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Paciente com ELA controla iPad pelo pensamento; veja vídeo

Redação Informe 360

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Um homem que vive com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) — doença que afeta o sistema nervoso e acarreta paralisia — foi filmado controlando um iPad pelo pensamento usando a tecnologia de interface cérebro-computador (BCI) da Synchron.

A demonstração testou um novo protocolo da Apple, anunciado em maio, em que sistemas operacionais da empresa podem utilizar sinais cerebrais como um método de entrada nativo. Isso possibilita a navegação nos aparelhos sem uso das mãos, da voz ou dos olhos.

“Esta é a primeira vez que o mundo vê o controle nativo e baseado no pensamento de um dispositivo Apple em ação”, disse o Dr. Tom Oxley, CEO e fundador da Synchron. “A experiência de Mark é um avanço técnico e um vislumbre do futuro da interação humano-computador, onde a entrada cognitiva se torna um modo de controle predominante.”

Sinais do cérebro são transmitidos sem fio para um decodificador externo (Imagem: Synchron/Divulgação)

Como funciona a tecnologia?

  • A interface combina o recurso de acessibilidade integrado da Apple, o Switch Control, e pelo dispositivo Stentrode da Synchron, que detecta a intenção motora nos vasos sanguíneos do cérebro;
  • Os sinais são transmitidos sem fio para um decodificador externo, que se conecta diretamente ao iPadOS por meio do novo protocolo HID;
  • O sistema permite comunicação em circuito fechado, onde um iPad, iPhone ou Apple Vision Pro compartilha dados contextuais da tela com o decodificador BCI para otimizar o desempenho em tempo real, permitindo um controle preciso e intuitivo usando apenas sinais neurais.

“Quando perdi o uso das mãos, pensei que tinha perdido minha independência”, disse Mark. “Agora, com meu iPad, posso enviar mensagens para meus entes queridos, ler notícias e me manter conectado com o mundo, apenas pensando. Ele me devolveu parte da minha vida.”

Visão geral do sistema BCI da Synchron e como ele permite que usuários com deficiência motora controlem seus dispositivos (Imagem: Synchron/Divulgação)

Leia Mais:

  • Neuralink: pacientes do Reino Unido receberão chip cerebral de Elon Musk
  • Tecnologia permite que tetraplégico controle drone virtual com a mente
  • Tecnologia recria voz de pessoas que não conseguem falar

Testes para o futuro

Diferentemente do BCI desenvolvido pela Neuralink, de Elon Musk, a tecnologia endovascular da Synchron evita cirurgia cerebral aberta, o que, segundo a empresa, torna a interface única para aplicação em larga escala no mundo real. O mercado de ICC pode atingir US$ 400 bilhões, segundo relatório da Morgan Stanley.

Dispositivo Stentrode da Synchron detecta a intenção motora nos vasos sanguíneos do cérebro (Imagem: Synchron/Divulgação)

“A demonstração de hoje marca um grande avanço na tecnologia assistiva e um vislumbre do futuro da interação humano-computador. A Synchron continua implementando a experiência BCI HID com participantes clínicos, com disponibilidade mais ampla em breve”, diz o comunicado.

Os ensaios clínicos em humanos são realizados desde 2019, adotando um modelo de IA patenteado. A Synchron diz que prioriza o desenvolvimento ético baseado na Liberdade Cognitiva e na proteção dos direitos fundamentais.

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Tecnologia

AGU muda de ideia e pede ao STF que derrube marco legal das bets

Redação Informe 360

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A Advocacia-Geral da União (AGU) mudou de posição sobre a regulamentação das apostas online e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare inconstitucional o núcleo das leis que permitiram e disciplinaram a exploração das chamadas bets no Brasil.

A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (2) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) relatada pelo ministro Luiz Fux. A mudança ocorre uma semana depois de o governo editar uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional.

Em manifestação anterior, apresentada em outra ação sobre o tema, a AGU havia defendido que a legislação era “ainda constitucional, sujeita a processo de progressiva inconstitucionalização”. Na ocasião, o órgão argumentou que a regulamentação era recente e que seus efeitos ainda precisavam ser acompanhados.

Agora, a Advocacia-Geral afirma que o período de monitoramento mostrou que as medidas adotadas pelo Executivo não foram suficientes para corrigir as fragilidades do modelo.

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Segundo a nova manifestação, os indicadores disponíveis apontam para a persistência e o agravamento de danos que a legislação deveria evitar. Entre os problemas citados estão impactos sobre a saúde pública, o endividamento das famílias, a proteção dos consumidores e a utilização das plataformas de apostas para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.

