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Pode fumar enquanto dirige? Entenda o que a lei realmente diz

Muita gente nem pensa duas vezes antes de acender um cigarro no carro, seja no meio do trânsito ou em uma estrada. Mas será que isso é realmente permitido?
A cena de alguém fumar enquanto dirige é comum no Brasil, mas existem implicações legais e de segurança que precisam ser levadas em consideração. Mais do que um simples hábito, essa prática pode representar riscos sérios, tanto para quem dirige quanto para os passageiros e demais usuários das vias.
Vamos esclarecer se fumar ao volante é uma infração de trânsito, quais as penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e que tipo de consequências práticas isso pode gerar. Também abordaremos se os passageiros podem fumar, inclusive em motocicletas.
Se você tem o costume de fumar enquanto dirige ou conhece alguém que o faz, vale a pena entender os riscos e as responsabilidades envolvidas. Informação é o primeiro passo para evitar dores de cabeça ou multas salgadas.
Pode fumar enquanto dirige?
Tecnicamente, fumar enquanto dirige não é expressamente proibido pelo Código de Trânsito Brasileiro. Ou seja, não existe um artigo no CTB que diga, literalmente, que acender um cigarro ao volante é uma infração. No entanto, isso não significa que está tudo liberado. A prática pode ser enquadrada como uma infração dependendo do contexto e das consequências para a direção segura.
Por que fumar enquanto dirige pode ser problemático?
Mesmo não sendo diretamente mencionado, fumar ao volante pode ser considerado uma infração com base no Art. 252, inciso V do CTB. Esse artigo determina que é proibido “dirigir com apenas uma das mãos, salvo quando mudar a marcha do veículo, acionar equipamentos ou acessórios do carro”.
Como é necessário usar uma das mãos para segurar o cigarro, o ato pode se encaixar nessa infração leve, com multa e pontos na carteira.
chayanuphol/Shutterstock
Além disso, há o risco de que o cigarro desvie a atenção do motorista. Mexer no isqueiro, acender o cigarro, jogar a cinza pela janela ou até o deixar cair dentro do carro pode causar distrações sérias. O próprio ato de fumar exige ações coordenadas: colocar o cigarro na boca, inspirar, soltar a fumaça e tudo isso enquanto se deveria estar com atenção total na via.
Na prática, fumar enquanto dirige compromete tanto a concentração quanto o controle do veículo, ainda que por segundos. E segundos, no trânsito, podem ser fatais.
E no caso de motociclistas?
No caso de motociclistas, a situação se torna ainda mais crítica. Como o guidão exige o uso das duas mãos constantemente e não há compartimentos para descarte seguro do cigarro, fumar pilotando é ainda mais perigoso. O risco de acidentes aumenta significativamente, sem falar nas chances de queimar o próprio corpo ou as roupas com a brasa do cigarro em movimento.
A legislação, nesse caso, também pode ser aplicada de forma indireta. O Art. 244 do CTB proíbe “conduzir motocicleta sem segurar o guidão com ambas as mãos”, salvo para indicar manobras. Logo, fumar pilotando pode configurar infração gravíssima, com penalidade ainda maior que no caso de carros.

O que de pior pode acontecer ao motorista?
Se o motorista for flagrado fumando de forma que comprometa a condução segura, ele pode ser multado. No caso de dirigir com apenas uma mão, a infração é considerada leve, com multa de R$ 88,38 e acréscimo de 3 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Já em situações mais graves como jogar a ponta do cigarro pela janela, o caso pode ser enquadrado como infração gravíssima.
Lançar objetos pela janela do carro, mesmo que seja uma bituca de cigarro, é proibido pelo Art. 172 do CTB. A multa nesse caso é de R$ 293,47, com adição de 7 pontos na CNH.
Em casos extremos, se o ato de fumar resultar em um acidente com vítimas, o condutor pode até responder criminalmente por direção perigosa ou homicídio culposo, dependendo da gravidade. Aí, sim, entram consequências mais sérias, como prisão, cassação da carteira e processo judicial.
