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Enem 2026: Falta Um Mês para o Primeiro Dia de Provas

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A um mês do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), candidatos e professores do ensino médio e cursinhos preparatórios adotam estratégias que migram do estudo intensivo de conteúdos inéditos para a consolidação do que já foi estudado.
Rafaela de Araújo Caldas, de 17 anos, tem optado pela revisão de conteúdos. Estudante do 3º ano de uma escola pública do Gama, cidade do Distrito Federal distante 35 km do centro de Brasília, ela fará o Enem pela primeira vez e quer conquistar a vaga em um curso superior na área de computação.
Com apoio dos pais, ela concilia o turno regular da escola com as aulas online de um cursinho preparatório para o exame até a noite, mas diz que respeita os limites físicos e o cansaço.
“Dou foco em ver como funciona a prova, vendo os padrões das questões e o que vai ser mais importante estudar, agora, nessa reta final.”
O foco da jovem também está na prova de redação. “Conheço alguns repertórios que o cursinho disponibilizou em uma lista. Mas, preciso ver o que usar e o que vai se encaixar no tema da prova.”
A redação do Enem exige a produção de um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas em modalidade escrita formal da língua portuguesa. O participante deve estar preparado para escrever em defesa de seu ponto de vista a respeito do tema proposto que pode ser de ordem social, científica, cultural ou política.
Para ajudar os participantes, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza aos participantes uma cartilha específica que explica como é a prova de redação e os critérios de correção.
Escola parceria

Diogo Andrade é professor de língua portuguesa e espanhola da escola onde Rafaela estuda, o Centro de Ensino Médio 1 do Gama, apelidado de CG (Colégio do Gama).
Com a experiência de quem leciona há 14 anos, o docente considera ainda ser possível se preparar para o Enem nos 30 dias restantes.
“Mesmo com acúmulo enorme de conteúdos não vistos, agora, o importante é pegar firme nos simulados de provas, trabalhar na resolução de questões de edições passadas do Enem e a partir de possíveis dificuldades, deve-se buscar os conteúdos de maior recorrência histórica na prova”, destacou.
O professor relata que diante da amplitude, complexidade e concorrência nacional do Enem, a escola tem preparado os estudantes por meio de provas multidisciplinares bimestrais que simulam as regras e a logística real do dia do exame.
“Criamos um ambiente que simula o dia da avaliação, misturamos os alunos, os alocamos em uma sala distinta da que eles estão habituados a estudar. Depois, eles preenchem o gabarito das questões objetivas com caneta preta e a prova de redação também será corrigida e comentada pelos professores de língua portuguesa, com os critérios do Enem.”
Uma inovação da unidade é a gravação de podcasts educativos em série sobre temas do exame.
“Produzimos conteúdos sobre filosofia nos exames de seleção. O próximo episódio está sendo gravado para focar na redação. E já temos em vista um episódio sobre a questão racial e sobre a latinidade.”
Palavra do professor
Especificamente sobre a prova de redação, Diogo estimula os alunos a dominarem o tema e os alerta para evitar a facilidade das “fórmulas prontas” da internet por funcionarem apenas como atalhos e que podem virar uma armadilha porque não enganam os avaliadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
“O corretor da banca está atento a esse tipo de manobra e, por isso, sabe quando o candidato, de fato, domina o tema e não está, simplesmente, repetindo uma fórmula ou algo pronto que já encontrou feito na internet.”
Nas provas objetivas, diante de questões que o estudante não sabe a resposta, Diogo Andrade desaconselha deixá-las em branco, mas, também, reprova os planos de chutar.
O professor lembra que o Enem adota a Teoria de Resposta ao Item (T.R.I), metodologia de cálculo da nota das provas objetivas que analisa cada pergunta do exame conforme seu grau de dificuldade e a coerência entre as respostas dos candidatos.
A instituição de ensino ainda prevê a realização de aulões de revisão entre o fim de outubro e o início de novembro.
Treino, foco e meta
O estudante Gabriel Queiroz, de 18 anos, fez o Enem no ano passado na condição de treineiro apenas para testar conhecimentos e ganhar experiência. “Ajudou a compreender a logística e a gestão de tempo por questão”.
