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Saúde

Avanço histórico: fármaco brasileiro regenera medula e pode reverter paralisia

Redação Informe 360

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Um medicamento desenvolvido a partir de uma proteína extraída da placenta humana foi apresentado nesta terça-feira (9) em São Paulo (SP) e pode representar avanço histórico no tratamento de lesões medulares. Batizado de polilaminina, o fármaco é fruto de 25 anos de pesquisas lideradas pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, professora da (UFRJ) Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Segundo os pesquisadores, a polilaminina tem a capacidade de estimular neurônios maduros a rejuvenescem e criarem novos axônios, estruturas responsáveis por transportar impulsos elétricos no corpo. Essa ação abre caminho para a regeneração da medula espinhal, algo até então considerado impossível pela ciência.

Mulher em cadeira de rodas pegando um prato
Descoberta pode dar esperança a paraplégicos (Imagem: April Bowlby/Shutterstock)

Pesquisa sobre o fármaco que pode regenerar a medula

  • O medicamento, desenvolvido em parceria com o laboratório brasileiro Cristália, foi aplicado experimentalmente em pacientes e apresentou resultados promissores;
  • Entre os oito voluntários que participaram dos estudos clínicos acadêmicos, dois estiveram presentes na apresentação. Um deles é o bancário Bruno Drummond de Freitas, 31 anos, que ficou tetraplégico após um acidente de trânsito. Ele recebeu a polilaminina 24 horas depois do trauma;
  • “Em cinco meses, mais ou menos, eu já estava completamente recuperado. Tenho uma rotina normal, faço esportes e não passo mais por nenhum tipo de tratamento”, relatou Bruno à Folha de S.Paulo;
  • Ele contou que os primeiros sinais de recuperação vieram com pequenos movimentos no dedo do pé, que evoluíram para a retomada total de mobilidade: “Hoje em dia, consigo me movimentar inteiro, claro que com certas limitações… consigo levantar, andar, dançar, voar. Isso me garantiu minha independência”, disse ao g1;
  • Outro caso é o da atleta paralímpica de rugby Hawanna Cruz Ribeiro, 27 anos, que ficou tetraplégica em 2017 após sofrer queda de dez metros; Três anos depois, recebeu a aplicação experimental. “Recuperei entre 60% e 70% do controle do meu tronco. Sinto que a sensibilidade na minha bexiga voltou, mas ainda não sou independente nessa questão. Não tenho nenhuma dúvida da minha melhora”, disse.

O neurocirurgião Marco Aurélio Brás de Lima, que participou dos estudos, destacou a inovação: “Isso é uma coisa inédita. Porque nenhum estudo tinha demonstrado isso até o momento. No mundo.”

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Bruno Drummond deitado em uma cama de hospital
Bruno Drummond de Freitas ficou tetraplégico após acidente de trânsito (Imagem: Arquivo pessoal)

Testes em animais

Os testes também foram realizados em animais. Em cães com lesões não provocadas, houve retomada total da marcha, e em ratos, os efeitos apareceram em apenas 24 horas. Em 2021, seis cães com lesões antigas foram tratados e quatro recuperaram movimentos. O resultado foi publicado em revista científica internacional.

O medicamento já está sendo produzido pela planta de biotecnologia do Cristália, utilizando placentas doadas por mulheres saudáveis acompanhadas durante a gravidez. “Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Estamos vivendo um dia histórico para o mundo”, afirmou, emocionado, Ogari Pacheco, fundador e presidente do conselho do laboratório.

Apesar do entusiasmo, especialistas ressaltam a necessidade de cautela. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda precisa autorizar a realização de estudos clínicos ampliados em humanos para garantir a segurança da aplicação.

“Como foram testes acadêmicos, o que a empresa está fazendo são testes complementares para atender os requisitos regulatórios, especialmente de segurança”, explicou Claudiosvan Martins, coordenador de pesquisa clínica da Anvisa.

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Representação de um cérebro humano e nervos saindo dele e descendo
Polilaminina tem capacidade de estimular neurônios maduros a rejuvenescem e criarem novos axônios (Imagem: Rebel Red Runner
/Shutterstock)

O procedimento inicial, caso aprovado, será oferecido apenas a pacientes com diagnóstico de lesão medular recente — até três meses após o trauma. Hospitais de São Paulo (SP), como o Hospital das Clínicas e a Santa Casa, já estão preparados para realizar as aplicações quando houver liberação.

A pesquisadora Tatiana Sampaio reconhece que ainda há dúvidas, mas afirma estar confiante. “O que me dá segurança é o retorno e a interação com quem está à minha volta e os resultados que estamos vendo. Tento fazer o meu melhor. Sou honesta em mostrar o que está acontecendo.”

Embora os resultados não sejam iguais para todos, os cientistas afirmam que a aplicação precoce aumenta as chances de recuperação. “Não vendemos ilusões, trazemos evidências… Experimentalmente, temos resultados promissores”, reforçou Ogari Pacheco.

