Ligue-se a nós

Tecnologia

Conheça o navio autônomo mais avançado do mundo

Redação Informe 360

Publicado

no

A empresa de defesa estadunidense Eureka Naval Craft e a especialista australiana em autonomia marítima Greenroom Robotics revelaram detalhes do que chamam de o “navio de ataque naval autônomo mais avançado do mundo”. 

O AIRCAT Bengal MC é a primeira embarcação naval autônoma do mundo a transportar carga útil de 40 toneladas com velocidade máxima de mais de 50 nós, dependendo da carga útil, e um alcance de mil milhas náuticas.

Navio é capaz de operar com ou sem tripulação (Imagem: Divulgação/Eureka Naval)

O navio será oferecido à Marinha dos EUA, ao Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA e às marinhas aliadas, incluindo países da AUKUS e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), bem como a Cingapura, Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Tailândia e Filipinas, segundo comunicado.

Navio mais letal e menos custoso

  • Capaz de operar com ou sem tripulação, o navio é considerado “mais letal” do que outras embarcações de guerra e pode lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk e mísseis de ataque naval (NSM, na sigla em inglês) anti-navio;
  • De acordo com as empresas envolvidas no projeto, essa capacidade de “projeção de força” é um diferencial, pois reduz o risco de dependência de navios de guerra tripulados muito maiores e mais caros para disparar mísseis;
  • “A realidade é que o mercado naval nessa classe de peso precisa ser revolucionado. Muitas embarcações, hoje, são obsoletas, lentas e caras. O AIRCAT Bengal MC oferece navio alternativo muito rápido, armado até os dentes, pode ser autônomo e tem a capacidade de transportar cargas úteis muito mais pesadas em alta velocidade, aumentando a letalidade”, afirmou o CEO da Eureka Naval Craft, Bo Jardine;
  • Além disso, o uso de técnicas de construção modular reduz os custos de fabricação e reparo da embarcação, que tem eficiência de combustível superior e menor sobrecarga operacional do que outras opções disponíveis atualmente.

Versátil, o Bengal MC pode ser usado como embarcação de transporte de tropas, embarcação de apoio ao desembarque, plataforma de guerra eletrônica, nave-mãe de drones e para colocação de minas e guerra anti-minas.

Leia mais:

Anúncio
  • Tensão no Oriente Médio: porta-aviões dos EUA tem 5 mil tripulantes e até lojas
  • Navio da China pode desvendar segredos do manto da Terra
  • Energia nuclear nos mares: o futuro dos navios de carga
Navio será oferecido à Marinha dos EUA e aliados da OTAN (Imagem: mariusz_prusaczyk/iStock)

Sistema moderno

O AIRCAT Bengal MC se beneficiará do sistema de software Greenroom Advanced Maritime Autonomy (GAMA) que a Greenroom passou anos desenvolvendo e validando em um barco-patrulha de 57 metros da classe Armidale, Sentinel, conhecido como Teste de Autonomia de Barco-Patrulha (PBAT, na sigla em inglês), com apoio da Marinha Real Australiana.

O navio contará com sistemas de alerta situacional avançado de última geração, orientados por inteligência artificial (IA), e sistemas de habilitação de frota prontos para enxames, permitindo que as tripulações navais ou da guarda costeira operem com precisão, segurança e eficácia “incomparáveis” ​​em cenários marítimos de alta ameaça. 

O navio autônomo se juntará à frota de embarcações AIRCAT da Eureka, incluindo o Bengal, o Lynx, o Jaguar e o Panther, cada uma adaptada para missões específicas, que abrangem ataque rápido, reconhecimento, resgate, transporte de tropas em alta velocidade e logística não tripulada.

O post Conheça o navio autônomo mais avançado do mundo apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo
Anúncio

Tecnologia

AGU muda de ideia e pede ao STF que derrube marco legal das bets

Redação Informe 360

Publicado

no

A Advocacia-Geral da União (AGU) mudou de posição sobre a regulamentação das apostas online e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare inconstitucional o núcleo das leis que permitiram e disciplinaram a exploração das chamadas bets no Brasil.

A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (2) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) relatada pelo ministro Luiz Fux. A mudança ocorre uma semana depois de o governo editar uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional.

Em manifestação anterior, apresentada em outra ação sobre o tema, a AGU havia defendido que a legislação era “ainda constitucional, sujeita a processo de progressiva inconstitucionalização”. Na ocasião, o órgão argumentou que a regulamentação era recente e que seus efeitos ainda precisavam ser acompanhados.

Agora, a Advocacia-Geral afirma que o período de monitoramento mostrou que as medidas adotadas pelo Executivo não foram suficientes para corrigir as fragilidades do modelo.

Anúncio

Segundo a nova manifestação, os indicadores disponíveis apontam para a persistência e o agravamento de danos que a legislação deveria evitar. Entre os problemas citados estão impactos sobre a saúde pública, o endividamento das famílias, a proteção dos consumidores e a utilização das plataformas de apostas para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.

