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5 carros fabricados exclusivamente para o Brasil

O Brasil é importante mercado para a indústria automobilística. Alguns projetos de carros desenvolvidos no país acabam sendo exportados para outros lugares do planeta. No entanto, existem alguns modelos que diversas marcas desenvolvem para o mercado nacional e que acabam não sendo compartilhados de forma global.
Outras particularidades do mercado brasileiro acabam condicionando alguns modelos a ficaram exclusivamente por aqui. Um dos fatores é a alta carga tributária que temos.
Conheça 5 carros que nasceram para o mercado brasileiro
Como já dito, alguns carros só são fabricados no Brasil e suas características próprias contribuíram para que não atingissem outros mercados, como a Europa, EUA, etc. Mas alguns podem ter sido bem recebidos na América Latina, pelo menos.
Hyundai HB 20
Abrindo a lista com um sucesso nacional, o HB20 da Hyundai — e “HB” significa “Hyundai Brasil” — foi criado para ser um carro popular e acessível. A fábrica no interior de São Paulo (em Piracicaba) é o único lugar do mundo a produzir o modelo.

É um campeão de vendas no país e também passou a ser exportado para o mercado vizinho, como Argentina, Paraguai, Uruguai, Colômbia e México. Nos outros países possui algumas adaptações, como um motor diferente, por exemplo, na Argentina.
Fiat Toro
Esse é mais um modelo de veículo fabricado exclusivamente no Brasil. Isso é feito na fábrica da Stellantis, em Goiana — Pernambuco. Ela é líder de vendas na categoria e, assim como o HB 20, é exportada para outros países da América do Sul.

Em 2021 ela ganhou motor turbo 1.3 T270 e avanços de conectividade com o Fiat Connect Me. Sua plataforma foi desenvolvida a partir dos Jeep Compass e Renegade, tem preço menor que os rivais na versão a diesel.
Chevrolet Onix
O Onix chegou a ser fabricado na China, mas saiu de linha em 2022, devido a questões de mercado e preferência do consumidor.

O mercado brasileiro foi um alvo importante para esse modelo da Chevrolet, porém sua produção na fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul, chegou a ser interrompida para ajustes.
Apesar de nascer para atender ao mercado brasileiro ele também é produzido na Colômbia, atualmente. Essa “transferência” da produção aconteceu a partir de 2022, para dar espaço à linha da nova Montana.
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Volkswagen Virtus
O Volkswagen Virtus é fabricado atualmente em duas fábricas no Brasil: São Bernardo do Campo (SP) e São José dos Pinhais (PR).

A produção em São José dos Pinhais (PR) começou em 2025, com o modelo continuando a ser produzido em São Bernardo do Campo (SP).
A Volkswagen decidiu aumentar a produção do Virtus para atender à crescente demanda, e também para dar espaço para a produção de carros híbridos e elétricos na fábrica de São Bernardo do Campo. A marca também anunciou que deve começar a produção do modelo na China.
Na Índia ele é produzido com uma versão reestilizada e própria para aquele mercado, onde é conhecido como “Skoda Slavia”, já que trata-se de uma parceria com a marca Skoda.
Fiat Argo
O Fiat Argo é fabricado no Brasil, preenchendo o espaço deixado por Palio, Punto e Bravo. Sua produção acontece em Betim, Minas Gerais, na fábrica da Stellantis.

Ele é exportado para 10 países da América Latina. Ele deve seguir em linha durante mais algum tempo, porém a empresa já anunciou que deverá ser substituído pelo Grande Panda, o novo hatch global da marca.
Tem na versão de entrada o motor 1.0 (que, aliás, é algo bem particular para o nosso mercado). Em 2023, alcançou a marca de meio milhão de unidades produzidas.
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AGU muda de ideia e pede ao STF que derrube marco legal das bets

