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Os 10 melhores jogos da Level-5 para você curtir no PC ou console

A Level-5 é um dos estúdios japoneses mais criativos da indústria de jogos. Fundada em 1998, a empresa ganhou reconhecimento mundial por desenvolver RPGs e jogos de aventura com forte apelo narrativo, direção de arte marcante e mecânicas acessíveis para diferentes públicos.
Franquias como Dragon Quest, Ni no Kuni, Professor Layton e Yo-kai Watch ajudaram a consolidar a reputação da Level-5 tanto no Japão quanto no mercado internacional.
A seguir, reunimos alguns dos melhores jogos do estúdio. Acompanhe!
Os 10 melhores jogos da Level-5
- Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King
- Dragon Quest IX: Sentinels of the Starry Skies
- Jeanne d’Arc
- Inazuma Eleven: Victory Road
- Dark Chronicle (Dark Cloud 2)
- Ni no Kuni: Wrath of the White Witch
- Professor Layton and the Curious Village
- Professor Layton and the Unwound Future
- Yo-kai Watch 3
- Fantasy Life i: The Girl Who Steals Time
Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King

- Nota no Metacritic: 89
Lançado pela Square Enix e desenvolvido pela Level-5, este jogo marcou um ponto de virada para os JRPGs modernos. Considerado um dos títulos mais importantes da franquia, ajudou a popularizar o gênero no Ocidente ao combinar narrativa clássica, humor e um vasto mundo totalmente em 3D.
A história acompanha um herói em uma jornada para desfazer a maldição imposta por Dhoulmagus, responsável por transformar um rei em monstro e devastar um reino inteiro.
Com personagens carismáticos e visual inspirado na arte de Akira Toriyama, o sistema de combate por turnos oferece profundidade estratégica acessível a novos jogadores e veteranos.
- Plataformas: PlayStation 2, Nintendo 3DS e dispositivos móveis.
Dragon Quest IX: Sentinels of the Starry Skies
- Nota no Metacritic: 87
Mais um título da série da Square Enix, este capítulo de Dragon Quest trouxe mudanças marcantes para a franquia ao apostar em um protagonista totalmente personalizável e em um forte foco no modo cooperativo.
A história coloca o jogador no papel de um Celestrian, uma raça angelical, que após um desastre vê artefatos mágicos se espalharem pelo mundo humano e precisa proteger a humanidade enquanto descobre segredos sobre sua própria origem.
Mantendo o combate por turnos clássico da série, o jogo se destaca pela variedade de classes, ampla customização e grande quantidade de conteúdo opcional.
- Plataformas: Nintendo DS e Nintendo 3DS.
Jeanne d’Arc

- Nota no Metacritic: 87
Inspirado livremente na história de Joana d’Arc, este RPG tático combina eventos históricos com elementos de fantasia em batalhas estratégicas por turnos. Desenvolvido pela Level-5 para o PSP, o jogo marcou a estreia do estúdio nesse estilo e recebeu elogios pela forma como reimagina a Guerra dos Cem Anos.
A narrativa aposta em tom dramático e forte desenvolvimento dos personagens, enquanto o gameplay exige um planejamento cuidadoso, posicionamento inteligente e uso estratégico de habilidades especiais.
O equilíbrio entre fidelidade histórica e fantasia cria uma experiência única, o que tornou o título uma referência entre os RPGs táticos do portátil e um dos trabalhos mais elogiados do estúdio.
- Plataformas disponíveis: PSP, PlayStation 5 e PlayStation 4.
Inazuma Eleven: Victory Road
- Média de notas no Metacritic: 86
Considerado um dos lançamentos mais ambiciosos da franquia, Victory Road marca a evolução da série que mistura futebol com elementos de RPG. A proposta mantém partidas repletas de golpes especiais, narrativa dramática e foco em personagens jovens que buscam se destacar no esporte.
A história se passa 25 anos após os eventos do jogo original e apresenta Unmei Sasanami, um estudante que deseja um mundo sem futebol, e Haru Endo, um prodígio conhecido como o “monstro do futebol”.
O encontro entre os dois dá início a uma jornada inédita, com mais de 5.400 personagens colecionáveis, sistemas de treinamento aprofundados e um modo competitivo intenso.
- Plataformas: PlayStation 5, PlayStation 4, Nintendo Switch e PC.
Dark Chronicle (Dark Cloud 2)

