Cidades
Encontro de Arborização: Macaé lança manual e se consolida como referência em cidades verdes

Pensar a arborização como futuro e, sobretudo, como ferramenta essencial para preservar a biodiversidade e garantir a sobrevivência das espécies no presente foi o eixo central do segundo dia do 8º Encontro Fluminense de Arborização Urbana (Efau), realizado nesta quinta-feira (4), no Mercure Hotel Macaé. O prefeito Welberth Rezende destacou, na abertura, a importância de integrar o verde ao cotidiano urbano e anunciou que o município sediará, em 2026, o terceiro Encontro Regional Sudeste, convite feito pelo representante da Arbor Day Foundation, Sérgio Chaves.
“Lançamos agora, aqui neste encontro, o nosso Manual de Arborização. Apresento a vocês o exemplar físico e tem também a versão online. O documento traz as diretrizes para a arborização urbana do município e como executar os plantios e manutenção das árvores urbanas. Nossa gestão investe no verde e temos mais metas para cumprirmos em 2026 que incluem mais plantios de mudas diversas, além de outros destaques que abriram este evento hoje. Já plantamos 218 mil mudas de arbustos e outras 80 mil serão plantadas em 2026”, disse o prefeito.
Antes da abertura oficial, um vídeo apresentou os avanços de Macaé na área ambiental, como a criação da Área de Preservação Ambiental Rio Novo; a implantação do Corredor Ecológico; a recomposição da restinga; a revisão do Plano de Saneamento; a ampliação da rede de esgoto; a coleta seletiva; o paisagismo urbano; e o Plano Municipal da Mata Atlântica.
“Tudo o que acontece nesta cidade é fruto de parceria e está dando certo. Temos outras áreas de interesse social que estão muito bem como segurança e empregos com destaque do município em nível nacional”, acrescentou o prefeito.
Representantes da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU) também enalteceram os esforços da cidade. “Macaé é um encanto, arborizada, muito bem cuidada e limpa”, disse Vitor Chaves, que homenageou o prefeito com menção honrosa pelo apoio institucional e pela transformação ambiental do município. Macaé, por sua vez, entregou a placa “Amigo Verde de Macaé” a produtores rurais, empresários e fazendeiros que atuam na preservação do verde.
A mesa de abertura deste segundo dia foi composta além deles, pelo subsecretário de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro, Felipe Brasil; a secretária de Conservação e Serviços Públicos de Niteroi, Dayse Monassa; diretor de Gestão da SBAU, Vitor Chaves; diretor regional da SBAU, Flávio Teles; presidente da Associação Profissional dos Engenheiros Florestais do Estado do Rio de Janeiro (Apeferj), Michele Ribeiro; representante da Cedae, o engenheiro florestal Élton Abel; e o presidente da Comissão de Ambiente, Proteção dos Animais e Saneamento Básico da Câmara Municipal de Macaé, vereador Ricardo Salgado.
O encontro é promovido pela Apeferj e pela SBAU, com apoio da Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria de Ambiente. O evento também abriu espaço para capacitação técnica e inovação. A programação segue até sexta (5), com debates, mesas-redondas e minicursos, incluindo o uso de drones para avaliação de árvores em áreas urbanas.
PROGRAMAÇÃO DE ENCERRAMENTO
05/12 – Sexta-feira – Mercure Macaé Hotel
8h às 9h15 – Mesa-redonda com representantes das prefeituras do RJ
9h15 às 9h45 – Debates
9h45 às 10h – Coffee-break
10h às 13h – Minicurso: Avaliação de Árvores Nível 3 com Uso de RPAS (Drones)
Eng. Agron. Rosângela Costa – Prefeitura Municipal de Cachoeiras de Macacu.
Manual de Arborização traz diretrizes inéditas para Macaé
A Secretaria Municipal de Ambiente, Sustentabilidade e Clima de Macaé escolheu o 8º Efau para lançar o Manual de Arborização Urbana do município para chamar a atenção das pessoas para o tema e a importância do documento para a cidade. A Arborização urbana é o conjunto de árvores existentes na zona urbana das cidades que compõem as ruas, parques, praças, lotes e propriedades particulares plantadas no alinhamento da via pública, nos canteiros centrais.
Elaborado pela comissão técnica da Coordenadoria de Arborização e Paisagismo da Semas, o Manual de Arborização é inédito no município e estabelece as diretrizes técnicas e os procedimentos para o planejamento, a implantação, o manejo e a manutenção da arborização sustentável.
Com o Manual, a Semas reforça o compromisso da gestão responsável conectada com o desenvolvimento ambiental e a qualidade de vida da população. Os destaques do documento são: contextualização histórica e ambiental com abordagem sobre a importância das árvores na história humana e sua presença recente no ambiente urbano com ênfase nos benefícios ecológicos, sociais e estéticos da arborização; planejamento técnico e participativo com envolvimento da comunidade e dos setores públicos; espécies recomendadas; e manejo responsável com lista atualizada das nativas e exóticas adequadas ao clima e ao solo de Macaé, com orientações sobre plantio, poda, substituição e preservação.
O Manual também valoriza a identidade local com resgate do nome Macaé ligado à palmeira macaúba (Acrocomia aculeata) e reforça o vínculo entre a vegetação nativa e os símbolos da cidade, como o brasão e a bandeira. Além disso, os objetivos da secretaria estão alinhados com as políticas públicas conforme a Lei nº 3010/2007 que disciplina o uso planejado da arborização urbana a fim de transformar diretrizes em ação.
Para que os projetos da secretaria estejam alinhados com o manual foram seguidas algumas etapas: planejamento técnico; escolha adequada de espécies; inventário arbóreo; engajamento comunitário; e acompanhamento técnico.
O Manual prioriza espécies da Mata Atlântica e o ecossistema costeiro de Macaé, com foco em segurança, beleza e funcionalidade urbana. As principais espécies estão elencadas no documento como pitanga; aroeira-pimenteira; ipê-amarelo; cambuci e outras recomendadas por sua adaptabilidade ao clima local, baixa agressividade radicular e valor ecológico.
O documento reforça uma série de práticas que promovem sustentabilidade urbana como revegetação de áreas degradadas; poda responsável; inventário informatizado; espaçamento mínimo por quilômetro; índice de áreas verdes; e educação ambiental.
A Semas é a responsável pela implementação e também fiscalização das diretrizes do Manual. O documento foi aprovado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Commads), conforme a Resolução 001/2025. Assim que for lançado será disponibilizado no Portal da prefeitura: www.macae.rj.gov.br.
Fonte: Secom/PMM – Por: Jornalista Elis Regina Nuffer
Cidades
Encontro de Motociclistas tem início na sexta-feira em SJB