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Passageiros podem fumar?
Sim, passageiros podem fumar dentro do carro, desde que não haja nenhuma proibição local (como restrições ambientais ou regras específicas de rodovias estaduais ou federais). Entretanto, é importante considerar que o cigarro afeta a qualidade do ar e pode causar desconforto para o motorista, além de gerar distrações como a necessidade de abrir janelas, lidar com o cheiro ou fumaça, etc.

Outro ponto importante: o cigarro não pode atrapalhar o motorista. Se houver qualquer situação em que o passageiro cause distração, incômodo ou risco à segurança da condução, o motorista pode ser responsabilizado.
No caso de motocicletas, a regra é mais rígida. O passageiro está exposto ao vento e sem proteção adequada. Fumar nesse cenário é extremamente perigoso e pode colocar em risco tanto o condutor quanto terceiros, o que pode gerar responsabilizações legais em caso de acidente.
Outras consequências: mais do que multas
Além das penalidades legais, fumar enquanto dirige traz outros riscos. O odor do cigarro pode impregnar o interior do veículo, desvalorizando o carro para revenda. Sem contar o risco de incêndios: já houve casos em que bitucas mal apagadas causaram focos de fogo no estofado, tapete ou até em terrenos, quando lançadas pela janela.
A brasa do cigarro também pode cair em roupas, bancos ou partes plásticas do veículo, causando queimaduras, distrações bruscas e até pânico. Se um acidente ocorrer por causa de uma reação dessas, a responsabilidade recai totalmente sobre o motorista.
Fumar no carro com crianças: isso, sim, é proibido
Vale lembrar: em alguns estados e municípios, é proibido fumar dentro do carro quando há presença de crianças. Isso segue orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e políticas locais de combate ao tabagismo passivo.
Por exemplo, no estado de São Paulo, a Lei Estadual nº 13.541/09 proíbe fumar em locais fechados de uso coletivo, incluindo carros quando há menores de idade. Nesse caso, a infração pode gerar multas específicas e até denúncia ao Conselho Tutelar, dependendo da gravidade.

Mesmo que o Código de Trânsito Brasileiro não proíba de forma direta fumar enquanto dirige, os riscos envolvidos fazem da prática uma péssima escolha. Entre perder o controle do veículo, causar acidentes, ser multado ou até responder criminalmente por danos, o cigarro ao volante é um hábito perigoso e desnecessário.
Se você precisa fumar, o ideal é parar o carro em um local seguro e fazer isso fora da direção. No caso de motociclistas, a recomendação é ainda mais rigorosa: nada de fumar pilotando, por questão de segurança óbvia. Para passageiros, o bom senso deve prevalecer, sempre respeitando o ambiente e o motorista.
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Nova teoria pode ajudar cientistas a entender como a IA “pensa”
Entender o que acontece dentro de uma inteligência artificial (IA) é um dos grandes desafios da pesquisa na área. Embora desenvolvedores consigam observar as informações fornecidas a um modelo e as respostas produzidas por ele, nem sempre conseguem explicar como o sistema chegou a determinada conclusão. Um novo estudo, porém, sugere que esse funcionamento interno pode ser mais compreensível do que se imaginava.
O relatório foi publicado na quinta-feira (15) por Nick Cammarata, pesquisador independente que deixou a OpenAI em 2023. Segundo ele, redes neurais artificiais podem ser interpretadas quando seus padrões de funcionamento são analisados com atenção. A hipótese pode ter implicações para pesquisadores que tentam compreender e antecipar comportamentos inesperados de sistemas de IA.
A questão é relevante para a segurança da tecnologia. Se um modelo apresentar comportamento perigoso, compreender os mecanismos internos que contribuíram para aquela resposta pode ajudar os pesquisadores a identificar o problema e desenvolver formas de reduzi-lo.
O que acontece dentro de uma rede neural?
