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Saúde

Nosso hálito pode indicar presença de câncer de pulmão; saiba como

Redação Informe 360

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Pesquisadores criaram sensores ultrassensíveis em nanoescala que podem indicar a presença de câncer de pulmão a partir do hálito. O dispositivo analisa níveis de isopreno, produto químico que pode estar relacionado ao tumor. 

No estudo, publicado na ACS Sensors, da Sociedade Química Americana, os cientistas chineses descrevem tentativas anteriores de criar sensores de gás concentrando óxidos de metal, em especial, o óxido de índio. No novo teste, decidiram refinar o equipamento para detectar isopreno no nível em que ele ocorre naturalmente na respiração.

O desafio era criar dispositivo altamente sensível, capaz de detectar níveis de isopreno na faixa de partes por bilhão (ppb). Além disso, seria necessário diferenciar o isopreno do vapor de água e dióxido de carbono exalados em conjunto.

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Nanoflocos detectados pelo sensor (Imagem: ACS Sensors)

Como foi feita a pesquisa para criar o dispositivo que detecta câncer de pulmão?

Após os testes com nanoflocos baseados em óxido de índio, os pesquisadores observaram que a combinação com platina e níquel apresentou o melhor desempenho. Os resultados mostraram níveis de isopreno tão baixos quanto 2 ppb, o que indica a alta sensibilidade do dispositivo, além da consistência de dados após nove usos.

Fora do laboratório, os cientistas incorporaram a tecnologia em equipamento portátil para uso médico. Eles introduziram a respiração coletada anteriormente de 13 pessoas, cinco delas com câncer de pulmão.

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Cientistas incorporaram a tecnologia em equipamento portátil para uso médico (Imagem: utah778/iStock)

O sensor detectou níveis de isopreno menores que 40 ppb em amostras de participantes com câncer e mais de 60 ppb de participantes sem câncer. Isso mostra, de acordo com o estudo, novo caminho para diagnóstico preciso da doença em clínicas.

“Nosso trabalho não apenas fornece avanço na triagem de câncer não invasiva e de baixo custo por meio da análise da respiração, mas, também, traz avanço ao design racional de materiais de detecção de gás de ponta”, dizem os pesquisadores.

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Saúde

Bebê é operado dentro do útero para corrigir intestino fora do corpo

Redação Informe 360

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Uma gestante de Londres (Reino Unido) passou por uma cirurgia experimental nos Estados Unidos que permitiu corrigir um defeito congênito no filho antes do nascimento.

Maisie Savage, 29 anos, foi operada quando estava com 26 semanas de gestação: o bebê, Theo, tinha gastrosquise complexa, malformação em que a parede abdominal não se fecha completamente durante a gestação, fazendo com que o intestino se desenvolva fora do abdômen.

Theo se tornou o primeiro bebê britânico a ser operado ainda no útero para corrigir a condição, como parte do primeiro estudo clínico do mundo voltado a tratar a gastrosquise complexa antes do nascimento. No total, ele foi o terceiro bebê no mundo a integrar o estudo. Hoje com cinco meses, nasceu de parto normal em fevereiro, no Texas (EUA).

O que é gastrosquise e por que o caso de Theo era grave

  • A gastrosquise afeta um em cada três mil bebês nascidos no Reino Unido por ano. Mesmo nos casos mais favoráveis, os recém-nascidos podem precisar de semanas em unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal, nutrição por sonda ou por via intravenosa e cirurgia corretiva;
  • Nos casos complexos, como o de Theo, a internação em UTI neonatal pode durar até seis meses, o bebê pode precisar de várias cirurgias, de alimentação por via intravenosa por até dois anos e, em alguns casos, de transplante de intestino. Mesmo com atendimento médico de excelência, um em cada dez bebês morre;
  • Os pais de Theo não sabiam que havia algo de errado durante a gestação. “Quando fomos fazer o exame de 20 semanas, estávamos apenas ansiosos para ver uma imagem do nosso bebê”, disse o pai, Josh French, 36 anos, também professor, à BBC News. “Naquela época, ainda nem sabíamos que seria um menino.”
  • O diagnóstico foi descrito por French como um choque e uma experiência “extremamente assustadora”.
Theo no colo de um médico
Theo se tornou o primeiro bebê britânico a passar por uma cirurgia ainda no útero para corrigir uma gastrosquise complexa – Imagem: Maisie Savage

O caminho até a cirurgia experimental

Com 24 semanas de gestação, especialistas do Great Ormond Street Hospital, em Londres, já preparavam a família para os primeiros seis meses de vida de Theo. Ao constatar que o bebê tinha a forma mais grave da doença, os médicos o encaminharam ao Hospital Infantil do Texas, em Houston.

