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Sob Nova Direção: Os 5 Maiores Desafios Do CEO Josh D’Amaro Na Disney

O novo CEO da Disney, Josh D’Amaro, terá muito trabalho pela frente. Líder de longa data da divisão de parques temáticos e produtos de consumo, D’Amaro (que atua na Disney desde o final dos anos 90) assumirá o posto de Bob Iger no dia 18 de março, conforme anunciado pela companhia esta semana.
Como se sabe, a última tentativa de sucessão de Iger não foi exatamente tranquila: Bob Chapek, executivo escolhido a dedo na época, foi forçado a se retirar em 2022, após apenas dois anos no cargo.
D’Amaro assume em um momento de transição para o setor de mídia em geral, o que torna seu background em experiência do consumidor ainda mais estratégico. Embora a Disney tenha um portfólio mais diversificado que outros conglomerados de mídia, a gigante ainda enfrenta dilemas sobre a melhor forma de produzir e entregar conteúdo em um mundo cada vez mais voltado ao streaming.
“A trajetória de D’Amaro sinaliza que a Disney continuará priorizando parques, cruzeiros e streamings com anúncios como seus motores de crescimento mais resilientes“, afirma Julie Clark, vice-presidente sênior de Mídia e Entretenimento da TransUnion. “São ambientes seguros para as marcas e de alto impacto, onde a Disney tem poder de precificação e onde os profissionais de marketing conseguem atingir audiências valiosas enquanto a TV linear continua em declínio.”
No mercado financeiro, os investidores seguem cautelosos quanto à Disney. As ações caíram no último ano, embora o balanço do trimestre mais recente tenha superado as projeções dos analistas.
Abaixo, listamos os cinco pontos principais em que D’Amaro precisará focar para tranquilizar os acionistas e manter a Disney competitiva em um mercado onde a fórmula do sucesso no streaming ainda está sendo definida.
1. Criar uma estratégia de conteúdo mais unificada
Ao mesmo tempo em que D’Amaro foi nomeado CEO, Dana Walden, Copresidente de Entretenimento, foi anunciada como presidente e CCO. Reportando-se diretamente a D’Amaro, ela cuidará da estratégia de conteúdo – uma preocupação central para o novo CEO. Segundo Clark, a prioridade será unificar conteúdo, streaming e publicidade sob um modelo operacional mais claro.
“Com Dana Walden supervisionando essas frentes, o foco será alinhar narrativa, distribuição e oferta de anúncios entre as plataformas”, diz Clark. “Um ecossistema mais unificado oferece aos anunciantes caminhos mais simples para ganhar escala, melhora a mensuração e permite que a Disney monetize o engajamento – e não apenas a base de assinantes – de forma mais eficaz.”
Em outras palavras: espera-se ainda mais sinergia entre plataformas que já vemos em franquias valiosas, como Marvel e Star Wars.
2. Manter a “máquina de fazer dinheiro” dos parques
Diversificar as fontes de receita é a regra do jogo hoje em dia. Com excessão do período da pandemia, os parques têm sido a “galinha dos ovos de ouro” da Disney.
No último trimestre, a divisão que inclui parques temáticos, cruzeiros e resorts ultrapassou a marca de US$ 10 bilhões em receita pela primeira vez. Essa é a especialidade de D’Amaro, com a frequência nos parques americanos em alta e o faturamento internacional crescendo.
3. Apostar em novos acordos esportivos

A ESPN é, hoje, a joia da coroa no portfólio de mídia tradicional da Disney. Enquanto a TV aberta (a empresa é dona da rede ABC) perde fôlego, o apetite do público por esportes parece ilimitado. A recente aquisição dos direitos da NFL Network e do RedZone abre uma janela de oportunidade enorme para a companhia.
4. Definir e atingir métricas reais de sucesso no streaming
Por anos, o streaming foi uma fonte de prejuízo para muitas empresas, apesar da popularidade. A Disney opera várias frentes, com destaque para Disney+, Hulu e o recém-lançado serviço de streaming da ESPN. Decidir o quanto investir nessas propriedades e o que define um retorno sobre o investimento (ROI) satisfatório exigirá atenção imediata de D’Amaro, especialmente com a migração das verbas publicitárias da TV linear para o digital.
5. Ajustar as expectativas nas bilheterias
A falta de um grande sucesso da Marvel nos últimos anos e o desempenho abaixo do esperado de pilares como a Pixar acenderam o sinal amarelo. Embora Zootopia 2 e Lilo & Stitch tenham tido sucesso, remakes como Branca de Neve e Tron: Ares não performaram como o esperado. Com a forte concorrência no horizonte – especialmente se a fusão entre Netflix e Warner Bros. sair do papel – D’Amaro precisará incentivar a Disney a repensar sua estratégia para as telonas.