- Modelos de IA são treinados para reconhecer padrões e processar informações. Nesse processo, unidades artificiais conhecidas como neurônios são ativadas diante de determinados estímulos e influenciam o funcionamento de outras unidades;
- O problema é que essas conexões não são programadas manualmente para cada situação. Em vez disso, os modelos aprendem durante o treinamento a organizar e processar informações de maneiras que nem sempre são facilmente compreendidas pelos próprios desenvolvedores;
- Isso cria uma espécie de caixa-preta: pesquisadores conseguem avaliar o que entra no sistema e o que sai, mas nem sempre conseguem explicar com precisão o caminho percorrido entre uma coisa e outra;
- Cammarata argumenta que essa dificuldade não significa que as redes neurais sejam necessariamente indecifráveis. Para ele, a atividade dos neurônios pode apresentar padrões compreensíveis quando observada de maneira adequada.
Um mesmo neurônio pode reagir a coisas diferentes
Um dos exemplos apresentados pelo pesquisador ajuda a ilustrar a hipótese. Um único neurônio artificial pode ser ativado tanto pela imagem de um gato quanto pela parte dianteira de um carro.
Para uma pessoa, os dois elementos parecem completamente diferentes. Mas o modelo pode identificar alguma característica visual compartilhada entre eles, como uma forma triangular, e responder ao mesmo padrão nos dois casos.
Durante anos, pesquisadores consideraram que neurônios artificiais poderiam agrupar conceitos sem relação aparente para economizar espaço e capacidade de processamento. A nova interpretação sugere outra possibilidade: aquilo que parece uma associação aleatória pode refletir uma característica comum que não é imediatamente evidente para os seres humanos.
Cammarata defende que grande parte das redes neurais pode ser interpretada quando os pesquisadores examinam esses padrões com atenção. A afirmação, contudo, ainda faz parte de uma proposta teórica e não representa uma demonstração de que todos os mecanismos internos da IA já possam ser compreendidos.
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Por que isso importa para a segurança da IA?
A interpretabilidade — área que busca entender como os modelos chegam a suas respostas — é considerada importante para o desenvolvimento de sistemas mais seguros. Quanto mais os pesquisadores souberem sobre os mecanismos internos de uma IA, maiores poderão ser as possibilidades de investigar comportamentos inesperados e identificar sinais de risco.
Até recentemente, uma das estratégias utilizadas para investigar o raciocínio dos modelos era acompanhar suas explicações em linguagem natural, conhecidas como chain of thought, ou cadeia de pensamento.
O método consiste em observar etapas intermediárias que o sistema apresenta ao responder a uma pergunta ou resolver um problema. Entretanto, esse tipo de explicação não garante, por si só, que o texto exibido represente fielmente todos os processos internos que produziram a resposta.
Jakub Pachocki, cientista-chefe da OpenAI, alertou recentemente que agentes de IA podem passar a ocultar ou disfarçar seu raciocínio apresentado em linguagem natural. Isso criaria dificuldades para os responsáveis por monitorar esses sistemas, especialmente se eles não conseguissem identificar quando uma explicação deixou de refletir o processo que levou à resposta.
Pachocki também observou que modelos podem se tornar mais capazes com o avanço do pré-treinamento, mesmo sem recorrer a um raciocínio verbalizado.
Nesse cenário, compreender diretamente os mecanismos internos das redes neurais poderia oferecer uma forma complementar de investigar como os modelos funcionam, sem depender exclusivamente das explicações que eles próprios produzem.
Pesquisa gera expectativa, mas não resolve o problema
A proposta de Cammarata despertou entusiasmo entre alguns observadores do setor. Andrew Curran, analista de IA, afirmou no X que havia perdido a esperança de alcançar um nível significativo de interpretabilidade antes da chegada da superinteligência artificial. Para ele, a pesquisa representa possível mudança de perspectiva.
A reação, porém, não deve ser confundida com comprovação definitiva da hipótese. O próprio tema envolve questões técnicas complexas, e o relatório ainda apresenta interpretação teórica sobre como os neurônios artificiais organizam informações.
