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Novo método de ultrassom pode agilizar tratamento de Alzheimer; conheça

Redação Informe 360

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O tratamento contra o Alzheimer não para de avançar, mas, mesmo que alguns medicamentos já prometam retardar a doença, há um problema que persiste em todos os casos. Trata-se de uma placa protetora que obstrui o cérebro e impede a chegada de organismos prejudiciais — e consequentemente, também dificulta a penetração dos medicamentos. Um novo estudo descobriu uma forma de romper temporariamente essa barreira para permitir um tratamento mais ágil e eficaz.

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Como funciona o cérebro na doença de Alzheimer

Algumas características são comuns em casos da doença de Alzheimer. Um deles é o beta-amiloide, uma proteína que se acumula em regiões do cérebro e agrava a degeneração. Medicamentos em desenvolvimento e já disponíveis no mercado agem para eliminar essa proteína e retardar a doença.

No entanto, há alguns desafios:

  • O primeiro é outra característica do Alzheimer: a barreira hematoencefálica, um revestimento nos vasos sanguíneos que protege organismos indesejados no cérebro.
  • Essa barreira, consequentemente, também impede a chegada de medicamentos.
  • Como o Alzheimer não tem cura e o tratamento medicamentoso envolve retardar a progressão da degeneração, como no caso que elimina o beta-amiloide, ele deve ser administrado com certa frequência.
  • Segundo o site Medical Xpress, infusões intravenosas acontecem a cada poucas semanas durante 18 meses, mas a barreira natural dificulta a chegada efetiva do medicamento ao cérebro.
Diminuição do hipocampo é importante sinal de Alzheimer
Imagem: Atthapon Raksthaput / Shutterstock

Solução para o tratamento

Um novo experimento achou uma solução: romper o escudo protetor do cérebro.

Para isso, eles usaram uma tecnologia chamada ultrassom focado e abriram aberturas temporárias na barreira hematoencefálica. Isso foi possível ao injetar bolhas microscópicas na corrente sanguínea e transmitir ondas sonoras direcionadas ao cérebro através de um dispositivo semelhante a um capacete. Os pulsos de energia vibram as bolhas e afrouxam as lacunas da barreira o suficiente para que os medicamentos ultrapassem.

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Eles ainda foram além: aproveitando as aberturas, que voltam a fechar em cerca de 48 horas, os pesquisadores administraram um medicamento para o Alzheimer durante seis meses.

Depois de cada injeção intravenosa, eles direcionaram o ultrassom focado para cada área do cérebro obstruída pelo beta-amiloide e abriram espaço para que o tratamento medicamentoso pudesse agir com mais agilidade e eficiência.

Resultados dos exames PETScan antes e depois da abertura da barreira, mostrando a diminuição da concentração dos beta-amiloides (Foto: New England Journal of Medicine/Reprodução)

Resultados do novo tratamento contra Alzheimer

Exames posteriores à aplicação dos medicamentos usando o novo tratamento mostram que, depois de seis meses, houve uma redução da placa de beta-amiloides em 32% nos locais em que a barreira hematoencefálica foi rompida, em comparação com a mesma região no lado oposto do cérebro, que não passou pela abertura.

No entanto, o estudo foi feito em apenas três pacientes e ainda é pequeno demais para tirar conclusões mais amplas sobre um novo tratamento de Alzheimer.

Os pesquisadores explicam que isso abre portas para investigações maiores, incluindo se há algum efeito colateral. Inclusive, a abertura da barreira hematoencefálica também está sendo estudada para mais doenças: outros trabalhos se debruçam sobre como agilizar quimioterapias no combate de tumores cerebrais usando a mesma técnica.

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Malware usado no Android para espionagem e ransomware é descoberto

Redação Informe 360

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Pesquisadores da Check Point Software, provedora de plataforma cibernética, identificaram várias campanhas hackers que utilizam o Rafel RAT, ferramenta de acesso remoto (RAT, na sigla em inglês) de código aberto voltada para Android e que realiza espionagem com vigilância remota, exfiltração de dados e ransomware.

Três quartos de todos os dispositivos móveis do mundo rodam Android. Naturalmente, com sua ampla adoção e ambiente aberto, as atividades maliciosas explodem no sistema. O Malware Android, software malicioso projetado para atingir dispositivos rodando Android, representa grande ameaça à privacidade, segurança e integridade dos dados dos usuários, informa a Check Point.

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A Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point, identificou várias campanhas hacker que utilizam o Rafel.