*Matéria originalmente publicada em Forbes.com
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Cargos de Liderança São Só 1,5% das Vagas para Pessoas com Deficiência
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Apenas 1,5% das vagas destinadas a pessoas com deficiência (PcDs) ofertam posições técnicas e gerenciais, aponta levantamento inédito da startup Egalite. O levantamento considera dados de 116 mil profissionais cadastrados e mais de 19 mil vagas ativas no portal Inclui PcD, da própria startup, especializada em projetos para empregabilidade de pessoas com deficiência.
As empresas destinam grande parte das vagas para posições operacionais, que representam 98,5% dos postos de trabalho. Por outro lado, o levantamento aponta que 31% de todas as candidaturas espontâneas desses profissionais são direcionadas para posições gerenciais e técnicas.
Embora esses dados apontem para um cenário desafiador, a pesquisa destaca um avanço nas organizações empenhadas na inclusão e no crescimento efetivo desses profissionais.
Metade das organizações analisadas no portal Inclui PcD já disponibiliza todas as suas vagas, desde posições de entrada até cargos de liderança e especialistas, para pessoas com deficiência, superando a exigência legal de cotas.
Um dos fundadores da Egalite e embaixador e CEO da Rede Empresarial de Inclusão Social, Djalma Scartezini aponta que a maioria das vagas de trabalho é para cargos operacionais, pois o varejo é a base da pirâmide e, por isso, disponibiliza maior quantidade de postos de trabalho.
“Não existem cargos de liderança na mesma proporção que cargos de entrada”, diz Djalma Scartezini.
Contudo, o diretor executivo reconhece que existe uma falta de vagas de gerência destinada à população PcD. “Eu sendo um executivo com deficiência também não estou contente de ver poucos pares com deficiência em cargos de direção. O que eu acho que é positivo é que tem avançado esse número.”
Ele cita a última feira Inclui PcD, uma iniciativa da Egalite, que abriu 19 mil vagas para pessoas com deficiência, das quais quase 4 mil eram cargos para especialistas, coordenadores e primeiros estágios de liderança.
Outro dado relevante da pesquisa demonstra que a pretensão salarial mediana de candidatos PcD é de R$ 1.450, valor abaixo do salário mínimo em vigor (R$ 1.621). O dado revela que os trabalhadores muitas vezes chegam aos processos seletivos cobrando menos do que o que é de direito.
Muitas vezes esse cenário se dá por um viés de mercado que utiliza marcadores identitários – como deficiência, gênero, raça e orientação sexual – para desqualificar as pessoas. Como aponta Scartezini, frequentemente, as próprias vagas oferecidas a PcDs já são disponibilizadas com valores de remuneração reduzidos em relação aos parâmetros de mercado.
Uma outra barreira enfrentada por trabalhadores com deficiência é o recuo de postos de trabalho no modelo home office. De acordo com dados da Inclui PcD, o percentual de vagas remotas e híbridas sofreu queda de 28,4% em 2024 para somente 0,8% em 2026.
“O modelo de trabalho remoto remove barreiras cruciais de mobilidade urbana e transporte público inacessível para pessoas com deficiência física”, explica o CEO da Egilate, Guilherme Braga.
Além disso, para profissionais neurodivergentes, o ambiente de casa atua como um regulador sensorial, possibilitando a gestão de estímulos do ambiente, a adaptação do espaço de trabalho e a diminuição da sobrecarga social.
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Howard Buffett Será “Apólice de Seguro” da Berkshire na Era Greg Abel
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A Berkshire Hathaway sempre foi sinônimo de Warren Buffett. Agora, cabe ao seu filho mais velho, Howard Buffett, manter viva a cultura do conglomerado.
O anúncio feito nesta sexta-feira de que Warren Buffett, de 96 anos, deixou o cargo de presidente do conselho da companhia significa que a lenda dos investimentos não terá mais uma função de gestão na empresa que assumiu em 1965, nem mesmo atuará como conselheiro regular de Greg Abel, que o sucedeu como presidente-executivo em janeiro.
Howard Buffett, de 71 anos, assumirá uma função bem diferente como presidente não executivo do conselho de administração, com foco na preservação da cultura e dos valores da Berkshire. Essa é a mais recente medida em uma transição de liderança que já vem ocorrendo há anos.
“Trata-se, na verdade, de continuidade”, disse Michael Withers, professor de administração da faculdade de administração da Universidade de Notre Dame. “O desafio daqui para frente será se Abel e Howard conseguirão honrar o legado (de Warren Buffett), ao mesmo tempo em que dão à Berkshire espaço para se adaptar a um mercado que parece muito diferente daquele que Buffett dominava.”