A Advocacia-Geral da União (AGU) mudou de posição sobre a regulamentação das apostas online e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare inconstitucional o núcleo das leis que permitiram e disciplinaram a exploração das chamadas bets no Brasil.
A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (2) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) relatada pelo ministro Luiz Fux. A mudança ocorre uma semana depois de o governo editar uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional.
Em manifestação anterior, apresentada em outra ação sobre o tema, a AGU havia defendido que a legislação era “ainda constitucional, sujeita a processo de progressiva inconstitucionalização”. Na ocasião, o órgão argumentou que a regulamentação era recente e que seus efeitos ainda precisavam ser acompanhados.
Agora, a Advocacia-Geral afirma que o período de monitoramento mostrou que as medidas adotadas pelo Executivo não foram suficientes para corrigir as fragilidades do modelo.
Segundo a nova manifestação, os indicadores disponíveis apontam para a persistência e o agravamento de danos que a legislação deveria evitar. Entre os problemas citados estão impactos sobre a saúde pública, o endividamento das famílias, a proteção dos consumidores e a utilização das plataformas de apostas para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.
Impactos sobre saúde e famílias
- A AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas;
- “Informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apontam impactos sobre insegurança alimentar, endividamento e vulnerabilidade, além da fragilização de vínculos familiares e sociais”, afirma o documento;
- A manifestação também menciona crescimento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico e à mania de jogos e apostas entre 2018 e 2025;
- Outro dado citado pelo órgão é uma estimativa de que as apostas tenham retirado aproximadamente R$ 62,5 bilhões dos orçamentos familiares em 2025;
- Ao final da manifestação, a AGU pede que o STF declare inconstitucionais os dispositivos das leis de 2018 e 2023 que formam a base jurídica da exploração das apostas de quota fixa no país.

Quais leis estão em discussão
A manifestação questiona dispositivos de duas leis federais que estruturaram o mercado de apostas de quota fixa. A primeira é a Lei nº 13.756/2018, aprovada pelo Congresso e sancionada durante o governo de Michel Temer. A norma criou a modalidade de aposta de quota fixa no Brasil.
A AGU pede que sejam declarados inconstitucionais os artigos 29 a 35 da legislação, responsáveis por instituir a modalidade e estabelecer regras relacionadas à sua exploração.
A segunda é a Lei nº 14.790/2023, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma regulamentou o setor, estabelecendo regras para autorização das empresas, funcionamento das plataformas, publicidade, direitos dos apostadores, prevenção à lavagem de dinheiro e mecanismos de jogo responsável.
Na avaliação atual da AGU, porém, esse conjunto de regras não criou salvaguardas suficientes para conter os riscos associados às apostas.
O órgão afirma que, mesmo depois das medidas complementares adotadas pelo Executivo a partir de 2024, permaneceram problemas relacionados à saúde, ao endividamento das famílias, à publicidade e ao mercado clandestino.
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Pedido é diferente da ação contra a proibição das bets
A manifestação da AGU ocorre em ação que discute a própria base legal das apostas de quota fixa e é diferente dos processos que questionam diretamente a medida provisória editada pelo governo na semana passada. A MP proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o país.
Entidades do setor também recorreram ao STF contra a medida provisória. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram a suspensão da proibição.
Segundo a AGU, o órgão ainda apresentará uma manifestação específica nessas ações quando for formalmente intimado.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (01/10/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (01/10).
Aconteceu de novo: agentes de IA tentaram invadir site do governo do Canadá
A empresa de pesquisa em inteligência artificial Transluce revelou que agentes de IA tentaram acessar um site ligado ao governo do Canadá. As investidas ocorreram em 28 de maio e 9 de junho, sem indicação de que os sistemas públicos tenham sido comprometidos.
Redes sociais são vistas como ameaça à democracia, revela pesquisa
Um número crescente de pessoas acredita que as redes sociais manipulam e dividem a população. É o que revela uma pesquisa do Pew Research Center divulgada nesta quinta-feira (01). Segundo o levantamento, cidadãos de países mais ricos tendem a ter uma percepção pior das plataformas.
SpaceX lança chips de IA do Google em teste para futuros data centers espaciais
A SpaceX lançou, nesta quinta-feira (01), um protótipo de satélite equipado com chips de inteligência artificial do Google. O dispositivo foi enviado à órbita a bordo de um foguete Falcon 9 durante a missão Transporter-18, realizada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.
NASA e SpaceX lançam astronautas à Estação Espacial Internacional
A NASA e a SpaceX lançaram nesta quinta-feira (01) a missão Crew-13. Com destino à Estação Espacial Internacional, ela decolou da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, por volta de 12h11, pelo horário de Brasília.
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Eleições: posso perguntar para a IA em que votar?
Em meio a planos de governo extensos, sabatinas diárias e um volume avassalador de propagandas políticas, a tentação de buscar um atalho é grande. Para a parcela de indecisos que costuma deixar a escolha para a reta final, o celular oferece uma consulta rápida e tentadora: pedir uma indicação direta aos assistentes virtuais de Inteligência Artificial.
Mas o que esses chatbots de IA realmente podem responder nessas horas? O Olhar Digital News desta quarta-feira (30) convidou Ricardo Souza, advogado especialista em direito digital, para analisar o que pode e o que não pode.
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