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Trabalho Remoto: 4 Indícios de Que Esse Modelo Combina com Você

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O trabalho remoto, hoje, já não é mais visto como o sonho utópico de qualquer trabalhador, como costumava ser retratado. Tornou-se o tema mais emocionalmente carregado do ambiente corporativo desde os escritórios abertos. Desde que a pandemia de COVID-19 nos apresentou, ainda que temporariamente, à realidade do trabalho em casa, esse modelo passou a ser visto, no mínimo, como polarizador. Um grupo jura que o trabalho remoto destrói a cultura, a produtividade e a sanidade. O outro insiste que o “escritório” é uma relíquia ultrapassada e que quem quer voltar só sente falta dos lanches grátis.
A verdade, como quase sempre, está em algum ponto intermediário. O trabalho remoto funciona muito bem para algumas pessoas — e os dados confirmam isso. Embora não seja ideal para indivíduos que precisam de alta estimulação externa ou de uma estrutura rígida, ele é extremamente favorável para quem prospera em ambientes com autonomia e poucas distrações.
1. O trabalho remoto satisfaz sua necessidade de controle
Algumas pessoas simplesmente rendem mais quando têm autonomia. Normalmente, não precisam de discursos motivacionais, vigilância constante ou alguém ditando o ritmo. O que elas realmente precisam é de espaço e de poder decidir como estruturar o próprio dia de trabalho.
Algumas pessoas fazem seu melhor trabalho quando têm controle sobre a própria agenda, ambiente e fluxo de tarefas. Um estudo em formato de diário, realizado em 2025 com 85 servidores públicos, totalizando 605 avaliações diárias ao longo de duas semanas, confirma isso.
Os autores constataram que os dias de trabalho remoto estiveram consistentemente associados a maiores sentimentos de autonomia e competência, o que se traduziu em maior bem-estar. Embora o trabalho remoto tenha reduzido a sensação de “relacionamento” (ou seja, proximidade com colegas), essa queda não comprometeu de forma significativa o bem-estar nem a satisfação no trabalho.
Dependendo da personalidade e das necessidades psicológicas e profissionais de cada um, é possível extrair os seguintes “benefícios” do trabalho remoto:
● Controle sobre a rotina diária
● Capacidade de gerenciar estímulos sensoriais (ruído, iluminação, temperatura etc.)
● Menos checagens desnecessárias
● Mais tempo ininterrupto de “fluxo”
Assim, se a supervisão excessiva drena sua energia ou se você pensa melhor na solidão, o trabalho remoto oferece ao seu cérebro as condições necessárias para funcionar em plena capacidade.
2. O trabalho remoto permite foco profundo para quem se distrai facilmente
O escritório aberto moderno foi vendido como um espaço de colaboração e criatividade, mas, na prática, muitas vezes destrói a concentração. Para tarefas que exigem pensamento profundo, precisão ou foco sustentado, o burburinho constante, as interrupções aleatórias e o ruído ambiente podem ser extremamente prejudiciais.
Um estudo em formato de diário publicado em 2024 no Journal of Business and Psychology, comparando o desempenho em dias de trabalho em casa e no escritório, descobriu que, em média, o trabalho remoto esteve associado a um melhor desempenho profissional.
Para pessoas que têm dificuldade de concentração em ambientes barulhentos ou socialmente intensos, o trabalho remoto não apenas parece mais fácil, ele de fato aumenta a clareza cognitiva e a produtividade. A possibilidade de personalizar o ambiente e a agenda, concentrar tarefas profundas nos momentos de maior energia e evitar o “teatro do escritório” frequentemente gera picos de produtividade que simplesmente não são possíveis em um escritório tradicional.
