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IA generativa guarda e expõe dados confidenciais, alerta pesquisa

Redação Informe 360

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Registros médicos e números de previdência social são alguns dos dados confidenciais de usuários que estão sendo expostos por assistentes de navegador da web com inteligência artificial (IA) generativa, segundo um novo estudo liderado por pesquisadores da University College London (Reino Unido) e da Universidade Mediterrânea de Reggio Calabria (Itália).

O artigo é considerado o primeiro a ser realizado em larga escala envolvendo esse tipo de tecnologia e será apresentado e publicado como parte do Simpósio de Segurança USENIX, realizado entre 13 e 15 de agosto em Seattle (EUA).

“Nossas descobertas mostram que, muitas vezes, os mecanismos de busca são convenientes à custa da privacidade do usuário, sem transparência ou consentimento e, às vezes, violando a legislação de privacidade ou os próprios termos de serviço da empresa”, disse a Dra. Anna Maria Mandalari, autora sênior do estudo.

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ChatGPT demonstrou a capacidade de inferir atributos do usuário para personalizar as respostas (Imagem: Bangla Press/Shutterstock)

As descobertas

Foram analisadas nove extensões entre as mais populares, que precisam ser baixadas e instaladas para aprimorar a navegação com recursos de IA, incluindo resumo e assistência de pesquisa. As descobertas que se destacaram revelaram o seguinte:

  • O assistente Merlin capturou entradas de formulários, como dados bancários online ou dados de saúde, e transmitiu o conteúdo completo de páginas da web para seus servidores (com informação visível na tela);
  • Extensões, como Sider e TinaMind, compartilhavam perguntas e informações dos usuários que podiam identificá-los (como seu endereço IP) com plataformas, como o Google Analytics, permitindo possível rastreamento entre sites e segmentação de anúncios;
  • O ChatGPT para Google, Copilot, Monica e Sider demonstrou a capacidade de inferir atributos do usuário, como idade, sexo, renda e interesses, e usou essas informações para personalizar as respostas, mesmo em diferentes sessões de navegação;
  • Apenas um assistente, o Perplexity, da empresa de nome homônimo, não mostrou nenhuma evidência de criação de perfil ou personalização.
Estudo é considerado o primeiro a ser realizado em larga escala (Imagem: hapabapa/iStock)

“Embora muitas pessoas saibam que mecanismos de busca e plataformas de mídia social coletam informações sobre elas para fins de publicidade direcionada, esses assistentes de navegador de IA operam com acesso sem precedentes ao comportamento online dos usuários em áreas de sua vida online que deveriam permanecer privadas”, defende Mandalari.

Leia mais:

  • Oferta ousada: startup de IA oferece R$ 185 bilhões para comprar o Google Chrome
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IA: privacidade em risco

Para o estudo, os pesquisadores se passaram por um “homem rico da geração Y da Califórnia” ao interagir com assistentes do navegador enquanto liam notícias on-line, faziam compras na Amazon ou assistiam a vídeos no YouTube.

Eles também simularam a navegação por espaços privados, que necessitam de login e senha, incluindo acessar um portal de saúde universitário e entrar em um serviço de namoro ou acessar pornografia.

Enquanto isso, a equipe interceptou e descriptografou o tráfego entre os assistentes de navegação, seus servidores e rastreadores de terceiros, o que permitiu analisar os dados que entravam e saíam em tempo real.

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Resultados indicam que extensões violam regras de proteção de dados em vigor nos EUA (Imagem: Galeanu Mihai/iStock)

Depois, pediram aos assistentes para resumir as páginas da web e, em seguida, fazendo perguntas ao assistente, como “qual foi o objetivo da consulta médica atual?“, após acessar um portal de saúde online — assim, saberiam se os dados foram armazenados.

O resultado? Alguns assistentes, incluindo Merlin e Sider, não paravam de registrar a atividade quando o usuário alternava para o espaço privado, como deveriam, violando regras de proteção de dados em vigor nos EUA, como a Lei de Portabilidade e Responsabilidade de Seguros de Saúde (HIPAA, na sigla em inglês), segundo os autores.

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Tecnologia

AGU muda de ideia e pede ao STF que derrube marco legal das bets

Redação Informe 360

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A Advocacia-Geral da União (AGU) mudou de posição sobre a regulamentação das apostas online e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare inconstitucional o núcleo das leis que permitiram e disciplinaram a exploração das chamadas bets no Brasil.

A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (2) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) relatada pelo ministro Luiz Fux. A mudança ocorre uma semana depois de o governo editar uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional.

Em manifestação anterior, apresentada em outra ação sobre o tema, a AGU havia defendido que a legislação era “ainda constitucional, sujeita a processo de progressiva inconstitucionalização”. Na ocasião, o órgão argumentou que a regulamentação era recente e que seus efeitos ainda precisavam ser acompanhados.

Agora, a Advocacia-Geral afirma que o período de monitoramento mostrou que as medidas adotadas pelo Executivo não foram suficientes para corrigir as fragilidades do modelo.

