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Não contavam com minha astúcia! “Chaves” e “Chapolin” farão parte do catálogo do Prime Video

Meses depois de voltar a ser exibido em todo o mundo após disputa comercial, os seriados “Chaves” e “Chapolin” estão desembarcando em mais uma plataforma de streaming: o Amazon Prime Video.

Como será a presença de “Chaves” e “Chapolin” no Prime Video?
- A empresa anunciou a compra dos direitos das séries junto a Televisa e vai transmiti-la para quase toda a América Latina — apenas o México fica de fora;
- O licenciamento da obra de Roberto Bolaños (1929-2014) permite que a plataforma da empresa de Jeff Bezos possa ofertar, para seus assinantes, quase todas as temporadas de “Chaves” e “Chapolin”, garantindo mais de 500 episódios;
- As informações ainda são escassas, sendo que o Prime Video ainda não indicou quando vai liberar as produções em seu catálogo e nem se o fará de forma gradual ou de uma vez.
Leia mais:
- Amazon Prime Video: como alterar qualidade de vídeo
- Amazon Prime Video: como editar histórico de exibição
- Amazon Prime Video: lançamentos da semana (26 de maio a 1º de junho)

Onde os seriados já foram transmitidos?
No Brasil — onde há uma legião de fãs desde sua estreia, na década de 1980 —, “Chaves” e “Chapolin” começaram a ser exibidos pelo SBT, tendo sido assim por décadas a fio, até sua interrupção, em 2020, por divergências contratuais envolvendo a Televisa e os filhos de Bolaños.
Entre 2018 e 2020, o Multishow também chegou a exibir as séries, inclusive, alguns que não tinham dublagem brasileira até então. Neste ano, foi anunciado o acordo entre família e televisão, permitindo que os seriados voltassem a ser exibidos no mundo todo.
Atualmente, o SBT está exibindo ambas de segunda a sexta-feira: às 13h15, às 20h45 e às 22h. A plataforma de streaming da emissora, +SBT, lançada em 2024, também possui alguns episódios disponíveis. A chegada das produções no Prime Video permite aos fãs rever, quando quiser, boa parte dos episódios de duas das séries de comédia mais bem-sucedidas de todos os tempos.

Prime Video dobra quantidade de anúncios exibidos
Quando lançou anúncios no Prime Video em janeiro de 2024, a Amazon prometeu uma experiência menos intrusiva, com apenas dois a três minutos e meio de publicidade por hora.
Menos de 18 meses depois, essa carga dobrou, chegando discretamente a quatro a seis minutos por hora, segundo documentos e compradores de mídia consultados pela Adweek.
Mudança não foi divulgada ao público geral
- A mudança, não divulgada amplamente ao público, foi sinalizada a investidores no fim de 2024.
- Ela representa uma estratégia da Amazon para aumentar o inventário de anúncios e fortalecer sua posição no mercado de streaming com publicidade.
- A empresa agora se alinha a concorrentes como Hulu e Paramount+, embora ainda mantenha uma carga inferior à da TV tradicional.
Anunciantes satisfeitos
O aumento pode resultar em CPMs mais baixos, o que agrada anunciantes, especialmente em um ambiente de custos mais controlados. Segundo analistas, isso também facilita a segmentação em escala de nichos usando os dados da plataforma.
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AGU muda de ideia e pede ao STF que derrube marco legal das bets

A Advocacia-Geral da União (AGU) mudou de posição sobre a regulamentação das apostas online e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare inconstitucional o núcleo das leis que permitiram e disciplinaram a exploração das chamadas bets no Brasil.
A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (2) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) relatada pelo ministro Luiz Fux. A mudança ocorre uma semana depois de o governo editar uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional.
Em manifestação anterior, apresentada em outra ação sobre o tema, a AGU havia defendido que a legislação era “ainda constitucional, sujeita a processo de progressiva inconstitucionalização”. Na ocasião, o órgão argumentou que a regulamentação era recente e que seus efeitos ainda precisavam ser acompanhados.
Agora, a Advocacia-Geral afirma que o período de monitoramento mostrou que as medidas adotadas pelo Executivo não foram suficientes para corrigir as fragilidades do modelo.
Segundo a nova manifestação, os indicadores disponíveis apontam para a persistência e o agravamento de danos que a legislação deveria evitar. Entre os problemas citados estão impactos sobre a saúde pública, o endividamento das famílias, a proteção dos consumidores e a utilização das plataformas de apostas para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.
Impactos sobre saúde e famílias
- A AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas;
- “Informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apontam impactos sobre insegurança alimentar, endividamento e vulnerabilidade, além da fragilização de vínculos familiares e sociais”, afirma o documento;
- A manifestação também menciona crescimento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico e à mania de jogos e apostas entre 2018 e 2025;
- Outro dado citado pelo órgão é uma estimativa de que as apostas tenham retirado aproximadamente R$ 62,5 bilhões dos orçamentos familiares em 2025;
- Ao final da manifestação, a AGU pede que o STF declare inconstitucionais os dispositivos das leis de 2018 e 2023 que formam a base jurídica da exploração das apostas de quota fixa no país.

