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O que será que causou esta onda misteriosa no Círculo Polar Ártico?

Redação Informe 360

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O satélite Landsat 9, do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e da NASA, capturou a imagem de um arco de onda misterioso em fiorde etéreo cheio de icebergs nas profundezas do Círculo Polar Ártico.

Apesar de vários investigadores terem proposto explicações para a misteriosa onda, possivelmente, jamais saberemos que o que houve efetivamente, alerta o LiveScience. O arco curioso foi formado, mais especificamente, no fiorde Itilliarsuup Kangerlua, na Groenlândia.

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Esse fiorde faz parte do sistema fiorde Uummannaq, oeste do país, cerca de 740 km da capital Nuuk. O canal tem cerca de 2,6 km de comprimento, é estreito e foi esculpido por duas geleiras, Sisoortartukassak e Kangilleq, separadas por pequena ilha na base do fiorde, conforme o Observatório da Terra da NASA.

No verão, a superfície do fiorde fica cheia de milhares de pequenos fragmentos de iceberg soltos das geleiras. Isso faz com que a água fosse similar a uma paisagem estelar vista por imagem de telescópio de campo profundo quando visto de cima.

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Onda “esquisita” atravessa fiorde na Groenlândia

  • Segundo o LiveScience, a característica de maior destaque na imagem é o fino arco branco que atravessa o fiorde;
  • O Observatório da Terra indica que o arco é, provavelmente, uma onda de deslocamento que subiu o fiorde e se afastou das massas de gelo;
  • A onda poderia ter sido causada por enorme pedaço de gelo que se desprendeu da geleira Kangilleq e caiu na água;
  • Dessa forma, formou a onda similar às que se formam quando atiramos uma pedra em um lago parado.
Padrões de ondas similares foram observados quando um iceberg se separou de outra geleira da Groenlândia em 2021 (Imagem: Josh Willis/NASA/JPL)

“Para mim, parece onda causada por quebra de gelo”, disse Josh Willis, oceanógrafo do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, ao Observatório da Terra. A “forma perfeita” do arco e a orientação da onda são similares as dos eventos de ruptura observados em outras geleiras, continuou.

Dan Shugar, geomorfologista da Universidade de Calgary, e Mike Wood, glaciologista do Moss Landing Marine Laboratories, na Califórnia (EUA), acreditam também que o arco foi resultado de evento de quebra de gelo, informou o Observatório da Terra.

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Como os planetas e o Sistema Solar se formaram?

Redação Informe 360

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A formação do Sistema Solar é um processo fascinante que ocorreu ao longo de bilhões de anos. A partir de uma nuvem de gás e poeira, o Sol e os planetas começaram a se formar no universo. Esse processo levou cerca de 100 milhões de anos, com os planetas terrestres se formando nos primeiros 10 a 100 milhões de anos e os gigantes gasosos levando alguns milhões de anos a mais devido à sua distância maior do Sol e à necessidade de acumular mais material volátil. No texto de hoje vamos explicar mais detalhadamente como os planetas e o Sistema Solar passaram a existir.

Leia também:

  • Qual é a idade do Universo, do sistema Solar e da Terra?
  • O que são as constelações e como elas se formam?
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Como os planetas e o Sistema Solar se formaram?

Como os planetas e o Sistema Solar se formaram
Imagem: Withan Tor/Shutterstock

O Sistema Solar e seus planetas se formaram a partir de uma nuvem de gás e poeira chamada nebulosa solar, cerca de 4,6 bilhões de anos atrás. Acredita-se que a formação tenha sido desencadeada por uma onda de choque de uma supernova próxima. Nesse processo, o Sol se formou no centro da nebulosa, enquanto os planetas se formaram em um disco plano ao seu redor.

Os planetas terrestres, como a Terra, Mercúrio, Vênus e Marte, se formaram mais próximos do Sol, onde as temperaturas eram altas o suficiente para que materiais rochosos e metálicos se solidificassem. Esses planetas são compostos principalmente por rocha e metal.

Já os planetas gigantes gasosos, como Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, se formaram em regiões mais distantes do Sol, onde as temperaturas eram mais baixas. Nesses locais, os materiais voláteis, como água, amônia e metano, puderam se condensar e formar núcleos sólidos, que depois acumularam enormes atmosferas gasosas ao seu redor.

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As luas dos planetas também se formaram a partir de discos de gás e poeira ao redor desses planetas em formação. Cometas, por sua vez, se formaram nas regiões externas do Sistema Solar e podem ter sido lançados para longe de suas órbitas originais por encontros gravitacionais com os planetas gigantes.