O processo de patente da polilaminina já foi iniciado, mas pode levar anos para ser concluído. Ainda assim, pesquisadores acreditam que o tratamento pode se tornar uma das descobertas mais importantes para a medicina e para a humanidade.

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Política

Projeto de lei da deputada enfermeira Lilian visa agilizar diagnóstico de dengue

Redação Informe 360

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A atuação de enfermeiros que integram as equipes de saúde das unidades públicas estaduais poderá ser reconhecida no processo de classificação de risco e no manejo inicial de pacientes com suspeita de dengue. De autoria da deputada Lilian Behring (PCdoB), o Projeto de Lei 4.730/25 estabelece que as atividades deverão seguir os protocolos e diretrizes definidos pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado de Saúde. A norma foi aprovada em primeira discussão pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quinta-feira (25/06), e ainda precisa passar por uma segunda votação na Casa.

De acordo com a proposta, caberá ao enfermeiro realizar, no atendimento inicial aos casos suspeitos de dengue, a classificação de risco conforme o quadro clínico do paciente, executar as condutas previstas nos protocolos assistenciais, fazer o manejo inicial e encaminhar para avaliação médica quando houver risco moderado, grave ou sinais de alarme.

O projeto também prevê a atuação dos profissionais na notificação imediata aos órgãos de vigilância epidemiológica, conforme os procedimentos estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o acompanhamento e controle dos casos da doença.

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Durante a discussão da matéria, a autora, deputada Lilian Behring, apresentou dados do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) de 2025: no último ano, o Estado do Rio de Janeiro registrou 302 óbitos por dengue e cerca de 300 mil casos. “Com a nova medida, reduziríamos as oportunidades de desfecho fatal e teríamos menos pessoas internadas por dengue — e poderíamos fazer essa identificação por meio de um enfermeiro capacitado“, explica a parlamentar.

Fonte: Comunicação Alerj – Por: Buanna Rosa e Petra Sobral

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Cidades

Prefeitura de SJB passará a contar com aplicativo para a Saúde

Redação Informe 360

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A Prefeitura de São João da Barra está implantando o App Saúde + São João da Barra, que irá disponibilizar aos pacientes do município informações diversificadas, entre elas o acompanhamento de consultas agendadas. O anúncio foi feito nesta terça-feira,14, pela prefeita Carla Caputi, que na última semana se reuniu com a equipe técnica para ajustes na ferramenta digital, que será lançada em breve.

“É um aplicativo que vai melhorar o acesso aos dados de todos os cidadãos que utilizam a nossa saúde. Seguimos investindo cada vez mais em tecnologia na saúde do município”, destacou a prefeita.

A previsão é que o serviço online já esteja disponível no Google e na loja da App Story, logo que finalizados os ajustes definidos na reunião. Para ter acesso ao App da Saúde, é simples, após baixar, bastará preencher um rápido formulário de cadastro.

“O aplicativo da Saúde foi criado para aproximar ainda mais os serviços de saúde da população. Com ele, o cidadão tem acesso mais fácil às suas informações, pode acompanhar indicadores como pressão arterial e glicemia, receber avisos de consultas e exames e ficar informado sobre seus agendamentos. É uma ferramenta que traz mais praticidade, melhora a comunicação entre a Secretaria de Saúde e os pacientes e contribui para um atendimento mais moderno, organizado e humanizado” disse a secretária municipal de Saúde, Arleny Valdes.

De acordo com a equipe técnica que desenvolveu o App, ao acessarem o serviço os usuários terão informações como agendamento de consultas, notícias da Saúde e ao Meu Diário, onde o cidadão poderá inserir informações pessoais como temperatura, pressão arterial, glicemia e outros.

Fonte: Secom/PMSJB

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Saúde

Agora é Lei: programa de primeiros socorros nas escolas será ampliado

Redação Informe 360

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O Programa Lições de Primeiros Socorros, voltado à rede escolar do estado, passará a incluir simulações práticas e treinamentos conjuntos em parceria com instituições de saúde e órgãos de segurança pública, com o objetivo de aprimorar a eficácia das ações de primeiros socorros nos ambientes escolares. A determinação consta da Lei 8.612/26, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), sancionada pelo Poder Executivo e publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (10/07).

A norma, que altera a Lei 8.612/19, prevê ainda a promoção de ações educativas para disseminar conhecimentos de primeiros socorros e fortalecer uma cultura de prevenção e segurança às crianças de diferentes idades de cada ano escolar. A legislação também institui o reconhecimento de professores e funcionários que se destacarem na aplicação desses conhecimentos em situações reais de emergência, valorizando a contribuição desses profissionais para a segurança e o bem-estar da comunidade.

Veto parcial

O Poder Executivo vetou o trecho que previa a inclusão de conteúdos voltados à saúde mental e ao apoio emocional nos treinamentos de professores e funcionários. Na justificativa do veto, o governador em exercício afirmou que compete à União legislar sobre as diretrizes e bases da educação nacional.

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