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IA está redefinindo a liderança corporativa

Redação Informe 360

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Com o cenário corporativo em rápida evolução, a IA surge não apenas como uma ferramenta para eficiência operacional, mas como uma força central na reformulação da própria liderança. A integração da inteligência artificial nas estratégias de trabalho inaugura uma nova era em que a tomada de decisões baseada em dados e a análise preditiva se tornam centrais para guiar equipes rumo à inovação e ao sucesso.

Essa transformação, embora promissora, também apresenta desafios que exigem uma reavaliação dos papéis e estratégias de liderança tradicionais. Por meio de estudos de caso reais e exemplos, entenda como a IA está redefinindo a liderança corporativa, a seguir.

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IA traz inovações, desafios e estratégias para o sucesso na liderança

Uma visão para o futuro

Na era da IA, a tecnologia pode ser usada para aprimorar a tomada de decisões, fomentar a inovação e antecipar mudanças de mercado. A capacidade da inteligência artificial de analisar conjuntos de dados e gerar insights em tempo real capacita os líderes a tomar decisões informadas rapidamente, uma vantagem crítica no ambiente de negócios acelerado de hoje.

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Para ver as mudanças em ação, considere como o Watson, principal sistema de IA da IBM, aumentou a tomada de decisões. A empresa está há muito na vanguarda da integração da ferramenta nas estratégias de liderança. Com o sistema, ela auxilia líderes em várias indústrias com insights derivados de dados não estruturados, desde postagens em mídias sociais até relatórios complexos. A capacidade da plataforma de entender a linguagem natural e gerar hipóteses baseadas em dados permite que os líderes tomem decisões mais informadas, além de aprimorar sua visão estratégica e eficiência operacional.

Da mesma forma, o uso da inteligência artificial pelo Google em sua estratégia de liderança exemplifica como a tecnologia pode impulsionar a inovação. Ao empregar o sistema na análise de tendências de mercado e comportamento do consumidor, o Google tem continuamente adaptado seus produtos e serviços para atender às necessidades evolutivas dos usuários. Essa abordagem proativa manteve a empresa na vanguarda da indústria, o que demonstra o poder da tecnologia em sustentar uma cultura de inovação contínua.

Na gestão da PepsiCo, a integração da ferramenta inteligente ilustra o papel da IA no aprimoramento da liderança operacional. Com algoritmos para prever e gerenciar interrupções na cadeia de suprimentos, a empresa alcançou melhorias em eficiência e economia de custos. Esta aplicação estratégica da inteligência artificial não só otimiza as operações, mas também libera os líderes para se concentrarem em iniciativas de crescimento estratégico.

Mudanças positivas

A integração da IA na liderança corporativa inaugura vários benefícios transformadores:

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  • Tomada de decisão aprimorada: A capacidade de processar e analisar dados em uma escala sem precedentes fornece aos líderes insights anteriormente inacessíveis, o que leva a decisões mais informadas e estratégicas.
  • Análise preditiva para planejamento estratégico: As ferramentas permitem que os profissionais antecipem tendências de mercado, identifiquem oportunidades e mitiguem riscos de forma proativa.
  • Fomento à inovação: Ao automatizar tarefas rotineiras e fornecer insights baseados em dados, a IA permite que os executivos se concentrem no pensamento estratégico e na inovação, o que pode impulsionar suas empresas para a frente.
  • Melhoria da comunicação e engajamento: Os sistemas podem analisar o feedback e o engajamento dos funcionários em tempo real, permitindo que os gestores resolvam preocupações prontamente e mantenham uma força de trabalho motivada.

Mudanças negativas

No entanto, a transformação para a liderança com IA não está isenta de desafios:

  • Dependência da tecnologia: Uma dependência excessiva da inteligência artificial pode levar a uma desconexão potencial da intuição e dos valores humanos, componentes essenciais da liderança eficaz.
  • Preocupações com privacidade e ética: O uso da ferramenta nas estratégias da empresa levanta preocupações sobre a privacidade dos dados e a tomada de decisões éticas, o que leva para uma complexidade moral dos líderes.
  • Lacunas de habilidades e resistência à mudança: A integração exige uma força de trabalho habilidosa em ciência de dados e análises, o que pode potencialmente levar a lacunas de habilidades e resistência entre a liderança tradicional e as equipes.

Estratégias para integrar IA na liderança

Para aproveitar os benefícios da inteligência artificial, enquanto mitigam seus desafios, os líderes devem adotar uma abordagem equilibrada:

  • Fomentar uma cultura de aprendizado contínuo: Incentivar a educação e o treinamento contínuos na tecnologia pode capacitar os líderes e suas equipes a alavancar a ferramenta de forma eficaz.
  • Manter uma abordagem centrada nas pessoas: O foco na intuição, ética e valores humanos é crucial. Os líderes devem garantir que o sistema sirva para aprimorar, não substituir, as pessoas da empresa.
  • Desenvolver políticas para o uso: Regular a maneira de usar o sistema na tomada de decisões pode ajudar a resolver preocupações com privacidade e questões morais, com um uso responsável e transparente.
  • Incentivar a liderança adaptativa: O futuro exige líderes que não sejam apenas tecnologicamente adeptos, mas também capazes de se adaptar a mudanças rápidas. Adotar um estilo de liderança adaptativa, caracterizado pela flexibilidade, resiliência e disposição para experimentar, será fundamental para prosperar no mundo corporativo da IA.

