Tecnologia
Quer rastrear o pet com AirTag? Veja os prós e contras do acessório para iPhone

Lançado pela Apple em 2021, o AirTag é um dispositivo projetado para rastrear objetos, como mochilas, chaves e outros. Ao colocá-lo no item que deseja, o usuário consegue acompanhar a localização do acessório utilizando um iPhone. Entretanto, existem pessoas que estão o utilizando para rastrear seus pets.
Você também quer rastrear o seu animal utilizando o dispositivo da Apple, mas não sabe se vale a pena? Nas próximas linhas, o Olhar Digital traz os prós e os contras dessa prática.
Veja as vantagens e desvantagens de rastrear seu pet com o AirTag

Será que utilizar o AirTag para rastrear o seu pet oferece algum risco a ele? É realmente viável colocá-lo no animal? Vale a pena o custo? Nas próximas linhas você verá as respostas para essas e outras perguntas.
Vantagens
Apesar do uso do AirTag para rastrear o seu pet ser uma prática improvisada, pois o acessório não foi desenvolvido com esse objetivo, ele consegue “quebrar um galho” dos tutores de animais.
Uma das grandes vantagens deste dispositivo é o custo mais baixo em relação aos rastreadores projetados para os animais, pois, além de terem preços mais altos, geralmente exigem que o usuário assine algum serviço da marca para acessar o GPS.

Vale destacar também o fato do dispositivo ser pequeno e discreto, o que proporciona um uso confortável para o pet. Outro detalhe relevante é que ele possui o Modo Perdido, o qual permite que outro aparelho da rede detecte o AirTag e, assim, você ser notificado automaticamente. Caso queira, é possível configurá-lo para compartilhar suas informações de contato com quem encontrou o dispositivo.
Leia mais:
- O que é e como funciona o AirTag da Apple?
- AirTag: como usar o recurso de Compartilhar Localização de Item no iOS
- AirTag da Apple compartilha localização de bagagens com aéreas
Com o AirTag, você tem a privacidade garantida, pois seus dados e histórico de localização não ficam salvos no dispositivo e os aparelhos que mandam os locais permanecem anônimos. Além disso, os dados são criptografados, o que impede até a Apple de saber a localização do seu AirTag ou a identidade do celular.
Sua bateria é outro ponto forte, pois ela foi projetada para funcionar continuamente por mais de um ano. O iPhone é o responsável por avisar o momento no qual ela deve ser trocada. O equipamento ainda possui fácil substituição. Destaque também para a classificação IP67 do acessório da Apple, o que significa que ele tem resistência a respingos, água e poeira.
Desvantagens

A própria Apple não recomenda o uso do AirTag em animais, pois ele foi projetado para encontrar objetos em vez de seres vivos. Dessa maneira, a marca não garante uma performance satisfatória do dispositivo para esse tipo de rastreamento.
Além disso, o AirTag é um item eletrônico com uma bateria que contém produtos tóxicos em seu interior, ou seja, representa riscos para a saúde do animal, podendo comprometer até a vida dele caso engula o dispositivo. Sendo assim, se for improvisar o dispositivo em seu pet, tome bastante cuidado. Uma dica é colocá-lo de uma forma na qual ele fique integrado na coleira em vez de pendurado.
O alcance do dispositivo também é um ponto fraco, pois ele só consegue entregar resultados precisos dentro de 30 metros de distância. Para o rastreamento ser feito em uma distância maior, o acessório precisa de outros iPhones para realizar o mapeamento, ou seja, o pet precisaria se aproximar de outras pessoas com o aparelho da Apple para que a localização apareça em seu celular.
Além disso, se o animal não consegue sair de casa sozinho, a compra de um AirTag para ser usado nele é desnecessária.
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AGU muda de ideia e pede ao STF que derrube marco legal das bets

