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Pode ficar sem banho no frio? Veja o que diz a medicina

Redação Informe 360

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Com a chegada do inverno, é comum que algumas pessoas tomem menos banho dada a dificuldade que é entrar e sair do chuveiro com as temperaturas mais baixas. Mas será que é benéfico ao corpo humano ficar sem tomar banho no frio?

O ato de tomar banho é mais do que um hábito de limpeza. Em muitas culturas ao redor do mundo, banhar-se é um processo ritualístico para remover impurezas não apenas corporais, mas mentais e emocionais. Mesmo quando o banho é tomado após um dia cansativo de trabalho, a sensação posterior é de relaxamento e leveza. 

O hábito de tomar banho é um dos pilares da boa saúde. (Imagem: Dasha Petrenko/Shutterstock)

Além disso, no campo da saúde, a sua importância também é estudada. Aliás, na sociedade ocidental, desde o século 19 o assunto virou alvo quando médicos passaram a escrever textos incentivando o uso do sabão. A partir daí, o hábito de tomar banho está intimamente ligado à saúde e qualidade de vida.

No entanto, durante o inverno, tanto pelas baixas temperaturas, como pela produção reduzida de suor, algumas pessoas consideram que não há problemas em diminuir a frequência desse hábito.  

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O que acontece se eu ficar sem tomar banho enquanto está frio?

A resposta vai variar de acordo com a quantidade de dias que a pessoa fica sem tomar banho. Caso seja uma situação pontual, por exemplo, de ficar um dia sem esse cuidado de higiene, não há prejuízos significativos. Mas é um consenso entre dermatologistas que, a partir de 3 dias sem tomar banho, algumas consequências para a saúde podem ser sentidas.

A pele humana possui uma flora natural que fica desbalanceada quando a higiene é negligenciada por muito tempo, por isso ela é o órgão que mais sofre com a ausência do banho. Muito além do mau cheiro, ficar sem tomar banho por muitos dias também pode causar a proliferação de fungos e bactérias. 

Mesmo no frio, a pele continua a produzir uma espécie de óleo por meio das glândulas sebáceas que serve como uma barreira de proteção. Além disso, em um processo de descamação natural, a epiderme, camada mais superficial da pele, descama as células mortas. 

Uma das recomendações do Guia do Banho é utilizar produtos que tenham um Ph próximo a 5, que é o Ph natural. (Imagem: Prostock-studio Shutterstock)

Ou seja, o acúmulo destas substâncias facilitam a multiplicação de microrganismos que podem causar infecções mesmo em pessoas que trabalhem apenas em casa e não façam atividades que exijam muito esforço físico.

O assunto gera tanto debate que a Sociedade Brasileira de Dermatologia decidiu lançar o Guia do Banho que traz diversas informações científicas a respeito da importância do banho diário para a saúde e bem-estar.

Segundo a SBD, micoses, doenças infecciosas por bactérias, agravo do envelhecimento cutâneo pela deposição na pele de hidrocarbonetos da poluição ambiental e impregnação por detritos de descamação cutânea e oleosidade estão entre os malefícios que podem ser causados pela falta de água e sabonete.

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Ficar sem tomar banho também pode causar irritação e coceira na pele, bem como agravar quadros de doenças dermatológicas pré-existentes como a dermatite e a psoríase. 

Quantos banhos devo tomar?

O informativo salienta que a quantidade de banho varia de acordo com questões ambientais, culturais e até de disponibilidade de água, mas indica que o banho diário é um hábito que deve ser praticado. Ao contrário do que se pensa, ele não danifica a barreira de proteção da pele.

“A rotina de limpar o corpo com o banho diário com água fria e morna não compromete a camada de sebo que ajuda na hidratação da pele”, pontua o informativo.

O que pode levar ao ressecamento da epiderme é a temperatura da água. Por isso, mesmo no inverno, é importante evitar banhos quentes e longos e investir nos banhos mornos e com tempo de duração de cinco a dez minutos. 

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O banho diário não reduz a camada de proteção da pele. (Imagem: Freepik)

Caso seja insuportável tomar banho morno em dias mais frios, a indicação é de que haja uma compensação para amenizar os efeitos da água em temperaturas mais altas. “Recomenda-se o uso de hidratante logo após a ducha, se possível ainda dentro do banheiro, o que facilita a penetração do creme na pele”, orienta o guia.

Para quem se exercita regularmente, trabalha fora e faz uso de transporte público, manter o banho diário é ainda mais fundamental, pois além da produção de suor e o acúmulo de células mortas, a pele ainda retém muitos componentes vindos da poluição.  