Mesmo que a abordagem se mostre promissora, compreender padrões individuais não significa necessariamente explicar todo o comportamento de um modelo avançado, muito menos garantir que ele permanecerá sob controle humano.
A pesquisa aponta, portanto, para uma possibilidade importante: em vez de aceitar a opacidade das redes neurais como inevitável, cientistas podem conseguir avançar na compreensão de seus mecanismos internos. Para quem trabalha com segurança em IA, esse conhecimento pode ser decisivo para avaliar riscos e desenvolver formas mais eficazes de monitoramento.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (15/10/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (15/10).
OpenAI alerta Polícia Federal sobre ameaças contra Lula feitas no ChatGPT
A OpenAI comunicou à Polícia Federal que identificou conversas no ChatGPT em que um usuário manifestou a intenção de atacar ou ameaçar o presidente Lula, candidato à reeleição pelo PT. O órgão encaminhou os documentos recebidos ao Ministério da Justiça, que deverá decidir se abre dois inquéritos sobre o caso.
Anthropic é pressionada a adiar IPO por riscos da IA
Mark Levine, controlador financeiro da cidade de Nova York, pediu que a Anthropic adie sua oferta pública inicial de ações nos Estados Unidos, prevista para ocorrer ainda neste ano. Segundo ele, primeiro é preciso resolver as questões de segurança, governança e velocidade de desenvolvimento da inteligência artificial.
Viagem até Saturno: a jornada mais ambiciosa da exploração planetária do século XX
Há exatos 29 anos, o lançamento de uma sonda espacial deu início à jornada mais ambiciosa da exploração planetária do século XX. O audacioso projeto tinha como objetivo viajar bilhões de quilômetros até Saturno para tentar o primeiro pouso na superfície de uma lua do Sistema Solar exterior.
Starship retorna à base da SpaceX após pouso histórico no mar
Quase três meses depois de seu lançamento, a Ship 40 retornou à base da SpaceX, no Texas. Ela decolou em 24 de julho, acoplada ao propulsor Super Heavy Booster 20, durante o 13º voo de teste da Starship. A missão terminou com um pouso controlado no Oceano Índico.
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Apple supera R$ 25,2 trilhões em valor de mercado e desafia novo CEO a avançar em IA

A Apple encerrou o pregão desta quarta-feira (14) avaliada em US$ 5,005 trilhões (cerca de R$ 25,2 trilhões), tornando-se a segunda empresa da história a fechar o dia acima da marca de US$ 5 trilhões em valor de mercado.
O feito consolida o legado de Tim Cook e estabelece desafio para seu sucessor, John Ternus: manter o crescimento da companhia e fortalecer sua posição na corrida pela inteligência artificial (IA).
As ações da fabricante do iPhone fecharam em nível recorde, levando a capitalização de mercado a superar por pouco o patamar histórico. A empresa já havia ultrapassado US$ 5 trilhões durante o pregão em outras seis ocasiões, mas nunca tinha encerrado uma sessão acima desse valor. A Nvidia foi a primeira companhia a atingir esse marco.
A mudança de comando ocorre depois de 15 anos de Cook à frente da Apple. Durante sua gestão, encerrada em 31 de agosto, o valor de mercado da companhia multiplicou-se por 13, enquanto as vendas anuais de iPhones quase quadruplicaram.
Legado de Tim Cook inclui serviços e novos produtos
- Cook ampliou o negócio de serviços da Apple, que passou de receita anual de US$ 10 bilhões (R$ 50,4 bilhões) para mais de US$ 100 bilhões (R$ 504 bilhões). Também lançou produtos, como Apple Watch e AirPods, que, juntos, geram mais de US$ 30 bilhões (R$ 151,2 bilhões) por ano;
- Outro componente da estratégia foi a devolução de capital aos acionistas. A empresa destinou mais de US$ 1 trilhão (R$ 5,04 trilhões) a recompras de ações e pagamento de dividendos;
- A Apple também manteve os investimentos em capital relativamente contidos quando comparados aos de rivais que passaram a gastar somas enormes na construção de centros de dados para IA. Em vez de priorizar expansão de infraestrutura nessa escala, a empresa concentrou esforços na venda de dispositivos e de serviços com margens elevadas;
- Essa abordagem ajudou a sustentar os retornos aos investidores e limitou parte dos riscos associados à expansão de infraestrutura;
- As ações da Apple continuam sendo negociadas com prêmio em relação ao conjunto do S&P 500, mesmo com ritmo de crescimento da receita inferior à média do índice. Analistas atribuem essa valorização à previsibilidade dos negócios e à percepção de que a companhia oferece relativa segurança aos investidores.
