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O que é sibutramina e como ela age no corpo?

Redação Informe 360

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A busca por soluções eficazes para perda de peso é constante, e um dos medicamentos que costuma surgir nessa discussão é a sibutramina. Utilizada como um tratamento para obesidade, a sibutramina tem sido amplamente prescrita em vários países, inclusive no Brasil, onde é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Embora seja uma opção conhecida para o controle de peso, o uso desse medicamento não é isento de controvérsias, principalmente em relação aos seus possíveis efeitos colaterais e contraindicações.

Vamos entender em detalhes o que é a sibutramina, como ela age no corpo e quais são seus efeitos. Além disso, abordaremos as razões pelas quais esse medicamento é alvo de discussões, especialmente no que diz respeito à sua segurança e eficácia. Se você já ouviu falar sobre sibutramina, mas ainda tem dúvidas sobre seu funcionamento e impacto na saúde, continue lendo para entender como ela pode atuar no organismo.

O que é sibutramina?

A sibutramina é um medicamento originalmente desenvolvido como antidepressivo, mas que, posteriormente, teve seu uso voltado para o tratamento da obesidade devido aos seus efeitos sobre o apetite. Esse fármaco é classificado como um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina, substâncias químicas responsáveis pela regulação do humor, saciedade e metabolismo no cérebro.

Ao alterar os níveis dessas substâncias no sistema nervoso central, a sibutramina ajuda a reduzir o apetite, fazendo com que a pessoa se sinta satisfeita com uma menor quantidade de comida. Dessa forma, ela contribui para uma redução na ingestão calórica, o que pode auxiliar na perda de peso, desde que combinado com uma dieta balanceada e a prática de exercícios físicos.

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Cartelas, caixas e cápsulas de remédio sobre uma mesa
(Imagem: Agência Brasil)

No Brasil, a sibutramina é indicada principalmente para pessoas com índice de massa corporal (IMC) acima de 30, ou seja, para indivíduos considerados obesos. Em alguns casos, também pode ser prescrita para aqueles com IMC a partir de 27, desde que apresentem comorbidades associadas, como hipertensão ou diabetes tipo 2. Contudo, o uso da sibutramina deve ser feito com extrema cautela e sempre sob supervisão médica, devido ao risco de efeitos colaterais e ao potencial de causar dependência psicológica.

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Vale ressaltar que, apesar de seu uso ser autorizado no Brasil, a sibutramina foi banida em alguns países, como Estados Unidos e alguns membros da União Europeia, principalmente por preocupações relacionadas a seus impactos cardiovasculares. Por isso, o medicamento requer controle rígido em termos de dosagem e duração do tratamento.

Quais os efeitos da sibutramina no corpo?

A ação da sibutramina no corpo está diretamente relacionada à sua capacidade de inibir a recaptação de neurotransmissores como a serotonina e a noradrenalina. Esses neurotransmissores têm um papel importante na sensação de bem-estar e saciedade. Ao impedir que essas substâncias sejam reabsorvidas pelas células nervosas, a sibutramina mantém níveis elevados delas no cérebro, o que resulta em um aumento da saciedade e, consequentemente, uma menor ingestão de alimentos.

Efeitos sobre o apetite e o metabolismo

O principal efeito da sibutramina é a redução do apetite. Esse efeito ocorre porque o medicamento prolonga a sensação de saciedade após a refeição, fazendo com que o indivíduo se sinta satisfeito por mais tempo e consuma menos calorias ao longo do dia. Além disso, a sibutramina pode atuar no aumento do gasto energético, acelerando ligeiramente o metabolismo. Esse aumento do metabolismo ocorre devido à estimulação da termogênese, processo que gera calor no corpo e, assim, queima calorias.

Esses dois efeitos combinados — a redução da ingestão calórica e o aumento do gasto energético — podem resultar em uma perda de peso mais significativa em comparação com dietas restritivas tradicionais, especialmente em pacientes com dificuldades para controlar o apetite.

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Balança e fita métrica
Imagem: 279photo Studio/Shutterstock

Efeitos no sistema cardiovascular

Um dos principais motivos de preocupação em relação ao uso da sibutramina está relacionado aos seus efeitos no sistema cardiovascular. Estudos indicam que o medicamento pode causar um aumento na frequência cardíaca e na pressão arterial. Esses efeitos são atribuídos à ação da sibutramina sobre a noradrenalina, um neurotransmissor que desempenha um papel crucial na resposta do corpo ao estresse, aumentando a atividade do sistema nervoso simpático.

Para indivíduos com histórico de problemas cardíacos, como hipertensão não controlada, arritmias ou doença arterial coronariana, o uso de sibutramina pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, o medicamento é contraindicado para pessoas com problemas cardíacos preexistentes.