Liderando para frente

A integração da tecnologia na liderança corporativa marca uma mudança crucial em como os negócios são direcionados para o sucesso. Como esses exemplos ilustram, o papel da IA em melhorar a tomada de decisões, fomentar a inovação e otimizar as operações é inegável. No entanto, a jornada rumo à liderança com a ferramenta está repleta de desafios que exigem navegação cuidadosa.

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Ao fomentar uma abordagem equilibrada que enfatize o uso ético, o aprendizado contínuo e uma perspectiva centrada no humano, os líderes podem desbloquear todo o potencial da IA, guiando suas organizações para um futuro promissor e próspero. Nesta nova era, aqueles que abraçarem a inteligência artificial, não como um substituto para a liderança humana, mas como um poderoso aliado, definirão os próximos passos do sucesso corporativo.

*Neil Sahota é colaborador da Forbes USA. Ele é um palestrante e consultor de negócios especialista em IA.

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O Que É a Empresa do Século 21?

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O título do livro “A Corporação no Século 21“, de John Kay, é uma alusão – talvez uma provocação – a uma das obras mais influentes de gestão, “A Corporação e o Século 20“. Se ali o economista americano Richard Langlois traçava a transformação da organização comandada por empresários para a organização liderada por executivos profissionais, o também economista (porém britânico) John Kay agora narra uma mudança muito, mas muito mais radical.

Questiona, inclusive, se faz sentido dizer que vivemos em um sistema capitalista. Porque o capital perdeu a importância. “Mesmo investidores sofisticados examinam o Roce [Retorno sobre o Capital Empregado]”, escreve, embora o retorno tenha “tanta conexão com o capital quanto com a quantidade de água utilizada ou o número de reuniões realizadas”, afirma. Vivemos, considera, a era do capital as a service – empregado apenas na medida em que é necessário.

O poder do acionista é outra balela, segundo ele. O acionista de uma multinacional não tem nenhum controle sobre o que é feito da empresa. Até os dividendos que recebe, se os receber, são definidos pelos diretores.

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Em especial, Kay ataca a noção de empresa como uma teia de contratos – visão clássica, estabelecida pelo também britânico Ronald Coase, que levou um Prêmio Nobel por sua teoria. A questão é que a ideia de um conjunto de contratos se opõe à própria qualificação de uma empresa como pessoa jurídica. Afinal, ela tem uma personalidade ou não?

Maximizar o lucro, um mantra dos anos 1970 que vem caindo em desuso, nunca foi uma teoria sólida, acredita o autor. Qual lucro, afinal? O de curtíssimo prazo? Em detrimento de ações que preservem a empresa no futuro?

Para ele, a missão de uma corporação é promover o “florescimento de seus múltiplos stakeholders”. Porque a empresa não é uma combinação de relações transacionais, e sim uma construção de relações sociais, entre seus integrantes e com o mundo à sua volta. As implicações dessa visão para o funcionamento da empresa… isso fica para um prometido próximo volume.

*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, em setembro de 2026.

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Amazon MGM Studios Anuncia Head de Theatrical Marketing no Brasil

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O Amazon MGM Studios anunciou Roberta Fraissat como Head de Theatrical Marketing, responsável por liderar as estratégias de marketing dos lançamentos da companhia nos cinemas brasileiros.

Mais recentemente, Roberta atuou como diretora de marketing para a América Latina e Head de Marketing para o Brasil na Crunchyroll.

A executiva passou a maior parte da carreira na The Walt Disney Company, onde ingressou como coordenadora de desenvolvimento de produto em 1999. Saiu de lá em 2023 como diretora de marketing. Nesse período, esteve envolvida em campanhas de produções como “Vingadores”, “Star Wars”, “Toy Story”, “O Rei Leão”, “Carros” e “Alice no País das Maravilhas”.

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É formada em negócios pela Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e tem MBA pela FIA Business School.

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Chef de Cave: um dos Cargos Mais Complexos do Vinho, Explicado por um dos Grandes Nomes de Champagne

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Em Champagne, algumas das decisões mais importantes de uma garrafa são tomadas anos antes de ela chegar à mesa. Quando colher, quais vinhos separar, quanto reservar de safras anteriores, se haverá fermentação malolática, por quanto tempo envelhecer e, em determinados anos, se aquela colheita merece ou não virar um vintage. No centro dessas escolhas está o chef de cave.

