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Archer avança na corrida dos eVTOLs com voo do Midnight

A Archer divulgou imagens do primeiro voo tripulado do Midnight, seu táxi aéreo elétrico eVTOL. A aeronave acelerou por uma pista, como um avião tradicional, em vez de utilizar os rotores para decolagem vertical, marcando uma nova fase no programa de testes.
A sigla eVTOL significa “electric Vertical Take-Off and Landing”. Trata-se de aeronaves elétricas com múltiplos rotores, capazes de decolar e pousar verticalmente, como helicópteros. Elas são vistas como alternativa mais limpa, segura e silenciosa para a mobilidade aérea urbana do futuro.
Alguns modelos, como o Midnight, também têm capacidade de decolagem e pouso convencionais (CTOL), o que amplia as possibilidades de operação. Isso permite que eles funcionem em diferentes tipos de infraestrutura e situações, aumentando a segurança e a flexibilidade operacional.

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Testes do eVTOL já começaram
- O voo recente com piloto inaugura uma nova etapa. Agora, os engenheiros da Archer poderão comparar os dados de voo humano com os obtidos em voos autônomos;
- Isso é essencial para avançar nas exigências de certificação junto às autoridades dos Estados Unidos e dos Emirados Árabes;
- A empresa já mira operações comerciais nos dois países. Nos Emirados, existe esforço para integrar aeronaves eVTOL ao tráfego aéreo urbano. Nos Estados Unidos, a expectativa é que os primeiros voos com passageiros ocorram nos próximos anos, com apoio regulatório;
- O voo com piloto ocorreu na semana passada, conduzido por Jeff Greenwood, piloto-chefe da Archer. Veterano da Bell Textron e ex-fuzileiro naval dos EUA, Greenwood elogiou o desempenho da aeronave e a fidelidade ao treinamento feito em simuladores.
Segundo o piloto, tudo funcionou conforme o esperado, sem surpresas. “Esse nível de consistência é exatamente o que você quer em um voo de teste. É fruto da atenção aos detalhes e do compromisso com a segurança por parte de nossa equipe”, declarou após o pouso.
Durante o teste, o Midnight atingiu velocidade de mais de 200 km/h e voou a mais de, aproximadamente, 460 metros de altitude. O voo serviu para testar a robustez do trem de pouso em operação convencional, coletando dados cruciais para a certificação.

Desenvolvimento e primeiros passos
O Midnight foi apresentado em 2022. Projetado para transportar até cinco pessoas, ele possui 12 rotores: seis traseiros fixos voltados para cima e seis dianteiros inclináveis, que se ajustam para proporcionar voo vertical e também voo horizontal eficiente.
Em 2023, o primeiro protótipo do Midnight ficou pronto para testes. Os ensaios começaram em outubro, e, em julho de 2024, o veículo fez sua primeira transição completa de voo vertical para voo para frente. Na ocasião, porém, o cockpit ainda estava vazio, sem piloto a bordo.
Uma das primeiras missões do Midnight pode acontecer nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Los Angeles, em 2028. A Archer foi escolhida como fornecedora oficial de táxis aéreos para o evento, o que pode marcar o início da operação prática de eVTOLs em larga escala.
Se tudo correr como previsto, o projeto poderá transformar o transporte urbano, oferecendo alternativa mais rápida, silenciosa e ecológica para deslocamentos nas cidades. A estreia nos Jogos pode ser o primeiro passo rumo a um novo padrão de mobilidade aérea.

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AGU muda de ideia e pede ao STF que derrube marco legal das bets

