Saúde
O que acontece no corpo durante o exercício físico?

A receita de uma vida mais equilibrada e com mais saúde física e mental inevitavelmente inclui o hábito do exercício físico. Sabemos que ele libera hormônios que promovem o bem-estar, ajuda na disposição e também na longevidade. Mas o que acontece no corpo durante o exercício físico?
Antes de tudo, é importante diferenciar atividade física de exercício físico. A atividade física é uma ação que envolve movimentos voluntários do corpo com gasto de energia acima do nível de repouso, e inclui ações do cotidiano como andar até o mercado, limpar a casa e subir as escadas de um prédio.
Já o exercício físico é um tipo de atividade estruturada e planejada com um objetivo, seja ganhar massa magra, ter mais flexibilidade ou emagrecer. Entre eles estão os exercícios cardiovasculares, como caminhar, correr, pular corda, nadar, que aumentam a frequência cardíaca – e os exercícios de força, como a musculação e treinos metabólicos com o peso do corpo.
Leia mais:
- Correr envelhece? A ciência responde
- Exercício físico intenso fortalece o sistema imunológico, revela estudo brasileiro
- Fazer atividade física apenas aos finais de semana é suficiente? Estudo responde
Nesse sentido, todo exercício é uma atividade física, mas nem toda atividade física é um exercício. Então, não se engane achando que, ao fazer aquela faxina em casa, o seu treino do dia já está automaticamente pago.
O que acontece no corpo durante o exercício físico?

Ao realizar um exercício físico, o sistema cardiovascular, pulmonar e muscular são postos em ação, e eles são formados pelas células, que são as unidades funcionais que interagem entre si. Embora cada sistema tenha uma função específica, todos atuam juntos para manter a estabilidade das funções vitais dentro de um organismo.
Mesmo se você ficar deitado durante o dia todo, o seu corpo vai gastar calorias para manter as funções básicas como a temperatura corporal, a respiração e os batimentos cardíacos. As células continuam a trabalhar incessantemente mesmo com o corpo em repouso, esse processo é chamado de metabolismo basal.
Quando iniciamos um exercício físico, as células precisam trabalhar muito mais. Mesmo numa caminhada, elas precisam captar mais energia por meio do oxigênio contido no ar que respiramos para dar conta dessa demanda extra de trabalho.
No curto prazo, já existem efeitos imediatos. Vinte minutos de exercício físico já são suficientes para sentir os primeiros efeitos da dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e também do controle motor durante o exercício.
Durante a realização do exercício, o cérebro também produz outros neurotransmissores como a endorfina e a serotonina (os conhecidos hormônios da felicidade), mas é somente após o fim da prática que temos uma descarga destes hormônios no organismo, prolongando a sensação de prazer e relaxamento.

Outro mecanismo importante acontece durante o exercício físico vigoroso. Segundo o GE, uma quantidade significativa de hormônios é secretada pelas glândulas suprarrenais, que ficam logo acima dos rins. Eles permitem que o corpo utilize os ácidos graxos (gordura) e a glicose como combustível durante a prática.
O corpo pode até utilizar como substrato a gordura circulante, mas geralmente prioriza a glicose por ser metabolizada mais rápido. Por isso, uma das indicações para quem está num quadro de pré-diabetes – estágio intermediário entre níveis saudáveis de glicose e a diabetes tipo 2, e reversível com a mudança de hábitos – é a realização de exercícios físicos com consistência.
Além dos hormônios já citados existem outros que também são secretados durante o exercício físico e exercem funções importantes. A irisina é liberada pelo sistema muscular e é fundamental para ativar o gasto energético e o metabolismo de gordura.
Produzido pela hipófise, no cérebro, o hormônio GH é o responsável por promover a criação de novas fibras musculares e também auxilia na queima de gordura. Já a adrenalina faz o cérebro ficar em estado de alerta e também acelera os batimentos cardíacos.
Também é liberado o glucagon, que atua na manutenção dos níveis de glicose no sangue, evitando a hipoglicemia. Por fim, o cortisol tem o papel de controlar o estresse e manter a função muscular.
Benefícios a longo prazo