Impactos sobre saúde e famílias

  • A AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas;
  • “Informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apontam impactos sobre insegurança alimentar, endividamento e vulnerabilidade, além da fragilização de vínculos familiares e sociais”, afirma o documento;
  • A manifestação também menciona crescimento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico e à mania de jogos e apostas entre 2018 e 2025;
  • Outro dado citado pelo órgão é uma estimativa de que as apostas tenham retirado aproximadamente R$ 62,5 bilhões dos orçamentos familiares em 2025;
  • Ao final da manifestação, a AGU pede que o STF declare inconstitucionais os dispositivos das leis de 2018 e 2023 que formam a base jurídica da exploração das apostas de quota fixa no país.
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, com a estátua da Justiça em primeiro plano
AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas em sua solicitação ao STF – Imagem: Patricia dos Santos / Shutterstock

Quais leis estão em discussão

A manifestação questiona dispositivos de duas leis federais que estruturaram o mercado de apostas de quota fixa. A primeira é a Lei nº 13.756/2018, aprovada pelo Congresso e sancionada durante o governo de Michel Temer. A norma criou a modalidade de aposta de quota fixa no Brasil.

A AGU pede que sejam declarados inconstitucionais os artigos 29 a 35 da legislação, responsáveis por instituir a modalidade e estabelecer regras relacionadas à sua exploração.

A segunda é a Lei nº 14.790/2023, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma regulamentou o setor, estabelecendo regras para autorização das empresas, funcionamento das plataformas, publicidade, direitos dos apostadores, prevenção à lavagem de dinheiro e mecanismos de jogo responsável.

Na avaliação atual da AGU, porém, esse conjunto de regras não criou salvaguardas suficientes para conter os riscos associados às apostas.

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O órgão afirma que, mesmo depois das medidas complementares adotadas pelo Executivo a partir de 2024, permaneceram problemas relacionados à saúde, ao endividamento das famílias, à publicidade e ao mercado clandestino.

Leia mais:

  • Fim das Bets e do ‘Jogo do Tigrinho’: veja o que fazer agora
  • Pix: transações caem 10% após proibição de bets
  • Fim das bets: governo quer bloqueio de 5,2 mil sites de apostas ilegais

Pedido é diferente da ação contra a proibição das bets

A manifestação da AGU ocorre em ação que discute a própria base legal das apostas de quota fixa e é diferente dos processos que questionam diretamente a medida provisória editada pelo governo na semana passada. A MP proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o país.

Entidades do setor também recorreram ao STF contra a medida provisória. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram a suspensão da proibição.

Segundo a AGU, o órgão ainda apresentará uma manifestação específica nessas ações quando for formalmente intimado.

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Confira o Olhar Digital News na íntegra (01/10/2026)

Redação Informe 360

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Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (01/10).

Aconteceu de novo: agentes de IA tentaram invadir site do governo do Canadá

A empresa de pesquisa em inteligência artificial Transluce revelou que agentes de IA tentaram acessar um site ligado ao governo do Canadá. As investidas ocorreram em 28 de maio e 9 de junho, sem indicação de que os sistemas públicos tenham sido comprometidos.

Redes sociais são vistas como ameaça à democracia, revela pesquisa

Um número crescente de pessoas acredita que as redes sociais manipulam e dividem a população. É o que revela uma pesquisa do Pew Research Center divulgada nesta quinta-feira (01). Segundo o levantamento, cidadãos de países mais ricos tendem a ter uma percepção pior das plataformas.

SpaceX lança chips de IA do Google em teste para futuros data centers espaciais

A SpaceX lançou, nesta quinta-feira (01), um protótipo de satélite equipado com chips de inteligência artificial do Google. O dispositivo foi enviado à órbita a bordo de um foguete Falcon 9 durante a missão Transporter-18, realizada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.

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NASA e SpaceX lançam astronautas à Estação Espacial Internacional

A NASA e a SpaceX lançaram nesta quinta-feira (01) a missão Crew-13. Com destino à Estação Espacial Internacional, ela decolou da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, por volta de 12h11, pelo horário de Brasília.

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Eleições: posso perguntar para a IA em que votar?

Redação Informe 360

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Em meio a planos de governo extensos, sabatinas diárias e um volume avassalador de propagandas políticas, a tentação de buscar um atalho é grande. Para a parcela de indecisos que costuma deixar a escolha para a reta final, o celular oferece uma consulta rápida e tentadora: pedir uma indicação direta aos assistentes virtuais de Inteligência Artificial.

Mas o que esses chatbots de IA realmente podem responder nessas horas? O Olhar Digital News desta quarta-feira (30) convidou Ricardo Souza, advogado especialista em direito digital, para analisar o que pode e o que não pode.

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