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Saúde

Você usaria? Dispositivo inteligente monitora seu pum em tempo real

Redação Informe 360

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Se você achava que os anéis inteligentes no dedo eram o limite da tecnologia vestível, prepare-se para o próximo nível. Pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, desenvolveram um dispositivo inteligente capaz de ser fixado em qualquer cueca ou calcinha para monitorar o microbioma intestinal diretamente na “fonte”: sim, lá mesmo onde o sol não bate.

Embora nos EUA ele tenha sido apelidado de “Fitbit para puns”, a inovação funciona como um monitor de saúde de alta precisão que une miniaturização extrema e inteligência artificial.

Veja como funciona o dispositivo inteligente: nas imagens A e B você pode observar a evolução do design, sendo que a versão final mede apenas 26 x 29 x 9 mm, semelhante ao tamanho de uma moeda. Na imagem C, o sensor é acoplado à parte externa da roupa íntima por meio de um pino de encaixe, disponível em diferentes tamanhos para se ajustar a quase todos os tipos de tecido e vestuário. Na imagem D, o hardware conta com dois componentes principais para detecção de gases, além de sensores de temperatura, umidade e acelerômetro para monitorar se o dispositivo está sendo usado corretamente. Por fim, todos os dados coletados são transmitidos via Bluetooth diretamente para um aplicativo de celular. Imagem: Biosensors and Bioelectronics / Divulgação

Por que monitorar o pum?

Entender como nossos micróbios reagem à comida em tempo real é um dos maiores desafios da medicina atual. Métodos tradicionais, como exames de fezes, são lentos e perdem a dinâmica de hora em hora. O hidrogênio, produzido exclusivamente por micróbios durante a fermentação de carboidratos, é o sinal-chave.

A grande sacada tecnológica está na concentração: enquanto o hidrogênio no hálito é diluído, no pum ele chega a níveis entre 83.000 e 630.000 ppm, tornando a detecção muito mais sensível.

“É 2026 e não sabemos quantas vezes o americano médio solta puns por dia”, afirma Brantley Hall, pesquisador principal e co-fundador da startup Ventoscity ao The Wall Street Journal. “Precisamos desesperadamente entender qual é a linha de base desses padrões.”

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Tecnologia de ponta na sua roupa íntima

O dispositivo é um prodígio técnico: um módulo compacto de apenas 26 x 29 x 9 mm que se fixa à parte externa de qualquer cueca ou calcinha através de um sistema de encaixe magnético ou de pressão.

De acordo com o artigo publicado na revista “Biosensors and Bioelectronics: X“, o dispositivo conta com:

  • Sensores eletroquímicos: utilizam componentes de baixo consumo para permitir o monitoramento por uma semana inteira.
  • Gestão de energia: o sistema opera em “sono profundo” e só ativa o registro de dados quando detecta um evento de gás.
  • Inteligência de uso: sensores de temperatura e acelerômetros garantem que o dispositivo só valide dados quando estiver sendo efetivamente usado.
  • Precisão científica: em testes, o sensor detectou mudanças na fermentação de fibras com 94,7% de sensibilidade.

O futuro da saúde

Como o pum pode conter até 20% de hidrogênio (o que o torna inflamável), a equipe criou um simulador de laboratório – uma “bunda artificial” acoplada a tanques de gás – para calibrar e validar cada sensor antes de entregá-lo aos usuários.

As descobertas iniciais já derrubam mitos sobre o corpo humano:

  • Subnotificação: enquanto a maioria das pessoas relata soltar entre 10 e 20 puns por dia, o monitoramento real revelou uma média de 32 episódios diários.
  • Variabilidade extrema: o estudo registrou desde pessoas com apenas 4 eventos diários até casos com 175, mostrando que cada metabolismo é único.

O objetivo final é ajudar os 40% de adultos que sofrem com problemas digestivos a identificar exatamente quais alimentos causam desconforto, transformando o que era tabu em ciência de precisão.

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Saúde

Peste: doença medieval ainda causa até 3 mil casos todos os anos

Redação Informe 360

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Associada à Idade Média, a peste continua circulando em algumas regiões do mundo. Causada pela bactéria Yersinia pestis, a doença provoca até 3 mil casos por ano, segundo o Instituto Robert Koch, da Alemanha, e pode ser fatal sem diagnóstico e tratamento rápidos.

O risco varia conforme a forma da infecção. Na peste pneumônica, que atinge os pulmões e pode ser transmitida entre pessoas, a doença pode levar à morte em até 48 horas após o início dos sintomas.

Bactérias Yersinia pestis
Sintomas iniciais da peste podem ser confundidos com uma gripe comum, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento com antibióticos. – Imagem: Corona Borealis Studio/Shutterstock

As três formas da doença

A peste ficou marcada pela pandemia que atingiu a Europa a partir de 1347. Entre 1347 e 1353, cerca de 25 milhões de pessoas morreram, o equivalente a aproximadamente 60% da população europeia. A bactéria, no entanto, sobreviveu àquele período e continua presente em determinadas regiões.