A Advocacia-Geral da União (AGU) mudou de posição sobre a regulamentação das apostas online e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare inconstitucional o núcleo das leis que permitiram e disciplinaram a exploração das chamadas bets no Brasil.
A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (2) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) relatada pelo ministro Luiz Fux. A mudança ocorre uma semana depois de o governo editar uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional.
Em manifestação anterior, apresentada em outra ação sobre o tema, a AGU havia defendido que a legislação era “ainda constitucional, sujeita a processo de progressiva inconstitucionalização”. Na ocasião, o órgão argumentou que a regulamentação era recente e que seus efeitos ainda precisavam ser acompanhados.
Agora, a Advocacia-Geral afirma que o período de monitoramento mostrou que as medidas adotadas pelo Executivo não foram suficientes para corrigir as fragilidades do modelo.
Segundo a nova manifestação, os indicadores disponíveis apontam para a persistência e o agravamento de danos que a legislação deveria evitar. Entre os problemas citados estão impactos sobre a saúde pública, o endividamento das famílias, a proteção dos consumidores e a utilização das plataformas de apostas para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.
Impactos sobre saúde e famílias
- A AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas;
- “Informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apontam impactos sobre insegurança alimentar, endividamento e vulnerabilidade, além da fragilização de vínculos familiares e sociais”, afirma o documento;
- A manifestação também menciona crescimento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico e à mania de jogos e apostas entre 2018 e 2025;
- Outro dado citado pelo órgão é uma estimativa de que as apostas tenham retirado aproximadamente R$ 62,5 bilhões dos orçamentos familiares em 2025;
- Ao final da manifestação, a AGU pede que o STF declare inconstitucionais os dispositivos das leis de 2018 e 2023 que formam a base jurídica da exploração das apostas de quota fixa no país.

Quais leis estão em discussão
A manifestação questiona dispositivos de duas leis federais que estruturaram o mercado de apostas de quota fixa. A primeira é a Lei nº 13.756/2018, aprovada pelo Congresso e sancionada durante o governo de Michel Temer. A norma criou a modalidade de aposta de quota fixa no Brasil.
A AGU pede que sejam declarados inconstitucionais os artigos 29 a 35 da legislação, responsáveis por instituir a modalidade e estabelecer regras relacionadas à sua exploração.
A segunda é a Lei nº 14.790/2023, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma regulamentou o setor, estabelecendo regras para autorização das empresas, funcionamento das plataformas, publicidade, direitos dos apostadores, prevenção à lavagem de dinheiro e mecanismos de jogo responsável.
Na avaliação atual da AGU, porém, esse conjunto de regras não criou salvaguardas suficientes para conter os riscos associados às apostas.
O órgão afirma que, mesmo depois das medidas complementares adotadas pelo Executivo a partir de 2024, permaneceram problemas relacionados à saúde, ao endividamento das famílias, à publicidade e ao mercado clandestino.
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Pedido é diferente da ação contra a proibição das bets
A manifestação da AGU ocorre em ação que discute a própria base legal das apostas de quota fixa e é diferente dos processos que questionam diretamente a medida provisória editada pelo governo na semana passada. A MP proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o país.
Entidades do setor também recorreram ao STF contra a medida provisória. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram a suspensão da proibição.
Segundo a AGU, o órgão ainda apresentará uma manifestação específica nessas ações quando for formalmente intimado.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (01/10/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (01/10).
Aconteceu de novo: agentes de IA tentaram invadir site do governo do Canadá
A empresa de pesquisa em inteligência artificial Transluce revelou que agentes de IA tentaram acessar um site ligado ao governo do Canadá. As investidas ocorreram em 28 de maio e 9 de junho, sem indicação de que os sistemas públicos tenham sido comprometidos.
Redes sociais são vistas como ameaça à democracia, revela pesquisa
Um número crescente de pessoas acredita que as redes sociais manipulam e dividem a população. É o que revela uma pesquisa do Pew Research Center divulgada nesta quinta-feira (01). Segundo o levantamento, cidadãos de países mais ricos tendem a ter uma percepção pior das plataformas.
SpaceX lança chips de IA do Google em teste para futuros data centers espaciais
A SpaceX lançou, nesta quinta-feira (01), um protótipo de satélite equipado com chips de inteligência artificial do Google. O dispositivo foi enviado à órbita a bordo de um foguete Falcon 9 durante a missão Transporter-18, realizada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.
NASA e SpaceX lançam astronautas à Estação Espacial Internacional
A NASA e a SpaceX lançaram nesta quinta-feira (01) a missão Crew-13. Com destino à Estação Espacial Internacional, ela decolou da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, por volta de 12h11, pelo horário de Brasília.
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Eleições: posso perguntar para a IA em que votar?
Em meio a planos de governo extensos, sabatinas diárias e um volume avassalador de propagandas políticas, a tentação de buscar um atalho é grande. Para a parcela de indecisos que costuma deixar a escolha para a reta final, o celular oferece uma consulta rápida e tentadora: pedir uma indicação direta aos assistentes virtuais de Inteligência Artificial.
Mas o que esses chatbots de IA realmente podem responder nessas horas? O Olhar Digital News desta quarta-feira (30) convidou Ricardo Souza, advogado especialista em direito digital, para analisar o que pode e o que não pode.
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