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Como saber se o seu CPF foi vazado online de forma rápida e gratuita

O CPF é um documento extremamente importante, pois costuma ser utilizado em diversas ações, incluindo as financeiras. Por esse motivo, ele também é um dos mais cobiçados por criminosos, que, ao terem o seu número, conseguem realizar várias fraudes, incluindo as relacionadas a dinheiro. Uma forma de evitar golpes é consultar o seu documento para saber se ele foi vazado.
Diversos fatores podem contribuir para que o seu CPF seja vazado online, como em casos de ataques cibernéticos a bancos de dados de empresas públicas ou privadas. Além disso, existem outras formas de cibercriminosos conseguirem o seu documento.
Sendo assim, é fundamental ter uma postura cautelosa nas redes, não compartilhando seus dados com qualquer pessoa e muito menos os colocando em sites desconhecidos. Também é válido usar a autenticação de dois fatores para proteger suas contas.
Leia mais:
- Como criar senhas fortes para proteger redes sociais e dados sensíveis
- Doxxing: o que é, como se proteger e como denunciar?
- Como os hackers descobrem as senhas das vítimas?
Como consultar se o CPF foi vazado na internet
Existem duas maneiras muito eficazes de consultar se o seu CPF foi vazado. Uma delas é pelo Registrato, uma plataforma mantida pelo Banco Central. Já a outra é o Serasa, um serviço de proteção ao crédito. A seguir, veja como fazer a consulta em cada uma delas.
Consulta de CPF pelo Registrato
Por meio do Registrato, é possível verificar informações sobre serviços feitos usando o seu CPF. Entre eles estão: empréstimos, chaves Pix cadastradas, bancos em que você tem conta, dados de compra e venda de moedas estrangeiras e cheques sem fundo.
Dessa maneira, é possível verificar se há transações feitas com o seu CPF que você não reconhece. Para utilizar o serviço, o usuário precisa estar com o recurso de verificação em suas etapas habilitado em sua conta Gov.br. Veja, a seguir, como usar a plataforma:
- Acesse o site: www.bcb.gov.br/meubc/registrato e clique em “Entrar no Registrato”

- Faça login por meio do Gov.br

- Autorize o uso de seus dados pessoais

- Será aberta a página inicial do Registrato para você realizar suas consultas e gerar relatórios
Em cada um dos itens disponíveis, você deve clicar no botão “consultar” e, assim, gerar relatórios.

- Você pode selecionar a opção de “Último relatório disponível” ou “Histórico” e clicar em “+ Gerar relatório”
Lembre-se de selecionar o mês que deseja fazer a consulta, caso opte pela opção “Último relatório disponível” ou o período de consulta se você selecionar “Histórico”. Para ilustrar este conteúdo, selecionamos a segunda alternativa.

- Confira o resultado
O relatório traz todas as informações sobre transações que ocorreram por meio do seu CPF.

Consulta de CPF pelo Serasa
Por meio do Serasa, você vai conseguir consultar o seu score de crédito e pendências no CPF de forma gratuita.
- Entre no site da Serasa e clique em “Consultar CPF”

- Digite o seu CPF e vá em “Continuar”

- Se não tiver, crie uma conta
Caso tenha uma conta, faça o login e siga as instruções a partir do passo 11.
- Seu CPF será exibido na tela. Então, selecione o campo para afirmar que está ciente das condições de tratamento dos dados pessoais etc. Em seguida, clique em “Continuar”

- Informe o seu nome, data de nascimento e clique em “Continuar”

- Insira o seu e-mail, caso queira, e o número do seu celular

- Escolha por onde você deseja receber um código

- Insira o código

- Crie uma senha

- Vá em “Acessar minha conta” e faça o login usando o seu CPF e senha

- Clique em “Meu CPF”

- Desça um pouco a tela e clique em “Vazamento de dados”

- Veja o resultado da consulta

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AGU muda de ideia e pede ao STF que derrube marco legal das bets