A infecção pode se manifestar de três maneiras:

  • Bubônica: transmitida principalmente por pulgas infectadas, provoca inchaço doloroso dos gânglios linfáticos.
  • Septicêmica: ocorre quando a bactéria alcança a corrente sanguínea.
  • Pneumônica: afeta os pulmões e pode passar de uma pessoa infectada para outra por gotículas ou aerossóis.

Os sintomas iniciais podem dificultar a identificação da doença. Paul Gaylord, morador do estado americano do Oregon, foi mordido por seu gato doente e recebeu antibióticos para tratar uma possível doença da arranhadura do gato. Como não melhorou, acabou internado na UTI e entrou em coma. O diagnóstico correto só veio depois. Gaylord sobreviveu e relatou o caso ao The Guardian em 2014.

Onde a peste ainda circula

Atualmente, a doença é registrada sobretudo na República Democrática do Congo, em Uganda e em Madagascar. Segundo o Instituto Robert Koch, o país insular registra entre 250 e 500 infecções por ano. Também há casos ocasionais no oeste dos Estados Unidos.

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A bactéria, porém, é muito mais antiga que a pandemia medieval. Vestígios de Yersinia pestis foram encontrados em esqueletos com mais de 5.500 anos. Ao longo de sua evolução, o surgimento do gene ymt permitiu a transmissão por pulgas, contribuindo para a disseminação da doença.

Na Europa, os últimos casos foram registrados na ilha francesa da Córsega, em 1945. Segundo especialistas, a ausência de roedores infectados dentro das casas contribuiu para interromper a circulação da peste na região.

peste negra
A peste matou cerca de 25 milhões de pessoas na Europa entre 1347 e 1353. Imagem: Shutterstock/Everett Collection

Diagnóstico rápido pode salvar vidas

Existem antibióticos eficazes contra a peste, mas o tratamento precisa começar rapidamente. Em locais onde exames e medicamentos são menos acessíveis, a demora para confirmar a infecção pode ser decisiva. Holger Scholz, especialista do Instituto Robert Koch, resume o problema: “O problema é que os primeiros pacientes de um surto frequentemente morrem antes que o diagnóstico correto seja estabelecido e o tratamento seja iniciado.”

Apesar da gravidade da doença, especialistas consideram extremamente improvável uma nova pandemia mundial. A peste não se transmite tão facilmente quanto a gripe ou a Covid-19, e os antibióticos e as melhores condições de higiene ajudam a conter sua disseminação. A identificação rápida dos casos continua sendo fundamental para reduzir mortes e controlar surtos.

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Saúde

Terapia genética com luz consegue devolver parte da visão em teste clínico

Redação Informe 360

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Uma terapia genética baseada no uso da luz conseguiu restaurar parcialmente a função visual de pessoas com retinite pigmentosa. Em um estudo com 10 pacientes, alguns voltaram a perceber luz e identificar objetos com ajuda de óculos especiais, além de apresentarem melhora na realização de determinadas tarefas.

A técnica, chamada terapia optogenética, torna células sobreviventes da retina sensíveis à luz. O resultado não representa a recuperação da visão normal: os pacientes ainda não conseguem, por exemplo, reconhecer rostos. A abordagem também não depende da causa genética específica da doença.

Homem com cegueira recupera visão após tratamento inédito
Pacientes conseguiram realizar tarefas como localizar um caderno, encontrar uma porta e caminhar sobre uma linha. Imagem: Anna Reshetnikova / iStock

Como funciona

A retinite pigmentosa reúne doenças genéticas que afetam mais de 1,5 milhão de pessoas no mundo e provocam a perda gradual das células da retina responsáveis por detectar a luz. As células ganglionares, que transmitem informações visuais ao cérebro, costumam permanecer preservadas por mais tempo.

Por isso, elas são o alvo da terapia. Uma única injeção no olho utiliza um vírus sintético modificado e inofensivo como veículo para levar instruções genéticas às células ganglionares. O objetivo é fazê-las produzir uma proteína capaz de responder à luz. Em outras palavras, o tratamento não reconstrói as células da retina que foram perdidas, mas dá às células sobreviventes uma nova função.

Depois do procedimento, os pacientes usam óculos especiais que captam imagens do ambiente e as transformam em pulsos de luz de um único comprimento de onda. Esses sinais ativam as células modificadas e permitem perceber uma imagem monocromática.

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Podemos afirmar com certeza que o conceito da optogenética é válido para a restauração da visão.

Botond Roska, professor e um dos autores principais do estudo, em nota.

O que os pacientes conseguiram fazer

Seis dos 10 participantes apresentaram melhora clinicamente significativa na sensibilidade à luz. Alguns também tiveram desempenho melhor em tarefas realizadas com os óculos, como localizar e tocar um caderno, encontrar uma porta e caminhar sobre uma linha.

Os participantes que passaram mais tempo treinando com os óculos tenderam a apresentar melhor desempenho nessas atividades.

O estudo também trouxe dados importantes sobre a segurança da abordagem:

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  • apenas um efeito colateral ocular grave foi registrado;
  • o problema foi resolvido em poucos minutos;
  • não houve efeitos colaterais relacionados à terapia no restante do corpo;
  • os resultados foram acompanhados por até cinco anos.

