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Viciado em Estar Sempre Ocupado? Como Superar a Sobrecarga Crônica

Redação Informe 360

Publicado

no

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

 

Você já teve um dia de folga e, mesmo assim, sentiu a necessidade de checar seus e-mails de trabalho ou adiantar alguma tarefa? Você promete que vai relaxar, mas percebe que nem sabe mais o que isso significa. Ou talvez tenha medo de que, se fizer menos, as pessoas ao seu redor possam notar e pensar mal de você.

Estar ocupado não é apenas um hábito – torna-se parte da identidade, consciente ou não. Isso acontece especialmente com as mulheres que equilibram múltiplas responsabilidades na vida pessoal e profissional.

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Listas de afazeres intermináveis, uma agenda lotada e a pressão para produzir e conquistar podem se entrelaçar com a autoestima. Mas o que fazer quando essa carga se torna excessiva e começa a prejudicar seu foco, bem-estar e seus relacionamentos?

Confira dicas de especialistas para identificar os sinais de sobrecarga crônica e fazer mudanças intencionais para recuperar sua energia, equilíbrio e qualidade de vida.

Viciado em estar ocupado?

“A sobrecarga acontece quando você percebe que assumiu mais do que consegue lidar e não consegue enxergar uma estratégia para sair dessa situação”, explica a estrategista comportamental Bizzie Gold, fundadora da Break Method e autora do livro “Your Brain is a Filthy Liar” (Seu Cérebro É um Grande Mentiroso).

“Essa sobrecarga afeta tanto a vida profissional quanto a pessoal, desviando a atenção e o foco do momento presente. Quando a lista de pendências fica longa demais e o caminho para o sucesso desaparece, as pessoas perdem a capacidade de se concentrar.”

Algumas pessoas podem ser mais propensas à sobrecarga crônica do que outras. “Certos tipos de padrões cerebrais não apenas sobrevivem em ambientes de alta pressão – eles prosperam”, diz. “Quando a vida fica difícil? Trabalham ainda mais. Relacionamento em crise? Criam um novo projeto. Quanto pior a situação, mais elas se aprofundam no trabalho, gerando suas ideias mais inovadoras e lucrativas sob pressão.”

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Courtney Carver, autora de “Gentle: Rest More, Stress Less, And Live The Life You Actually Want” (Gentil: Descanse Mais, Estresse Menos e Viva a Vida Que Você Realmente Deseja), aponta que, às vezes, o excesso de tarefas pode levar à apatia. “Ficamos entorpecidos em relação ao que sentimos e ao que precisamos, porque estamos presos a um ciclo onde nem sabemos mais reconhecer o que estamos sentindo, do que precisamos ou o que vem a seguir.”

Sinais de sobrecarga crônica

Eventualmente, o corpo começa a dar sinais de exaustão – doenças crônicas, sintomas autoimunes ou burnout. “Os relacionamentos também sofrem. Pessoas sobrecarregadas não apenas assumem compromissos em excesso, mas criam um efeito cascata de frustração: chegam atrasadas, cancelam planos de última hora e fazem com que os outros se sintam em segundo plano”, diz Gold.

Segundo a autora, muitas pessoas se anestesiam com o trabalho, enterrando emoções em mais uma tarefa, mais um prazo, mais uma distração.

Outro sinal de sobrecarga é a dificuldade de prestar atenção. “Talvez você esteja pegando o celular sem perceber ou rolando infinitamente o feed das redes sociais em busca de um escape”, explica Carver. O acúmulo de estresse e fadiga pode ser tão gradual que só notamos quando já estamos totalmente exaustos e precisamos tomar medidas drásticas.

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Como fazer pausas estratégicas

Se abandonar o trabalho ou jogar o celular no oceano não forem opções, ainda há soluções. Carver sugere o que chama de “mini pausas”. “Não precisamos mudar toda a nossa vida. Pequenos espaços para descanso, mesmo que apenas uma vez por semana, podem ser incrivelmente eficazes.”

Algumas sugestões incluem:

  • Fazer uma lista de tarefas mais realista, talvez semanal ao invés de diária;
  • Revisar sua agenda para identificar compromissos excessivos e realocá-los;
  • Reduzir o tempo de tela e o excesso de trabalho fora do horário;
  • Organizar espaços para diminuir a sensação de sobrecarga mental;
  • Criar um plano de refeições simples para facilitar a rotina;
  • Entrar em contato com amigos e colegas em vez de adiar encontros e conversas;
  • Reservar momentos para descanso genuíno, como ler ou caminhar.

Experimente fazer menos

É importante refletir sobre por que você está assumindo tantas responsabilidades. “Você sente que precisa provar seu valor através da sua produtividade? Tem medo de ser criticado por pedir o que realmente precisa?”, questiona Courtney Carver.

A autora aconselha avaliar onde você pode reduzir compromissos e ter mais tempo para si. “Só porque podemos fazer tudo, não significa que devemos. Muitas vezes, esse excesso não gera mais dinheiro, apenas mais exaustão. Não assuma que as coisas precisam ser sempre assim.”