- Nota no Metacritic: 87
Combinando RPG de ação, exploração de masmorras e construção de cidades, este título se tornou um clássico cult pela variedade de sistemas e liberdade criativa.
A história acompanha dois protagonistas, Max e Monica, que unem forças para impedir o Imperador Griffon de destruir o mundo. Utilizando viagens no tempo, os personagens tentam alterar o passado para mudar um futuro devastado.
Além do combate em tempo real, o jogo se destaca pela reconstrução de vilas, minigames e grande quantidade de conteúdo opcional.
- Plataformas: PlayStation 2 e PlayStation 4.
Ni no Kuni: Wrath of the White Witch
- Nota no Metacritic: 86
Reconhecido pela parceria com o Studio Ghibli, este RPG se destaca pelo visual encantador, animações cuidadosas e trilha sonora composta por Joe Hisaishi.
A história acompanha Oliver, um garoto que viaja para um mundo mágico em busca de uma forma de lidar com a perda da mãe e encontrar redenção emocional.
A jogabilidade combina elementos tradicionais de RPG com captura e treinamento de criaturas conhecidas como familiares, usadas em batalhas estratégicas.
- Plataformas: PlayStation 3, PlayStation 4, Nintendo Switch e PC.
Professor Layton and the Curious Village

- Nota no Metacritic: 85
Responsável por apresentar ao público o carismático Professor Hershel Layton e seu aprendiz Luke Triton, este título deu início a uma das franquias de quebra-cabeça mais populares dos videogames.
A história se passa no enigmático vilarejo de St. Mystere, onde os moradores parecem obcecados por enigmas e guardam inúmeros segredos. A investigação gira em torno da misteriosa Maçã Dourada, um artefato deixado como herança por um barão falecido.
Com uso criativo da tela sensível ao toque, o jogo estabeleceu a fórmula que se tornaria marca registrada da série, equilibrando puzzles inteligentes e narrativa envolvente.
- Plataformas: Nintendo DS e dispositivos móveis.
Professor Layton and the Unwound Future
- Nota no Metacritic: 86
Considerado um dos pontos mais altos da franquia de quebra-cabeças, este título encerra a primeira trilogia com uma história marcada por viagens no tempo e forte carga emocional.
A trama apresenta o professor diante de uma versão mais velha de seu aprendiz, que o conduz a um futuro devastado e pede ajuda para mudá-lo. Ao longo da jornada, enigmas inteligentes se misturam a revelações sobre o passado do protagonista.
Aclamado pela crítica, o jogo se destaca pela narrativa, trilha sonora e personagens memoráveis.
- Plataformas: Nintendo DS e dispositivos móveis.
Yo-kai Watch 3

- Nota no Metacritic: 80
Ampliando o universo da franquia, o terceiro título apresenta novos personagens, cidades e uma grande variedade de criaturas para colecionar.
A narrativa acompanha duas histórias interligadas: a de Nate Adams, um garoto de 11 anos que se muda para a cidade fictícia de BBQ, e a de Hailey Anne Thomas, uma jovem otaku que abre uma agência de detetives em Springdale. Ambos utilizam o Yo-kai Watch Modelo U, capaz de revelar e invocar Yo-kai.
Com humor constante, referências culturais e um sistema de batalhas refinado, o jogo mantém diálogo forte com o público jovem, sem abrir mão de conteúdo robusto e variedade de atividades.
- Plataformas: Nintendo 3DS.
Fantasy Life i: The Girl Who Steals Time
- Nota no Metacritic: 80
Misturando RPG, simulação de vida e exploração, este título oferece uma experiência leve e relaxante em um mundo colorido. O jogador pode alternar livremente entre 14 profissões diferentes, conhecidas como “Vidas”, que vão de guerreiro e pescador a cozinheiro e artesão.
A aventura se passa em uma ilha misteriosa, onde é possível pescar, cozinhar, construir e enfrentar monstros no próprio ritmo.
A narrativa envolve viagens no tempo, permitindo explorar a ilha em seu estado atual e mil anos no passado para reconstruir uma civilização perdida. Com foco em liberdade e progressão gradual, o jogo convida o jogador a decidir que tipo de vida deseja viver.
- Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4 e PC.
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Apple supera R$ 25,2 trilhões em valor de mercado e desafia novo CEO a avançar em IA