A Advocacia-Geral da União (AGU) mudou de posição sobre a regulamentação das apostas online e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare inconstitucional o núcleo das leis que permitiram e disciplinaram a exploração das chamadas bets no Brasil.
A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (2) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) relatada pelo ministro Luiz Fux. A mudança ocorre uma semana depois de o governo editar uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional.
Em manifestação anterior, apresentada em outra ação sobre o tema, a AGU havia defendido que a legislação era “ainda constitucional, sujeita a processo de progressiva inconstitucionalização”. Na ocasião, o órgão argumentou que a regulamentação era recente e que seus efeitos ainda precisavam ser acompanhados.
Agora, a Advocacia-Geral afirma que o período de monitoramento mostrou que as medidas adotadas pelo Executivo não foram suficientes para corrigir as fragilidades do modelo.
Segundo a nova manifestação, os indicadores disponíveis apontam para a persistência e o agravamento de danos que a legislação deveria evitar. Entre os problemas citados estão impactos sobre a saúde pública, o endividamento das famílias, a proteção dos consumidores e a utilização das plataformas de apostas para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.
Impactos sobre saúde e famílias
- A AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas;
- “Informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apontam impactos sobre insegurança alimentar, endividamento e vulnerabilidade, além da fragilização de vínculos familiares e sociais”, afirma o documento;
- A manifestação também menciona crescimento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico e à mania de jogos e apostas entre 2018 e 2025;
- Outro dado citado pelo órgão é uma estimativa de que as apostas tenham retirado aproximadamente R$ 62,5 bilhões dos orçamentos familiares em 2025;
- Ao final da manifestação, a AGU pede que o STF declare inconstitucionais os dispositivos das leis de 2018 e 2023 que formam a base jurídica da exploração das apostas de quota fixa no país.

Quais leis estão em discussão
A manifestação questiona dispositivos de duas leis federais que estruturaram o mercado de apostas de quota fixa. A primeira é a Lei nº 13.756/2018, aprovada pelo Congresso e sancionada durante o governo de Michel Temer. A norma criou a modalidade de aposta de quota fixa no Brasil.
A AGU pede que sejam declarados inconstitucionais os artigos 29 a 35 da legislação, responsáveis por instituir a modalidade e estabelecer regras relacionadas à sua exploração.
A segunda é a Lei nº 14.790/2023, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma regulamentou o setor, estabelecendo regras para autorização das empresas, funcionamento das plataformas, publicidade, direitos dos apostadores, prevenção à lavagem de dinheiro e mecanismos de jogo responsável.
Na avaliação atual da AGU, porém, esse conjunto de regras não criou salvaguardas suficientes para conter os riscos associados às apostas.
O órgão afirma que, mesmo depois das medidas complementares adotadas pelo Executivo a partir de 2024, permaneceram problemas relacionados à saúde, ao endividamento das famílias, à publicidade e ao mercado clandestino.
Leia mais:
- Fim das Bets e do ‘Jogo do Tigrinho’: veja o que fazer agora
- Pix: transações caem 10% após proibição de bets
- Fim das bets: governo quer bloqueio de 5,2 mil sites de apostas ilegais
Pedido é diferente da ação contra a proibição das bets
A manifestação da AGU ocorre em ação que discute a própria base legal das apostas de quota fixa e é diferente dos processos que questionam diretamente a medida provisória editada pelo governo na semana passada. A MP proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o país.
Entidades do setor também recorreram ao STF contra a medida provisória. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram a suspensão da proibição.
Segundo a AGU, o órgão ainda apresentará uma manifestação específica nessas ações quando for formalmente intimado.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (01/10/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (01/10).
Aconteceu de novo: agentes de IA tentaram invadir site do governo do Canadá
A empresa de pesquisa em inteligência artificial Transluce revelou que agentes de IA tentaram acessar um site ligado ao governo do Canadá. As investidas ocorreram em 28 de maio e 9 de junho, sem indicação de que os sistemas públicos tenham sido comprometidos.
Redes sociais são vistas como ameaça à democracia, revela pesquisa
Um número crescente de pessoas acredita que as redes sociais manipulam e dividem a população. É o que revela uma pesquisa do Pew Research Center divulgada nesta quinta-feira (01). Segundo o levantamento, cidadãos de países mais ricos tendem a ter uma percepção pior das plataformas.
SpaceX lança chips de IA do Google em teste para futuros data centers espaciais
A SpaceX lançou, nesta quinta-feira (01), um protótipo de satélite equipado com chips de inteligência artificial do Google. O dispositivo foi enviado à órbita a bordo de um foguete Falcon 9 durante a missão Transporter-18, realizada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.
NASA e SpaceX lançam astronautas à Estação Espacial Internacional
A NASA e a SpaceX lançaram nesta quinta-feira (01) a missão Crew-13. Com destino à Estação Espacial Internacional, ela decolou da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, por volta de 12h11, pelo horário de Brasília.
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Eleições: posso perguntar para a IA em que votar?
Em meio a planos de governo extensos, sabatinas diárias e um volume avassalador de propagandas políticas, a tentação de buscar um atalho é grande. Para a parcela de indecisos que costuma deixar a escolha para a reta final, o celular oferece uma consulta rápida e tentadora: pedir uma indicação direta aos assistentes virtuais de Inteligência Artificial.
Mas o que esses chatbots de IA realmente podem responder nessas horas? O Olhar Digital News desta quarta-feira (30) convidou Ricardo Souza, advogado especialista em direito digital, para analisar o que pode e o que não pode.
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