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Saúde

Qual a diferença entre hiper e hipotireoidismo? Conheça causas e sintomas

Redação Informe 360

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As disfunções da tireoide estão entre os distúrbios hormonais mais comuns que afetam nossa saúde, e entender a diferença entre hipotireoidismo e hipertireoidismo é essencial para reconhecer seus sintomas e buscar o tratamento correto.

Ambas as condições envolvem a mesma glândula, localizada na base do pescoço, mas representam extremos opostos de funcionamento, uma pela falta e a outra pelo excesso na produção de hormônios.

Saber identificar os sinais e compreender as causas é o primeiro passo para manter o equilíbrio metabólico e a saúde em dia. Informações detalhadas sobre essas doenças podem ser consultadas em fontes oficiais, como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a American Thyroid Association (ATA) e o MSD Manuals.

Qual a diferença entre hiper e hipotireoidismo?

A principal diferença entre hipotireoidismo e hipertireoidismo está na quantidade de hormônios tireoidianos que circulam no organismo, o que desencadeia os sintomas opostos que caracterizam cada condição.

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No hipotireoidismo, há produção insuficiente dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), o que desacelera o metabolismo. Já no hipertireoidismo, ocorre o oposto, a glândula libera hormônios em excesso, acelerando todas as funções do corpo.

O que é a tireoide e qual sua função?

Ilustração de uma médica endocrinologista e da glândula tireoide
Conheça a tireoide, a glândula em formato de borboleta que controla o seu metabolismo (Imagem: Mohamed Hassan / Pixabay)

A tireoide é uma pequena glândula em formato de borboleta, localizada na parte frontal do pescoço. Sua função vital é produzir os hormônios T3 e T4, que atuam como “combustível” para praticamente todas as células do nosso corpo. 

Quando essa produção hormonal sai do equilíbrio, surgem as principais disfunções: o hipotireoidismo, com produção insuficiente, e o hipertireoidismo, com produção excessiva, cada uma desencadeando um conjunto específico de sintomas.

De acordo com a SBEM, qualquer desequilíbrio nessa produção impacta diretamente o funcionamento de praticamente todos os órgãos e sistemas do corpo.

O que é o hipotireoidismo?

Imagem microscópica (fotomicrografia) da tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune da tireoide que pode levar ao hipotireoidismo
Imagem microscópica (fotomicrografia) da tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune da tireoide que pode levar ao hipotireoidismo (Imagem: Saiful52 / Shutterstock.com)

O hipotireoidismo ocorre quando a tireoide se torna “lenta”, produzindo menos hormônio do que o corpo necessita. Isso faz com que o metabolismo desacelere e o organismo funcione em “modo econômico”.

Principais causas:

  • Doença de Hashimoto: forma autoimune mais comum, em que o sistema imunológico ataca a glândula.
  • Tratamentos prévios para hipertireoidismo: o uso de iodo radioativo ou cirurgia pode reduzir a produção hormonal.
  • Cirurgia de tireoide: remoção parcial ou total da glândula.
  • Deficiência de iodo: rara em países que utilizam sal iodado, mas ainda observada em algumas regiões.
  • Hipotireoidismo secundário: menos comum, ocorre quando a hipófise deixa de liberar TSH suficiente para estimular a tireoide.

Sintomas do hipotireoidismo:

  • Cansaço e desânimo constantes;
  • Ganho de peso inexplicável;
  • Sensação de frio;
  • Pele seca e cabelo quebradiço;
  • Prisão de ventre;
  • Dificuldade de concentração e depressão;
  • Voz rouca e fala lenta;
  • Inchaço no rosto e nas pálpebras;
  • Dores musculares e articulares;
  • Síndrome do túnel do carpo (em casos prolongados).

Em pessoas mais velhas, os sintomas podem ser sutis e facilmente confundidos com sinais do envelhecimento natural, o que exige atenção médica.

O que é o hipertireoidismo?

Ilustração 3D de uma criança com doença de Graves, mostrando aumento da glândula tireoide (bócio) e olhos salientes (exoftalmia), juntamente com uma micrografia óptica de um bócio tóxico
Ilustração 3D de uma criança com doença de Graves, mostrando aumento da glândula tireoide (bócio) e olhos salientes (exoftalmia), juntamente com uma micrografia óptica de um bócio tóxico (Imagem: Kateryna Kon / Shutterstock.com)

No hipertireoidismo, ocorre o inverso: a tireoide fica “acelerada”, liberando hormônios em excesso. O corpo passa a operar em ritmo de sobrecarga, aumentando a frequência cardíaca e o gasto energético.

Principais causas:

  • Doença de Graves: forma autoimune mais frequente, em que anticorpos estimulam a tireoide a produzir hormônios em excesso.
  • Nódulos tireoidianos: regiões da glândula que produzem hormônios de forma independente.
  • Tireoidite: inflamação que libera temporariamente hormônios armazenados.
  • Excesso de iodo: ingestão elevada em suplementos, medicamentos ou contraste radiológico.
  • Uso inadequado de hormônios tireoidianos.