Ilustração do sistema solar
(Imagem: Sergey Nivens/Shutterstock)

Embora tenhamos avançado muito em nossa compreensão desse processo, ainda há questões não respondidas, como os detalhes da formação dos planetas terrestres e a influência das interações gravitacionais nas órbitas dos planetas e cometas. O estudo contínuo do Sistema Solar e de outros sistemas planetários nos ajuda a desvendar os mistérios da formação e evolução dos planetas.

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Uma bomba atômica é capaz de consumir atmosfera da Terra?

Redação Informe 360

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A bomba atômica é uma das armas mais poderosas e devastadoras já desenvolvidas pela humanidade. Ela representa um marco histórico no avanço da tecnologia militar e uma fonte de preocupação e controvérsia desde sua criação. A descoberta e o desenvolvimento da bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial alteraram para sempre a face da guerra e da geopolítica global, lançando uma sombra de medo e incerteza sobre o futuro da humanidade.

No filme Oppenheimer (2023) dirigido por Christopher Nolan, J. Robert Oppenheimer expressa à Albert Einstein seu medo de que eles construíram algo que poderia criar uma reação-cadeia capaz de destruir o mundo inteiro. Edward Teller também propôs, em 1942, a teoria de que uma bomba nuclear seria capaz de incendiar a atmosfera da Terra.

Desde então existem muitas teorias sobre a capacidade da bomba atômica de acabar com o planeta, e agora em 2024, foi lançado na Natural Science um estudo sobre a possibilidade de que a bomba atômica consumir a atmosfera do planeta. Vamos falar um pouco sobre essa teoria hoje.

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  • Como funciona a bomba nuclear?
  • Qual foi a maior explosão nuclear do mundo?
  • Bomba atômica e a bomba de hidrogênio: qual a diferença?

Como funciona uma bomba atômica?

Bomba atômica é capaz de consumir a atmosfera da Terra?
Imagens: Nuvem em formato de cogumelo ocasionado por uma bomba nuclear. Créditos: Vadim Sadovski/Shutterstock

Uma bomba atômica funciona através da liberação de energia nuclear resultante da fissão ou fusão de núcleos atômicos. Existem dois tipos principais de bombas atômicas: as bombas de fissão, também conhecidas como bombas nucleares, e as bombas de fusão, também chamadas de bombas termonucleares ou bombas de hidrogênio. Vamos explicar brevemente como cada uma delas funciona:

1. Bomba de Fissão (Bomba Nuclear)

Uma bomba de fissão utiliza a fissão nuclear, que é o processo de dividir núcleos atômicos pesados, como os de urânio-235 ou plutônio-239. No coração da bomba, há uma quantidade crítica de material físsil, como urânio-235 ou plutônio-239. Quando uma quantidade suficiente de material físsil é reunida rapidamente, ocorre uma reação em cadeia de fissão nuclear.

Durante a fissão nuclear, os núcleos atômicos são divididos em fragmentos menores, liberando uma grande quantidade de energia na forma de radiação e calor. Esta energia é liberada em uma fração de segundo e resulta na explosão característica de uma bomba nuclear.

2. Bomba de Fusão (Bomba Termonuclear ou Bomba de Hidrogênio)

Uma bomba de fusão utiliza a fusão nuclear, que é o processo de unir núcleos atômicos leves, como os de hidrogênio, para formar núcleos mais pesados. A bomba de fusão possui dois estágios. No primeiro estágio, uma bomba de fissão (como a mencionada anteriormente) é usada como detonador para criar as condições necessárias para a fusão nuclear.

No segundo estágio, a energia liberada pela fissão nuclear no primeiro estágio é usada para aquecer e comprimir um combustível de fusão, geralmente uma forma isotópica do hidrogênio, como o deutério e o trítio. Sob altas temperaturas e pressões, os núcleos de hidrogênio se fundem para formar núcleos mais pesados, liberando uma quantidade enorme de energia em forma de radiação, calor e partículas.

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Em resumo, tanto as bombas de fissão quanto as de fusão funcionam aproveitando as reações nucleares para liberar grandes quantidades de energia em um curto período de tempo, resultando em uma explosão devastadora.

O que é a teoria de Teller?