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Segundo a nova manifestação, os indicadores disponíveis apontam para a persistência e o agravamento de danos que a legislação deveria evitar. Entre os problemas citados estão impactos sobre a saúde pública, o endividamento das famílias, a proteção dos consumidores e a utilização das plataformas de apostas para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.

Impactos sobre saúde e famílias

  • A AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas;
  • “Informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apontam impactos sobre insegurança alimentar, endividamento e vulnerabilidade, além da fragilização de vínculos familiares e sociais”, afirma o documento;
  • A manifestação também menciona crescimento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico e à mania de jogos e apostas entre 2018 e 2025;
  • Outro dado citado pelo órgão é uma estimativa de que as apostas tenham retirado aproximadamente R$ 62,5 bilhões dos orçamentos familiares em 2025;
  • Ao final da manifestação, a AGU pede que o STF declare inconstitucionais os dispositivos das leis de 2018 e 2023 que formam a base jurídica da exploração das apostas de quota fixa no país.
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, com a estátua da Justiça em primeiro plano
AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas em sua solicitação ao STF – Imagem: Patricia dos Santos / Shutterstock

Quais leis estão em discussão

A manifestação questiona dispositivos de duas leis federais que estruturaram o mercado de apostas de quota fixa. A primeira é a Lei nº 13.756/2018, aprovada pelo Congresso e sancionada durante o governo de Michel Temer. A norma criou a modalidade de aposta de quota fixa no Brasil.

A AGU pede que sejam declarados inconstitucionais os artigos 29 a 35 da legislação, responsáveis por instituir a modalidade e estabelecer regras relacionadas à sua exploração.

A segunda é a Lei nº 14.790/2023, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma regulamentou o setor, estabelecendo regras para autorização das empresas, funcionamento das plataformas, publicidade, direitos dos apostadores, prevenção à lavagem de dinheiro e mecanismos de jogo responsável.

Na avaliação atual da AGU, porém, esse conjunto de regras não criou salvaguardas suficientes para conter os riscos associados às apostas.

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O órgão afirma que, mesmo depois das medidas complementares adotadas pelo Executivo a partir de 2024, permaneceram problemas relacionados à saúde, ao endividamento das famílias, à publicidade e ao mercado clandestino.

Leia mais:

  • Fim das Bets e do ‘Jogo do Tigrinho’: veja o que fazer agora
  • Pix: transações caem 10% após proibição de bets
  • Fim das bets: governo quer bloqueio de 5,2 mil sites de apostas ilegais

Pedido é diferente da ação contra a proibição das bets

A manifestação da AGU ocorre em ação que discute a própria base legal das apostas de quota fixa e é diferente dos processos que questionam diretamente a medida provisória editada pelo governo na semana passada. A MP proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o país.

Entidades do setor também recorreram ao STF contra a medida provisória. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram a suspensão da proibição.

Segundo a AGU, o órgão ainda apresentará uma manifestação específica nessas ações quando for formalmente intimado.

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Confira o Olhar Digital News na íntegra (01/10/2026)

Redação Informe 360

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Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (01/10).

Aconteceu de novo: agentes de IA tentaram invadir site do governo do Canadá

A empresa de pesquisa em inteligência artificial Transluce revelou que agentes de IA tentaram acessar um site ligado ao governo do Canadá. As investidas ocorreram em 28 de maio e 9 de junho, sem indicação de que os sistemas públicos tenham sido comprometidos.

Redes sociais são vistas como ameaça à democracia, revela pesquisa

Um número crescente de pessoas acredita que as redes sociais manipulam e dividem a população. É o que revela uma pesquisa do Pew Research Center divulgada nesta quinta-feira (01). Segundo o levantamento, cidadãos de países mais ricos tendem a ter uma percepção pior das plataformas.

SpaceX lança chips de IA do Google em teste para futuros data centers espaciais

A SpaceX lançou, nesta quinta-feira (01), um protótipo de satélite equipado com chips de inteligência artificial do Google. O dispositivo foi enviado à órbita a bordo de um foguete Falcon 9 durante a missão Transporter-18, realizada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.

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NASA e SpaceX lançam astronautas à Estação Espacial Internacional

A NASA e a SpaceX lançaram nesta quinta-feira (01) a missão Crew-13. Com destino à Estação Espacial Internacional, ela decolou da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, por volta de 12h11, pelo horário de Brasília.

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Eleições: posso perguntar para a IA em que votar?

Redação Informe 360

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Em meio a planos de governo extensos, sabatinas diárias e um volume avassalador de propagandas políticas, a tentação de buscar um atalho é grande. Para a parcela de indecisos que costuma deixar a escolha para a reta final, o celular oferece uma consulta rápida e tentadora: pedir uma indicação direta aos assistentes virtuais de Inteligência Artificial.

Mas o que esses chatbots de IA realmente podem responder nessas horas? O Olhar Digital News desta quarta-feira (30) convidou Ricardo Souza, advogado especialista em direito digital, para analisar o que pode e o que não pode.

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