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Copos de papel descartáveis também liberam plástico quando entram em contato com calor

Redação Informe 360

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Copos de papel descartáveis usados para café, chá e outras bebidas quentes podem liberar milhões de partículas de plástico. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland (UQ), na Austrália, com recipientes revestidos por polietileno (PE) ou ácido polilático (PLA).

Os dois tipos de revestimento liberaram partículas quando entraram em contato com água quente. Nos experimentos, porém, os copos com PLA, considerado biodegradável, apresentaram uma liberação de partículas aproximadamente 12 vezes maior em massa total do que aqueles revestidos com PE.

Microplásticos contaminação
Um simples café quente pode entrar em contato com partículas liberadas pelo revestimento interno do copo descartável. Imagem: Svetlozar Hristov/iStock

O papel esconde uma camada plástica

Para entender a liberação de partículas, os pesquisadores analisaram dois tipos de copos descartáveis: aqueles revestidos internamente com polietileno (PE) e os que usam ácido polilático (PLA), uma alternativa biodegradável ao plástico convencional.

Embora sejam chamados de copos de papel, esses recipientes normalmente recebem uma fina camada de material plástico na parte interna. O objetivo é evitar que a bebida atravesse o papel e, ao mesmo tempo, ajudar o copo a manter sua estrutura quando entra em contato com líquidos.

É justamente essa camada que entrou no foco do estudo. Quando os copos foram expostos à água quente, tanto o PE quanto o PLA liberaram partículas plásticas. A diferença apareceu na quantidade liberada por cada material.

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Um copo feito principalmente de papel não significa que o copo seja livre de plástico, porque muitos contêm um fino revestimento plástico que proporciona resistência à água e integridade estrutural.

Dr. Elvis Okoffo, pesquisador da Queensland Alliance for Environmental Health Sciences (QAEHS), da Universidade de Queensland, em nota.

PLA liberou mais partículas

A diferença entre os materiais apareceu nas medições. Os pesquisadores encontraram aproximadamente 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro nos copos com PLA. Nos recipientes revestidos com PE, foram cerca de 2,7 milhões de partículas por mililitro.

As nanopartículas são extremamente pequenas: têm espessura equivalente a cerca de um milésimo da de um fio de cabelo humano.

Os principais resultados do experimento foram:

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  • Os revestimentos de PE liberaram partículas plásticas na presença de água quente.
  • O mesmo ocorreu com os copos revestidos de PLA.
  • A massa total de partículas liberada pelo PLA foi aproximadamente 12 vezes maior.
  • Copos de PLA apresentaram cerca de 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro.
  • Nos copos de PE, foram registradas aproximadamente 2,7 milhões de partículas por mililitro.
Os efeitos das partículas plásticas sobre a saúde humana ainda não estão claros, segundo os pesquisadores. Imagem: Deemerwha studio/Shutterstock

O impacto na saúde ainda é incerto

Os pesquisadores não afirmam que o consumo de bebidas em copos descartáveis cause problemas de saúde. O que acontece com essas partículas depois que chegam ao organismo ainda não está claro.

“Isso não significa necessariamente que as pessoas devam parar de usar copos de papel, ou que o PLA seja inerentemente inseguro”, disse Okoffo.

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Para o pesquisador, os materiais usados em produtos que entram em contato com alimentos precisam ser avaliados também pela quantidade de partículas que podem liberar durante o uso cotidiano.

A equipe defende que consumidores recebam informações sobre os materiais presentes nos revestimentos e que órgãos reguladores considerem testes de liberação de micro e nanoplásticos na avaliação de segurança de produtos destinados a bebidas quentes.

“Os formuladores de políticas e reguladores poderiam considerar se os testes de liberação de micro e nanoplásticos deveriam fazer parte da avaliação de segurança dos materiais que entram em contato com alimentos, especialmente produtos desenvolvidos para bebidas quentes”, afirmou.

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Novo telescópio da NASA tem participação brasileira

Redação Informe 360

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A NASA lança, neste domingo (30), às 8h26 (horário de Brasília), o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, observatório de nova geração que terá campo de visão pelo menos 100 vezes maior que o do Hubble.

Durante sua missão primária, prevista para durar cinco anos, o equipamento deverá observar mais de um bilhão de galáxias e ajudar cientistas a investigar a energia escura, exoplanetas, supernovas e outros fenômenos do Universo.

O Brasil terá participação estratégica em uma das etapas mais importantes da missão: o processamento do enorme volume de dados produzido pelo telescópio.

O Laboratório de Computação e Inteligência Artificial (LAB-IA), do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), desenvolve o Arandu, um broker de alertas astronômicos preparado para processar, filtrar e classificar os eventos identificados pelo Roman. O nome Arandu significa “sabedoria” em tupi-guarani.