Dominique Demarville conhece bem o peso do cargo. Com mais de duas décadas em posições de comando em algumas das principais casas de Champagne, tornou-se um dos nomes mais respeitados da área. Aos 31 anos, chegou a ser o mais jovem profissional a assumir a função em uma grande maison. Passou pela Veuve Clicquot, onde ocupar o posto costuma significar construir uma carreira longa dentro da própria casa, mas escolheu outro caminho: em 2021 assumiu as caves e a direção-geral da Lallier, uma operação de menor escala.

A mudança ajuda a explicar a maneira como Demarville enxerga a profissão. Para ele, o chef de cave está para o Champagne assim como um chef está para a cozinha. “Você pode entregar os mesmos ingredientes a dois chefs e eles vão criar coisas diferentes. No Champagne é exatamente igual”, afirmou Demarville à Forbes Brasil, em sua primeira entrevista à imprensa brasileira desde 2018.

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As uvas disponíveis são semelhantes, assim como o território e as condições de uma determinada safra. A diferença está em como cada profissional interpreta esse material.

“O blend é a verdadeira criatividade do chef de cave”, diz. A escolha do momento da colheita, a condução das fermentações e o envelhecimento entram no conjunto de ferramentas que define o resultado. Mas há uma limitação importante à autoria. Diferentemente de um chef de restaurante, que pode mudar completamente a própria cozinha, o responsável por uma maison herda também uma identidade.

“É a nossa criatividade, mas, ao mesmo tempo, precisamos respeitar o estilo da casa”, afirma. A tarefa inclui preservar esse código e, um dia, transmiti-lo ao sucessor.

Decisões que levam anos

Poucas escolhas representam tão bem a responsabilidade do cargo quanto declarar uma safra vintage, em que a garrafa tem o espumanete de apenas um ano específico. Demarville diz que é uma das decisões mais difíceis de sua carreira. Não acontece depois de uma única degustação. Pode levar aproximadamente um ano e envolve avaliar toda a estação, a colheita, os vinhos produzidos e, principalmente, antecipar como aquele Champagne poderá evoluir depois de sete, oito ou nove anos de envelhecimento.

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E ele evita decidir sozinho. “Eu nunca degusto sozinho e não tomo sozinho a decisão de fazer um vintage. É uma decisão de equipe”, afirma. Depois de tomada, porém, a escolha deixa de ser discutida. “A decisão foi tomada. Vamos até o fim.”

Essa lógica se estende à forma como lidera. Para Demarville, “a pior decisão é aquela que não tomamos”. Em situações difíceis, defende transparência e contato direto com a equipe — não e-mail, mensagem ou videoconferência.

“Quando a decisão não é fácil, você precisa olhar as pessoas nos olhos.”

Dominique Demarville

O clima também mudou o trabalho

A função de chef de cave ganhou uma nova camada com as mudanças climáticas. Quando Demarville começou a trabalhar, no início dos anos 1990, a análise se concentrava principalmente no açúcar e na acidez das uvas. Hoje, os produtores também observam a maturação fenólica, porque o ciclo das plantas se acelerou.

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Segundo ele, no passado a colheita em Champagne acontecia aproximadamente 95 a 100 dias depois da floração. Agora, esse intervalo caiu para algo entre 75 e 80 dias.

Isso obriga o chef de cave a adaptar técnicas sem simplesmente alterar o perfil do vinho. Uma das possibilidades é evitar, em determinados casos, a fermentação malolática para conservar mais acidez e frescor. Novas variedades e formas de trabalhar os vinhedos também entram nessa equação.

DivulgaçãoLallier Brut Rosé.

Champagne além do brinde

É nesse contexto que a Lallier funciona como pano de fundo da nova fase de Demarville. A maison, fundada há mais de um século e controlada em 80% pelo Grupo Campari desde 2020, começou a ampliar sua presença no Brasil há cerca de um ano com dois rótulos (brut e rosé) inicialmente posicionados na faixa de R$ 420 a R$ 520.

Demarville já esteve algumas vezes no país e diz enxergar duas características particularmente favoráveis ao Champagne: a cultura da celebração e a relação dos brasileiros com a gastronomia.

Para ele, porém, o desafio é fazer a bebida sair apenas do brinde e ocupar também a mesa. Nesse caso, até a maneira de servir muda: em vez da taça estreita e da temperatura mais baixa típica das comemorações, ele recomenda uma taça mais aberta e alguns graus a mais para favorecer os aromas durante uma refeição.

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Depois de mais de 23 anos ocupando algumas das posições mais importantes de Champagne, Demarville continua descrevendo seu trabalho menos como o de alguém que segue uma receita e mais como o de quem interpreta um conjunto de elementos.

Ele compara o chef de cave também a um músico: duas pessoas podem tocar o mesmo instrumento e provocar emoções diferentes. No Champagne, talvez seja justamente aí que esteja o poder — e a responsabilidade — de quem assina uma garrafa.

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