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apps malware
Malwares são muito comuns no android pelo fato de o SO ser aberto e muito difundido (Imagem: Bits And Splits/Shutterstock)

O Rafel RAT é mais um lembrete de como a tecnologia de malware de código aberto pode causar danos significativos, especialmente quando mira grandes ecossistemas como o Android. Como a maioria das vítimas afetadas está rodando versões Android não suportadas, é fundamental que elas mantenham seus dispositivos atualizados com as correções de segurança mais recentes ou substituí-las se não estiverem mais recebendo atualizações.

Alexander Chailytko, gerente de Pesquisa e Inovação em Segurança Cibernética da Check Point Software

Chailytko complementa que “os atacantes, e até grupos APT, estão sempre buscando maneiras de alavancar suas operações, especialmente com ferramentas prontamente disponíveis como o Rafel RAT, o que pode levar a exfiltração crítica de dados, usando códigos de autenticação de dois fatores vazados, tentativas de vigilância e operações encobertas, que são particularmente devastadoras quando usadas contra alvos de alto perfil”.

Novo malware atinge o Android

  • Em divulgação anterior, a equipe da CPR identificou o APT-C-35/DoNot Team a partir do Rafel RAT;
  • As funcionalidades e capacidades do Rafel, tais como acesso remoto, vigilância, exfiltração de dados e mecanismos de persistência, fazem dele ferramenta poderosa para realizar operações ocultas e infiltrar alvos de alto valor, explana a empresa;
  • Durante a pesquisa, os investigadores coletaram diversas amostras de malware deste Android RAT e cerca de 120 servidores de comando e controle (C&C) e identificaram que os países mais visados ​​foram Estados Unidos, China e Indonésia;
  • Descobriram ainda que a maioria dos dispositivos comprometidos são de Samsung, Xiaomi, Vivo e Huawei.

Quando se fala das versões Android afetadas, destacam-se as desatualizadas. O Android 11 é o mais predominante, seguido pelas versões 8 e 5. Mesmo com a variedade de versões do Android, o malware consegue operar em todas. Contudo, as versões mais recentes do SO, normalmente, apresentam mais desafios ao malware, que enfrentam dificuldades para executar suas funções, ou demandam mais ações da vítima para obterem êxito.

De espionagem até ransomware, as capacidades do Rafel RAT incluem: acesso remoto, vigilância, roubo de dados e até criptografia de arquivos das vítimas.

O malware foi encontrado hospedado em um site governamental hackeado no Paquistão, redirecionando dispositivos infectados para reportarem a tal servidor. Falando de operações ransomware, os pesquisadores acharam casos de Rafel RAT usado para criptografia de arquivos de dispositivos, exigindo resgate para descriptação.

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Ele também foi ligado ao roubo de mensagens de autenticação de dois fatores (2FA), potencialmente, burlando a medida de segurança crítica.

O Rafel RAT também está incluso em ataques phishing, nos quais as vítimas são enganadas para instalar APKs maliciosos disfarçados com nomes e ícones falsos, solicitando permissões extensas, exibindo sites legítimos que tenta imitar e, a seguir, rastreando secretamente o dispositivo e vazando dados.

Robô do Android de vermelho com os dizeres Malware
Rafel RAT tem várias funções maliciosas (Imagem: Shutterstock)

Como se proteger

A seguir, conheça os principais passos que usuários Android devem seguir para se manterem seguros:

  • Instale aplicativos de fontes confiáveis, como a Google Play Store. Evite lojas de aplicativos de terceiros e observe atentamente apps que tenham poucos downloads ou avaliações ruins. Sempre verifique permissões e avaliações antes de instalar;
  • Mantenha seu sistema operacional e aplicativos atualizados. As atualizações costumam incluir patches de segurança, que protegem contra vulnerabilidades recém-descobertas. Mantenha a opção de atualizações automáticas acionada para garantir o recebimento das atualizações mais recentes o quanto antes;
  • Use antivírus com proteção em tempo real contra malwares confiáveis. Tais aplicativos podem escanear softwares maliciosos, detectar atividades suspeitas e fornecer recursos adicionais de segurança, como medidas antirroubo e navegação segura.

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Waymo diz que carros sem motorista são 200% mais seguros

Redação Informe 360

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A Waymo demonstra bastante confiança na segurança de seus carros autônomos, mesmo após poucos dias de um acidente em que um de seus carros colidiu com um poste telefônico. Em um comunicado, a empresa alegou que seus carros sem motorista ainda são 200 a 350% melhores em evitar acidentes do que os humanos.