A Advocacia-Geral da União (AGU) mudou de posição sobre a regulamentação das apostas online e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare inconstitucional o núcleo das leis que permitiram e disciplinaram a exploração das chamadas bets no Brasil.
A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (2) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) relatada pelo ministro Luiz Fux. A mudança ocorre uma semana depois de o governo editar uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional.
Em manifestação anterior, apresentada em outra ação sobre o tema, a AGU havia defendido que a legislação era “ainda constitucional, sujeita a processo de progressiva inconstitucionalização”. Na ocasião, o órgão argumentou que a regulamentação era recente e que seus efeitos ainda precisavam ser acompanhados.
Agora, a Advocacia-Geral afirma que o período de monitoramento mostrou que as medidas adotadas pelo Executivo não foram suficientes para corrigir as fragilidades do modelo.
Segundo a nova manifestação, os indicadores disponíveis apontam para a persistência e o agravamento de danos que a legislação deveria evitar. Entre os problemas citados estão impactos sobre a saúde pública, o endividamento das famílias, a proteção dos consumidores e a utilização das plataformas de apostas para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.
Impactos sobre saúde e famílias
- A AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas;
- “Informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apontam impactos sobre insegurança alimentar, endividamento e vulnerabilidade, além da fragilização de vínculos familiares e sociais”, afirma o documento;
- A manifestação também menciona crescimento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico e à mania de jogos e apostas entre 2018 e 2025;
- Outro dado citado pelo órgão é uma estimativa de que as apostas tenham retirado aproximadamente R$ 62,5 bilhões dos orçamentos familiares em 2025;
- Ao final da manifestação, a AGU pede que o STF declare inconstitucionais os dispositivos das leis de 2018 e 2023 que formam a base jurídica da exploração das apostas de quota fixa no país.

Quais leis estão em discussão
A manifestação questiona dispositivos de duas leis federais que estruturaram o mercado de apostas de quota fixa. A primeira é a Lei nº 13.756/2018, aprovada pelo Congresso e sancionada durante o governo de Michel Temer. A norma criou a modalidade de aposta de quota fixa no Brasil.
A AGU pede que sejam declarados inconstitucionais os artigos 29 a 35 da legislação, responsáveis por instituir a modalidade e estabelecer regras relacionadas à sua exploração.
A segunda é a Lei nº 14.790/2023, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma regulamentou o setor, estabelecendo regras para autorização das empresas, funcionamento das plataformas, publicidade, direitos dos apostadores, prevenção à lavagem de dinheiro e mecanismos de jogo responsável.
Na avaliação atual da AGU, porém, esse conjunto de regras não criou salvaguardas suficientes para conter os riscos associados às apostas.
O órgão afirma que, mesmo depois das medidas complementares adotadas pelo Executivo a partir de 2024, permaneceram problemas relacionados à saúde, ao endividamento das famílias, à publicidade e ao mercado clandestino.
Leia mais:
- Fim das Bets e do ‘Jogo do Tigrinho’: veja o que fazer agora
- Pix: transações caem 10% após proibição de bets
- Fim das bets: governo quer bloqueio de 5,2 mil sites de apostas ilegais
Pedido é diferente da ação contra a proibição das bets
A manifestação da AGU ocorre em ação que discute a própria base legal das apostas de quota fixa e é diferente dos processos que questionam diretamente a medida provisória editada pelo governo na semana passada. A MP proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o país.
Entidades do setor também recorreram ao STF contra a medida provisória. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram a suspensão da proibição.
Segundo a AGU, o órgão ainda apresentará uma manifestação específica nessas ações quando for formalmente intimado.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (01/10/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (01/10).
Aconteceu de novo: agentes de IA tentaram invadir site do governo do Canadá
A empresa de pesquisa em inteligência artificial Transluce revelou que agentes de IA tentaram acessar um site ligado ao governo do Canadá. As investidas ocorreram em 28 de maio e 9 de junho, sem indicação de que os sistemas públicos tenham sido comprometidos.
Redes sociais são vistas como ameaça à democracia, revela pesquisa
Um número crescente de pessoas acredita que as redes sociais manipulam e dividem a população. É o que revela uma pesquisa do Pew Research Center divulgada nesta quinta-feira (01). Segundo o levantamento, cidadãos de países mais ricos tendem a ter uma percepção pior das plataformas.
SpaceX lança chips de IA do Google em teste para futuros data centers espaciais
A SpaceX lançou, nesta quinta-feira (01), um protótipo de satélite equipado com chips de inteligência artificial do Google. O dispositivo foi enviado à órbita a bordo de um foguete Falcon 9 durante a missão Transporter-18, realizada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.
NASA e SpaceX lançam astronautas à Estação Espacial Internacional
A NASA e a SpaceX lançaram nesta quinta-feira (01) a missão Crew-13. Com destino à Estação Espacial Internacional, ela decolou da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, por volta de 12h11, pelo horário de Brasília.
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Eleições: posso perguntar para a IA em que votar?
Em meio a planos de governo extensos, sabatinas diárias e um volume avassalador de propagandas políticas, a tentação de buscar um atalho é grande. Para a parcela de indecisos que costuma deixar a escolha para a reta final, o celular oferece uma consulta rápida e tentadora: pedir uma indicação direta aos assistentes virtuais de Inteligência Artificial.
Mas o que esses chatbots de IA realmente podem responder nessas horas? O Olhar Digital News desta quarta-feira (30) convidou Ricardo Souza, advogado especialista em direito digital, para analisar o que pode e o que não pode.
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