Edward Teller, um renomado físico nuclear húngaro-americano que também fez parte do projeto Manhattan, foi um dos principais defensores do desenvolvimento da bomba de hidrogênio, também conhecida como bomba termonuclear. Sua teoria, muitas vezes chamada de “Super”, propunha a criação de uma bomba termonuclear muito mais poderosa do que as bombas atômicas convencionais.

Teller acreditava que uma bomba termonuclear poderia ser desenvolvida com potencial explosivo praticamente ilimitado, tornando-se muito mais poderosa do que as bombas atômicas tradicionais.

Apesar das controvérsias, as pesquisas de Teller e de outros cientistas levaram ao desenvolvimento bem-sucedido da bomba de hidrogênio, que se tornou uma das armas mais poderosas já criadas pela humanidade, no entanto, suas ideias também geraram preocupações éticas e humanitárias devido ao potencial destrutivo e às consequências catastróficas de uma explosão termonuclear em grande escala.

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Uma bomba atômica é capaz de consumir atmosfera da Terra?

Image by Harsh Ghanshyam from Pixabay

A Bomba Atômica não é capaz de consumir a atmosfera da Terra, mas pode causar impactos significativos nela devido às reações nucleares que ocorrem durante a explosão. Uma explosão nuclear libera enormes quantidades de energia térmica, luz, radiação e ondas de choque.

Isso pode resultar em incêndios em larga escala, intensos fluxos de calor e danos estruturais significativos em uma área extensa ao redor do local da explosão. Além disso, explosões nucleares podem lançar grandes quantidades de poeira, fuligem e partículas na atmosfera, o que pode ter impactos ambientais globais.

Para explicar melhor essa resposta, vamos citar a teoria de Wiescher e Langanke publicada na Natural Science.

14N(n,p)14C Reaction

Durante uma explosão nuclear, ocorre uma liberação de um enorme fluxo de nêutrons. Esses nêutrons podem interagir com o nitrogênio atmosférico (14N) por meio da reação 14N(n,p)14C. Essa reação, como mencionado na perspectiva, produz 14C de longa duração. Embora não seja capaz de consumir toda a atmosfera, esse processo contribui para a produção de 14C na atmosfera terrestre, o que é conhecido como “pico de bomba de radiocarbono”. Essa abundância aumentada de 14C na atmosfera tem implicações significativas para a datação por radiocarbono e pode ter efeitos a longo prazo nos ecossistemas.

No entanto, uma explosão única, mesmo de uma bomba nuclear muito poderosa, não seria capaz de consumir toda a atmosfera da Terra. A atmosfera da Terra é uma camada gasosa que se estende por centenas de quilômetros acima da superfície da Terra, contendo uma quantidade imensa de gás. Uma explosão nuclear não possui a energia necessária para destruir toda essa atmosfera.

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Fonte: Natural Science

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Dengue: Brasil registra 3 mil mortes pela doença em 2024 

Redação Informe 360

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Segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, o Brasil alcançou esta semana as 3 mil mortes confirmadas por dengue em 2024. Para fins de comparação, no mesmo período do ano passado o país tinha apenas 867 óbitos, tornando o registro o maior número desde o início da série histórica, em 2000. 

O que você precisa saber: 

  • As 3 mil mortes por dengue no Brasil equivalem a pouco mais de 20 mortes por dia desde o começo do ano; 
  • Além dos óbitos confirmados, outros 2.666 seguem em investigação; 
  • Ao total, já são mais de 5 milhões de casos prováveis — para ser mais exato, são 5.213.564 de casos, número também histórico desde o início da contagem, em 2000; 
  • O estado de São Paulo concentra o maior número de mortes (805), seguido por Minas Gerais (519), Paraná (367) e Distrito Federal (365); 
  • Acre e Roraima são os únicos estados que não registraram nenhum óbito por dengue este ano. 

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dengue
Brasil chega a 3 mil mortes por dengue. Imagem: Jarun Ontakrai/Shutterstock

Vale pontuar que os números acompanham a previsão do Ministério da Saúde, divulgada em fevereiro. Segundo a pasta, o Brasil ultrapassaria os 4 milhões de casos este ano dada a antecipação das infecções, impulsionadas principalmente pelas mudanças climáticas e o fenômeno El Niño.   

No início de abril, o país já alcançava os 3 milhões de casos, o dobro do mesmo período do ano passado. 

Dados do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) indicam ainda que o surto irá continuar em junho, sendo motivo de atenção para o governo e população. A positividade de testes para dengue, segundo a organização, atingiu o patamar mais elevado dos últimos dois anos. 

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