Agora, o aluno quer aproveitar o que o Centro de Ensino Médio 1 do Gama tem oferecido para se preparar melhor para edição deste ano que vale uma vaga no ensino superior, se for bem nas provas. Na visão dele, matemática é a área do conhecimento que representa o maior desafio.
Gabriel dedica cerca de 8 a 9 horas diárias aos estudos, utilizando videoaulas no YouTube e resolvendo questões de edições anteriores. Nos finais de semana que antecedem a prova, ele planeja intensificar a carga horária. Mas sem descuidar do seu emocional.
“A prova é extensa e preciso ter controle emocional. Mas também na questão de conteúdo é importante prestar atenção às aulas e colocar em prática as matérias aprendidas para almejar uma nota maior”.
O jovem sabe o que quer com o bom desempenho: ingressar no curso de licenciatura em língua portuguesa. Ele conta o que o motiva. “A literatura é uma paixão minha desde criança. Há ainda a questão de querer contribuir para o aprendizado de outras pessoas.”
Guia
Os inscritos no Enem podem conferir todas as orientações oficiais sobre as provas, tutoriais de preparação para o exame e cronogramas de todo o processo em um único site – o Guia do Enem – lançado pelo Ministério da Educação (MEC).
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Família Dona da C&A Nomeia Executivo da Sexta Geração para Comandar Holding de €40 Bilhões
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A família Brenninkmeijer, fundadora da C&A, prepara uma mudança de geração no comando da COFRA Holding AG, grupo responsável pela gestão dos negócios e investimentos da família. Florian Brenninkmeyer, atual diretor financeiro da companhia, foi nomeado presidente do conselho de administração, cargo que assumirá em abril do ano que vem.
Ele sucederá Martijn Brenninkmeijer, que deixará a presidência após 12 anos à frente da organização. Martijn foi CEO da COFRA entre 2015 e 2018 e ocupa a presidência do conselho desde então.
Sediada na Suíça, a COFRA Holding AG é uma holding familiar com operações na Europa, nas Américas e na Ásia. O grupo mantém investimentos em diferentes áreas, incluindo soluções para gestores de investimentos, por meio da Bregal, imóveis, com a Redevco, e gestão de ativos, por meio da Anthos Fund & Asset Management. A carteira também inclui negócios de varejo e energia limpa. Segundo a companhia, a COFRA busca usar seus negócios para “ser uma força para o bem” no mundo, missão que começou há mais de 180 anos.
Passagem da 5ª para a 6ª geração de acionistas
A troca marca a passagem da quinta para a sexta geração de acionistas da família, cuja história empresarial remonta a 1841, quando Clemens e August Brenninkmeijer fundaram a C&A. A companhia afirma que a renovação geracional e o envolvimento direto da família na gestão são pilares da transformação da COFRA em um grupo de gestão de investimentos orientado por uma missão.
Durante o período em que Martijn esteve à frente da organização, a COFRA elevou seus ativos sob gestão para € 40 bilhões, diversificou a carteira entre ativos financeiros e reais e ampliou as estratégias de investimento em parceria com outros investidores.
“Foi uma honra servir como presidente em nome dos acionistas da família e trabalhar com o CEO da COFRA, Boudewijn Beerkens, nossos executivos e o grupo de acionistas para renovar a direção estratégica da companhia”, afirmou Martijn em comunicado.
Segundo ele, a passagem do comando para Florian representa a continuidade de uma tradição da família. “A renovação geracional, o envolvimento dos acionistas e os investimentos feitos com convicção são fundamentais para nossa empresa familiar desde o início. É motivo de orgulho poder agora passar o bastão para Florian”, disse.
Florian, que integra a sexta geração da família, é diretor financeiro da COFRA. Antes de assumir o cargo, liderou a área de finanças do grupo e ocupou posições nas áreas financeira e de liderança da própria COFRA, da incorporadora Redevco, da C&A e do banco Rabobank.