A Apple encerrou o pregão desta quarta-feira (14) avaliada em US$ 5,005 trilhões (cerca de R$ 25,2 trilhões), tornando-se a segunda empresa da história a fechar o dia acima da marca de US$ 5 trilhões em valor de mercado.
O feito consolida o legado de Tim Cook e estabelece desafio para seu sucessor, John Ternus: manter o crescimento da companhia e fortalecer sua posição na corrida pela inteligência artificial (IA).
As ações da fabricante do iPhone fecharam em nível recorde, levando a capitalização de mercado a superar por pouco o patamar histórico. A empresa já havia ultrapassado US$ 5 trilhões durante o pregão em outras seis ocasiões, mas nunca tinha encerrado uma sessão acima desse valor. A Nvidia foi a primeira companhia a atingir esse marco.
A mudança de comando ocorre depois de 15 anos de Cook à frente da Apple. Durante sua gestão, encerrada em 31 de agosto, o valor de mercado da companhia multiplicou-se por 13, enquanto as vendas anuais de iPhones quase quadruplicaram.
Legado de Tim Cook inclui serviços e novos produtos
- Cook ampliou o negócio de serviços da Apple, que passou de receita anual de US$ 10 bilhões (R$ 50,4 bilhões) para mais de US$ 100 bilhões (R$ 504 bilhões). Também lançou produtos, como Apple Watch e AirPods, que, juntos, geram mais de US$ 30 bilhões (R$ 151,2 bilhões) por ano;
- Outro componente da estratégia foi a devolução de capital aos acionistas. A empresa destinou mais de US$ 1 trilhão (R$ 5,04 trilhões) a recompras de ações e pagamento de dividendos;
- A Apple também manteve os investimentos em capital relativamente contidos quando comparados aos de rivais que passaram a gastar somas enormes na construção de centros de dados para IA. Em vez de priorizar expansão de infraestrutura nessa escala, a empresa concentrou esforços na venda de dispositivos e de serviços com margens elevadas;
- Essa abordagem ajudou a sustentar os retornos aos investidores e limitou parte dos riscos associados à expansão de infraestrutura;
- As ações da Apple continuam sendo negociadas com prêmio em relação ao conjunto do S&P 500, mesmo com ritmo de crescimento da receita inferior à média do índice. Analistas atribuem essa valorização à previsibilidade dos negócios e à percepção de que a companhia oferece relativa segurança aos investidores.
Chips mais caros pressionam margens
A estratégia enfrenta novos desafios. A demanda por componentes usados em centros de dados de IA provocou escassez e aumentou os custos de chips de memória e armazenamento utilizados em iPhones, Macs e iPads.
A Apple respondeu elevando os preços de seus dispositivos, inclusive de modelos antigos de iPhone que normalmente ficariam mais baratos após o lançamento de novas versões. Em tese, os reajustes podem levar consumidores a adiar a troca de aparelhos, afetando as vendas.
Até agora, porém, a reação do mercado tem sido positiva: desde a primeira rodada de aumentos de preços, as ações da empresa avançaram 25%.
Para o analista Wamsi Mohan, do Bank of America, investidores acreditam que os consumidores continuarão dispostos a pagar mais pelos aparelhos. Assim, a companhia poderia preservar ou até ampliar o lucro total, mesmo com margens menores.
Mohan também apontou, ao The Wall Street Journal, o potencial do novo iPhone dobrável, chamado iPhone Duo, e das novidades de IA da Siri para estimular a troca de dispositivos.