A prática de exercícios físicos tem consequências essenciais para saúde física e mental. Ela é aliada no tratamento de doenças mentais como ansiedade e depressão, e também tem o potencial de preveni-las. Além disso, auxilia na prevenção da doença coronariana, segundo artigo da Federação Internacional de Medicina Esportiva.
“Ainda, ao melhorar o perfil lipídico do sangue manter a pressão arterial dentro de limites seguros, e controlar o peso corporal, o exercício físico pode modificar outros fatores de risco. O exercício pode também contribuir para o controle do diabetes melito e para a manutenção da densidade óssea no idoso”, afirma o artigo.
Por isso, é essencial tornar a atividade física como parte do cotidiano afim de melhorar quadros de saúde já existentes, bem como evitar o surgimento de outras doenças. Além disso, o exercício físico pode ter grande influência na qualidade do sono.
Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia fez uma revisão sistemática de 34 pesquisas que investigaram a relação exercício-sono. E, dentre esses, 29 estudos concluíram que o exercício físico foi capaz de melhorar a qualidade e a duração do sono.
Segundo o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, é importante que seja praticado pelo menos 150 minutos por semana de algum exercício físico moderado, como a caminhada. E, no mínimo, 75 minutos de exercícios físicos vigorosos que aumentem a frequência cardíaca, mas não é só isso.
“Como parte das suas atividades físicas semanais, em pelo menos 2 dias na semana, inclua atividades de fortalecimento dos músculos e ossos, tais como musculação e exercícios com sobrecarga externa ou do peso do corpo”, informa o Guia.
Mas é claro que numa rotina corrida e recheada de afazeres pode ser difícil manter a risca essas recomendações. O importante é que haja o compromisso de mover-se com constância, respeitando seus limites e colocando o exercício físico como uma prioridade. Uma simples caminhada já é a porta de entrada para deixar para trás o sedentarismo.
As informações presentes neste texto têm caráter informativo e não substituem a orientação de profissionais de saúde. Consulte um médico ou especialista para avaliar o seu caso.
O post O que acontece no corpo durante o exercício físico? apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Saúde
Omo, Comfort e Brilhante têm produção suspensa pela Anvisa em fábrica da Unilever

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão temporária da fabricação de produtos saneantes na unidade da Unilever em Vinhedo (SP). A decisão foi publicada nesta quarta-feira (2) após uma inspeção realizada entre 24 e 28 de agosto identificar descumprimento das regras de boas práticas de fabricação.
A resolução da Anvisa determina a suspensão da fabricação de “todos os produtos saneantes” produzidos na unidade de Vinhedo. A medida atinge linhas de produtos das marcas Omo, Comfort e Brilhante, incluindo sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido.
A suspensão é preventiva e impede temporariamente a fabricação dos produtos abrangidos pela medida enquanto as irregularidades são corrigidas. A decisão, porém, não determinou a suspensão da comercialização, distribuição ou uso dos produtos que já foram fabricados e estão disponíveis no mercado.
A inspeção foi realizada conjuntamente pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e pela Vigilância Sanitária do Município de Vinhedo. Segundo a agência, o descumprimento envolve a Resolução RDC nº 47, de 2013, que estabelece o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Produtos Saneantes.

Unilever tem linhas de fabricação suspensas em SP
A inspeção ocorreu entre 24 e 28 de agosto e foi realizada pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e pela Vigilância Sanitária de Vinhedo.
A suspensão impede temporariamente a fabricação dos produtos abrangidos pela medida. Segundo a Unilever, as demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente.
Não há determinação para recolher produtos que já estejam à venda ou interromper seu uso. A Anvisa também informou que a avaliação não indicou contaminação microbiológica ou outros problemas nos lotes produzidos na fábrica.
A decisão da agência não detalha, na resolução, quais irregularidades foram encontradas. Segundo a Unilever, a medida está relacionada às linhas de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas.
Saneantes são produtos usados para limpeza, desinfecção e higienização de ambientes e superfícies.
Comunicado da Unilever
A Unilever enviou o seguinte comunicado ao Olhar Digital:
A Unilever Brasil Industrial Ltda. informa que recebeu a equipe da Anvisa em sua fábrica em Vinhedo (SP) para uma fiscalização na unidade de produtos de cuidados com a casa. A inspeção resultou em oportunidades de melhorias em processos de documentação e controle, conforme publicado no Diário Oficial do dia 2/9/2026, relacionadas às linhas de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas.
Todos os produtos de cuidados com a casa fabricados na unidade, de todos os lotes, seguem liberados para comercialização e uso pelos consumidores. Em nota publicada no site, a Anvisa diz que a avaliação ‘não indicou contaminação microbiológica ou outros problemas sobre os lotes produzidos na fábrica. Por esse motivo, não foi determinada a suspensão da comercialização, da distribuição ou do uso dos produtos já fabricados e disponíveis no mercado, nem seu recolhimento.’
Por determinação da Anvisa, de forma preventiva, as linhas de fabricação destes produtos foram temporariamente suspensas para implementação das melhorias operacionais requeridas. Todas as ações foram prontamente iniciadas e já estão sendo implementadas. As demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente.
A Unilever continua atuando em colaboração com a Anvisa e considera os apontamentos parte importante para a evolução contínua de seus processos produtivos e de todo o setor. A empresa reafirma seu compromisso inegociável com o rigor de seus padrões de qualidade em seus 96 anos de atuação no Brasil e reitera sua prioridade absoluta com a segurança dos consumidores.
Unilever em comunicado à imprensa
O post Omo, Comfort e Brilhante têm produção suspensa pela Anvisa em fábrica da Unilever apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Saúde
Mais da metade das crianças feridas em acidentes de carro usa cinto ou cadeirinha de forma errada