Leia mais:

  • Waymo consegue aprovação para expandir robotáxis na Califórnia
  • Waymo expande robotáxis para o Texas 
  • Waymo faz recall de mais de 400 robotáxis por erro de software 

A companhia, fundada em 2016, se tornou em 2020 a primeira companhia do ramo de carros autônomos a oferecer um serviço de táxi com veículos conduzidos totalmente sem um motorista ao volante. A declaração mais recente sobre a segurança desses carros contrasta com um pequeno histórico de acidentes.

Carros da Waymo se envolveram em acidentes nos últimos anos

  • Em 2021, a Administração Nacional de Segurança de Tráfego Rodoviário (NHTSA) registrou 150 acidentes envolvendo veículos Waymo.
  • Em dezembro de 2023, dois robotáxis Waymo colidiram com o mesmo caminhão rebocado em uma rodovia com apenas alguns minutos de intervalo.
  • Em fevereiro deste ano, um de seus carros atropelou um ciclista em São Francisco. Os dois últimos incidentes levaram ao recall de 444 carros da empresa.

A reação pública ao serviço já gerou vários incidentes de pessoas interferindo e vandalizando os carros em protesto sob o pretexto de que os carros autônomos da Waymo não são seguros. Há relatos de pessoas usando cones para impedir o carro de seguir o trajeto, de bloquear seus sensores ou até mesmo incendiá-los.

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Um post da Waymo no X (Twitter) comparou seus veículos com humanos que percorrem dirigindo um carro a mesma distância de 14,8 milhões de milhas (23,8 milhões de km). Os veículos sem motorista tiveram 30 acidentes com ferimentos a menos e 32 acidentes relatados pela polícia a menos.

Waymo
Waymo se defende de opiniões negativas contra seus veículos autônomos – Imagem: shutterstock/Sundry Photography

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Já pensou em escolher o nome de uma lua? Agora você pode!

Redação Informe 360

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Um concurso organizado pela União Astronômica Internacional (IAU) e pelo programa de rádio Radiolab, dos EUA, te dá a chance de sugerir um novo nome para uma futura quase-lua da Terra. O objeto em questão foi descoberto em abril de 2004 e é atualmente denominado 164207 (2004 GU9) – que, convenhamos, não é muito carismático.

Entenda:

  • Um concurso está aceitando sugestões de nome para uma quase-lua da Terra;
  • O objeto em questão, atualmente denominado 164207 (2004 GU9), tem 360 metros de diâmetro e é considerado um asteroide potencialmente perigoso;
  • As quase-luas são objetos que orbitam um planeta e, apesar de possuírem características semelhantes às de uma lua comum, não apresentam a estrutura necessária para serem categorizados como tal;
  • O nome sugerido deve estar relacionado a alguma mitologia, e não pode estar em uso por outros objetos espaciais;
  • A sugestão também não deve ter mais de 16 caracteres ou ser um número;
  • Os nomes devem ser enviados até setembro pelo site do concurso, acompanhados de uma descrição e do motivo da escolha;
  • O resultado será divulgado em janeiro de 2025.
Quase-lua da Terra foi descoberta em 2004. (Imagem: Saurabh13/Shutterstock)

Também chamadas de quase-satélites, essas rochas espaciais são encontradas na órbita de um planeta. Apesar de possuírem características semelhantes às de uma lua comum, elas não apresentam a estrutura necessária para serem categorizadas como um satélite natural.

Com cerca de 360 metros de diâmetro, o 164207 (2004 GU9) é considerado um asteroide potencialmente perigoso, e os cientistas estimam que ele deve se tornar uma quase-lua da Terra até 2600.

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Como funciona o concurso para dar nome à quase-lua?

Para participar do concurso, algumas regras devem ser seguidas. A primeira delas é que o nome sugerido precisa, obrigatoriamente, estar relacionado a alguma mitologia – ou seja, nada de nomes próprios (não pode chamar de João ou Maria!), genéricos e nem apelidos de animais de estimação (esqueça Rex e Totó).

Sugestões devem ser enviadas até setembro. Resultado será divulgado em janeiro de 2025. (Imagem: buradaki/Shutterstock)

O nome também não pode estar sendo usado por outros objetos espaciais (é possível conferir a lista aqui), possuir mais do que 16 caracteres ou ser um número. As sugestões devem ser enviadas diretamente pelo site do concurso, acompanhadas de uma breve descrição do nome e o motivo de sua escolha.

O concurso vai até setembro, e a escolha do nome acontece em outubro. O resultado será divulgado em janeiro de 2025. Vale lembrar que a Radiolab também foi responsável pela nomeação de Zoozve, quase-lua de Vênus descoberta em 2002.

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