Leia mais:
- Apple lança nova Apple TV 4K com chip A19 e Siri AI
- Apple amplia aposta na casa inteligente com novos dispositivos
- Justiça obriga OpenAI a entregar documentos de contratação em processo da Apple
IA é o maior desafio de Ternus
A IA é considerada um dos pontos mais frágeis da estratégia da Apple. A empresa não conseguiu desenvolver um modelo de fronteira próprio que competisse com os principais sistemas do mercado e permitiu que a Siri ficasse atrás de assistentes rivais. O lançamento do ChatGPT também elevou as expectativas dos consumidores sobre o que chatbots podem fazer em smartphones.
A companhia tenta mudar esse cenário com nova versão da Siri, desenvolvida com ajuda do Google e lançada no outono do Hemisfério Norte.
Embora o assistente ainda apresente limitações em comparação com concorrentes, sua integração direta ao iPhone representa uma vantagem: a Apple controla o dispositivo usado por milhões de pessoas e tem acesso a informações pessoais que, com as devidas permissões, poderiam viabilizar funções mais contextualizadas.
O problema é que a evolução dos agentes de IA avança rapidamente. Sistemas capazes de executar tarefas em nome dos usuários aumentam a pressão para que a Apple desenvolva recursos competitivos e mantenha sua relevância no mercado.
OpenAI também quer disputar o mercado de dispositivos
A concorrência não se limita aos softwares. A OpenAI planeja lançar uma família de dispositivos com IA e contratou centenas de ex-funcionários da Apple para impulsionar sua estratégia de hardware.
Em julho, a Apple processou a OpenAI, acusando a companhia de roubar segredos comerciais. A OpenAI afirmou não ter conhecimento de evidências que sustentem a reclamação.
Em nova manifestação judicial nesta quarta-feira, a OpenAI acusou a Apple de contratar um de seus funcionários, que teria levado arquivos confidenciais consigo. A fabricante do iPhone respondeu que não encontrou evidências que sustentem essa alegação.
A disputa mostra que o controle dos dispositivos pode ser tão importante quanto o desenvolvimento dos modelos de IA. Se a OpenAI conseguir estabelecer nova forma de interação entre pessoas e tecnologia, poderá desafiar uma posição que a Apple consolidou com o iPhone.
Para Ternus, o avanço da IA será decisivo para definir a próxima fase da empresa. O novo CEO terá de transformar a IA em fonte de inovação e crescimento sem abandonar a disciplina financeira que marcou a gestão de Cook.
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Justiça obriga OpenAI a entregar documentos de contratação em processo da Apple

A Justiça dos Estados Unidos determinou que a OpenAI entregue documentos relacionados à contratação de ex-funcionários da Apple, em processo no qual a fabricante do iPhone acusa a empresa de inteligência artificial (IA) de se beneficiar de informações comerciais confidenciais.
A decisão, proferida nesta terça-feira (13), permite que a Apple tenha acesso antecipado a registros de entrevistas, mensagens privadas e outras evidências que podem ajudar a esclarecer as acusações.
O juiz federal Edward Davila, responsável pelo caso no Distrito Norte da Califórnia, concedeu parte dos pedidos apresentados pela Apple para acelerar a fase de produção de provas. A OpenAI terá cinco dias para entregar os materiais que já reuniu e 14 dias para apresentar os demais documentos abrangidos pela determinação.
A disputa está relacionada à contratação de antigos funcionários da Apple pela OpenAI, especialmente para equipes envolvidas no desenvolvimento de produtos de hardware e robótica. A empresa de Tim Cook suspeita que informações confidenciais sobre tecnologias e produtos ainda não lançados tenham sido obtidas e utilizadas indevidamente durante esse processo.
Quais documentos a OpenAI terá de entregar?
- A determinação judicial abrange diferentes categorias de materiais que podem ajudar a reconstruir como informações da Apple teriam circulado durante o recrutamento de funcionários;
- Entre os documentos solicitados estão listas de verificação, guias, instruções, manuais e roteiros utilizados nas entrevistas de candidatos provenientes da Apple para a equipe de produtos de hardware de consumo da OpenAI;
- A empresa também deverá apresentar apresentações técnicas e outros registros que documentem o conteúdo dessas entrevistas, incluindo eventuais referências a tecnologias, componentes e projetos da fabricante do iPhone;
- Outro ponto importante envolve as evidências digitais. A decisão prevê a entrega de imagens forenses de dispositivos já coletadas no contexto das acusações, além de conversas privadas trocadas pelo aplicativo de mensagens LINE entre Chang Liu e Alyssa Peng desde janeiro de 2026;
- O juiz também autorizou depoimentos antecipados de três ex-funcionários da Apple: Chang Liu, Alyssa Peng e Tang Yew Tan, atual diretor de hardware da OpenAI. Os depoimentos deverão ajudar a esclarecer as circunstâncias das contratações e o possível uso de informações confidenciais;
- A Apple argumenta que o acesso antecipado é necessário para compreender a extensão do suposto desvio de segredos comerciais e fundamentar seu pedido de medidas judiciais contra os envolvidos.
Apple acusa ex-funcionários de levar informações confidenciais
A Apple entrou com a ação em julho de 2026, alegando que antigos funcionários teriam obtido ou utilizado indevidamente informações relacionadas a produtos e tecnologias ainda não anunciados.
Entre as acusações estão o download de documentos técnicos confidenciais em computadores fornecidos pela Apple, a retenção de equipamentos corporativos após o desligamento e o compartilhamento de informações com outros profissionais interessados em trabalhar na OpenAI.
A fabricante também afirma que candidatos teriam sido orientados sobre quais conhecimentos estudar para entrevistas e que o processo de recrutamento teria sido usado para obter detalhes sobre projetos sigilosos, componentes e métodos de desenvolvimento.
Um dos nomes centrais da disputa é Tang Yew Tan, que trabalhou na Apple por 24 anos e ocupou o cargo de vice-presidente de design de produtos para o iPhone e o Apple Watch antes de ingressar na OpenAI. Chang Liu, outro ex-funcionário citado no processo, teria trabalhado durante oito anos na Apple como engenheiro sênior de sistemas elétricos.
A Apple sustenta que as informações envolvidas na disputa incluem especificações técnicas, apresentações de engenharia, dados de projetos proprietários e detalhes sobre tecnologias ainda não lançadas.
Essas alegações fazem parte do processo judicial e ainda não representam uma conclusão definitiva de que houve roubo de segredos comerciais.