Mais da metade das crianças envolvidas em acidentes de carro que sofreram ferimentos não estava usando nenhum dispositivo de segurança ou utilizava um sistema de retenção inadequado para sua idade, altura ou peso. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Ohio State University (EUA).
Segundo a pesquisa, o uso incorreto ou a ausência de cadeirinhas, assentos de elevação e cintos de segurança também esteve associado a lesões mais graves entre crianças envolvidas em acidentes de trânsito.
“Muitas famílias ainda não estão usando cadeirinhas, assentos de elevação e cintos de segurança corretamente”, afirmou Gretchen Baker, autora principal do estudo e professora assistente de pesquisa da Escola de Ciências da Saúde e Reabilitação. “Isso coloca as crianças em maior risco de lesões e destaca a importância de mais educação sobre o uso adequado dos dispositivos de retenção.”
Publicado na revista Traffic Injury Prevention, o trabalho analisou dados do American College of Surgeons Trauma Quality Program referentes ao período de 2018 a 2022. O banco reúne informações de pacientes pediátricos e adultos atendidos em centros de trauma nos Estados Unidos.
Os pesquisadores selecionaram registros de acidentes de trânsito envolvendo ocupantes com idade entre um e 13 anos. Ao todo, 39.993 crianças atenderam aos critérios para inclusão na análise.
Uso inadequado aumenta com a idade
- Dos casos analisados, 39% das crianças não utilizavam nenhum tipo de dispositivo de retenção. Outros 19% estavam usando um sistema inadequado para sua idade, altura ou peso;
- A proporção de uso incorreto aumentou conforme a idade. Entre crianças de um ano, o índice era de 6%, chegando a 39% aos sete anos. Aos 13 anos, a taxa caía para 1%;
- O percentual de crianças que não utilizavam nenhum dispositivo também aumentava com a idade. O índice variava de 33% entre crianças de um ano para 50% aos 13 anos.

“À medida que as crianças ficam mais velhas, elas têm maior probabilidade de estar no tipo errado de dispositivo de retenção ou de não usar nenhum”, explicou Julie Mansfield, coautora do estudo, professora associada de pesquisa da Escola de Ciências da Saúde e Reabilitação e codiretora do Center for Child Injury Prevention Studies.
Segundo a pesquisadora, uma possível explicação é que algumas crianças passem para o assento de elevação ou para o cinto de segurança de três pontos antes de atingirem a idade ou o tamanho recomendados. Outras simplesmente deixam de utilizar os dispositivos de segurança.
Leia mais:
- Estudo encontra 36 genes ligados ao TOC e a tiques crônicos
- Mounjaro ganha nova função contra infarto e AVC nos EUA
- Diabetes ganha nova caneta no Brasil após registro da Anvisa
Lesões na cabeça foram as mais comuns
No conjunto de dados analisado, as crianças sofreram 182.157 lesões ao longo dos cinco anos. Os ferimentos na cabeça foram os mais frequentes, representando 46% do total. Em seguida apareceram as lesões nos braços e nas pernas, responsáveis por 26% dos casos.
Cerca de 41% das crianças sofreram lesões graves. O levantamento também registrou 1.008 mortes entre os pacientes incluídos na análise. Os pesquisadores afirmam que os resultados reforçam a importância de utilizar corretamente cadeirinhas, assentos de elevação e cintos de segurança.
“O aumento das chances de lesões graves e mortes entre crianças que utilizavam dispositivos de retenção de forma inadequada ou que não estavam presas ressalta a importância fundamental de cadeirinhas, assentos de elevação e cintos de segurança”, disse Baker.
Para a pesquisadora, é necessário ampliar principalmente as orientações sobre quando fazer a transição entre os diferentes dispositivos de retenção, com atenção especial às crianças mais velhas.
O post Mais da metade das crianças feridas em acidentes de carro usa cinto ou cadeirinha de forma errada apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Saúde
Mounjaro ganha nova função contra infarto e AVC nos EUA

A FDA aprovou uma nova indicação do Mounjaro, da Eli Lilly, nos Estados Unidos. O medicamento, à base de tirzepatida, poderá ser usado para reduzir o risco de infarto e AVC em adultos com diabetes tipo 2 e alto risco cardiovascular.
O remédio já era autorizado no país para controlar a glicose. No Brasil, porém, essa finalidade cardiovascular ainda não foi aprovada pela Anvisa e precisa passar por uma autorização específica.