A presença de longa data deles pode tranquilizar investidores e analistas que não esperam, nem necessariamente desejam, grandes mudanças no conglomerado de aproximadamente US$1,1 trilhão que possui negócios que incluem a ferrovia BNSF, a seguradora de automóveis Geico e uma série de empresas dos setores de energia, indústria e de varejo, além de uma carteira de ações que inclui American Express, Apple e Coca-Cola.
Abel ingressou na Berkshire em 2000, quando a empresa adquiriu a antiga MidAmerican Energy, e passou a integrar a equipe de liderança da Berkshire em 2018. Howard Buffett está na Berkshire há ainda mais tempo, atuando como diretor desde 1993.
“Howie está lá para fiscalizar”, disse James Armstrong, presidente da Henry H. Armstrong Associates em Pittsburgh e investidor de longa data da Berkshire. “Minimizar a burocracia, manter o foco nas metas de longo prazo, colocar os acionistas em primeiro lugar, nada de negócios em benefício próprio, nada de corrupção e ampliar a vantagem competitiva que protege os negócios da Berkshire.”
Saber o que é viável
Abel, de 64 anos, tem seguido em grande parte o manual de estratégias de Buffett desde que assumiu o cargo de presidente-executivo. O caixa da Berkshire, de US$364,7 bilhões em 30 de junho, valor quase recorde, dá a ele liberdade para comprar mais empresas e ações, recomprar as próprias ações da companhia sediada em Omaha, Nebraska, e talvez instituir um dividendo.
Warren Buffett escreveu nesta sexta-feira, em uma carta aos acionistas, que Abel superou suas expectativas “altíssimas”.
“Pensem em Howard como uma apólice de seguro que os acionistas possuem e esperam nunca precisar resgatar”, escreveu Buffett.
Buffett ainda controla mais de 13% das ações da Berkshire e cerca de 30% do poder de voto. Essas porcentagens diminuirão à medida que suas ações forem distribuídas a fundações supervisionadas por seus filhos.
“Warren construiu uma das grandes empresas americanas”, disse Macrae Sykes, gestor de carteiras da Gabelli Funds. “Isso encerra a carreira corporativa de Warren, mas não sua influência na Berkshire.”
Não é ciência espacial
Famoso por seu trabalho beneficente, Howard Buffett também já foi agricultor, xerife e membro de vários conselhos de administração, mas nunca liderou uma empresa de capital aberto. Ele vê seu papel na Berkshire como mais focado do que o de seu pai.
“Não é ciência espacial”, disse ele ao Wall Street Journal em janeiro de 2025. “A cultura é manter as coisas simples, fazer o que é preciso, mas não fazer muitas coisas desnecessárias, tratar as pessoas com justiça, respeitar seus gerentes, respeitar seus acionistas. Contar as más notícias logo de cara, ser honesto.”
Cathy Seifert, analista da CFRA Research, considerou a falta de experiência em gestão de Howard Buffett uma lacuna no plano de sucessão da Berkshire.
“Em comparação com outras dinastias familiares, normalmente, quando se tem o filho do herdeiro aparente, ele costuma estar envolvido nas operações do dia a dia”, disse ela. “Howard Buffett não tem isso.”
O conselho da Berkshire, no entanto, conta com vários diretores com experiência em gestão que podem atuar como orientadores.
“Novos gestores não têm a mesma intuição que só o tempo e a experiência podem proporcionar”, disse Brian Mulberry, estrategista-chefe de mercado da Zacks Investment Management. “O filho de Buffett e Abel estão no ecossistema da Berkshire há tempo suficiente para que essa defasagem seja mínima, mas não inexistente.”
Tom Russo, sócio da Gardner, Russo & Quinn e também investidor de longa data da Berkshire, lembrou que Warren Buffett disse a ele e a outros alunos da Stanford Business School, em 1983, que “não se pode fazer um bom negócio com uma pessoa ruim”. Ele espera que Abel e Howard Buffett respeitem esse pensamento. O tempo dirá como. “Este é um território novo”, disse Russo.
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Kings League Anuncia Anadege Freitas Como Nova Diretora Geral no Brasil
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A Kings League anunciou Anadege Freitas como nova diretora geral no Brasil nesta quinta-feira (17).
Na nova posição, seu foco será estruturar e fortalecer a operação no país. “Sempre fui movida pela curiosidade, pelo aprendizado e pela coragem de assumir novos desafios, especialmente em um projeto tão inovador e marcante. Temos muito o que aprender, construir e realizar juntos”, compartilhou em uma publicação no LinkedIn.
Até então, a executiva atuava como diretora de conteúdo e parcerias da Twitch, plataforma de streaming de vídeos ao vivo da Amazon.
Com mais de 20 anos de carreira, já passou por empresas como Activision Blizzard, Hasbro, Nintendo e Paramount Pictures.
É formada em comunicação pelo Centro Universitário FMU e tem MBA pela FIA Business School.
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