Saúde
Qual a relação entre insônia e alimentação?

Muito se fala sobre a relação entre insônia e alimentação, como quais tipos de alimentos não podem ser consumidos próximo do horário de dormir e também quais podem ajudar a estimular o sono.
No entanto, pouco se fala sobre como a prática de uma dieta ruim e má alimentação na rotina das pessoas pode afetar a qualidade da soneca ao final do dia, causando até mesmo a insônia crônica. Confira a seguir.
Insônia e má alimentação: qual a relação?

Muitas pessoas não têm ideia de como hábitos alimentares não saudáveis podem ser a razão de noites mal dormidas. Especialistas alertam que uma alimentação rica em carboidratos, por exemplo, contribui para a insônia.
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Vale destaque para os carboidratos, tais como massas, cereais, açúcar, doces, arroz branco, refrigerante etc. Porém, uma pesquisa recente acendeu um alerta sobre alimentos ultraprocessados e a relação com a insônia crônica.
Entenda a relação entre alimentos ultraprocessados e a insônia

Um estudo publicado no periódico Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, no final de maio de 2024, sugere que o nível de processamento dos alimentos pode influenciar na saúde do sono.
A pesquisa coletou dados de 39 mil adultos franceses disponíveis no levantamento NutriNet-Santé a fim de analisar variáveis do sono e sua relação com as informações sobre a dieta dos participantes.
Por fim, os participantes relataram que cerca de 16% de sua energia consumida era proveniente de ultraprocessados e aproximadamente 20% deles afirmaram ter insônia crônica. Contudo, a equipe de pesquisa recomendou que estudos futuros seria o ideal para avaliar essas associações ao longo do tempo.
Mas aconselham, desde já, que as pessoas que enfrentam dificuldade para dormir considerem reavaliar a alimentação que consomem para analisar se os ultraprocessados são um dos fatores causadores da insônia.
Alimentos que podem ajudar o sono chegar
De acordo com alguns especialistas, consumir alimentos leves, que sejam fontes de triptofano ou que estimulem a produção de serotonina (hormônio que regula o humor e o sono) é uma boa dica para fazer o sono chegar mais rápido. Nesse quesito, entram alimentos como frango, ovos e leite, que são capazes de aumentar os níveis de serotonina.
A melatonina, também conhecida como o hormônio do sono, pode ajudar a regular o ritmo circadiano e promover uma sensação de sonolência, melhorando a qualidade do sono com noites mais calmas e reparadoras. Cerejas, aveia, milho, arroz integral e nozes, são alimentos que contêm naturalmente melatonina ou substâncias que auxiliam na sua produção.
Outra dica, são os alimentos com magnésio, como espinafre, amêndoas, sementes de abóbora e banana, por exemplo. Uma vez que o magnésio contribui para o sistema nervoso e na regulação dos neurotransmissores envolvidos no sono. Além disso, auxilia no relaxamento muscular, reduzindo a atividade do sistema nervoso e promovendo uma sensação de tranquilidade.
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Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
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Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
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Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
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Saúde
Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.
Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia.
Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.
Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes
Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.
No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).
Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.
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