabalho muito importante de construção do ecossistema de finanças, participando de decisões públicas que influenciam o mercado financeiro. Queremos ser um ponto importante de opinião qualificada sobre assuntos importantes de mercado, de governo, de políticas públicas, de decisões relevantes para o futuro das organizações e do país.
Por quais empresas passou
Grupo Globo, Claro, Grupo Bandeirantes de Comunicação e Espaçolaser
Formação
Graduada em Ciências Contábeis pela Fipecafi, pós-graduação em Análise Econômica pela UFRJ, MBA em Gestão Empresarial pelo IBMEC, Executive Program Strategy&Organization pela Stanford e M&A Executive Program pela Universidade de Chicago.
Primeiro emprego
Estagiária na Casa da Moeda
Primeiro cargo de liderança
Business Partner de finanças na Infoglobo
Tempo de carreira
Mais de 30 anos
O post CEO da Espaçolaser: “Sou uma pessoa improvável nessa posição” apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Negócios
Profissionais Pulam Reuniões e Mandam Assistentes de IA no Seu Lugar
Assistentes de reunião baseados em inteligência artificial se tornaram a mais nova ferramenta queridinha do ambiente de trabalho. De acordo com uma pesquisa da plataforma Software Finder, 1 em cada 5 profissionais já utiliza recursos de IA para gerar anotações automáticas durante as videoconferências.
Mais do que isso, 30% admitem ter pulado reuniões, confiando que os assistentes digitais registrariam as discussões relevantes e eles poderiam se concentrar em atividades mais importantes.
Mas a verdadeira questão não é se a IA pode participar das suas reuniões. A pergunta é se ela deveria, e em quais situações. Embora essas ferramentas ofereçam benefícios claros, terceirizar sua presença gera impactos que muitas organizações ainda não consideraram.
Entender onde os assistentes de IA realmente agregam valor (e onde eles deixam a desejar) é essencial para usá-los de forma eficaz, sem comprometer a visibilidade, influência ou confiança.
Por que deixar a IA participar das reuniões
Organizações e profissionais que utilizam assistentes de reunião com IA de maneira intencional começam a observar ganhos mensuráveis em produtividade, avanço na carreira e colaboração entre equipes.
Economia massiva de tempo
Os ganhos de produtividade proporcionados por ferramentas de reunião com IA são difíceis de ignorar. Uma pesquisa da SAP SuccessFactors mostra que 58% dos funcionários entrevistados afirmam economizar tempo no trabalho ao usar IA. Em média, os profissionais dizem economizar cerca de 52 minutos por dia, ou quase cinco horas por semana. Ao longo de um ano, isso representa aproximadamente 250 horas por funcionário que podem ser redirecionadas para atividades de maior valor.
Recompensas profissionais e financeiras
Além da economia de tempo, os dados da Software Finder indicam uma forte relação entre a adoção de anotações por IA e o avanço na carreira. Profissionais que usam assistentes de IA com frequência têm uma probabilidade significativamente maior de ter recebido uma promoção recentemente. Cerca de 28% dos usuários frequentes relatam ter sido promovidos, em comparação com 15% daqueles que nunca utilizam essas ferramentas.
O impacto financeiro segue um padrão semelhante. Usuários frequentes desse tipo de tecnologia ganham, em média, um salário 27% superior ao dos funcionários que não utilizam essas ferramentas. Essa diferença sugere que profissionais que integram a IA aos seus fluxos de trabalho são cada vez mais vistos como mais produtivos e melhor posicionados para se concentrar em atividades estratégicas, em vez de tarefas administrativas.
Mais colaboração e engajamento
Quando a IA cuida das tarefas manuais, as equipes conseguem se concentrar mais plenamente nas discussões e na tomada de decisão. Tirar o foco da anotação e direcioná-lo para a participação transforma a dinâmica das reuniões e a forma como os times colaboram.
Veja os benefícios:
- A participação nas reuniões aumenta quando os participantes não estão distraídos anotando tudo;
- A tomada de decisões se torna mais rápida quando as equipes têm acesso a registros precisos e pesquisáveis;
- A continuidade melhora quando os funcionários conseguem se atualizar rapidamente sobre reuniões que perderam;
- A colaboração entre áreas se fortalece quando os insights são mais fáceis de compartilhar entre equipes.