Impactos sobre saúde e famílias

  • A AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas;
  • “Informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apontam impactos sobre insegurança alimentar, endividamento e vulnerabilidade, além da fragilização de vínculos familiares e sociais”, afirma o documento;
  • A manifestação também menciona crescimento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico e à mania de jogos e apostas entre 2018 e 2025;
  • Outro dado citado pelo órgão é uma estimativa de que as apostas tenham retirado aproximadamente R$ 62,5 bilhões dos orçamentos familiares em 2025;
  • Ao final da manifestação, a AGU pede que o STF declare inconstitucionais os dispositivos das leis de 2018 e 2023 que formam a base jurídica da exploração das apostas de quota fixa no país.
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, com a estátua da Justiça em primeiro plano
AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas em sua solicitação ao STF – Imagem: Patricia dos Santos / Shutterstock

Quais leis estão em discussão

A manifestação questiona dispositivos de duas leis federais que estruturaram o mercado de apostas de quota fixa. A primeira é a Lei nº 13.756/2018, aprovada pelo Congresso e sancionada durante o governo de Michel Temer. A norma criou a modalidade de aposta de quota fixa no Brasil.

A AGU pede que sejam declarados inconstitucionais os artigos 29 a 35 da legislação, responsáveis por instituir a modalidade e estabelecer regras relacionadas à sua exploração.

A segunda é a Lei nº 14.790/2023, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma regulamentou o setor, estabelecendo regras para autorização das empresas, funcionamento das plataformas, publicidade, direitos dos apostadores, prevenção à lavagem de dinheiro e mecanismos de jogo responsável.

Na avaliação atual da AGU, porém, esse conjunto de regras não criou salvaguardas suficientes para conter os riscos associados às apostas.

Anúncio

O órgão afirma que, mesmo depois das medidas complementares adotadas pelo Executivo a partir de 2024, permaneceram problemas relacionados à saúde, ao endividamento das famílias, à publicidade e ao mercado clandestino.

Leia mais:

  • Fim das Bets e do ‘Jogo do Tigrinho’: veja o que fazer agora
  • Pix: transações caem 10% após proibição de bets
  • Fim das bets: governo quer bloqueio de 5,2 mil sites de apostas ilegais

Pedido é diferente da ação contra a proibição das bets

A manifestação da AGU ocorre em ação que discute a própria base legal das apostas de quota fixa e é diferente dos processos que questionam diretamente a medida provisória editada pelo governo na semana passada. A MP proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o país.

Entidades do setor também recorreram ao STF contra a medida provisória. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram a suspensão da proibição.

Segundo a AGU, o órgão ainda apresentará uma manifestação específica nessas ações quando for formalmente intimado.

Anúncio

O post AGU muda de ideia e pede ao STF que derrube marco legal das bets apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Tecnologia

Confira o Olhar Digital News na íntegra (01/10/2026)

Redação Informe 360

Publicado

no

Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (01/10).

Aconteceu de novo: agentes de IA tentaram invadir site do governo do Canadá

A empresa de pesquisa em inteligência artificial Transluce revelou que agentes de IA tentaram acessar um site ligado ao governo do Canadá. As investidas ocorreram em 28 de maio e 9 de junho, sem indicação de que os sistemas públicos tenham sido comprometidos.

Redes sociais são vistas como ameaça à democracia, revela pesquisa

Um número crescente de pessoas acredita que as redes sociais manipulam e dividem a população. É o que revela uma pesquisa do Pew Research Center divulgada nesta quinta-feira (01). Segundo o levantamento, cidadãos de países mais ricos tendem a ter uma percepção pior das plataformas.

SpaceX lança chips de IA do Google em teste para futuros data centers espaciais

A SpaceX lançou, nesta quinta-feira (01), um protótipo de satélite equipado com chips de inteligência artificial do Google. O dispositivo foi enviado à órbita a bordo de um foguete Falcon 9 durante a missão Transporter-18, realizada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.

Anúncio

NASA e SpaceX lançam astronautas à Estação Espacial Internacional

A NASA e a SpaceX lançaram nesta quinta-feira (01) a missão Crew-13. Com destino à Estação Espacial Internacional, ela decolou da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, por volta de 12h11, pelo horário de Brasília.

O post Confira o Olhar Digital News na íntegra (01/10/2026) apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Tecnologia

Eleições: posso perguntar para a IA em que votar?

Redação Informe 360

Publicado

no

Em meio a planos de governo extensos, sabatinas diárias e um volume avassalador de propagandas políticas, a tentação de buscar um atalho é grande. Para a parcela de indecisos que costuma deixar a escolha para a reta final, o celular oferece uma consulta rápida e tentadora: pedir uma indicação direta aos assistentes virtuais de Inteligência Artificial.

Mas o que esses chatbots de IA realmente podem responder nessas horas? O Olhar Digital News desta quarta-feira (30) convidou Ricardo Souza, advogado especialista em direito digital, para analisar o que pode e o que não pode.

O post Eleições: posso perguntar para a IA em que votar? apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Em Alta