John Singer, integrante do comitê de governança e nomeações do conselho da COFRA e diretor independente da holding, afirmou que Florian tem conhecimento amplo do portfólio de negócios da companhia e experiência em finanças e transformação.
“Ele tem uma sólida trajetória em finanças e transformação, além de uma reputação de equilíbrio, capacidade de colaboração e liderança ponderada”, afirmou Singer.
Florian deixará o cargo de diretor financeiro em 31 de dezembro, para preparar a transição para a presidência do conselho. A COFRA informou que seu sucessor ainda será anunciado.
“Assumo o cargo de presidente com senso de responsabilidade para garantir que a COFRA continue evoluindo, direcionando nossa experiência, energia e capital para negócios e investimentos capazes de criar valor e cumprir nossa missão”, disse Florian.
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Autora de “Entretempos”, Tamires Vilela Fala sobre a Coragem de Não Saber
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O livro de Tamires Vilela chegou para mim na hora exata. “Entretempos” apareceu quando eu mesma começava a viver o meu.
Talvez por isso o almoço que marcamos no Les Deux Magots, em São Paulo, para falar sobre o livro tenha durado muito mais do que o previsto. A ideia era fazer uma entrevista. Sentamos à mesa e, algumas horas depois, ainda estávamos ali, falando de carreira, maternidade, relacionamentos, dinheiro, liberdade, sucesso, fracasso e todas essas escolhas que, em algum momento da vida, parecem precisar ser revistas.
Depois de mais de 15 anos trabalhando em redações, eu também atravessava uma mudança profissional. Tamires conhecia bem aquele território estranho entre uma vida que funcionou durante muito tempo e outra que ainda não se apresentou por inteiro.
Esse é o lugar de “Entretempos”.
Não exatamente um sabático. Muito menos férias. É o intervalo entre o que fomos e aquilo que ainda não sabemos se vamos ser.
Há, evidentemente, um privilégio nessa possibilidade. Parar exige condições concretas. É preciso continuar pagando as contas, sustentar a própria vida e ter alguma estrutura para suportar um período em que talvez o trabalho não renda imediatamente dinheiro, status ou sequer uma resposta clara sobre o futuro.
Mas, para quem consegue fazê-lo, existe uma pergunta desconfortável e, ao mesmo tempo, libertadora: o que acontece quando a gente para de correr?
“Por que é tão difícil viver um entretempo?”, pergunta Tamires em determinado momento. “Porque a gente passa muito tempo vivendo a vida que acha que precisa viver. Porque alguém disse que é assim.”
A carreira certa. O cargo certo. O casamento que precisa durar para ser considerado bem-sucedido. A maternidade exercida de determinada maneira. O dinheiro. A produtividade. A agenda cheia.
A régua.
A régua do sucesso
Nossa conversa começa justamente por ela.
Vivemos um tempo obcecado por performance. Acordar cedo, treinar, produzir, comer a quantidade correta de proteína, otimizar o sono, trabalhar mais e, de preferência, dar conta de tudo isso com alguma elegância.
Até o descanso corre o risco de virar mais uma tarefa a cumprir.
Tamires gosta de voltar à origem da palavra sucesso.
“Sucesso vem de suceder. De coisas acontecendo, uma depois da outra. Só que a gente olha para o sucesso como se fosse um ponto. Eu acho que ele é uma linha.”
Uma linha construída a partir dos próprios valores.
Talvez esteja aí uma das provocações mais interessantes de “Entretempos”. A régua que usamos aos 25 anos não necessariamente serve aos 40. E sucesso tampouco precisa significar a mesma coisa em todas as áreas da vida, o tempo inteiro.
Tamires fala sobre o conceito de “riqueza psicológica”, uma vida rica não necessariamente em dinheiro ou felicidade permanente, mas em experiências, repertório, encontros e deslocamentos.
Viajar. Conhecer pessoas. Mudar de ideia. Experimentar.
“Sucesso pode ser isso.”
E talvez o entretempo comece justamente quando a régua que usamos por tantos anos deixa de medir aquilo que importa.