Efeitos no sistema nervoso central

Como a sibutramina age diretamente no sistema nervoso central, seus efeitos também podem se manifestar em aspectos relacionados ao humor e comportamento. Algumas pessoas relatam uma melhora no humor e na sensação de bem-estar, o que pode ser um resultado indireto da perda de peso e da melhora da autoestima.

Por outro lado, há relatos de que a sibutramina pode causar efeitos colaterais indesejáveis no sistema nervoso, como insônia, irritabilidade, ansiedade e até mesmo depressão em alguns casos. Esses sintomas são mais comuns em pessoas que utilizam o medicamento por longos períodos ou em doses mais altas do que as recomendadas. Por isso, é essencial que o uso de sibutramina seja monitorado de perto por um profissional de saúde.

Efeitos gastrointestinais

Outra classe de efeitos colaterais associados ao uso da sibutramina está relacionada ao sistema gastrointestinal. Entre os sintomas mais comuns estão boca seca, constipação e náuseas. Esses efeitos geralmente ocorrem nas primeiras semanas de uso do medicamento e tendem a diminuir à medida que o corpo se adapta à substância.

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Além disso, a sibutramina pode interferir no sistema digestivo, impactando o processo de absorção de nutrientes. Como o medicamento reduz o apetite e a quantidade de alimentos ingeridos, algumas pessoas podem apresentar deficiências nutricionais se não seguirem uma dieta balanceada durante o tratamento.

intestino
Imagem: shutterstock/DudnikPhoto

Risco de dependência psicológica

Embora a sibutramina não seja considerada um medicamento altamente viciante, há o risco de dependência psicológica em alguns indivíduos. Isso acontece porque muitas pessoas podem se sentir excessivamente dependentes dos efeitos inibidores de apetite da substância, especialmente se enfrentam dificuldades contínuas em perder peso por meio de dieta e exercícios físicos.

A sensação de controle sobre o apetite proporcionada pela sibutramina pode levar algumas pessoas a prolongarem o uso do medicamento além do recomendado, o que aumenta o risco de efeitos adversos a longo prazo. Por isso, é fundamental que o uso da sibutramina seja sempre temporário e feito em conjunto com mudanças no estilo de vida que promovam uma perda de peso saudável e sustentável.

A sibutramina é uma ferramenta que pode ser útil no tratamento da obesidade, especialmente para pessoas que enfrentam dificuldades em controlar o apetite. No entanto, seu uso deve ser sempre feito com cautela e sob rigorosa supervisão médica, pois o medicamento pode causar uma série de efeitos colaterais, especialmente em relação ao sistema cardiovascular e ao sistema nervoso central.

Embora possa ajudar na perda de peso, a sibutramina não deve ser vista como uma solução a longo prazo ou como substituta de hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos e uma alimentação balanceada. Em muitos casos, as mudanças no estilo de vida são a chave para uma perda de peso sustentável e para a manutenção da saúde a longo prazo. Assim, é essencial discutir todas as opções com um médico antes de iniciar o tratamento com sibutramina.

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Tecnologia

IA consegue saber pelo cérebro quando entendeu errado o que você quis dizer

Redação Informe 360

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Pesquisadores desenvolveram uma tecnologia capaz de identificar, por meio de sinais cerebrais, quando uma inteligência artificial (IA) interpretou incorretamente a intenção de uma pessoa. A proposta é permitir que sistemas de IA percebam uma espécie de “isso não era o que eu quis dizer” sem que o usuário precise verbalizar a correção.

O trabalho foi desenvolvido por pesquisadores do Korea Advanced Institute of Science and Technology (KAIST), em colaboração com a Microsoft Research Asia. A tecnologia, chamada Neural Value Alignment (NVA), utiliza interface cérebro-computador para analisar sinais obtidos por eletroencefalografia (EEG) e fazer com que a IA ajuste seu comportamento em tempo real.

A ideia parte de um problema comum na interação entre pessoas e máquinas: uma mesma ação humana pode representar objetivos diferentes, enquanto um mesmo objetivo pode ser alcançado de várias maneiras.

Por exemplo, uma pessoa pegar uma xícara não significa necessariamente que pretende beber nela. Ela pode querer entregar o objeto a alguém, lavá-lo ou simplesmente colocá-lo em outro lugar. Da mesma forma, se o objetivo for matar a sede, a pessoa pode pegar uma xícara, buscar uma garrafa de água ou pedir que alguém leve uma bebida.

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Essa ambiguidade entre objetivo e ação faz com que sistemas de IA possam interpretar corretamente uma ação, mas errar sobre o que a pessoa realmente queria — ou compreender o objetivo e escolher uma maneira diferente daquela esperada pelo usuário.