Sintomas do hipertireoidismo:

  • Perda de peso rápida, mesmo com apetite aumentado;
  • Taquicardia e palpitações;
  • Nervosismo, irritabilidade e ansiedade;
  • Sudorese intensa e intolerância ao calor;
  • Tremores nas mãos;
  • Fraqueza muscular;
  • Evacuações frequentes;
  • Dificuldade para dormir;
  • Queda de cabelo e pele úmida.

Em idosos, pode ocorrer uma forma chamada “hipertireoidismo apático”, em que a agitação e o tremor são substituídos por fraqueza e cansaço.

Em casos raros e não tratados, pode ocorrer uma crise grave conhecida como tempestade tireoidiana, caracterizada por febre alta, confusão mental e risco cardiovascular.

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Por que o hipotireoidismo engorda e o hipertireoidismo emagrece?

Imagem mostra um homem de meias brancas se pesando em uma balança eletrônica
A balança e o metabolismo: o hipotireoidismo tende a engordar ao desacelerar o metabolismo, já o hipertireoidismo, por acelerá-lo, tende a emagrecer (Imagem: Zigmunds Dizgalvis / Shutterstock.com)

A explicação está no metabolismo, o conjunto de reações químicas que transformam alimentos em energia. Os hormônios tireoidianos são os principais reguladores da taxa metabólica basal, ou seja, da quantidade de energia que o corpo gasta para manter suas funções vitais mesmo em repouso.

No hipertireoidismo, com hormônios em excesso, o metabolismo fica acelerado. O corpo gasta mais calorias do que consome, resultando em emagrecimento, mesmo sem dieta. Além disso, há maior quebra de gordura e proteínas musculares, o que pode causar perda de massa magra.

Já no hipotireoidismo, ocorre o contrário: o metabolismo diminui, e o corpo passa a economizar energia, armazenando gordura. O ganho de peso costuma ser moderado (2 a 4 kg), frequentemente associado à retenção de líquidos, o que provoca inchaço.

A ATA (American Thyroid Association) destaca que o efeito dos hormônios tireoidianos no metabolismo energético é um dos seus papéis mais centrais no corpo, explicando por que os sintomas de hipotireoidismo e hipertireoidismo são tão opostos. A ATA destaca que o efeito dos hormônios tireoidianos sobre o gasto energético é um dos pilares do equilíbrio corporal.

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Como é feito o diagnóstico

Imagem mostra exame de ultrassom da glândula tireoide em clínica médica
A ultrassonografia da tireoide é um exame não invasivo e indolor, essencial para avaliar a estrutura da glândula, detectar nódulos e monitorar a saúde tireoidiana (Imagem: New Africa / Shutterstock.com)

O diagnóstico de disfunções da tireoide é simples e feito por exame de sangue que mede os níveis de TSH, T4 e T3.

  • No hipotireoidismo, o TSH está alto e o T4 geralmente baixo.
  • No hipertireoidismo, o TSH está baixo e o T4 e T3 estão elevados.

Em alguns casos, o endocrinologista pode solicitar anticorpos antitireoidianos para confirmar causas autoimunes, ou exames de imagem da tireoide (como ultrassonografia ou cintilografia) para investigar nódulos ou inflamações.

Como é o tratamento

Ilustração mostra endocrinologistas diagnosticam e tratam a glândula tireoide humana. Os médicos realizam exames de sangue para medir os níveis hormonais. Conceitos de hipotireoidismo e hipertireoidismo. Exame da tireoide. Saúde e tratamento médico
Ciência e medicina investigando os hormônios essenciais T3, T4 e TSH para diagnosticar os sintomas e tratar o hipo e o hipertireoidismo (Imagem: Buravleva stock / Shutterstock.com)

O tratamento depende do tipo de disfunção:

  • Hipotireoidismo: é feita a reposição hormonal com levotiroxina (T4 sintético), em doses ajustadas conforme exames de controle. Em gestantes e idosos, o ajuste de dose requer acompanhamento mais frequente.
  • Hipertireoidismo: o objetivo é reduzir a produção hormonal, com medicamentos antitireoidianos, iodo radioativo ou cirurgia. Betabloqueadores também podem ser usados para controlar sintomas como palpitações e tremores até que o hormônio se estabilize.

E para encerrar, siga este conselho: reconhecer os sintomas, tanto do hipotireoidismo, quanto do hipertireoidismo, buscar um endocrinologista e seguir o tratamento adequado é essencial para restaurar o equilíbrio hormonal e preservar a qualidade de vida.