Pontos de atenção ao usar IA nas reuniões
Há ressalvas importantes que muitos profissionais só percebem após já terem adotado a tecnologia.
Problemas de precisão e nuance
Dados da Software Finder mostram que quase metade dos profissionais (48%) afirma que as anotações feitas pela IA podem resultar em imprecisões ou perda de nuances. Esse problema não surpreende.
Reuniões envolvem muito mais do que palavras faladas. Tom de voz, linguagem corporal e a energia do ambiente muitas vezes moldam decisões de maneiras que as ferramentas de IA atuais ainda não conseguem captar.
Riscos de privacidade e segurança
Preocupações com privacidade e segurança continuam sendo um grande fator de hesitação entre profissionais que utilizam IA em reuniões.
- 46% expressam preocupações com privacidade relacionadas a ferramentas de reunião com IA;
- 42% se preocupam com riscos de segurança de dados;
- Muitas organizações ainda não possuem políticas claras sobre o que pode ser gravado, armazenado ou processado pela IA;
- Sem diretrizes bem definidas, os profissionais acabam tendo de tomar decisões por conta própria, mas que podem envolver grandes riscos.
IA vai roubar empregos?
As preocupações com carreira e segurança no emprego relacionadas ou não à adoção da IA variam entre gerações. Embora usuários frequentes de IA atualmente relatem taxas mais altas de promoção e salários maiores, a ansiedade em relação ao futuro permanece elevada.
Mais de 50% dos profissionais da geração Z temem ser substituídos por alguém com habilidades mais avançadas em IA, em comparação com 33% da geração X. Ao mesmo tempo, 24% das pessoas entre 18 e 34 anos avaliam sua preocupação em perder o emprego em oito ou mais, em uma escala de zero a dez.
A dependência da IA pode levar a uma perda gradual de habilidades que representa um risco de longo prazo. Escuta ativa, capacidade de sintetizar informações em tempo real e fazer a leitura do ambiente exigem prática. Quando essas competências são constantemente delegadas à IA, os profissionais correm o risco de perder habilidades difíceis de reconstruir e centrais para uma liderança eficaz.
Os custos nos relacionamentos também podem ser mais relevantes do que muitos imaginam. Enviar um assistente de IA em vez de participar pessoalmente de uma conversa transmite um sinal sobre prioridade e engajamento. Em reuniões menores, onde cada voz importa, colegas podem interpretar a ausência como desinteresse ou desvalorização.
Onde a IA faz sentido
O uso eficaz de assistentes de IA em reuniões ocorre quando a ferramenta é aplicada ao contexto certo. Delegar à IA funciona melhor quando as reuniões são principalmente informativas ou operacionais. A presença humana deve ser reservada para momentos em que julgamento, relacionamento ou expertise influenciam significativamente os resultados.
Reuniões informativas e de rotina
Grandes reuniões informativas, como encontros gerais e comunicados para toda a empresa, são bem adequadas ao uso de IA. O mesmo vale para reuniões recorrentes, de status, com pautas previsíveis. Revisar um resumo posteriormente permite que os profissionais reservem a presença ao vivo para reuniões em que sua contribuição tenha maior impacto.
Conflitos de agenda
Compromissos em sequência e responsabilidades entre áreas frequentemente geram conflitos de agenda inevitáveis. Quando duas reuniões importantes acontecem ao mesmo tempo, usar a IA para cobrir uma enquanto participa da outra é mais eficaz do que perder ambas ou dividir a atenção entre elas.
Alta demanda de documentação
Em reuniões que geram grandes volumes de informações, o apoio da IA também é positivo. Revisões de conformidade e discussões técnicas geralmente exigem documentação extensa – e nisso as ferramentas de IA se destacam. Isso permite que os profissionais se concentrem em fazer perguntas e contribuir com insights, em vez de registrar cada detalhe.
Onde a presença humana ainda é indispensável
Saber quais reuniões podem ser delegadas à IA e quais precisam ser assumidas pessoalmente é o que diferencia líderes que usam a inteligência artificial de forma eficaz daqueles que enfraquecem sua influência sem perceber.