3. O trabalho remoto melhora a saúde mental
O mesmo estudo de 2025 citado anteriormente, baseado na teoria da autodeterminação, constatou que o trabalho em casa satisfaz repetidamente necessidades psicológicas básicas como:
● Autonomia (sentir-se no controle)
● Competência (sentir-se eficaz e capaz)
Isso se traduziu em maior bem-estar geral e até em comportamentos mais colaborativos em relação aos colegas. Para muitos, o escritório é uma fonte de comparação social, superestimulação e pressão para “representar um papel”. Os dias de trabalho remoto eliminam esses estressores crônicos e ajudam a restaurar recursos psicológicos que se esgotam rapidamente.
Alguns grupos se beneficiam muito mais do trabalho remoto do que outros, como:
● Pessoas altamente sensíveis (HSPs)
● Trabalhadores neurodivergentes
● Pessoas com condições de saúde crônicas
● Cuidadores ou pais
● Introvertidos
Quando o seu sistema nervoso funciona de forma diferente da “norma do escritório”, o trabalho remoto oferece um ambiente mais calmo e acolhedor.
4. O trabalho remoto protege o equilíbrio entre vida pessoal e profissional
Exigências inegociáveis do trabalho presencial, como o deslocamento diário, podem prejudicar o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. O tempo gasto no trajeto costuma ser tratado como “parte do trabalho”, mas seus custos psicológicos mostram que ele é muito mais do que isso. O tempo, a energia e a carga mental envolvidos, duas vezes por dia, podem desgastar qualquer pessoa, especialmente quem tem um perfil mais adequado ao trabalho remoto.
Uma grande pesquisa global com trabalhadores de 27 países revelou que o trabalho remoto economiza, em média, 72 minutos por dia ao eliminar o deslocamento. Curiosamente, esse tempo “recuperado” não desaparece: cerca de 40% é redirecionado para o trabalho, 34% para lazer e 11% para cuidados pessoais ou familiares. Ao longo de semanas e meses, esses 72 minutos fazem uma grande diferença.
Para quem busca melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional, esse tempo pode ser transformador, abrindo espaço para mais sono, refeições adequadas, pausas ao longo do dia, exercícios e hobbies. Nesse sentido, o trabalho remoto não muda apenas a forma como você organiza suas tarefas; ele pode transformar a maneira como você vive. Para cuidadores ou pessoas com fadiga crônica, essa flexibilidade é especialmente poderosa.
A chave para saber se o trabalho remoto é ideal para você
O debate “remoto versus escritório” é menos sobre quem está certo e mais sobre encontrar o encaixe entre a pessoa e o ambiente. O trabalho remoto é apenas um entre vários contextos possíveis — e, para milhões de pessoas, é aquele em que elas realmente prosperam.
O mais importante é lembrar que preferir o trabalho remoto não significa ser “preguiçoso”, “desmotivado” ou “antissocial”. Muitas vezes, significa apenas que você funciona melhor com autonomia, foco e produtividade autodirigida.
Se o trabalho remoto já pareceu um prazer culposo ou algo que você precisava justificar, vale reforçar para si mesmo que, como muitas outras pessoas, você floresce justamente porque esse modelo oferece o silêncio, a flexibilidade e a independência que combinam com você. Não se trata de rejeitar a vida no escritório, mas de escolher a estrutura que melhor se alinha à sua forma de funcionar.
E, se você ainda tem dúvidas sobre ser alguém mais solitário do trabalho remoto ou mais social do trabalho presencial, aqui vai um checklist útil. O trabalho remoto tende a ser ideal para você se:
● Você gosta de trabalhar de forma independente
● Fica sobrecarregado em ambientes caóticos
● É automotivado e sabe estruturar seu dia
● Não depende de pressão externa para manter o foco
● Valoriza flexibilidade e liberdade pessoal
● Pensa melhor em ambientes silenciosos e controlados
● Política e dinâmicas de escritório o esgotam
● Tomar decisões importantes, como escolher o ambiente de trabalho, exige pensamento profundo e analítico.
*Mark Travers é colaborador da Forbes USA. Ele é um psicólogo americano formado pela Cornell University e pela University of Colorado em Boulder.