Leia mais:
- OpenAI nega retaliação após demitir três pesquisadores de segurança
- OpenAI e Anthropic querem controlar relatórios de segurança da IA
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Disputa envolve futuro dispositivo de hardware da OpenAI
O processo ocorre enquanto a OpenAI trabalha no desenvolvimento de produtos físicos voltados ao consumidor. A empresa adquiriu a startup io, ligada ao ex-chefe de design da Apple Jony Ive, em negócio anunciado em 2025 por US$ 6,5 bilhões (cerca de R$ 35 bilhões).
A iniciativa ampliou as ambições da OpenAI no mercado de hardware, em momento no qual a companhia busca levar suas tecnologias de inteligência artificial (IA) para além dos computadores e smartphones tradicionais.
A Apple considera que informações confidenciais sobre seus projetos podem ter sido incorporadas aos esforços de desenvolvimento da OpenAI. A disputa, portanto, não se limita à saída de profissionais de uma empresa para outra: envolve a possibilidade de utilização de conhecimentos protegidos por segredo comercial em produtos concorrentes.
A OpenAI, por sua vez, contestou as acusações e classificou o processo como infundado. A empresa também argumenta que a ação seria uma tentativa da Apple de compensar dificuldades na disputa por talentos do setor tecnológico.
Até agora, não há decisão definitiva sobre a existência de apropriação indevida de informações nem sobre o eventual impacto dessas informações nos produtos desenvolvidos pela OpenAI.
Juiz rejeita parte dos pedidos da Apple
Embora tenha autorizado o acesso antecipado a documentos de contratação, mensagens e evidências digitais, Davila não atendeu a todas as solicitações da Apple.
O juiz rejeitou o pedido para acelerar a entrega de documentos relacionados às pesquisas e ao desenvolvimento da OpenAI em áreas como acabamentos metálicos, gerenciamento de energia e funcionamento de baterias para dispositivos de consumo.
Esses materiais poderão ser solicitados durante a fase regular de produção de provas, mas não terão o mesmo tratamento prioritário concedido aos registros de entrevistas e às demais evidências previstas na decisão.
O magistrado também deixou em aberto alguns pedidos mais amplos relacionados ao que a Apple chama de informações originadas na própria empresa. Segundo a decisão, a definição apresentada era vaga demais e poderia impor uma tarefa excessivamente onerosa à OpenAI. A Apple poderá tentar reformular o pedido para torná-lo mais específico.
A decisão sobre a produção antecipada de provas ocorre às vésperas de audiência marcada para discutir o pedido da OpenAI para encerrar o processo e a solicitação da Apple por uma liminar que impeça o uso dos segredos comerciais supostamente envolvidos.
A disputa judicial ainda está em andamento. Os documentos e depoimentos autorizados poderão ampliar o conjunto de evidências disponível às partes, mas não determinam, por si só, o resultado final do caso.
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Rover da NASA bate recorde de distância percorrida em Marte

