Negócios
Como Voltar a Gostar do Seu Trabalho Quando Estiver Desanimado com Ele

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Você sente que já dominou sua função. Os prazos não te assustam. Você sabe exatamente o que esperar nas reuniões, projetos e avaliações, e sua equipe se sente capacitada.
Por fora, sua carreira parece estável, até mesmo promissora, mas, por dentro, você está começando a se sentir travado. Você está entediado, desanimado. Não quer ir trabalhar e, quando vai, começa o dia o mais cedo possível só para terminar o mais cedo que puder.
Não há desafio, nem entusiasmo, nem um próximo passo claro. Você não está pronto para sair, mas também não está crescendo.
Essa é a crise silenciosa de carreira que ninguém comenta — e não se trata do “quiet quitting”, quando a pessoa faz apenas o mínimo necessário. É quando você supera seu trabalho atual, mas não sabe qual deve ser o próximo passo.
A boa notícia? Você não precisa esperar uma promoção ou mudar de emprego para evoluir. Veja como se manter relevante e reacender seu ritmo profissional exatamente onde está:
De executor a pioneiro
Quando você está tempo suficiente em um cargo, é fácil entrar no modo automático: cumprir tarefas, entregar no prazo e evitar problemas.
Mas a relevância não nasce da rotina — nasce da iniciativa.
Comece a olhar além das suas responsabilidades atuais e se pergunte:
● O que não está funcionando ao meu redor?
● Com o que minha equipe ou departamento vive tendo dificuldade?
● Quais processos internos são ineficientes, ultrapassados ou mal documentados?
Escolha uma dessas áreas e comece, discretamente, a construir uma solução — como um recurso, processo ou modelo que outras pessoas possam usar. Assim, você deixa de ser apenas confiável para se tornar indispensável, sem precisar esperar por um novo cargo.
Transforme a estagnação em visibilidade estratégica
Uma das razões pelas quais os cargos ficam monótonos é que seu valor se torna invisível. Todos assumem que “você já domina tudo” e deixam de prestar atenção.
Experimente:
● Conduzir uma sessão de aprendizado sobre uma ferramenta ou processo que você domina;
● Documentar uma prática de sucesso que você criou para sua equipe e compartilhá-la;
● Pedir para orientar um colega mais júnior e, com isso, ser visto como uma liderança.
O objetivo é mostrar que você continua evoluindo, agregando valor e sendo uma referência — mesmo que sua função não tenha mudado.
Expanda seu papel sem se sobrecarregar
Ser relevante não significa fazer mais, mas fazer o que realmente importa.
Procure projetos interdisciplinares, iniciativas piloto ou comitês nos quais você possa trazer sua visão para outras equipes. Esses movimentos laterais ajudam a construir relacionamentos, aumentar sua visibilidade e desenvolver novas habilidades, sem exigir uma mudança de cargo.
Você também pode propor uma nova iniciativa ligada aos objetivos da empresa. Por exemplo:
● Se a empresa está focada em inteligência artificial, você pode liderar uma conversa sobre uso ético ou preparo da equipe;
● Se a retenção de talentos é um desafio, você pode compartilhar aprendizados obtidos em entrevistas de saída ou processos de integração.
Papéis de expansão não precisam de título — só precisam de uma lacuna e de alguém disposto a preenchê-la com iniciativa e respeito.
Organize seu conhecimento de carreira
Mesmo que seu trabalho pareça repetitivo, seu conhecimento e suas ideias não são.
Comece a montar um guia prático baseado no seu papel.
● Quais aprendizados você tirou dos projetos que liderou?
● Que atalhos ou modelos mentais facilitaram seu trabalho?
● O que alguém que for te substituir precisaria saber no primeiro dia?
Transforme isso em um documento vivo, um blog, uma ferramenta de mentoria ou um ponto de partida para conversas com sua liderança na época de avaliação.
Por quê? Porque quem organiza e compartilha seu conhecimento demonstra pensamento estratégico e vira candidato natural a oportunidades mais relevantes.
Fale com seu gestor — mas lidere a conversa
Se você esperar que seu gestor perceba que você está entediado, pode acabar esperando demais. Em vez disso, vá até ele com:
● Um breve resumo do que você já conquistou;
● Uma fala honesta: “Quero continuar crescendo e contribuindo em um nível mais alto”;
● Algumas áreas específicas que gostaria de explorar ou desenvolver.
Gestores valorizam iniciativa, especialmente quando você leva soluções, não apenas reclamações.
Apresentar seu pedido com foco no valor para a organização, e não apenas em satisfação pessoal, mostra maturidade e ambição, sem parecer arrogância.
Você não precisa sair para evoluir
Nem todo momento de crescimento exige uma carta de demissão.
Você pode não ter controle sobre quando virá a próxima promoção ou quando surgirá uma nova vaga, mas pode controlar como você se posiciona, se desenvolve e mostra seu valor hoje.