O 16º Encontro Nacional de Motociclistas SJB Biker Fest acontece de sexta-feira, 16, até domingo, 18, na Praça São João Batista, em São João da Barra. Na programação (que pode ser conferida ao final da matéria), shows musicais com bandas de rock e apresentações de acrobacias, manobras radicais de moto com Louro Jhow e Equipe sem Limites, exposição de acessórios para motociclistas e motocicletas.
O encontro, realizado pela Prefeitura com organização do Moto Club Sobreviventes do Apocalipse, tem como objetivo promover a socialização, a união e o fortalecimento dos motociclistas. A previsão é que milhares de pessoas, entre moradores e visitantes, passem pelo evento durante os três dias.
Serão disponibilizados para os visitantes área de camping com chuveiro e café da manhã. Todos os representantes de moto clubes receberão troféu de participação.
“Este encontro é mais do que uma reunião, é um momento para celebrar o espírito de irmandade, respeito e união que definem o motociclista raiz, além de fortalecer laços, encontrar amigos de longas datas, compartilhar histórias de estradas e de boas viagens. Aqui vamos nos confraternizar com os apaixonados pelo mundo de duas rodas e a comunidade em geral, movimentando a economia e o turismo na cidade”, comentou o presidente do Moto Club Sobreviventes do Apocalipse, Wilis de Oliveira.
Confira a programação completa:
Sexta-feira – Dia 16
18h – DJ Thiago Ribeiro
20h – Ângelo Nani
22h – Banda Fato Isolado
24h – Banda Produto de Rock
Sábado – Dia 17
16h – DJ PH
18h – Banda Código Inválido
20h – Banda Zero 22
22h – Apresentação de acrobacias e manobras radicais de moto com Louro Jhow e Equipe sem Limites
22h30 – Banda Gurisom
Domingo – Dia 18
12h – DJ Zek
15h – Banda Válvula de Escape
Fonte: Comunicação/PMSJB
Cidades
SJB: Ponto facultativo pelo Dia do Professor será no dia 16 de outubro

O Dia do Professor, comemorado em 15 de outubro, terá em São João da Barra ponto facultativo no dia 16, uma sexta-feira. A medida abrange todas as repartições públicas municipais, com exceção dos setores responsáveis pelos serviços públicos essenciais e indispensáveis.
No dia 15 de outubro, uma quinta-feira, portanto, toda a rede municipal e demais setores da administração pública do município estarão funcionando normalmente.
O decreto estabelecendo o ponto facultativo no dia 16, publicado em Diário Oficial nesta terça-feira, 6, destaca que a transferência da data se mostra conveniente para fins de organização administrativa.
“O ponto facultativo é uma forma de homenagem e reconhecimento aos nossos professores pelo trabalho incansável em favor da educação no município”, destacou a prefeita Carla Caputi.
Ao estender o ponto facultativo a todo o funcionalismo, o decreto argumenta a conveniência de se preservar a unidade do expediente na administração pública municipal, em razão da necessária integração entre seus diversos órgãos e unidades.
Fonte: Comunicação/PMSJB
Cidades
São João da Barra avança no estudo da erosão e inicia atividades de campo em Atafona e Açu no dia 6