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Mover Anuncia Mafoane Odara Como Nova CEO
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O MOVER (Movimento pela Equidade Racial), que reúne 60 empresas e trabalha para promover a equidade racial no ambiente corporativo, anunciou Mafoane Odara como nova CEO. “Meu compromisso é fortalecer a articulação, ampliar o impacto das iniciativas e acelerar mudanças que se traduzam em maior presença de pessoas negras nos espaços de liderança e decisão”, afirma a executiva.
Ela sucede Natália Paiva, que passará a integrar o conselho deliberativo da organização a partir de janeiro de 2027. “Encerro este ciclo com a convicção de que esse trabalho precisa continuar avançando”, afirma Natália, que vai se dedicar às atividades empresariais na consultoria estratégica Alandar, da qual é cofundadora e CEO.
Mestre em psicologia social pela USP (Universidade de São Paulo), Mafoane Odara soma mais de duas décadas de carreria. Já atuou como líder de recursos humanos para a América Latina na Meta, diretora de pessoas, cultura e transformação na Zamp e gerente do Instituto Avon.
A executiva também atua em conselhos de organizações da sociedade civil e como professora em instituições de educação executiva, como Fundação Dom Cabral, Saint Paul e IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa).
Em 2026, Mafoane foi reconhecida pela segunda vez como professora mais marcante do LideraGOV, programa de desenvolvimento de lideranças públicas do Governo Federal, e recebeu o prêmio Mulheres que Inspiram, da Procuradoria do Estado de São Paulo.
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Tá com Pressa? Vá com Calma

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Hoje à tarde percebi que não havia nada urgente na minha agenda. Eu podia escolher no que focar. A sensação é rara – não me lembro da última vez que a tive –, e foi justamente por ser rara que ela me fez voltar a algumas decisões que tomei para chegar até aqui.
A calma vem primeiro, como objetivo inegociável de vida, porque a ansiedade atrasa. A pressa faz esbarrar, distrair, atropelar. Quem corre refaz mil vezes a mesma tarefa e ainda arrisca derrubar um pote de azeitonas no chão bem na hora de sair de casa, espalhando óleo e aquele cheiro peculiar pelo ambiente. Falo com conhecimento de causa. Não só azeitona, mas também mel e azeite.
O antídoto é exercitar a presença: a concentração no que está nas mãos, seja a xícara que você pega, seja o texto que escreve. Uma coisa por vez, ainda que alterne entre elas a cada porção de minutos. Quando percebo que começo a me agitar, ou que parece ter muita coisa acontecendo ao mesmo tempo ao meu redor, respiro e olho onde estou, onde estão meus pés, minhas mãos. Bem básico mesmo. Lição um da aula de meditação.
A atenção precisa ser liderada – e sugiro que seja por você. Desligue as notificações, se for o caso, mas decida quem pode interromper e em que momento. Reagir a cada mensagem do WhatsApp e a cada alerta das redes sociais como se fossem ordens de um chefe enlouquece qualquer pessoa. Ou você controla seus dispositivos, ou eles controlam você e te deixam, no fim do dia, à beira de um ataque de nervos, com o cansaço de quem fez tudo e a sensação de não ter feito nada.
Eu não tenho notificações de WhatsApp nem de redes sociais. Só vejo quem me mandou mensagem ou curtiu um post quando entro nos aplicativos de propósito. As pessoas próximas, que podem precisar falar comigo com mais frequência, sabem que, se for urgente, a melhor forma de me encontrar é ligando.
Raramente desligo o celular, mas não me distraio de uma conversa olho no olho nem do que estou fazendo porque uma mensagem apareceu na tela bloqueada. A tela bloqueada só me lembra que tenho um filho fofo que enche meu coração de alegria. Em momentos de silêncio e disponibilidade acima da média, como nesta tarde, uso o clássico método Pomodoro: escolho no que me concentrar por 25 minutos, depois me distraio por 5. Já aprendi que, se não aproveitar bem o tempo, ele se esvai e leva junto a sensação boa de conquista que me acompanhava algumas horas antes.