Decisões de alto impacto
Negociações de alto impacto exigem presença pessoal. Ler o ambiente, responder a tensões e saber quando questionar são habilidades profundamente humanas que moldam os resultados. Enviar um assistente de IA para uma discussão com o time ou uma apresentação importante a um cliente sinaliza que a reunião não é prioridade. O mesmo vale para reuniões de pequenas equipes, onde decisões, responsabilidades e confiança estão em jogo.
Colaboração criativa
Sessões de brainstorming e encontros criativos dependem de participação plena. A energia gerada por ideias espontâneas, reações em tempo real e conexões inesperadas não pode ser transmitida por meio de resumos ou transcrições. O impulso criativo se perde rapidamente quando as pessoas não estão totalmente presentes.
Construção de confiança e relacionamentos
Conversas sensíveis dependem de empatia e inteligência emocional, o que a IA não consegue reproduzir. Discussões de desempenho, resolução de conflitos e conversas sobre mudanças organizacionais se baseiam em sinais emocionais que vão além das palavras. Reuniões para construir relacionamentos com novos clientes, parceiros ou stakeholders de outras áreas não são simples trocas de informação. É nelas que a confiança é estabelecida, o comprometimento é demonstrado e a colaboração de longo prazo começa.
Use a IA sem diminuir seu valor
Assistentes de IA podem recuperar tempo e reduzir atritos, mas seu valor continua vindo do julgamento e da presença. As reuniões são onde a confiança é construída, a influência é conquistada e as decisões ganham forma de maneiras que nenhum registro escrito consegue capturar. Ao usar a IA de forma intencional para tarefas rotineiras, você libera tempo e energia para estar plenamente presente nas conversas em que o insight humano realmente faz a diferença.
*Caroline Castrillon é colaboradora da Forbes USA. Ela é mentora de liderança corporativa e ajuda mulheres a lidar com mudanças em suas carreiras.
Powered by WPeMatico
Negócios
Gol Nomeia Chairman Interino após Morte de Constantino Júnior

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A Gol informou no domingo que o empresário Constantino Júnior, fundador e presidente do conselho, morreu aos 57 anos, e que o cargo passará a ser exercido de forma temporária pelo atual vice-presidente do conselho Antonio Kandir, conforme fato relevante ao mercado.
De acordo com o documento, Kandir faz parte de diversos órgãos da administração da Gol ao longo dos últimos 20 anos.
“As operações, a estratégia e os compromissos da companhia permanecem inalterados”, disse a companhia aérea.
A Gol havia informado previamente a morte de Constantino Júnior neste sábado (24) sem informar a causa da morte do executivo.
“Neste dia de enorme tristeza, a companhia se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado”, afirmou a nota da Gol.
O post Gol Nomeia Chairman Interino após Morte de Constantino Júnior apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Powered by WPeMatico
Negócios
8 Hábitos para Fortalecer o Cérebro e Impulsionar a Carreira
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A campanha nacional Janeiro Branco abre o calendário como um convite ao cuidado com a saúde mental e emocional. Dentro desse tema, um equívoco bastante comum é acreditar que o cérebro funciona como um computador antigo que inevitavelmente vai perdendo desempenho com o passar dos anos.
Mas as pesquisas mostram exatamente o contrário — o cérebro é um órgão vivo que pode crescer (ou encolher) em resposta aos seus hábitos diários, assim como o coração ou os pulmões.
Com a chegada de um novo ano, um cérebro mais saudável pode impulsionar sua felicidade e seu sucesso profissional em 2026.
Novo Ano, cérebro saudável
Seu cérebro determina seu desempenho no trabalho e até onde consegue subir na escada corporativa. É importante entender do que ele precisa para funcionar da melhor forma possível. Damos muita atenção ao coração e aos pulmões, mas costumamos negligenciar o cérebro.
Cientistas têm desvendado segredos desse órgão por meio de técnicas modernas de imagem, além de identificar hábitos simples para construir um cérebro saudável.