Chips mais caros pressionam margens
A estratégia enfrenta novos desafios. A demanda por componentes usados em centros de dados de IA provocou escassez e aumentou os custos de chips de memória e armazenamento utilizados em iPhones, Macs e iPads.
A Apple respondeu elevando os preços de seus dispositivos, inclusive de modelos antigos de iPhone que normalmente ficariam mais baratos após o lançamento de novas versões. Em tese, os reajustes podem levar consumidores a adiar a troca de aparelhos, afetando as vendas.
Até agora, porém, a reação do mercado tem sido positiva: desde a primeira rodada de aumentos de preços, as ações da empresa avançaram 25%.
Para o analista Wamsi Mohan, do Bank of America, investidores acreditam que os consumidores continuarão dispostos a pagar mais pelos aparelhos. Assim, a companhia poderia preservar ou até ampliar o lucro total, mesmo com margens menores.
Mohan também apontou, ao The Wall Street Journal, o potencial do novo iPhone dobrável, chamado iPhone Duo, e das novidades de IA da Siri para estimular a troca de dispositivos.

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IA é o maior desafio de Ternus
A IA é considerada um dos pontos mais frágeis da estratégia da Apple. A empresa não conseguiu desenvolver um modelo de fronteira próprio que competisse com os principais sistemas do mercado e permitiu que a Siri ficasse atrás de assistentes rivais. O lançamento do ChatGPT também elevou as expectativas dos consumidores sobre o que chatbots podem fazer em smartphones.
A companhia tenta mudar esse cenário com nova versão da Siri, desenvolvida com ajuda do Google e lançada no outono do Hemisfério Norte.
Embora o assistente ainda apresente limitações em comparação com concorrentes, sua integração direta ao iPhone representa uma vantagem: a Apple controla o dispositivo usado por milhões de pessoas e tem acesso a informações pessoais que, com as devidas permissões, poderiam viabilizar funções mais contextualizadas.
O problema é que a evolução dos agentes de IA avança rapidamente. Sistemas capazes de executar tarefas em nome dos usuários aumentam a pressão para que a Apple desenvolva recursos competitivos e mantenha sua relevância no mercado.
OpenAI também quer disputar o mercado de dispositivos
A concorrência não se limita aos softwares. A OpenAI planeja lançar uma família de dispositivos com IA e contratou centenas de ex-funcionários da Apple para impulsionar sua estratégia de hardware.
Em julho, a Apple processou a OpenAI, acusando a companhia de roubar segredos comerciais. A OpenAI afirmou não ter conhecimento de evidências que sustentem a reclamação.
Em nova manifestação judicial nesta quarta-feira, a OpenAI acusou a Apple de contratar um de seus funcionários, que teria levado arquivos confidenciais consigo. A fabricante do iPhone respondeu que não encontrou evidências que sustentem essa alegação.
A disputa mostra que o controle dos dispositivos pode ser tão importante quanto o desenvolvimento dos modelos de IA. Se a OpenAI conseguir estabelecer nova forma de interação entre pessoas e tecnologia, poderá desafiar uma posição que a Apple consolidou com o iPhone.
Para Ternus, o avanço da IA será decisivo para definir a próxima fase da empresa. O novo CEO terá de transformar a IA em fonte de inovação e crescimento sem abandonar a disciplina financeira que marcou a gestão de Cook.
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