Eleger prioridades é diferente de enxugar a lista. Cortar de dez para seis tarefas parece um avanço, mas não resolve quando o tempo disponível comporta duas. Pense numa mudança de uma casa de seis quartos para outra de um único dormitório. Ali, a pergunta que importa é do que você precisa essencialmente. O essencial vai. O resto fica.
Há momentos em que a vida pede uma troca de ângulo, e teimar que tudo é importante não aumenta o tamanho da casa nova. Quem se adapta à realidade mais cedo vive melhor – este é o prêmio, pessoal e intransferível. Hoje tenho tempo para cozinhar e cuidar da casa, e praticamente não trabalho no fim de semana, só quando é realmente necessário. Continuo trabalhando 14, 16 horas quando preciso, mas sei por que e para que faço, quando faço. Não é inércia, reflexo da agenda alheia nem falta de organização.
Por fim, vale criar um sistema para separar o urgente do que é apenas importante: pode esperar, mas não pode ser esquecido. O meu é simples. Faço listas e deixo mensagens não lidas no WhatsApp. Funciona porque volto a elas algumas vezes por dia, principalmente ao começar e antes de encerrar o trabalho, para ver se alguma pendência subiu para a lista de urgências. Ser uma pessoa confiável para si é gerenciar as pendências em vez de abandoná-las, decidindo a urgência de cada uma e o momento em que ela entra na sua vida sem atropelar o resto.
Algumas pendências acabarão esquecidas, inevitavelmente. Quando ressurgirem, o jeito é pedir desculpas a quem foi afetado, assumir a responsabilidade e seguir em frente, com novos combinados e atenção redobrada sobre o assunto. Vira e mexe esqueço de responder alguém que me procurou no WhatsApp. Já esqueci de mandar proposta. Mas não sou do tipo que esquece de ligar no dia do aniversário, depois lembra e, de vergonha, não liga nunca mais. Retomo e digo: desculpe, esqueci.
Já aceitei que sou humana, já entendi que não preciso me provar a cada interação e tenho lidado melhor com minhas imperfeições – o que, ironicamente, tem me dado a sensação de evoluir em menos tempo. É como dizer que tenho tido menos pressa e, por isso, tenho avançado mais rápido.
Escrevi esta coluna para me lembrar do que já decidi. Do que já pratico há muitos anos. Prática à qual atribuo a paz que tem me acompanhado na vida. Para me lembrar de que lembrar é sempre necessário, porque o jogo da disciplina nunca está ganho – e disciplina nada mais é do que falhar, oscilar e ter para onde voltar.
Faz tempo que desisti de desistir. A única opção é seguir em frente. Com a menor quantidade possível de vidros de azeitonas, mel ou azeite quebrados pelo caminho.
Ariane Abdallah é jornalista, autora do livro “De um gole só – a história da Ambev e a criação da maior cervejaria do mundo” e fundadora do Atelier de Conteúdo, empresa especializada na produção de livros, artigos e estudos de cultura organizacional.
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.
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Microsoft Está Oferecendo Planos de Demissão Voluntária a Cerca de 60.000 Funcionários, Diz Business Insider
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A Microsoft está oferecendo planos de demissão voluntária para cerca de 60.000 funcionários, informou o Business Insider nesta segunda-feira (26), citando um porta-voz da empresa.
A oferta de saída voluntária afetará divisões importantes, incluindo experiências de IA, Copilot, finanças, recursos humanos, Xbox e Windows + Dispositivos, disse à Reuters uma fonte familiarizada com o assunto. Unidades como marketing, negócios comerciais e segurança ficarão de fora, acrescentou a fonte.
“Esta oferta estará disponível para funcionários elegíveis em equipes participantes no Canadá, Índia, Reino Unido e Estados Unidos, nos níveis 70 e inferiores”, disse a Microsoft em uma postagem no blog na segunda-feira.
A empresa afirmou que se tratava de um programa voluntário com duração limitada, baseado em experiências anteriores com um programa de aposentadoria voluntária.
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