Lá, uma equipe de cirurgiões fetais e pediátricos, liderada pelo médico Michael Belfort, conduzia o estudo clínico. Belfort já havia sido pioneiro em cirurgia semelhante realizada no útero para tratar bebês com espinha bífida.

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Savage foi informada de que precisaria viajar imediatamente para o Texas e permanecer lá até o fim da gestação. “Foi uma decisão enorme”, disse. Como parte do estudo clínico, ela primeiro viajou ao Hospital de Leuven, na Bélgica, onde especialistas aplicaram uma injeção de Botox, através do útero, na parede abdominal de Theo para relaxar a musculatura e facilitar a cirurgia.

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Como o procedimento foi realizado

A cirurgia aconteceu em novembro do ano passado. Os médicos expuseram parcialmente o útero para posicionar o bebê, drenaram o líquido amniótico e preencheram o útero com dióxido de carbono (CO₂) para ampliar o espaço disponível. Em seguida, por meio de cirurgia minimamente invasiva, os órgãos de Theo foram recolocados no abdômen, que foi fechado com suturas.

Savage ficou com uma cicatriz duas vezes maior do que a de uma cesariana — e ainda tinha 14 semanas de gestação pela frente. Theo costumava chutar e atingir a cicatriz, causando dor. “A recuperação foi difícil. Mas valeu a pena”, disse ela.

French descreveu a espera durante o procedimento como angustiante. “Aquele dia pareceu durar uma semana. Foi muito difícil esperar sem saber exatamente o que estava acontecendo em cada etapa do procedimento.”

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Resultados e próximos passos do estudo

Belfort, chefe de obstetrícia e ginecologia do Hospital Infantil do Texas, avaliou os resultados: “A mãe, o bebê, a cirurgia, o momento em que ela foi realizada, o fato de não termos tido nenhuma complicação durante nem depois da cirurgia fetal… Tudo isso é extraordinário.”

Se o estudo clínico for bem-sucedido, Paolo de Coppi, professor de cirurgia pediátrica do Great Ormond Street Hospital e diretor do centro de pesquisa em células-tronco e medicina regenerativa da University College London (Reino Unido), passará a realizar o procedimento no Reino Unido.

Mãe, pai e filho juntos
Após a cirurgia, Theo permaneceu no útero até o fim da gestação e nasceu no Texas – Imagem: Maisie Savage

“Esperamos poder oferecer esse tratamento a um número maior de pacientes muito em breve”, afirmou de Coppi. Belfort disse estar entusiasmado com a parceria entre as duas instituições.

O médico também apontou perspectivas mais amplas para o campo. “O interior do útero se tornou um novo campo para inovação cirúrgica”, afirmou. “Espinha bífida e gastrosquise são apenas dois exemplos. Acredito que, no futuro, poderemos realizar algumas cirurgias cardíacas ainda durante a gestação, assim como determinados procedimentos nos pulmões do feto.”

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De volta a Londres, Savage disse que Theo está bem. “Tudo o que eles fizeram mudou completamente o rumo da história, que poderia ter começado de forma muito difícil. Hoje ele está ótimo. É, essencialmente, um bebê como qualquer outro.”

French completou: “Nós nos sentimos extremamente privilegiados. Enquanto estávamos lá, recebemos um atendimento excepcional. Eles amenizaram um dos momentos mais traumáticos de nossas vidas. E hoje temos esse garotinho. Não poderíamos estar mais felizes.”

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Saúde

Suplemento com testosterona sintética leva homem a surto psicótico

Redação Informe 360

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O que deveria ser apenas um auxílio para o ganho de massa muscular na academia se transformou em um pesadelo de dois anos para Daniel Murphy, de 32 anos. O consumidor desenvolveu um quadro severo de psicose induzida por esteroides após ingerir, sem saber, suplementos adulterados com testosterona.