Ashley Neese, autora de “Permission to Rest” (Permissão para Descansar), recomenda fazer uma pausa antes de dizer “sim” para um novo compromisso.

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Bizzie Gold reforça: “Substitua o reflexo de sempre aceitar algo com um simples: ‘Deixe eu checar minha agenda’. Isso evita sobrecarga antes mesmo que comece.”

Ao priorizar pausas e o seu bem-estar, você não está sendo improdutivo, está garantindo sua capacidade de se manter bem e equilibrado a longo prazo.

*Jessica Cording é colaboradora da Forbes USA. Ela é nutricionista, consultora de saúde, autora, podcaster e instrutora de pilates.

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Geração Z Investe em Habilidades de IA para Ampliar Seu Potencial de Ganhos

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Para a ex-gerente de produto da Microsoft Mariana Antaya, de 25 anos, ter domínio da inteligência artificial é uma das habilidades mais importantes para ampliar seu potencial de ganhos. “A quantidade de coisas e tarefas que consigo fazer, e a velocidade com que consigo realizá-las, aumenta e eleva, no fim das contas, a maneira como posso criar valor para outras pessoas e para os acionistas”, afirma a empreendedora de Nova York. Sua fintech, a quantifAI, ajuda usuários a criar e testar modelos confiáveis de aprendizado de máquina.

Mariana aprendeu os fundamentos de IA na universidade, onde estudou matemática e ciência da computação. Ela começou a utilizar modelos de linguagem de grande escala, como o ChatGPT, assim que surgiram, usando-os para prever resultados de corridas de Fórmula 1 ou antecipar qual time venceria a Premier League. Seu principal uso da tecnologia, no entanto, foi na programação.

Depois de se formar, em 2023, ela se candidatou a dezenas de vagas no setor de tecnologia — incluindo posições em gestão, engenharia de software e design — antes de conseguir um estágio na Microsoft, onde trabalhou com recursos de voz e, posteriormente, desenvolveu estruturas e ferramentas de avaliação para modelos de IA de voz.

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Hoje, Mariana desenvolve produtos voltados para IA e compartilha com seus seguidores nas redes sociais como os criou — habilidades que, segundo ela, têm mais valor do que credenciais por si só.

“Se você tem uma prova concreta do que construiu e consegue publicá-la online, outras pessoas podem enxergá-la como uma evidência útil do que você é capaz de fazer”, afirma. “Isso vale muito mais do que qualquer tipo de certificado.”

Hoje, usa IA para agendar tarefas, elaborar respostas para todos os e-mails que recebe, analisar grandes volumes de dados e coletar métricas de webinars no Zoom. Saber usar a tecnologia fará com que você se torne indispensável, diz ela. “Foi isso que eu fiz. E, honestamente, isso me levou a muito mais oportunidades do que eu jamais poderia ter imaginado.”

IA e Geração Z

Em comparação com as gerações mais velhas, os jovens tendem a estar mais entusiasmados com o impacto que a IA terá em suas carreiras. Uma pesquisa da PwC de 2025 com mais de 2 mil jovens profissionais no Reino Unido mostrou que 67% da Geração Z espera que a IA aumente sua produtividade, enquanto quase metade acredita que a tecnologia elevará seus salários e sua segurança no emprego.

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Matthew Chancey, planejador financeiro certificado e fundador da Tax Alpha Companies, afirma que treinamentos gratuitos em IA podem oferecer um valor significativo para os profissionais. “Conteúdos que antes ficavam atrás de uma barreira de pagamento agora são gratuitos e, muitas vezes, publicados pelas próprias empresas que desenvolvem as ferramentas”, diz.

Ao avaliar um curso, ele recomenda verificar quem o criou, se o conteúdo está atualizado e, principalmente, se o treinamento resulta em um projeto concluído, em vez de apenas um questionário.

Para quem decide pagar por uma capacitação, Matthew recomenda verificar primeiro se o empregador pode arcar com o custo, observando que muitas empresas oferecem esse tipo de benefício, embora os funcionários raramente aproveitem a oportunidade.

Como desenvolver habilidades em IA

Invista tempo antes de gastar dinheiro. Aprimorar suas habilidades em IA pode ser um investimento de longo prazo na carreira, e o tempo muitas vezes pode ser mais valioso do que as mensalidades ou taxas de cursos. Verifique se seu empregador oferece apoio para treinamentos ou benefícios educacionais.

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Priorize projetos em vez de certificados. Projetos práticos que melhoram processos de trabalho podem ter mais peso para os empregadores.

Transforme ganhos maiores em segurança financeira no longo prazo. Se a IA ajudar a aumentar sua renda, considere poupar ou investir o dinheiro extra antes de elevar seus gastos. Criar uma reserva de emergência, quitar dívidas e contribuir para a aposentadoria podem fortalecer sua situação financeira ao longo do tempo.