Quais leis estão em discussão
A manifestação questiona dispositivos de duas leis federais que estruturaram o mercado de apostas de quota fixa. A primeira é a Lei nº 13.756/2018, aprovada pelo Congresso e sancionada durante o governo de Michel Temer. A norma criou a modalidade de aposta de quota fixa no Brasil.
A AGU pede que sejam declarados inconstitucionais os artigos 29 a 35 da legislação, responsáveis por instituir a modalidade e estabelecer regras relacionadas à sua exploração.
A segunda é a Lei nº 14.790/2023, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma regulamentou o setor, estabelecendo regras para autorização das empresas, funcionamento das plataformas, publicidade, direitos dos apostadores, prevenção à lavagem de dinheiro e mecanismos de jogo responsável.
Na avaliação atual da AGU, porém, esse conjunto de regras não criou salvaguardas suficientes para conter os riscos associados às apostas.
O órgão afirma que, mesmo depois das medidas complementares adotadas pelo Executivo a partir de 2024, permaneceram problemas relacionados à saúde, ao endividamento das famílias, à publicidade e ao mercado clandestino.
Leia mais:
- Fim das Bets e do ‘Jogo do Tigrinho’: veja o que fazer agora
- Pix: transações caem 10% após proibição de bets
- Fim das bets: governo quer bloqueio de 5,2 mil sites de apostas ilegais
Pedido é diferente da ação contra a proibição das bets
A manifestação da AGU ocorre em ação que discute a própria base legal das apostas de quota fixa e é diferente dos processos que questionam diretamente a medida provisória editada pelo governo na semana passada. A MP proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o país.
Entidades do setor também recorreram ao STF contra a medida provisória. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram a suspensão da proibição.
Segundo a AGU, o órgão ainda apresentará uma manifestação específica nessas ações quando for formalmente intimado.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (01/10/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (01/10).
Aconteceu de novo: agentes de IA tentaram invadir site do governo do Canadá
A empresa de pesquisa em inteligência artificial Transluce revelou que agentes de IA tentaram acessar um site ligado ao governo do Canadá. As investidas ocorreram em 28 de maio e 9 de junho, sem indicação de que os sistemas públicos tenham sido comprometidos.
Redes sociais são vistas como ameaça à democracia, revela pesquisa
Um número crescente de pessoas acredita que as redes sociais manipulam e dividem a população. É o que revela uma pesquisa do Pew Research Center divulgada nesta quinta-feira (01). Segundo o levantamento, cidadãos de países mais ricos tendem a ter uma percepção pior das plataformas.
SpaceX lança chips de IA do Google em teste para futuros data centers espaciais
A SpaceX lançou, nesta quinta-feira (01), um protótipo de satélite equipado com chips de inteligência artificial do Google. O dispositivo foi enviado à órbita a bordo de um foguete Falcon 9 durante a missão Transporter-18, realizada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.
NASA e SpaceX lançam astronautas à Estação Espacial Internacional
A NASA e a SpaceX lançaram nesta quinta-feira (01) a missão Crew-13. Com destino à Estação Espacial Internacional, ela decolou da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, por volta de 12h11, pelo horário de Brasília.
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Eleições: posso perguntar para a IA em que votar?
Em meio a planos de governo extensos, sabatinas diárias e um volume avassalador de propagandas políticas, a tentação de buscar um atalho é grande. Para a parcela de indecisos que costuma deixar a escolha para a reta final, o celular oferece uma consulta rápida e tentadora: pedir uma indicação direta aos assistentes virtuais de Inteligência Artificial.
Mas o que esses chatbots de IA realmente podem responder nessas horas? O Olhar Digital News desta quarta-feira (30) convidou Ricardo Souza, advogado especialista em direito digital, para analisar o que pode e o que não pode.
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