As informações presentes neste texto têm caráter informativo e não substituem a orientação de profissionais de saúde. Consulte um médico ou especialista para avaliar o seu caso.

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Saúde

Nova caneta de semaglutida chega às farmácias; veja preço

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Uma nova caneta de semaglutida produzida no Brasil começa a ser vendida nas farmácias nesta sexta-feira (6). Chamado Semaclique, o medicamento é comercializado pela Brace Pharma, empresa do Grupo EMS, por R$ 464,81 a unidade.

Na compra de três canetas, o preço cai para R$ 333 cada, totalizando R$ 999. Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para adultos com diabetes tipo 2, o produto não tem indicação autorizada para o tratamento da obesidade.

Injeção ozêmica de semaglutida médica para perda de peso. Tratamento da obesidade, perda de gordura, transformação corporal. Nutrição, dieta, queima de calorias. Caneta injetora de insulina.
O fim da patente da semaglutida no Brasil, em março de 2026, abriu caminho para a entrada de novas marcas e medicamentos similares no mercado. – Imagem: Corona Borealis Studio/Shutterstock

Para que serve e como funciona o Semaclique?

O Semaclique contém semaglutida sintética, substância presente também no Ozempic e no Wegovy. Apesar de compartilharem o mesmo princípio ativo, os três medicamentos não possuem necessariamente as mesmas indicações autorizadas pela Anvisa. O Ozempic é indicado para diabetes tipo 2, enquanto o Wegovy é utilizado no tratamento da obesidade.

A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1. Esses medicamentos imitam a ação de um hormônio produzido pelo intestino, que participa do controle da glicose no sangue e da regulação do apetite. Entre seus efeitos estão o estímulo à liberação de insulina quando a glicemia está elevada, o retardamento do esvaziamento gástrico e o aumento da sensação de saciedade.

A aplicação é semanal, por via subcutânea. Segundo a fabricante, a caneta utiliza um sistema de seleção de doses por cliques, que permite ajustes graduais conforme a prescrição médica, sem exigir a compra de outra apresentação a cada mudança. O paciente deve seguir a orientação médica e as instruções da bula para definir a dose e realizar eventuais ajustes.

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Como outros medicamentos à base de semaglutida, o Semaclique pode provocar efeitos adversos. Entre os mais comuns estão:

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Constipação.

Também há riscos menos frequentes, mas potencialmente graves, como pancreatite.

A compra exige receita médica em duas vias, com retenção de uma delas pela farmácia. O produto deve ser mantido sob refrigeração, entre 2°C e 8°C, inclusive depois do início do uso.

mulher diabetica medindo o valor com aparelho
O medicamento utiliza semaglutida sintética e atua como agonista do receptor de GLP-1 para controlar a glicose e estimular a saciedade. – Imagem: freepik/Freepik

Novas canetas ampliam opções no mercado brasileiro

A chegada do Semaclique ocorre após o fim da patente da semaglutida no Brasil, em março de 2026, que abriu caminho para a entrada de novos fabricantes. Ao longo do ano, a Anvisa autorizou diferentes medicamentos à base da substância e de outros agonistas de GLP-1.

Entre as aprovações estão:

  • Maio: Ozivy, do Grupo EMS, primeira versão sintética da semaglutida autorizada no Brasil.
  • Julho: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, todos indicados para diabetes tipo 2.
  • Agosto: primeiro genérico de semaglutida do país, desenvolvido pela EMS, e registro do Semaclique como medicamento similar pela Germed, outra empresa do grupo.
  • 29 de outubro: Aribet, Embeltah e Sevema, para diabetes, e Lyrza e Wylovol, para obesidade.

Com essas decisões, o número de registros de medicamentos dessa classe concedidos pela Anvisa em 2026 chegou a 20.

A aprovação sanitária, porém, não significa que todos os produtos já estejam disponíveis nas farmácias. A comercialização depende de etapas posteriores, como a definição dos preços e a distribuição pelas fabricantes.

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A entrada de novas marcas pode ampliar a concorrência, mas não garante a redução dos custos do tratamento. No caso do Semaclique, a comparação com outras opções depende da dose prescrita, da quantidade utilizada e das condições de venda de cada medicamento.

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Saúde

Sarampo: bebê morre nos EUA em meio a surto com mais de 400 casos

Redação Informe 360

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Um bebê morreu após contrair sarampo no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos. A morte foi confirmada nesta quinta-feira (5) pelo Departamento de Serviços de Saúde local e está relacionada a um surto da doença no sudoeste do Estado. É o primeiro óbito por sarampo registrado na região desde 1990.

As autoridades não divulgaram a idade exata da criança nem outros detalhes sobre o caso. Segundo o departamento de saúde, a decisão busca preservar a privacidade da família. O legista responsável apontou o sarampo como causa imediata da morte.