Quando o barulho diminui
Existe uma parte pouco instagramável das grandes mudanças profissionais: o silêncio.
Quem passou anos inserido em uma rotina intensa se acostuma não apenas ao trabalho, mas a tudo o que existe em volta dele. Às mensagens, aos convites, às reuniões, à agenda cheia e à sensação permanente de estar sendo requisitado.
Quando o ritmo muda, é comum surgir uma pergunta incômoda: e agora?
Tamires fala sobre como aprendemos a medir relevância pela atenção do outro. Pelo cargo, pelo convite, pelo número de pessoas que nos procuram, pelo tamanho da agenda.
Quando essa moeda deixa de circular da mesma maneira, é preciso descobrir qual será a próxima.
“Talvez essa moeda já não seja mais a sua.”
É uma frase simples, mas talvez seja uma das partes mais difíceis de qualquer transição: perceber que aquilo que validou você por tantos anos não precisa continuar sendo sua medida de valor.
O mundo continua girando.
E, depois do susto inicial, há alguma liberdade nisso.
O burnout de personagem
Há uma expressão no livro que me pegou especialmente: burnout de personagem.
Não é necessariamente estar exausto do trabalho. Às vezes, gostamos dele. Somos bons naquilo. Recebemos reconhecimento. Aos olhos de quem está de fora, não existe razão alguma para mudar.
O cansaço vem de continuar interpretando uma versão de nós mesmos que já não faz tanto sentido.
Esse talvez seja um dos pontos mais difíceis de explicar.
É mais fácil abandonar aquilo que deu errado.
Difícil é sair do que deu certo.
“Você pode ter uma carreira absolutamente bem-sucedida e ainda assim entender que aquela régua não serve mais”, diz Tamires.
E então aparece uma das grandes angústias do entretempo: saber que alguma coisa mudou sem necessariamente saber o que vai ocupar aquele lugar.
Nossa geração foi treinada para responder rápido.
Qual é o próximo projeto?
Qual é o plano?
Quanto vai faturar?
Quando começa?
Mas e se a resposta for simplesmente: ainda não sei?
Experimentar antes de decidir
“Eu entrei no meu entretempo com um convite para experimentar”, diz Tamires.
Gosto dessa ideia porque ela tira da mudança a obrigação de chegar imediatamente a algum lugar.
Em vez de substituir uma identidade por outra, experimentar.
Tamires vive hoje o que chama de carreira-portfólio. Dá aulas, investe, escreve, participa de projetos, se aventura como comunicadora. Algumas atividades dão dinheiro. Outras dão repertório. Algumas simplesmente dão prazer.
E não precisam cumprir todas a mesma função.
“Nem tudo precisa dar dinheiro.”
Pode parecer uma frase óbvia. Não é.
Principalmente em uma sociedade que aprendeu a transformar praticamente qualquer interesse em projeto, projeto em negócio e negócio em escala.
Às vezes, alguma coisa pode existir apenas porque é boa de fazer.
“Você só vai descobrir o seu sim experimentando.”
Talvez essa seja uma das frases que melhor resumem nossa tarde.
Aos 40, ninguém mais tem o mesmo roteiro
Em algum momento, nossa conversa sai da carreira e chega à vida. Ou talvez nunca tenha saído.
Falamos sobre ser mulher aos 40 hoje.
É uma idade em que convivem vidas completamente diferentes. Há mulheres tendo o primeiro filho, outras que decidiram não ter. Algumas estão casadas há anos, outras se separando, outras começando novos relacionamentos. Há quem esteja no auge de uma carreira construída durante duas décadas e quem esteja começando outra do zero.
Durante muito tempo existiu um roteiro relativamente previsível.
Estudar. Trabalhar. Casar. Ter filhos. Crescer profissionalmente. Permanecer.
Esse roteiro explodiu.
“A gente não tem mais um roteiro. Cada um faz o seu”, diz Tamires.
É uma liberdade enorme.
E também pode ser uma fonte de angústia.
Porque, quando existem muitas possibilidades, ninguém mais consegue dizer exatamente qual é a certa.
A tentação, então, é copiar.