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A tecnologia será utilizada para ajudar pesquisadores a encontrar os fenômenos mais relevantes em meio ao grande fluxo de informações produzido pelo observatório, permitindo que cientistas identifiquem rapidamente eventos que merecem acompanhamento.

Como o Arandu vai ajudar os pesquisadores

  • Os brokers de alertas astronômicos são sistemas computacionais que recebem notificações geradas a partir das observações dos telescópios, cruzam essas informações com catálogos e registros anteriores, classificam os eventos e entregam aos astrônomos dados relacionados aos objetos que eles desejam estudar;
  • Esse processo será fundamental para transformar a enorme quantidade de informações produzida pelo Roman em descobertas científicas;
  • Desenvolvido com participação do LAB-IA no Brasil, o Arandu será especializado na análise de fenômenos que mudam com o tempo, conhecidos como eventos transitórios ou variáveis;
  • Entre eles estão explosões estelares, mudanças no brilho de estrelas e outros acontecimentos que exigem identificação rápida para que possam ser acompanhados por pesquisadores e por outros observatórios.

“O Roman produzirá um volume de dados que torna inviável examinar cada detecção manualmente. O Arandu usará inteligência artificial [IA] para organizar e classificar esse fluxo, ajudando os cientistas a encontrar os eventos mais relevantes para suas pesquisas”, afirma Clécio Roque De Bom, cientista e coordenador científico do CBPF e do LAB-IA.

Segundo ele, a participação brasileira coloca o país em etapa importante da astronomia contemporânea. “Essa solução desenvolvida e operada localmente insere a ciência brasileira em etapa decisiva da astronomia contemporânea: a transformação de grandes volumes de dados em conhecimento científico”, acrescenta.

Um “Hubble” com visão muito mais ampla

O Roman terá um espelho principal de 2,4 metros de diâmetro, o mesmo tamanho do espelho do Hubble. Com isso, suas imagens terão sensibilidade e resolução comparáveis às do telescópio espacial lançado em 1990.

A principal diferença estará na área do céu observada de uma só vez. O campo de visão do Roman será pelo menos 100 vezes maior que o do Hubble, permitindo que o novo observatório registre regiões extensas do céu com elevado nível de detalhe.

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Instrumento de Campo Amplo Nancy Grace Roman
Instrumento de Campo Amplo do telescópio Roman em uma sala limpa da NASA; com tamanho de uma geladeira, esta câmera de 300 MP ajudará a estudar o Universo e mundos distantes – Imagem: Chris Gunn/NASA

Durante os cinco anos previstos para sua missão primária, o telescópio poderá medir a luz de mais de um bilhão de galáxias.

Um de seus principais levantamentos deverá cobrir mais de cinco mil graus quadrados, aproximadamente 12% de todo o céu. O estudo combinará imagens e espectroscopia para investigar como o Universo se formou e evoluiu.

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Telescópio poderá revelar mais de 100 mil mundos

O Roman também realizará observações repetidas de regiões próximas ao centro da Via Láctea. Essa estratégia permitirá detectar mudanças no céu em intervalos curtos e produzir um levantamento estatístico dos sistemas planetários da nossa galáxia.

A expectativa da NASA é que a missão revele mais de 100 mil mundos, incluindo exoplanetas e corpos que vagam pelo espaço sem orbitar uma estrela.

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O telescópio também observará fenômenos muito mais distantes da Via Láctea. A previsão é que o Roman identifique milhares de supernovas do tipo Ia. Essas explosões estelares podem ser utilizadas como referências para medir distâncias cósmicas.

Os dados obtidos permitirão aos pesquisadores estudar como a expansão do Universo mudou ao longo do tempo e investigar melhor a natureza da energia escura, fenômeno associado à aceleração dessa expansão.

“O diferencial do Roman não está apenas na quantidade de objetos que poderá observar, mas na possibilidade de acompanhar um Universo em transformação”, explica De Bom. “Sistemas, como o Arandu, serão fundamentais para reconhecer essas mudanças no meio de um fluxo contínuo de dados e permitir que a comunidade científica reaja a elas”, acrescenta.

Lançamento será feito por foguete da SpaceX

O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman será lançado a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Complexo de Lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA).

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A NASA prevê a decolagem para não antes das 8h26 deste domingo (30), no horário de Brasília. O lançamento, porém, está sujeito às condições técnicas e meteorológicas.

Depois do lançamento, o observatório seguirá para uma região localizada a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, nas proximidades do ponto de Lagrange L2, também utilizado pelo Telescópio Espacial James Webb.

Antes de começar as observações científicas, o Roman passará pelas etapas de viagem, posicionamento e comissionamento.

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Confira o Olhar Digital News na íntegra (27/08/2026)

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