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Pela 1ª Vez, USP Está entre as 150 Melhores Universidades do Mundo

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Pela primeira vez na história, o Brasil tem uma representante entre as 150 melhores instituições de ensino superior no THE (Times Higher Education) World University Ranking. A USP (Universidade de São Paulo) alcançou a 141ª posição na lista, considerada um dos principais levantamentos internacionais sobre educação.

Na edição do ano passado, a instituição paulista figurava entre o 201º e o 250º lugares. Com o resultado, a USP se consolida como a universidade ibero-americana mais bem avaliada do mundo.

O Brasil garantiu o seu melhor desempenho de todos os tempos e lidera na América Latina em número total de universidades classificadas, somando 58 instituições. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) também registrou sua melhor marca e entrou no grupo das 350 melhores (posição 326-350). Outros destaques federais e estaduais incluem a UFRJ (no grupo 601-650) e a Unesp (651-700).

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O cenário global

O topo global segue com Estados Unidos e Reino Unido, que dominam as dez primeiras posições. A Universidade de Oxford lidera o ranking pelo 11º ano consecutivo, seguida pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e pelas universidades de Princeton e Stanford.

Para a edição de 2027, o THE avaliou 2.297 instituições de ensino superior de 118 países. A classificação é elaborada a partir de 18 indicadores de desempenho, distribuídos em cinco pilares: ensino, ambiente de pesquisa, qualidade da pesquisa, perspectiva internacional e indústria.

Confira as 10 melhores universidades do mundo

  1. University of Oxford (Reino Unido)
  2. Massachusetts Institute of Technology – MIT (Estados Unidos)
  3. Princeton University (Estados Unidos)
  4. Stanford University (Estados Unidos)
  5. University of Cambridge (Reino Unido)
  6. Harvard University (Estados Unidos)
  7. California Institute of Technology – Caltech (Estados Unidos)
  8. Imperial College London (Reino Unido)
  9. University of California, Berkeley (Estados Unidos)
  10. Yale University (Estados Unidos)

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Investimento por Aluno no Brasil É de 1/3 da Média dos Países da OCDE

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

No Brasil, o gasto anual por aluno desde o ensino fundamental até o ensino superior foi de US$ 4.133 em 2023. O valor corresponde a cerca de um terço (30,39%) da média gasta pelos demais países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (US$ 13.601 por estudante).

Os dados divulgados na terça-feira (29) fazem parte do relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026), publicado pela OCDE. O documento traça um quadro dos principais desafios de sistemas educacionais ao redor do mundo e traz dados de 50 países, incluindo o Brasil.

Na comparação dos gastos anuais por estudante, o investimento brasileiro também ficou abaixo da média de alguns países da América Latina. O Chile, por exemplo, registrou o gasto anual por estudante de US$ 5.794 e a Costa Rica, US$ 7.028/aluno. Os valores foram ajustados para neutralizar as diferenças no custo de vida entre os países.

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Investimento público

Apesar do gasto por aluno ser inferior à média dos países, o Brasil investe uma parcela maior do PIB em comparação à média da organização. Em 2023, o gasto público com educação foi de 4,5% do PIB, enquanto entre os países-membros da OCDE o patamar foi de 4%.

Em nota, o MEC (Ministério da Educação) destacou que o relatório aponta queda dos investimentos em educação ao longo de oito anos em todas as localidades. “Entre 2015 e 2023, o indicador [PIB] passou de 5,5% para 4,6% no Brasil e de 4,4% para 4,2%, na média dos países da organização com dados disponíveis para os dois anos”, diz a nota do MEC.

Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, entende que o gasto por aluno abaixo da média dos demais países da OCDE compromete os resultados na aprendizagem, apesar da proporção do investimento ser maior. “O Brasil já investe mais em proporção do PIB do que a média da OCDE, mas quando se traduz em gasto por aluno, ficamos em um patamar muito abaixo. Esse é um dado a ser lembrado sempre quando se cobra, de forma irrealista, que o desempenho seja igual.”

Investimento na educação

O relatório mostra também que os gastos governamentais com educação no Brasil e nos demais países tendem a aumentar conforme o nível de ensino. No Brasil, em 2023, o valor investido por aluno/ano no ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano) foi de US$ 4.064, enquanto no fundamental 2 (6º ao 9º ano) passou para US$ 4.390. Nos países da OCDE, a média gasta por estudante do ensino fundamental1 foi de US$ 12.893; e no fundamental 2, a média alcançada foi de US$ 14.291.

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Despesas correntes

No relatório, os gastos em educação foram divididos em despesas de capital (investimentos como infraestrutura) e despesas correntes, que cobrem os custos operacionais regulares das atividades.

O Brasil tem a remuneração de pessoal docente como maior componente das despesas correntes: 75% do orçamento operacional no ensino fundamental é destinado ao salário de professores e demais profissionais da educação. O percentual fica abaixo do registrado na média dos países da OCDE (79%).

Education at a Glance 2026

O Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026) apresenta dados sobre educação de todos os países da OCDE e do Brasil, que é parceiro do programa INES (Indicators of Educational Systems). O relatório também inclui informações de membros do G20 e países em processo de adesão à OCDE, mas que não são membros do INES.

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