Mark Hankins, professor de Neurociência Visual da Universidade de Oxford e não envolvido no estudo, destacou a evolução em relação ao primeiro teste.

“Passamos de um paciente para 10 pacientes, vimos melhora na sensibilidade à luz e mostramos que podemos oferecer uma restauração estável de alguma função visual, alguma sensibilidade à luz, que dura quatro ou cinco anos nesses pacientes”, disse.

Terapia genética
A pesquisa busca aumentar a resolução da visão restaurada, com meta estimada para cinco a dez anos. – Imagem: gorodenkoff/iStock

Visão ainda tem limitações

A localização das células tratadas ajuda a explicar por que a recuperação é parcial. Elas ficam em um anel ao redor da fóvea, pequena região da retina responsável pela visão central nítida. Por isso, os pacientes conseguem detectar objetos, mas ainda não reconhecem rostos.

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A equipe pretende agora buscar uma restauração visual com maior resolução. Roska estima que esse objetivo possa ser alcançado em cinco a dez anos.

O estudo amplia o resultado obtido em 2021, quando a terapia restaurou parcialmente a função visual de uma única pessoa.

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Saúde

Rússia nega surto de peste pneumônica após morte em laboratório

Redação Informe 360

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A Rússia negou nesta quarta-feira (7) relatos falsos sobre a morte de uma funcionária de um instituto de pesquisa da peste na Sibéria e afirmou ter informado a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o caso.

O episódio ocorreu na semana passada e levou dezenas de pessoas a uma quarentena na região de Irkutsk. Segundo a agência sanitária russa, nenhum caso de peste foi identificado entre os contatos da funcionária.

Fotomicrografia de uma amostra humana obtida de um paciente com peste, revelando numerosas bactérias em forma de bastonete, Yersinia pestis.
A peste pneumônica é causada pela bactéria Yersinia pestis e pode ser transmitida pelo ar. – Imagem: CDC/ Dr. M. Moody

Rússia contesta relatos sobre o episódio

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que muitas reportagens sobre a morte são falsas e orientou a população a confiar nas informações divulgadas pela Rospotrebnadzor, agência estatal de vigilância sanitária.

A declaração ocorreu após um jornalista questionar Peskov sobre uma reportagem da ABC News. Segundo a publicação, os Estados Unidos teriam apresentado uma queixa diplomática formal contra a maneira como Moscou conduziu o caso e pedido mais transparência.

A movimentação das autoridades russas incluiu o envio do chefe da Rospotrebnadzor para a região de Irkutsk. Na terça-feira (6), a agência informou que nenhum caso da doença havia sido detectado entre as pessoas que tiveram contato com a funcionária.

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O órgão também desmentiu um documento que circulava na internet sobre um suposto endurecimento das medidas sanitárias e epidemiológicas e das restrições na região.

“O documento e as informações em questão não provêm de fontes oficiais e são falsos”, afirmou a Rospotrebnadzor no Telegram.

Entre os pontos que a agência classificou como falsos estão:

  • a autenticidade de um documento atribuído às autoridades;
  • supostas mudanças nas medidas sanitárias e epidemiológicas;
  • alegações sobre novas restrições na região de Irkutsk;
  • informações que contradizem o balanço oficial sobre os contatos da funcionária.

EUA e União Europeia cobram transparência

Enquanto Moscou rejeita os relatos que considera falsos, os Estados Unidos adotaram uma postura mais cautelosa. Na terça-feira, a embaixada americana recomendou que cidadãos dos EUA que estejam na Rússia deixem o país “imediatamente”.

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Antes do anúncio, Donald Trump havia dito que pretendia ligar para Vladimir Putin para conversar sobre o caso. Peskov afirmou, porém, que nenhuma conversa entre os dois presidentes estava agendada.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse acompanhar a situação “muito de perto” e pediu que a Rússia fornecesse mais informações sobre a morte.

A União Europeia também cobrou transparência nesta quarta-feira. Para o bloco, é importante obter dados confiáveis para avaliar a situação.

“Acreditamos que é necessário obter resultados epidemiológicos e microbiológicos confiáveis. Estamos acompanhando a situação de perto”, afirmou Eva Hrncirova, porta-voz da Comissão Europeia.

Tubo de ensaio com amostra de peste pneumônica, mãos de médico com luvas azuis, uniforme médico e jaleco branco, fundo de laboratório, close-up; conceito de saúde, medicina e ciência.
A peste pneumônica atinge os pulmões, é altamente contagiosa e pode ser transmitida por gotículas. – Imagem: Pietukhova/Shutterstock

O que é a peste pneumônica?

A peste pneumônica é uma infecção que atinge os pulmões e pode ser fatal, segundo a OMS. Ela é altamente contagiosa e pode ser transmitida por gotículas.

A doença é diferente da peste bubônica, que afeta os gânglios linfáticos e é transmitida por pulgas infectadas.

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Até o momento, a Rospotrebnadzor afirma que nenhum caso de peste foi identificado entre as pessoas que tiveram contato com a funcionária. A situação segue sob acompanhamento das autoridades russas e de governos estrangeiros.

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