O que mudou para o Mounjaro
A Eli Lilly informou que a decisão da FDA se baseou em um estudo que colocou o Mounjaro frente a frente com o Trulicity, medicamento mais antigo da própria farmacêutica para tratar diabetes.
Na comparação, a tirzepatida apresentou uma redução 8% maior no risco de eventos cardiovasculares adversos graves. Infarto e AVC estavam entre os problemas considerados no estudo.
A expansão das indicações acontece enquanto as principais fabricantes desse tipo de medicamento disputam novos usos para as terapias que ficaram conhecidas pelo tratamento do diabetes e da obesidade.
A Novo Nordisk, concorrente da Lilly, já havia conseguido, em 2024, autorização da FDA para o Wegovy, à base de semaglutida, reduzir o risco cardiovascular em adultos com sobrepeso ou obesidade e doença cardiovascular.
Em 2025, foi a vez do Rybelsus, versão oral da semaglutida, receber autorização para reduzir o risco de eventos cardiovasculares graves em determinados pacientes com diabetes tipo 2.
Por que a tirzepatida é diferente
A tirzepatida imita a ação de dois hormônios envolvidos no controle da glicemia e do apetite: GIP e GLP-1.
Quando a glicose está elevada, a substância estimula a liberação de insulina. Também retarda o esvaziamento do estômago e atua em regiões do cérebro ligadas à saciedade.
A diferença em relação a medicamentos como a semaglutida está justamente aí: enquanto eles atuam sobre o GLP-1, a tirzepatida age sobre os receptores de GIP e GLP-1 ao mesmo tempo.
Nos Estados Unidos, a mesma molécula é vendida como Zepbound para tratar a obesidade.
Entre as características da tirzepatida estão:
- controle da glicose em pessoas com diabetes tipo 2;
- atuação sobre os receptores GIP e GLP-1;
- retardamento do esvaziamento do estômago;
- ação relacionada à sensação de saciedade;
- investigação de possíveis benefícios cardiovasculares, renais e hepáticos.

E no Brasil?
No Brasil, o Mounjaro é aprovado pela Anvisa para tratar diabetes tipo 2 e auxiliar no controle crônico do peso. No caso do diabetes, seu uso é associado à dieta e à prática de exercícios.
Leia mais:
- Diabetes ganha nova caneta no Brasil após registro da Anvisa
- Cinco perguntas sobre microplásticos que você precisa fazer
- Este adoçante pode afetar proteção cerebral e elevar risco de AVC, aponta estudo
Desde abril de 2026, a indicação também contempla crianças e adolescentes a partir dos 10 anos.
Para controle do peso, adultos com obesidade podem utilizar o medicamento. A indicação também contempla pessoas com sobrepeso que tenham pelo menos uma condição relacionada ao peso, como hipertensão, colesterol alto, apneia obstrutiva do sono, doença cardiovascular, pré-diabetes ou diabetes tipo 2.
A autorização concedida agora pela FDA não muda automaticamente a bula brasileira. Para que a redução do risco de infarto e AVC seja reconhecida como indicação do Mounjaro no país, a Anvisa ainda precisa autorizar esse uso.
O post Mounjaro ganha nova função contra infarto e AVC nos EUA apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico

Saúde1 semana atrásFebre do Nilo Ocidental: o que é e como a doença é transmitida
- Negócios1 semana atrás
10 Mil Empregos Eliminados: Como os Agentes de IA Tomaram a Base do Marketing
- Tecnologia1 semana atrás
Elon Musk quer tirar a IA da Terra — entenda por quê
- Negócios1 semana atrás
Nova York Quer Que Empresas Meçam o Impacto da IA nos Empregos, Um Desafio Maior do Que Parece
- Tecnologia1 semana atrás
Meta: o que muda nas redes sociais após acordo firmado pela empresa?

Saúde1 semana atrásPor que seu estômago não se digere sozinho
- Negócios1 semana atrás
O Lado Ruim do Lado Bom do Japão
- Saúde1 semana atrás
Microplásticos no dia a dia: onde eles estão sem você notar