O rover Perseverance, da NASA, estabeleceu um novo recorde de distância percorrida em Marte, ao ultrapassar 28,06 milhas (cerca de 45,2 quilômetros) desde sua chegada ao planeta, em fevereiro de 2021. A marca foi atingida no domingo (11), na região da cratera Jezero, e anunciada na segunda-feira (12) pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), responsável pela operação do veículo.
Com o resultado, o robô superou a distância percorrida pelo Opportunity, outro rover da NASA que explorou Marte entre 2004 e 2018. O avanço do Perseverance, porém, não ocorreu tão cedo quanto a equipe esperava. A missão precisou desviar sua rota para investigar rochas claras que podem estar entre as mais antigas já estudadas no planeta, o que adiou a conquista por cerca de dois meses.
Tecnologia autônoma ajuda rover a percorrer Marte
Uma das características do Perseverance é a capacidade de planejar parte de seus deslocamentos de forma autônoma. Assim como alguns carros modernos na Terra, o veículo consegue encontrar caminhos entre dois pontos sem depender de instruções detalhadas para cada trecho enviadas por equipes terrestres.
O rover também conta com um chip de computador mais rápido que o utilizado em seu antecessor, o Curiosity, que chegou a Marte mais de oito anos antes e percorreu uma distância menor. A tecnologia representa um avanço em relação ao Sojourner, primeiro rover robótico da NASA, que se deslocou apenas 341 pés (cerca de 104 metros) ao longo de 12 semanas, em 1997, e dependia de comandos específicos enviados da Terra.
Nos primeiros meses da missão, o Perseverance explorou o terreno da cratera Jezero. O local tem cerca de 30 milhas de largura e, quando Marte era mais quente e úmido, abrigou um lago. A região foi escolhida para a missão por seu potencial de preservar vestígios orgânicos que possam ajudar a investigar se já existiu vida no planeta.

De um helicóptero a rochas com bilhões de anos
A missão também contou com o Ingenuity, um pequeno helicóptero transportado na parte inferior do Perseverance. Depois de ser liberado na superfície marciana, o equipamento realizou os primeiros voos controlados e motorizados em outro planeta. Inicialmente previsto para uma série de testes, o helicóptero acabou acompanhando a exploração do rover e completou 72 voos, até que uma de suas pás se quebrou em janeiro de 2024.
Em abril de 2022, o Perseverance chegou a um antigo delta de rio na cratera Jezero. Mais recentemente, deixou a região e passou a investigar rochas com aproximadamente quatro bilhões de anos em Lac de Charmes. A área recebeu esse nome em referência a um reservatório na França.
Entre os materiais encontrados estão rochas claras chamadas gabros, semelhantes ao basalto em composição, mas formadas provavelmente em maiores profundidades, onde o magma teve mais tempo para esfriar e formar cristais maiores. Os cientistas identificaram sinais de derretimento intenso e impactos nessas rochas, que podem ter se originado de três eventos distintos envolvendo meteoritos.
A equipe tentou perfurar uma dessas formações para coletar uma amostra, mas a rocha era dura demais. Mesmo assim, a investigação continua, já que os materiais podem oferecer informações sobre os primeiros 500 milhões de anos do Sistema Solar.

NASA quer ampliar a distância certificada do rover
Antes do lançamento, a NASA havia certificado o Perseverance para percorrer 20 quilômetros. Como o veículo já ultrapassou essa distância, a agência trabalha para ampliar a certificação para 100 quilômetros, pouco mais de 62 milhas.
Ainda não há um plano de longo prazo definido para o rover depois que ele terminar o levantamento da região atual. A NASA também precisará decidir o destino das amostras armazenadas pelo equipamento.
O projeto Mars Sample Return, que previa trazer esse material para a Terra em uma colaboração com a Agência Espacial Europeia, foi cancelado por ser considerado caro demais. A NASA poderia retomar a iniciativa por meio de uma missão comercial, mas não anunciou planos nesse sentido.
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