Murphy é uma das mais de 54 mil vítimas de um esquema fraudulento da empresa norte-americana Paradigm Peptides. O proprietário da marca, Matthew Kawa, foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão por vender medicamentos não aprovados, falsificar laudos de pureza e importar insumos ilegais da China e da Índia. Sua irmã e sócia, Jennifer Stechkober, recebeu pena de 1 ano e 4 meses.

Rotina alterada e surto

Três anos atrás, após perder 59 kg, Murphy buscou suplementos para ajudar no ganho de massa muscular. Ele optou por comprar o que acreditava ser uma classe de substâncias conhecidas como SARMs (moduladores seletivos de receptores androgênicos). Confiando nos rótulos e em artigos falsos publicados no site da empresa, que alegava ter laudos rigorosos de testes que confirmavam “eficácia e pureza”. Ele iniciou o consumo em janeiro de 2023.

Pouco tempo depois, o comportamento de Murphy mudou radicalmente. O consumidor passou a sofrer de insônia, mania e paranoia extrema. O diagnóstico de psicose por esteroides só foi esclarecido quando o estoque dos produtos acabou. Em entrevista à BBC, ele afirmou:

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Eu estava em plena psicose. Acreditava que as pessoas que eu amava estavam tentando me machucar e me matar. A essa altura, eu tinha perdido a noção das coisas. Não conseguia fazer nenhuma conexão com os suplementos, com nada do que estava acontecendo.

Daniel Murphy

A FDA, agência estadunidense que regulamenta alimentos e medicamentos também investigava a empresa. Exames laboratoriais do órgão norte-americano comprovaram que a linha de produtos da Paradigm Peptides continha doses não declaradas de testosterona sintética, substância que, sem acompanhamento médico, pode causar sérios distúrbios psiquiátricos, danos hepáticos e problemas cardíacos.

Alerta global

Embora a condenação tenha ocorrido nos Estados Unidos, especialistas alertam que o problema afeta consumidores no mundo todo. O mercado clandestino de peptídeos e SARMs cresceu significativamente nos últimos 18 meses, impulsionado por influenciadores em redes sociais que promovem substâncias não licenciadas para uso humano.

Totalmente recuperado, Murphy integra um grupo de vítimas que busca reparação judicial pelos danos sofridos. Ele afirma que não consome mais nenhum tipo de suplemento.

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E estou falando abertamente agora, porque não quero que as pessoas caiam na armadilha em que eu caí, a de achar que todos os suplementos são seguros.

Daniel Murphy

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Saúde

Anvisa recolhe lote de paracetamol após achar sinais de bolor

Redação Informe 360

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A Anvisa determinou o recolhimento de um lote do Paramol 750 mg após identificar comprimidos com sinais de possível contaminação por bolor. O medicamento não deve mais ser utilizado.

A suspensão envolve o lote 114053, com 200 comprimidos, fabricado pela Belfar Ltda. A medida vale para distribuição, venda e uso do produto.

Embalagem com comprimidos de paracetamol
Quem possui o lote 114053 do Paramol deve interromper o uso e buscar orientação de um profissional de saúde. – Imagem: Iryna Bauer/iStock

O que levou à suspensão do medicamento

Segundo a Anvisa, foram encontrados comprimidos com sujidades cuja aparência era sugestiva de presença de bolor, um fungo conhecido popularmente como mofo.

O Paramol, que tem como princípio ativo o paracetamol, é utilizado para combater a febre e aliviar dores leves a moderadas.

Consumidor deve conferir o lote

Quem possui o medicamento deve verificar a identificação na embalagem e interromper o uso caso seja do lote 114053.

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A recomendação da agência é:

  • não consumir os comprimidos do lote suspenso;
  • procurar orientação de médico ou farmacêutico;
  • substituir o produto apenas com indicação adequada;
  • entrar em contato com o SAC da fabricante para informações sobre ressarcimento.
Logo da Anvisa na fachada de um prédio
Lote de medicamento fabricado pela Belfar foi suspenso após análise indicar possível contaminação por bolor. – Imagem: Adilson Sochodolak/Shutterstock

Recolhimento tem caráter preventivo

A medida publicada no Diário Oficial da União busca retirar do mercado as unidades relacionadas ao lote identificado e evitar possíveis riscos aos consumidores.

Leia mais:

Consumidores que tenham o produto em casa devem seguir as orientações da Anvisa e buscar orientação profissional antes de realizar qualquer substituição.

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