Ligue-se a nós

Saúde

Casos de câncer entre adultos com até 50 anos crescem quase 4x no SUS, alerta site

Redação Informe 360

Publicado

no

O número de casos de câncer em adultos com até 50 anos aumentou quase quatro vezes no SUS (Sistema Único de Saúde) entre 2013 e 2024, conforme dados do DataSUS levantados com exclusividade pelo G1.

A tendência preocupa especialistas porque revela uma mudança no perfil da doença, antes associada ao envelhecimento, e agora mais frequente em pessoas mais jovens, ativas e em plena fase produtiva da vida.

Segundo os dados levantados pela repórter Talyta Vespa, tumores de mama, colo do útero e colorretal estão entre os três que mais crescem nesse grupo, impulsionados por fatores como dieta, estilo de vida e dificuldade de rastreamento.

O câncer de mama lidera os diagnósticos, com aumento expressivo entre mulheres abaixo dos 50 anos. Médicos ouvidos pelo G1 alertam: o estilo de vida moderno e a falta de rastreamento precoce estão abrindo espaço para uma nova geração de casos.

Anúncio
Mamografia é estratégia para rastreamento do câncer (Imagem: yacobchuk/iStock)

Câncer em jovens: principais pontos do levantamento

  • O número de diagnósticos de câncer em adultos de até 50 anos aumentou 284% em 11 anos. Em números, foram 45.506 casos em 2013 e 174.938 em 2024.
  • O câncer de mama é o mais frequente, seguido por colo do útero, colorretal, de estômago e de fígado.
  • A má alimentação, o sedentarismo e a obesidade são os fatores mais associados ao crescimento.
  • O diagnóstico precoce ainda é raro nessa faixa etária, o que agrava o prognóstico.
  • Especialistas defendem que protocolos de rastreamento incluam pessoas abaixo dos 50 anos.

Por que o câncer está aparecendo mais cedo?

O tumor colorretal é um dos mais preocupantes para os médicos. Conforme o oncologista Samuel Aguiar, do A.C.Camargo Cancer Center, explica ao G1, “só 5% dos casos são hereditários; mais de 90% têm relação com alimentação, sedentarismo e obesidade”.

Segundo a reportagem, essa geração, exposta desde a infância ao consumo de ultraprocessados e ao estresse contínuo, carrega um risco que antes era típico de faixas etárias mais avançadas.

Leia também:

O resultado são diagnósticos cada vez mais precoces e, em muitos casos, descobertos tardiamente por falta de cultura preventiva.

Médico apontando caneta para parte de dentro de maquete de intestino grosso
(Imagem: New Africa/Shutterstock)

Apesar da explosão de casos em pacientes mais jovens, o sistema de saúde público ainda não acompanha essa realidade, conforme alerta a médica nuclear Sumara Abdo, do INCA (Instituto Nacional do Câncer) ao G1.

Os protocolos de rastreamento ainda são voltados para pessoas acima dos 50 anos. Mas a realidade mudou. Já temos evidências de que tumores como o de mama e o colorretal vêm aumentando muito antes dessa idade.

Sumara Abdo, médica nuclear, em entrevista ao G1.

A importância da prevenção e do diagnóstico precoce

Manter uma rotina saudável continua sendo a melhor forma de reduzir o risco. Dieta rica em fibras, frutas e vegetais, prática regular de exercícios e menos ultraprocessados e álcool são recomendações que fazem diferença.

Anúncio
Mulher escolhe uma maçã ao invés de donuts
Imagem: Ekaterina Chizhevskaya / iStock

Além disso, buscar atendimento médico diante de sinais como perda de peso inexplicável, sangue nas fezes, nódulos persistentes e fadiga extrema é essencial para detectar a doença a tempo. Afinal, o diagnóstico precoce é a principal parte no tratamento do câncer.

Infelizmente, conforme um estudo da Nature Medicine (2022) citado pela reportagem, o aumento de casos de câncer em pessoas com até 50 anos não é uma exclusividade do Brasil. Atualmente, os casos precoces representam até 20% dos novos diagnósticos anuais nos Estados Unidos e Reino Unido.

O post Casos de câncer entre adultos com até 50 anos crescem quase 4x no SUS, alerta site apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo
Anúncio

Saúde

Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Redação Informe 360

Publicado

no

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.

A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.

Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes

Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.

Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Anúncio
obesidade

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)

Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.

Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.

Leia mais

Anúncio

Desafio global

  • A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
  • À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
  • E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
  • Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.

O post Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Saúde

Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Redação Informe 360

Publicado

no

Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.

Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia. 

Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.

Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes

Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

Anúncio
Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de orforgliprona ou de semaglutida (Imagem: brizmaker/Shutterstock)

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.

No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).

Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.

O post Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Saúde

Cientistas criam polímero que “descarta” proteínas do câncer

Redação Informe 360

Publicado

no

Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram uma estratégia para eliminar proteínas associadas ao câncer que resistem às abordagens tradicionais de tratamento. Em vez de tentar bloquear sua atividade, a proposta é direcioná-las ao sistema interno de descarte das células, promovendo sua degradação e, como consequência, a morte das células tumorais.

O estudo foi publicado nesta terça-feira (24) na revista científica Nature Communications. A pesquisa apresenta uma nova classe de polímeros semelhantes a proteínas, chamados de PLPs, capazes de capturar proteínas cancerígenas e conduzi-las à maquinaria celular responsável por degradá-las.

Nova abordagem mira proteínas “indrogáveis”

Como prova de conceito, os cientistas testaram uma classe específica desses polímeros, denominada HYDRACs (HYbrid DegRAding Copolymers), contra duas proteínas consideradas especialmente difíceis de atingir: MYC e KRAS. Ambas estão associadas ao crescimento descontrolado de diversos tipos de câncer e, apesar de décadas de esforços, continuam resistentes à maioria das terapias disponíveis, incluindo pequenas moléculas e anticorpos.

Em culturas celulares, os HYDRACs localizaram e degradaram seletivamente as proteínas MYC e KRAS em diferentes linhagens de células cancerígenas. Em modelos animais com tumores impulsionados por MYC, os polímeros se acumularam nas massas tumorais, reduziram a proliferação celular e interromperam o crescimento do tumor.

Anúncio
Os HYDRACs são polímeros projetados para se ligar a proteínas associadas ao câncer e levá-las ao sistema de degradação celular, acionando sua destruição por meio do proteassoma após marcação com ubiquitina (Imagem: Wang et al. / Nature Communications)

Segundo Nathan Gianneschi, que liderou o estudo na Northwestern, MYC e KRAS estão presentes em uma grande parcela dos cânceres humanos, frequentemente nos mais agressivos, e as opções terapêuticas eficazes ainda são limitadas. Ele afirma que a equipe desenvolveu uma solução baseada em química de polímeros capaz de conectar proteínas desordenadas ao sistema celular que as degrada, algo que não havia sido demonstrado antes nesses alvos.

Como funcionam os HYDRACs

Diferentemente de terapias que bloqueiam a função de uma proteína, os HYDRACs integram a classe dos degradadores de proteínas direcionados. Em vez de inibir, eles marcam a proteína para destruição. Enquanto degradadores convencionais dependem de pequenas moléculas, cuja eficácia é limitada quando a proteína não possui bolsões de ligação bem definidos, os HYDRACs adotam outra estratégia.

Cada polímero apresenta múltiplas cópias de peptídeos que reconhecem a proteína-alvo e sinais moleculares que recrutam a maquinaria de degradação da célula. De acordo com Gianneschi, o mecanismo funciona como se o polímero tivesse “duas mãos”: uma se liga à proteína e a outra ao sistema de descarte celular, aproximando ambos.

No caso da proteína KRAS, presente em cerca de 25% dos cânceres humanos, incluindo tumores pancreáticos e colorretais, os HYDRACs degradaram diferentes variantes mutadas em células cancerígenas. Os pesquisadores destacam que, como a estratégia elimina a proteína inteira, mutações que normalmente conferem resistência a medicamentos tendem a ter menos impacto.

Camundongos portadores de tumores Luc-MV4-11 receberam injeção de HYDRACs marcados com Cy5.5 e foram monitorados por IVIS ao longo de 72 horas. Os tumores e os HYDRACs foram acompanhados por luminescência e fluorescência (Imagem: Wang et al. / Nature Communications)

Leia mais:

Próximos passos

Embora o foco inicial tenha sido o câncer, a equipe planeja adaptar a tecnologia para proteínas relacionadas a doenças neurodegenerativas, inflamatórias e metabólicas. A empresa derivada da universidade, Grove Biopharma, licenciou a propriedade intelectual e trabalha no avanço da plataforma denominada Bionic Biologics, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento terapêutico.

O estudo, intitulado “Heterobifunctional proteomimetic polymers for targeted degradation of MYC and KRAS”, recebeu apoio do Willens Center for Nano Oncology, do International Institute of Nanotechnology e do Liz and Eric Lefkofsky Innovation Research Award.

Anúncio

O post Cientistas criam polímero que “descarta” proteínas do câncer apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Em Alta