O estudo para enfrentar a erosão costeira em Atafona e Açu já está em andamento. Na semana passada, em 24 de setembro, foi apresentado o Plano de Trabalho, durante reunião da Câmara Técnica de Dinâmica Costeira, Erosão Marinha e Riscos Climáticos Associados, na Prefeitura de São João da Barra. Agora, o município avança para mais uma etapa: na próxima terça-feira, 6 de outubro, começam as atividades de campo do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA).
Para aproximar a população desse trabalho, serão implantadas a Central da Erosão Atafona e a Central da Erosão Açu, que funcionarão em módulos climatizados nas duas localidades. As bases serão espaços de referência para os moradores esclarecerem dúvidas, receberem informações sobre o estudo, acompanharem as etapas e compartilharem relatos sobre os efeitos da erosão.
Contratado pela Prefeitura, o estudo terá duração de 18 meses e reunirá 29 profissionais de diferentes áreas. Serão analisados dados sobre o oceano, o rio Paraíba do Sul, sedimentos, ambientes naturais, drenagem, infraestrutura e aspectos sociais para compreender a dinâmica costeira e comparar alternativas de intervenção.
Para a prefeita Carla Caputi, o início do trabalho de campo representa uma nova etapa para o enfrentamento do problema. “Agora entramos em uma etapa fundamental: ir ao território, reunir dados e entender com precisão o que está acontecendo em cada trecho do nosso litoral. Precisamos dessa base técnica para tomar decisões responsáveis e, posteriormente, buscar os recursos necessários para as soluções que forem indicadas.”
Centrais serão referência para os moradores
A Central da Erosão Atafona e a Central da Erosão Açu terão papel importante na comunicação entre a equipe técnica e a comunidade. Além de prestar esclarecimentos sobre os objetivos e o desenvolvimento do estudo, esses espaços permitirão ouvir os moradores e valorizar o conhecimento de quem acompanha de perto as mudanças no litoral.
O atendimento está previsto para ocorrer de terça-feira a sábado, das 10h às 12h e das 13h às 17h.
A participação da população também fará parte dos levantamentos sociais. Ao menos 211 moradores — 175 em Atafona e 36 no Açu — serão entrevistados para registrar a percepção da comunidade e identificar atividades relacionadas à pesca, navegação, turismo e lazer.
Levantamentos vão investigar o comportamento da costa
No rio Paraíba do Sul, a equipe medirá correntes e níveis da água. Na área costeira e marinha, serão realizados levantamentos do fundo do mar, coleta e análise de sedimentos e monitoramento de ondas e correntes. Também serão avaliadas as condições de dunas, manguezais, biodiversidade e drenagem urbana, além da ocupação do território e das atividades desenvolvidas pela população.
Segundo a oceanógrafa Clarissa Menin, diretora técnica da SEACaruso Soluções Oceânicas & Energias Renováveis, responsável pela condução do estudo, pesquisas anteriores já apontam diferenças no comportamento da costa ao longo do município.
“Em Atafona, junto à foz do Paraíba do Sul, há registro de recuo crônico da linha de costa desde 1954. Pesquisas históricas apontam a perda de cinco quarteirões e danos parciais em outros sete até 2019, na comparação com a configuração urbana de 1976. Em alguns lugares ao sul, os estudos analisados mostraram avanço da faixa de areia no período analisado. Precisamos agora aprofundar essa compreensão e entender como oceano, rio, sedimentos, ambientes naturais e ocupação do território se relacionam. Essa leitura integrada permitirá comparar diferentes cenários e alternativas de intervenção.”
Estudo vai comparar alternativas
Os dados coletados serão integrados à modelagem matemática, com ferramentas como o software MIKE 21. As simulações permitirão analisar o comportamento de ondas, correntes e sedimentos e testar diferentes cenários.
Entre as alternativas a serem avaliadas estão reposição de areia, recuperação de praias e dunas e estruturas rígidas de proteção. A comparação considerará aspectos técnicos, custos, manutenção, impactos socioambientais, riscos e cenários de mudanças climáticas.
“O estudo não parte de uma solução previamente definida. Primeiro, precisamos compreender os processos que atuam em cada trecho da costa. A partir dos dados, será possível comparar alternativas e fornecer uma base técnica para orientar as próximas decisões”, afirma Clarissa Menin.
O EVTEA segue as diretrizes metodológicas do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e fornecerá a base técnica, ambiental, econômica e social para orientar as próximas decisões e subsidiar a busca por recursos públicos para futuras obras.
Fonte: Comunicação/PMSJB

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