Um desses cientistas é o Dr. Majid Fotuhi, doutor em neurologia e autor do livro “The Invincible Brain: The Clinically Proven Plan to Age-Proof Your Brain and Stay Sharp for Life” (O Cérebro Invencível: O Plano Clinicamente Comprovado para Blindar seu Cérebro Contra o Envelhecimento e Manter a Lucidez por Toda a Vida, em tradução livre).
Em seu livro, o Dr. Fotuhi explica que existe uma diferença entre as doenças do cérebro — comprometimento cognitivo leve, demência, Parkinson, Alzheimer. “Você pode evoluir ou regredir, não importa em que ponto desse espectro cerebral você esteja agora. A escolha é sua”, afirma. “Você pode se tornar mais afiado, mais rápido e mais inteligente, além de melhorar suas funções executivas e a memória. Ou pode deixar o cérebro se deteriorar e sofrer as consequências de uma má circulação, do comprometimento do sistema de eliminação de resíduos do cérebro, do fluxo sanguíneo prejudicado, da morte de neurônios e da disfunção cognitiva.”
Segundo o especialista, assim como o exercício físico regular mantém o corpo envelhecendo em forma, hábitos saudáveis e exercícios cerebrais podem desacelerar o declínio cognitivo e melhorar o funcionamento do cérebro. Ele recomenda oito hábitos para promover a saúde cerebral em 2026. Um aspecto fundamental é prestar atenção à forma como você começa e termina o dia.
8 hábitos para fortalecer seu cérebro
1. Comece o dia com expectativas positivas
Ao abrir os olhos pela manhã, Fotuhi aconselha resistir à vontade imediata de pegar o celular. Em vez disso, ele recomenda passar cinco minutos tranquilos na cama, relaxando e imaginando o tipo de dia que você gostaria de ter.
Quando você espera ter um bom dia, o cérebro fica programado para perceber momentos positivos e buscar oportunidades que tragam alegria e significado. Por outro lado, quando você espera o pior, o cérebro passa a procurar negatividade. As expectativas moldam a experiência mais do que a maioria das pessoas imagina.
2. Medite para reduzir o estresse e aumentar o foco
Fotuhi defende de dois a cinco minutos de respiração lenta ao longo do dia de trabalho para revitalizar o cérebro. Ele sugere encontrar um local tranquilo, sentar-se confortavelmente e respirar de forma lenta e profunda, contando até seis ao inspirar e até seis ao expirar.
Preste atenção no ar passando pelas narinas e permita que seus ombros relaxem. Segundo ele, esse simples exercício respiratório é uma ferramenta poderosa para criar um cérebro forte e resiliente. Pesquisas mostram que a respiração lenta regular melhora o foco, a memória, o equilíbrio emocional e pode até ajudar a proteger o cérebro contra o Alzheimer.
3. Mantenha-se fisicamente ativo como se sua vida dependesse disso (porque depende)
A aptidão física é um dos indicadores mais fortes de longevidade e saúde cerebral, de acordo com o Dr. Fotuhi. Estudos mostram que caminhar reduz o risco de Alzheimer. Apenas de 3 mil a 5 mil passos por dia ajudam a melhorar o fluxo sanguíneo e reduzir a inflamação. “O exercício físico é realmente uma fonte da juventude para o cérebro. Ele expande regiões envolvidas com memória, aprendizado, tomada de decisões e regulação emocional.”
“Quanto mais bem condicionado você fica, mais neurônios nascem na parte do cérebro responsável pelo aprendizado, pela memória e pelas emoções, e maiores são as chances de você ser mais saudável e mais feliz de forma geral.”
4. Reduza o consumo de alimentos ultraprocessados
Alimentos altamente processados e ricos em açúcar alimentam a inflamação no cérebro, observa o neurologista, drenando energia, prejudicando a comunicação entre as células cerebrais e contribuindo para a sensação de confusão mental. Com o tempo, esses alimentos aceleram o encolhimento do cérebro.
Escolher alimentos saudáveis pode ser desafiador em um mundo repleto de opções açucaradas tentadoras, mas o retorno é enorme. O especialista recomenda incluir cinco porções diárias de frutas e vegetais, escolher alimentos que mantenham o açúcar no sangue estável, sem grandes picos, e priorizar refeições integrais e minimamente processadas sempre que possível.