A carreira de alguém. O casamento de alguém. A maternidade de alguém. A vida que parece funcionar tão bem vista de fora.
Até perceber que talvez aquela vida simplesmente não seja a sua.
O luxo do ócio
Falamos também sobre tempo.
Nossa relação com ele ficou estranha. A agenda cheia virou símbolo de importância. O ócio quase precisa ser justificado.
Em determinado momento do almoço, começamos a rir da quantidade de pequenas obrigações que incorporamos à rotina sem sequer saber exatamente para quem estamos cumprindo aquilo.
A conversa chega até à unha por fazer.
“Preciso fazer minha unha.”
Precisa?
É uma bobagem, claro. E justamente por isso funciona tão bem como exemplo. Quantas coisas encaixamos nos nossos dias porque queremos e quantas porque, em algum momento, entendemos que deveríamos?
Da unha a decisões muito maiores, existe uma quantidade enorme de vida organizada em torno do olhar do outro.
E então chegamos ao “Show de Truman“.
Talvez uma das grandes descobertas da vida adulta seja perceber que não somos Jim Carrey. Não existe uma plateia acompanhando cada decisão que tomamos.
As pessoas estão ocupadas demais pensando nelas mesmas.
“Isso é libertador.”
É mesmo.
Porque, quando ninguém está olhando tanto assim, você pode mudar.
Pode sair.
Pode voltar.
Pode experimentar alguma coisa e descobrir que não gostou.
Pode casar de novo ou nunca mais casar. Pode mudar de profissão e, anos depois, decidir voltar. Pode escolher uma coisa hoje sem transformá-la em um contrato para o resto da vida.
“Nós não precisamos justificar a escolha que fizemos antes. Só precisamos viver aquilo que estamos a fim de viver agora.”
“Entretempos”
Quando nos levantamos da mesa, horas depois, pensei na nossa urgência em tratar períodos de transição como corredores: lugares desconfortáveis pelos quais precisamos passar rapidamente para chegar ao próximo cômodo.
“Entretempos” propõe outra coisa.
E se o corredor também fizer parte da casa?
E se esse período em que ainda não existe um cargo novo, uma definição nova, um relacionamento novo ou uma identidade perfeitamente pronta não for um vazio?
E se for vida?
Tamires diz que nossas escolhas não precisam ser definitivas. Podemos recalcular. Experimentar. Voltar. Avançar. Trocar novamente.
Talvez amadurecer tenha menos a ver com finalmente descobrir quem somos e mais com aceitar que continuaremos mudando.
Saí do restaurante pensando nisso.
Também estou vivendo meu entretempo. Tenho algumas respostas, muitas ideias e outras tantas perguntas.
Acredito que a grande provocação do livro seja justamente esta: não transformar a pausa imediatamente em outro plano, outra meta, outra performance.
Às vezes, o próximo passo ainda não apareceu.
E tudo bem permanecer um pouco aqui.
*Jornalista com passagem pelo O Estado de S. Paulo, Sofia Patsch cobre há uma década lifestyle, social e comportamento. Já foi intitulada “curadora de pessoas”.
*Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.
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Executiva Colombiana É a Nova Diretora do Google Workspace para a América Latina
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Marcela Jiménez é a nova diretora do Google Workspace para a América Latina. A executiva colombiana tem uma trajetória de mais de duas décadas no setor de tecnologia.
Ela assume o cargo com o objetivo de apoiar as organizações da região a aproveitarem os recursos oferecidos pela empresa, em meio às mudanças com a inteligência artificial e o futuro do trabalho. “Hoje, estamos vivendo a transição para uma Era Agêntica, onde a tecnologia deixa de ser uma ferramenta passiva para se tornar uma colaboradora ativa que ajuda as pessoas a se concentrarem no que realmente importa”, diz.
Formada em engenharia de sistemas, Marcela começou a carreira na área de marketing da Microsoft. Desde então, passou por empresas como Oracle, IBM e Xerox. Antes de assumir o novo cargo no Google, ocupava a posição de diretora de IA da Microsoft para a América Latina.
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