Negócios
Liderança na Era da Convergência e a Construção de Legados com Propósito
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O sucesso executivo foi medido durante muito tempo por indicadores como crescimento, rentabilidade e geração de valor. Apesar de fundamentais, na Era da Convergência já não são suficientes para diferenciar os líderes que apenas administram empresas daqueles que moldam o futuro.
Além da questão do valor gerado pela organização, passa a ser questionado, de forma mais profunda, o porquê da existência da companhia.
As tecnologias exponenciais ampliaram a capacidade de crescimento em velocidade e escala inéditas, mas a tecnologia é amplificadora e acelera os impactos positivos e negativos. Por isso, o verdadeiro diferencial competitivo deixa de ser apenas tecnológico e passa a ser intencional.
Na Singularity, esse princípio aparece no Propósito Massivo Transformador (MTP): uma causa grande o suficiente para orientar decisões e direcionar a inovação para problemas que realmente importam. Ele funciona como uma bússola estratégica capaz de alinhar crescimento econômico com relevância social.
Essa talvez seja a principal mudança da liderança contemporânea. O executivo deixa de ser apenas gestor de resultados para tornar-se arquiteto de futuros.
O que diferencia as empresas longevas não é apenas a capacidade de inovar, mas a habilidade de permanecer significativas diante das transformações. Em vez de perguntar “qual será nosso próximo trimestre?”, os líderes precisam reavivar a seguinte pergunta: “Qual será nossa contribuição quando olharmos para esta década em retrospectiva?”.
Legado executivo é sobre construir organizações que continuem gerando valor quando seus líderes já não estiverem ocupando suas cadeiras. E utilizar a tecnologia para ampliar as possibilidades humanas, e não apenas a eficiência operacional.
Na Era da Convergência, a competência mais importante da liderança é integrar os atributos vistos como opostos: lucro e propósito, inovação e responsabilidade, estratégia e humanidade.
Os relatórios anuais vão registrar os resultados alcançados, mas serão as transformações provocadas que definirão o verdadeiro legado de uma liderança.
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Negócios
Bauducco Anuncia Novo CEO
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O Grupo Pandurata — holding que detém as marcas Bauducco, Casa Bauducco, Visconti, Tommy e Ellece Logística — anunciou Stefano Mozzi como seu novo CEO.
Na companhia há 16 anos, o executivo liderava até então a unidade internacional Bauducco Foods. Com mais de três décadas de experiência no mercado, ele soma passagens por empresas como Kraft e GranFood.
Mozzi assume a cadeira de Andrea Martini, que liderava a operação desde 2021 e passa agora a integrar o conselho de administração do grupo.
A movimentação também gerou mudanças na operação internacional. Com a promoção de Mozzi, Jean-Pierre Comte assume como CEO da marca na América do Norte.
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Negócios
Tim Cook Deixa Liderança da Apple após 15 Anos

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Tim Cook encerra seu ciclo como CEO da Apple nesta segunda-feira (31), após quase 15 anos à frente da companhia. A partir de 1º de setembro, John Ternus, responsável pela área de engenharia de hardware, assumirá a liderança.
Cook, no entanto, seguirá na Apple, presidindo o conselho de administração da empresa. Já Ternus, além de ocupar a cadeira de CEO, será nomeado para o conselho da companhia. O executivo assume às vésperas do evento da Apple, em 9 de setembro, quando a companhia deve apresentar o iPhone 18, além de possivelmente revelar seu primeiro iPhone dobrável.
O legado de Tim Cook na Apple
Cook entrou na Apple em 1998, recrutado por Steve Jobs numa época em que muitos achavam que a empresa estava à beira da falência. Na época, muitos o aconselharam a não aceitar o emprego na empresa, mas o fundador disse coisas que Cook considerou persuasivas.
Ele assumiu o cargo de CEO em 2011, quando Jobs deixou a função. Entre suas conquistas, estão o lançamento do Apple Watch, dos AirPods e do Apple Vision Pro. Ele redefiniu o foco da Apple para incluir serviços como Apple Pay, Apple TV e Apple Music, que provaram ser um grande sucesso.
A nova gestão deve ser de continuidade com o legado de Cook, que John Ternus descreve como seu mentor. “Sinto-me honrado em assumir este cargo e prometo liderar com os valores e a visão que definiram este lugar especial por meio século”, disse o novo CEO.
Quem é o novo CEO da Apple?
Ternus ingressou na Apple em 2001 e desempenhou um papel fundamental na retomada das vendas de produtos como os computadores Mac, que ganharam participação de mercado nos últimos anos. Recentemente, o executivo trabalhou no desenvolvimento e lançamento do MacBook Neo, a nova opção de laptop econômico da Apple, bem como no iPhone 17, iPhone Air e AirPods.
Ao nomeá-lo como CEO, a Apple promove uma transição de Cook — um especialista em cadeia de suprimentos que ajudou a transformar a empresa em uma marca global que vende centenas de milhões de unidades por ano — para um líder que há anos está focado em design e produtos.
Ben Bajarin, CEO da consultoria de tecnologia Creative Strategies, afirmou que Ternus é bem visto dentro da Apple “e trará uma nova energia” para a companhia.
Separadamente, a Apple informou que Johny Srouji, responsável pelo desenvolvimento dos chips proprietários e sensores da companhia, foi nomeado diretor de hardware.
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Negócios
Brasil Cria 58,6 Mil Empregos Formais em Julho, Pior Resultado para o Mês desde 2020
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O Brasil abriu 58.568 vagas formais de trabalho em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego, no pior resultado para o mês da série iniciada em 2020.
O resultado do mês passado foi fruto de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos e ficou bem abaixo da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters de criação líquida de 112.000 vagas.
O saldo de julho foi o mais baixo do ano até agora e o menor para o mês em toda a série histórica do Novo Caged, que contabiliza dados a partir de 2020. No mesmo mês em 2025, foram criadas 133.932 vagas de trabalho.
No acumulado do ano até o mês passado, foi registrado saldo positivo de 972.203 postos, o pior para o período desde 2020, quando houve fechamento de 1.398.484 vagas em meio à pandemia da Covid-19.
Para o economista do ASA, Leonardo Costa, os resultados reforçam que o mercado de trabalho está em um processo gradual de arrefecimento, apesar de ainda resiliente. Segundo ele, a avaliação da instituição é de que a atividade econômica seguirá em desaceleração ao longo de 2026.
“A desaceleração tem sido mais visível em setores tradicionalmente mais sensíveis ao ciclo econômico, como indústria, comércio e construção civil, enquanto o setor de serviços segue sustentando a geração de empregos”, afirmou.
Quatro dos cinco grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos de vagas no mês passado. O setor de serviços liderou a abertura, como de costume, com 24.098 postos, seguido por construção (12.691 postos), agropecuária (12.523 postos) e indústria (11.315). O comércio foi o único setor a registrar saldo negativo, com fechamento de 2.056 vagas.
O ministro do Trabalho em exercício, Chico Mecena, atribuiu as sucessivas baixas dos números do comércio aos efeitos de juros altos, que, segundo ele, inibem o crédito a consumidores e o investimento de lojistas.
Ele também destacou a migração da atividade do setor para os mercados virtuais.
“Você tem um direcionamento cada vez mais (para) o crescimento das lojas online”, afirmou. “É um reposicionamento momentâneo que o varejo vai ter que passar e não acredito que isso seja uma crise mais estrutural.”
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