5. Faça ao menos uma coisa por dia que tenha propósito (sem focar na produtividade)
“A cada dia, procure um momento que pareça significativo, seja ajudar alguém, criar algo, rezar, fazer alguém feliz ou contribuir com algo pelo qual você é apaixonado”, recomenda o neurologista. Estudos indicam que o voluntariado protege a memória. Doar de duas a quatro horas por semana pode desacelerar o envelhecimento cerebral em até 20%, aguçar o raciocínio, melhorar a memória e fortalecer circuitos neurais ligados a propósito e recompensa.
“O propósito ativa as redes de recompensa e motivação do cérebro, ajuda a viver mais e protege o cérebro contra o Alzheimer. Seja o trabalho, a fé ou a meta de chegar aos 90 anos mantendo a lucidez e a independência, nutrir um propósito torna o cérebro mais saudável e feliz.”
6. Aprenda algo levemente desafiador todos os dias
“O aprendizado de algo novo — seja um idioma, um passo de dança, um instrumento ou um novo hobby — força o cérebro a formar novas conexões”, observa Fotuhi. “Quanto mais conexões o cérebro constrói, mais forte e saudável ele se torna.”
O bilinguismo desacelera o envelhecimento cerebral. Aprender outro idioma fortalece as conexões neurais e mantém o cérebro flexível, resiliente e biologicamente mais jovem. Ele sugere buscar oportunidades de aprendizado por meio de podcasts, audiolivros, conversas ou experiências do dia a dia. Seu cérebro é como um músculo: quanto mais você o desafia, mais forte ele fica.
7. Proteja seu sono como se fosse o botão de reinicialização noturna do cérebro
Fotuhi compara o cérebro a um botão de reset. “Durante o sono, o cérebro elimina resíduos metabólicos, reinicia circuitos emocionais e consolida a memória”, explica. “Um sono consistente e de alta qualidade melhora o humor, a paciência e a resistência cognitiva. Um cérebro bem descansado interpreta o mundo de forma mais positiva e responde aos desafios com maior resiliência.”
8. Termine o dia lembrando-se de um momento significativo ou de uma pequena vitória
Antes de dormir, Fotuhi recomenda refletir sobre um momento positivo do dia — um sucesso, um encontro ou um momento de gratidão. Essa prática fortalece circuitos neurais ligados à recompensa e ao otimismo. Com o tempo, o cérebro se torna melhor em identificar experiências positivas de forma automática. A felicidade, assim como a memória, é uma habilidade que o cérebro pode aprender.
Estudos clínicos associados à abordagem do Dr. Fotuhi revelam que mais de 80% dos pacientes melhoraram a memória, o foco e a clareza mental em até 12 semanas, com aumento do volume do hipocampo confirmado por ressonância magnética. Ele conclui que, com um novo ano e um cérebro mais saudável, todos nós temos autonomia para prevenir e até reverter o declínio cognitivo em qualquer idade.
*Bryan Robinson é colaborador da Forbes USA. Ele é autor de 40 livros de não-ficção traduzidos para 15 idiomas. Também é professor emérito da Universidade da Carolina do Norte, onde conduziu os primeiros estudos sobre filhos de workaholics e os efeitos do trabalho no casamento.
O post 8 Hábitos para Fortalecer o Cérebro e Impulsionar a Carreira apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Powered by WPeMatico

Justiça Eleitoral1 semana atrásTSE propõe novas regras e recebe sugestões sobre eleições de 2026

Tecnologia1 semana atrásWhatsApp vai permitir duas fotos no perfil; entenda

Tecnologia1 semana atrásCasos de sarampo disparam e geram alerta internacional

Internacional1 semana atrásSuspensão de novos vistos de imigração para os EUA começa nesta quarta-feira(22)
- Negócios1 semana atrás
Profissionais Veem 2026 com Menos Otimismo do Que as Empresas

Saúde1 semana atrásTecnologia usada na pandemia de Covid também pode ajudar a tratar câncer de pele

Saúde7 dias atrásAnvisa manda recolher chocolate Laka por erro na embalagem
Negócios1 semana atrás7 Passos Para Superar a Blue Monday (E o Desânimo de Janeiro)
