O caso ocorre em meio ao avanço da doença em Wisconsin. Até 3 de novembro, o Estado havia registrado 431 infecções em 13 condados, o maior número em mais de 35 anos. Nove pessoas precisaram ser hospitalizadas por complicações.

Um dado chama a atenção: 428 dos 431 casos foram identificados em pessoas não vacinadas. A Secretaria Estadual de Saúde também alertou que os números podem não representar toda a extensão da circulação do vírus, já que nem todos os infectados procuram atendimento médico ou realizam testes.

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Sarampo avança nos Estados Unidos

  • O surto de Wisconsin faz parte de cenário mais amplo de aumento de casos nos Estados Unidos. A doença voltou a ganhar força no país depois de décadas de controle, com registros de surtos em diferentes estados;
  • Em Wisconsin, a maior parte das infecções está concentrada em surto que envolve os condados de Grant, Iowa, Lafayette e Vernon. Até 3 de novembro, essas localidades somavam 362 casos confirmados e outros seis prováveis;
  • O condado de Chippewa também enfrenta surto separado, com 44 casos confirmados. Outras infecções foram identificadas em diferentes regiões do Estado, algumas relacionadas a viagens para fora de Wisconsin;
  • A morte do bebê é um dos óbitos associados ao sarampo registrados nos Estados Unidos em 2026. O número divulgado pelas autoridades estaduais é maior que a contagem oficial do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), que utiliza critérios próprios para incluir mortes em seus levantamentos.

Menina com sarampo com a mão direita à frente de seu rosto
Sarampo volta a preocupar – Imagem: Prostock-studio/Shutterstock

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Vacina é principal forma de prevenção

O sarampo é doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar e por partículas respiratórias. A infecção pode provocar febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas na pele. Em casos graves, pode causar pneumonia e inflamação do cérebro, com risco de morte.

Crianças pequenas, gestantes e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações.

A principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral, conhecida pela sigla MMR nos Estados Unidos, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Duas doses oferecem aproximadamente 97% de proteção contra o sarampo.

O Departamento de Serviços de Saúde de Wisconsin informou que distribuiu duas mil doses da vacina a departamentos locais de saúde desde 1º de agosto. No mesmo período, mais de 42 mil doses foram aplicadas por profissionais de saúde em todo o Estado.

As autoridades recomendam que moradores verifiquem se estão com a vacinação em dia. Pessoas que tiveram contato com alguém infectado devem permanecer em casa e procurar orientação médica. Quem apresentar febre e manchas na pele, especialmente após possível exposição ao vírus, deve telefonar antes de ir a uma clínica ou hospital, para evitar expor outras pessoas.

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Saúde

Anvisa aprova Wegovy em comprimido para obesidade no Brasil

Redação Informe 360

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a versão em comprimido do Wegovy (semaglutida), desenvolvido pela Novo Nordisk. É o primeiro medicamento oral da classe dos agonistas de GLP-1 liberado no país para o tratamento da obesidade e do sobrepeso.

A nova apresentação é administrada uma vez ao dia, em dose de 25 mg, e oferece uma alternativa à aplicação semanal por caneta injetável. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União, após pedido apresentado pela farmacêutica em 30 de janeiro deste ano.

Frasco com comprimidos de semaglutida derramados sobre fundo preto.
A perda de peso observada com o comprimido se aproximou daquela registrada com a versão injetável, segundo os autores do estudo. – Imagem: luchschenF / Shutterstock

Como a semaglutida age e quais foram os resultados dos testes

A semaglutida imita a ação do GLP-1, hormônio liberado pelo intestino após as refeições. Ele sinaliza ao cérebro que o organismo já recebeu alimento, reduzindo a fome, e retarda o esvaziamento do estômago, prolongando a sensação de saciedade.

A administração oral exige uma dose maior porque parte da substância é destruída no estômago antes de chegar à corrente sanguínea. Por isso, o comprimido utiliza 25 mg diários, enquanto a dose semanal de manutenção da caneta é de 2,4 mg.

No principal estudo clínico que embasou a aprovação, publicado na revista científica The New England Journal of Medicine, os participantes que tomaram o comprimido perderam, em média, 13,6% do peso corporal em 64 semanas. No grupo que recebeu placebo, a redução foi de 2,2%. Segundo os autores, o resultado se aproxima do observado com a versão injetável.

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Com a aprovação do Wegovy em comprimido, o Brasil passa a contar com duas apresentações orais de semaglutida da Novo Nordisk, mas com indicações diferentes. Enquanto o novo medicamento é destinado ao tratamento da obesidade e do sobrepeso, o Rybelsus é utilizado no controle da diabetes tipo 2.

A chegada do Wegovy em comprimido às farmácias, no entanto, ainda depende da definição de preço. A Novo Nordisk informou que o valor não foi estabelecido e que a previsão é disponibilizar o medicamento no mercado brasileiro no próximo trimestre.

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