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Saúde

Caneta emagrecedora irregular pode confundir o sistema imune e atacar os próprios nervos

Redação Informe 360

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A busca incessante pela perda de peso rápida criou um mercado paralelo perigoso, expondo consumidores a substâncias biológicas sem qualquer controle de qualidade rigoroso. Médicos alertam que a aplicação de uma caneta emagrecedora irregular pode desencadear reações autoimunes graves, incluindo a temida Síndrome de Guillain-Barré. Portanto, a economia financeira imediata na compra desses produtos muitas vezes cobra um preço irreversível na saúde neurológica do paciente.

Por que a caneta emagrecedora irregular ataca os nervos?

Estudos clínicos sobre neuropatia tóxica aguda publicados National Library of Medicine pela mostram que a exposição a substâncias contaminadas ou não regulamentadas pode provocar uma resposta imunológica desordenada, semelhante à observada na Síndrome de Guillain-Barré. Nessas situações, agentes tóxicos presentes no organismo ativam mecanismos inflamatórios que levam o sistema imunológico a atacar a bainha de mielina, estrutura responsável por proteger os nervos periféricos e garantir a condução adequada dos impulsos nervosos.

Além disso, a presença de compostos não declarados ou impurezas na formulação está associada a uma inflamação intensa e rápida dos nervos, comprometendo a comunicação entre o cérebro e os músculos. Esse processo pode evoluir em poucos dias para uma neuropatia progressiva, com fraqueza ascendente e perda funcional significativa, transformando indivíduos previamente saudáveis em pacientes que necessitam de internação e suporte intensivo para manutenção das funções vitais.

💉 A Aplicação Contaminada
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O produto falso insere agentes estranhos e bactérias no sangue do paciente.

🛡️ Erro Imunológico

As células de defesa atacam os próprios nervos pensando ser o invasor.

⚡ Paralisia Progressiva
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A perda de força começa nas pernas e sobe, podendo parar a respiração.

Quais sintomas indicam o início da Síndrome de Guillain-Barré?

O sinal de alerta mais comum começa com um formigamento persistente nas pontas dos pés e das mãos, seguido rapidamente por uma fraqueza muscular que sobe pelas pernas. Diferente do cansaço comum, essa fraqueza impede movimentos básicos, como subir escadas ou levantar-se de uma cadeira, indicando que os nervos motores estão perdendo a capacidade de transmitir impulsos elétricos.

Contudo, a situação torna-se crítica quando a paralisia atinge os músculos do tronco e da face, dificultando a fala, a deglutição e, principalmente, a respiração autônoma. Identificar esses sinais logo após o uso de medicamentos suspeitos é vital, pois a internação imediata em UTI é necessária para evitar a falência respiratória fatal.

Caneta emagrecedora irregular pode confundir o sistema imune e atacar os próprios nervos
Formigamento e fraqueza progressiva indicam início da Síndrome de Guillain-Barré – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Como identificar visualmente uma caneta emagrecedora irregular?

Produtos originais possuem lacres de segurança invioláveis, números de lote rastreáveis nos sites dos fabricantes e exigem refrigeração rigorosa entre 2°C e 8°C. A venda fracionada, canetas pré-preenchidas sem caixa ou rótulos em idiomas estrangeiros desconhecidos são indicativos claros de falsificação ou contrabando, onde a cadeia de frio foi quebrada.

Ademais, desconfie profundamente de preços muito abaixo da média de mercado ou vendas realizadas através de grupos de mensagens e redes sociais sem receita médica. A tabela abaixo ajuda a diferenciar os pontos críticos de segurança entre o medicamento legítimo e a versão que coloca sua vida em perigo.

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CritérioMedicamento OriginalProduto Irregular
Líquido da CanetaTotalmente transparente.Turvo ou com partículas.
MecanismoGira com precisão sonora.Travado ou frouxo.
ProcedênciaFarmácias licenciadas.Sites duvidosos/Academia.

O tratamento reverte as sequelas neurológicas completamente?

A recuperação da Síndrome de Guillain-Barré exige a administração urgente de imunoglobulina humana ou plasmaferese para filtrar os anticorpos que estão atacando os nervos. Embora o tratamento interrompa a progressão da doença, a regeneração da bainha de mielina é um processo biológico lento que pode levar meses ou até anos para se completar.

Dessa forma, muitos pacientes necessitam de fisioterapia intensiva para reaprender a andar e recuperar a força muscular perdida durante a fase aguda da inflamação. Infelizmente, alguns casos resultam em danos permanentes, provando que o risco de utilizar uma caneta emagrecedora irregular supera qualquer benefício estético momentâneo.

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Saúde

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

Redação Informe 360

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O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

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Saúde

Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Redação Informe 360

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Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.

A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.

Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes

Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.

Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

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obesidade

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)

Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.

Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.

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Desafio global

  • A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
  • À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
  • E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
  • Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.

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Saúde

Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Redação Informe 360

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Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.

Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia. 

Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.

Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes

Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

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Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de orforgliprona ou de semaglutida (Imagem: brizmaker/Shutterstock)

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.

No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).

Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.

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