Manter-se relevante não é estar no cargo ideal. É ser o tipo de profissional que gera valor onde quer que esteja.
E, às vezes, o movimento mais ousado na carreira não é sair — é escolher liderar a partir de onde você já está.
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Geração Z Investe em Habilidades de IA para Ampliar Seu Potencial de Ganhos
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Para a ex-gerente de produto da Microsoft Mariana Antaya, de 25 anos, ter domínio da inteligência artificial é uma das habilidades mais importantes para ampliar seu potencial de ganhos. “A quantidade de coisas e tarefas que consigo fazer, e a velocidade com que consigo realizá-las, aumenta e eleva, no fim das contas, a maneira como posso criar valor para outras pessoas e para os acionistas”, afirma a empreendedora de Nova York. Sua fintech, a quantifAI, ajuda usuários a criar e testar modelos confiáveis de aprendizado de máquina.
Mariana aprendeu os fundamentos de IA na universidade, onde estudou matemática e ciência da computação. Ela começou a utilizar modelos de linguagem de grande escala, como o ChatGPT, assim que surgiram, usando-os para prever resultados de corridas de Fórmula 1 ou antecipar qual time venceria a Premier League. Seu principal uso da tecnologia, no entanto, foi na programação.
Depois de se formar, em 2023, ela se candidatou a dezenas de vagas no setor de tecnologia — incluindo posições em gestão, engenharia de software e design — antes de conseguir um estágio na Microsoft, onde trabalhou com recursos de voz e, posteriormente, desenvolveu estruturas e ferramentas de avaliação para modelos de IA de voz.
Hoje, Mariana desenvolve produtos voltados para IA e compartilha com seus seguidores nas redes sociais como os criou — habilidades que, segundo ela, têm mais valor do que credenciais por si só.
“Se você tem uma prova concreta do que construiu e consegue publicá-la online, outras pessoas podem enxergá-la como uma evidência útil do que você é capaz de fazer”, afirma. “Isso vale muito mais do que qualquer tipo de certificado.”
Hoje, usa IA para agendar tarefas, elaborar respostas para todos os e-mails que recebe, analisar grandes volumes de dados e coletar métricas de webinars no Zoom. Saber usar a tecnologia fará com que você se torne indispensável, diz ela. “Foi isso que eu fiz. E, honestamente, isso me levou a muito mais oportunidades do que eu jamais poderia ter imaginado.”
IA e Geração Z
Em comparação com as gerações mais velhas, os jovens tendem a estar mais entusiasmados com o impacto que a IA terá em suas carreiras. Uma pesquisa da PwC de 2025 com mais de 2 mil jovens profissionais no Reino Unido mostrou que 67% da Geração Z espera que a IA aumente sua produtividade, enquanto quase metade acredita que a tecnologia elevará seus salários e sua segurança no emprego.
Matthew Chancey, planejador financeiro certificado e fundador da Tax Alpha Companies, afirma que treinamentos gratuitos em IA podem oferecer um valor significativo para os profissionais. “Conteúdos que antes ficavam atrás de uma barreira de pagamento agora são gratuitos e, muitas vezes, publicados pelas próprias empresas que desenvolvem as ferramentas”, diz.
Ao avaliar um curso, ele recomenda verificar quem o criou, se o conteúdo está atualizado e, principalmente, se o treinamento resulta em um projeto concluído, em vez de apenas um questionário.
Para quem decide pagar por uma capacitação, Matthew recomenda verificar primeiro se o empregador pode arcar com o custo, observando que muitas empresas oferecem esse tipo de benefício, embora os funcionários raramente aproveitem a oportunidade.
Como desenvolver habilidades em IA
Invista tempo antes de gastar dinheiro. Aprimorar suas habilidades em IA pode ser um investimento de longo prazo na carreira, e o tempo muitas vezes pode ser mais valioso do que as mensalidades ou taxas de cursos. Verifique se seu empregador oferece apoio para treinamentos ou benefícios educacionais.
Priorize projetos em vez de certificados. Projetos práticos que melhoram processos de trabalho podem ter mais peso para os empregadores.
Transforme ganhos maiores em segurança financeira no longo prazo. Se a IA ajudar a aumentar sua renda, considere poupar ou investir o dinheiro extra antes de elevar seus gastos. Criar uma reserva de emergência, quitar dívidas e contribuir para a aposentadoria podem fortalecer sua situação financeira ao longo do tempo.
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Pela 1ª Vez, USP Está entre as 150 Melhores Universidades do Mundo
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Pela primeira vez na história, o Brasil tem uma representante entre as 150 melhores instituições de ensino superior no THE (Times Higher Education) World University Ranking. A USP (Universidade de São Paulo) alcançou a 141ª posição na lista, considerada um dos principais levantamentos internacionais sobre educação.
Na edição do ano passado, a instituição paulista figurava entre o 201º e o 250º lugares. Com o resultado, a USP se consolida como a universidade ibero-americana mais bem avaliada do mundo.
O Brasil garantiu o seu melhor desempenho de todos os tempos e lidera na América Latina em número total de universidades classificadas, somando 58 instituições. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) também registrou sua melhor marca e entrou no grupo das 350 melhores (posição 326-350). Outros destaques federais e estaduais incluem a UFRJ (no grupo 601-650) e a Unesp (651-700).
O cenário global
O topo global segue com Estados Unidos e Reino Unido, que dominam as dez primeiras posições. A Universidade de Oxford lidera o ranking pelo 11º ano consecutivo, seguida pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e pelas universidades de Princeton e Stanford.
Para a edição de 2027, o THE avaliou 2.297 instituições de ensino superior de 118 países. A classificação é elaborada a partir de 18 indicadores de desempenho, distribuídos em cinco pilares: ensino, ambiente de pesquisa, qualidade da pesquisa, perspectiva internacional e indústria.
Confira as 10 melhores universidades do mundo
- University of Oxford (Reino Unido)
- Massachusetts Institute of Technology – MIT (Estados Unidos)
- Princeton University (Estados Unidos)
- Stanford University (Estados Unidos)
- University of Cambridge (Reino Unido)
- Harvard University (Estados Unidos)
- California Institute of Technology – Caltech (Estados Unidos)
- Imperial College London (Reino Unido)
- University of California, Berkeley (Estados Unidos)
- Yale University (Estados Unidos)
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Investimento por Aluno no Brasil É de 1/3 da Média dos Países da OCDE
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
No Brasil, o gasto anual por aluno desde o ensino fundamental até o ensino superior foi de US$ 4.133 em 2023. O valor corresponde a cerca de um terço (30,39%) da média gasta pelos demais países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (US$ 13.601 por estudante).
Os dados divulgados na terça-feira (29) fazem parte do relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026), publicado pela OCDE. O documento traça um quadro dos principais desafios de sistemas educacionais ao redor do mundo e traz dados de 50 países, incluindo o Brasil.
Na comparação dos gastos anuais por estudante, o investimento brasileiro também ficou abaixo da média de alguns países da América Latina. O Chile, por exemplo, registrou o gasto anual por estudante de US$ 5.794 e a Costa Rica, US$ 7.028/aluno. Os valores foram ajustados para neutralizar as diferenças no custo de vida entre os países.
Investimento público
Apesar do gasto por aluno ser inferior à média dos países, o Brasil investe uma parcela maior do PIB em comparação à média da organização. Em 2023, o gasto público com educação foi de 4,5% do PIB, enquanto entre os países-membros da OCDE o patamar foi de 4%.
Em nota, o MEC (Ministério da Educação) destacou que o relatório aponta queda dos investimentos em educação ao longo de oito anos em todas as localidades. “Entre 2015 e 2023, o indicador [PIB] passou de 5,5% para 4,6% no Brasil e de 4,4% para 4,2%, na média dos países da organização com dados disponíveis para os dois anos”, diz a nota do MEC.
Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, entende que o gasto por aluno abaixo da média dos demais países da OCDE compromete os resultados na aprendizagem, apesar da proporção do investimento ser maior. “O Brasil já investe mais em proporção do PIB do que a média da OCDE, mas quando se traduz em gasto por aluno, ficamos em um patamar muito abaixo. Esse é um dado a ser lembrado sempre quando se cobra, de forma irrealista, que o desempenho seja igual.”
Investimento na educação
O relatório mostra também que os gastos governamentais com educação no Brasil e nos demais países tendem a aumentar conforme o nível de ensino. No Brasil, em 2023, o valor investido por aluno/ano no ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano) foi de US$ 4.064, enquanto no fundamental 2 (6º ao 9º ano) passou para US$ 4.390. Nos países da OCDE, a média gasta por estudante do ensino fundamental1 foi de US$ 12.893; e no fundamental 2, a média alcançada foi de US$ 14.291.
Despesas correntes
No relatório, os gastos em educação foram divididos em despesas de capital (investimentos como infraestrutura) e despesas correntes, que cobrem os custos operacionais regulares das atividades.
O Brasil tem a remuneração de pessoal docente como maior componente das despesas correntes: 75% do orçamento operacional no ensino fundamental é destinado ao salário de professores e demais profissionais da educação. O percentual fica abaixo do registrado na média dos países da OCDE (79%).
Education at a Glance 2026
O Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026) apresenta dados sobre educação de todos os países da OCDE e do Brasil, que é parceiro do programa INES (Indicators of Educational Systems). O relatório também inclui informações de membros do G20 e países em processo de adesão à OCDE, mas que não são membros do INES.
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