O cérebro entrega o erro

  • Para contornar o problema, os pesquisadores decidiram observar uma reação que ocorre no cérebro quando algo inesperado acontece;
  • O cérebro humano faz previsões constantes sobre o que deverá acontecer. Quando o resultado não corresponde ao esperado, determinados sinais neurais podem aparecer. A equipe concentrou-se em dois deles: o erro de previsão de recompensa (RPE, na sigla em inglês) e o erro de previsão de estado (SPE, na sigla em inglês);
  • O RPE indica discrepância relacionada ao resultado ou objetivo. No sistema desenvolvido pelos pesquisadores, ele pode indicar que a IA não entendeu o que a pessoa realmente queria;
  • Imagine, por exemplo, que alguém peça a um robô doméstico algo para beber. A pessoa queria água, mas o robô entrega café. O resultado está errado, e o cérebro pode produzir um sinal de RPE;
  • O SPE funciona de maneira diferente. Nesse caso, o objetivo está correto, mas o método utilizado pela IA não corresponde ao esperado;
  • Se a pessoa quer água e o robô entende isso, mas, em vez de pegar uma garrafa que está ao lado dela, vai até a cozinha e enche um copo na torneira, o objetivo foi alcançado, mas o caminho escolhido não era o esperado. Essa diferença pode produzir um SPE.

IA aprende a diferenciar objetivo e método

Durante os experimentos, os pesquisadores identificaram padrões diferentes nas ondas cerebrais quando ocorria um RPE, um SPE ou os dois simultaneamente. Em seguida, aplicaram técnicas de aprendizado profundo aos sinais captados pelo EEG. Com isso, o sistema conseguiu classificar a resposta da pessoa à atuação da IA.

Na prática, a tecnologia pode distinguir entre duas situações: “você entendeu meu objetivo errado” e “você entendeu o objetivo, mas fez do jeito errado”. Os sinais decodificados são então utilizados como retorno para o processo de decisão da IA.

Logo da Microsoft na tela de um smartphone
Instituto de pesquisa da Microsoft atuou no projeto – Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock

Quando identifica um SPE, o sistema interpreta que o objetivo está correto, mas a estratégia precisa ser modificada. Já um RPE indica que o próprio objetivo foi compreendido de maneira equivocada e que a IA precisa tentar novamente descobrir o que a pessoa pretendia.

Segundo o KAIST, simulações mostraram que o método conseguiu se adaptar mais rapidamente do que abordagens existentes, mesmo em situações de incerteza, como mudanças repentinas no objetivo de uma pessoa ou ausência de parte do retorno neural.

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O estudo foi publicado em agosto de 2026 na revista IEEE Transactions on Cybernetics, com o título Neural Value Alignment: Human–AI Collaboration Under Goal–Action Ambiguity.

Leia mais:

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Tecnologia pode chegar aos robôs

Os pesquisadores veem possibilidades de aplicação em sistemas que precisam trabalhar próximos aos seres humanos.

Uma delas envolve robôs físicos. Um robô doméstico, por exemplo, poderia identificar, por meio da resposta cerebral do usuário, que interpretou uma instrução de maneira incorreta e modificar seu comportamento sem esperar uma nova ordem verbal.

A mesma abordagem poderia ser aplicada a robôs industriais, veículos autônomos que precisam responder ao julgamento do motorista, sistemas médicos e de reabilitação voltados a pessoas com dificuldades para falar ou se movimentar e ferramentas educacionais capazes de adaptar seu comportamento ao estado cognitivo do estudante.

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Para Sang Wan Lee, professor do KAIST e responsável pela pesquisa, o trabalho demonstra que a IA pode ir além da interpretação da intenção humana baseada apenas em comportamentos observáveis. Segundo ele, o sistema permite utilizar diretamente sinais cognitivos produzidos pelo cérebro durante a interação entre pessoas e IA.

Apesar do potencial, a tecnologia ainda está longe de permitir que uma pessoa simplesmente pense que um robô está fazendo algo errado e faça a máquina parar imediatamente. O sistema foi demonstrado em simulações, e não em um robô operando livremente em um ambiente real enquanto acompanha continuamente o EEG de uma pessoa e modifica seu comportamento.

Além disso, o EEG depende de eletrodos para medir sinais elétricos extremamente pequenos produzidos pelo cérebro. Esses sinais podem apresentar ruído e são mais difíceis de obter fora de ambientes controlados.

Por isso, ainda será necessário verificar o desempenho da NVA em interações naturais, nas quais as pessoas se movimentam e enfrentam situações muito menos previsíveis do que aquelas utilizadas em experimentos de laboratório.

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Resultado da Quina de hoje: veja números e ganhadores do concurso 7134 (sábado, 03/10)

Redação Informe 360

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  • Quer saber resultados de todas as loterias? Clique aqui!
  • Caixa muda sorteios das loterias e leva concursos de sábado para domingo em 2026

O sorteio do concurso 7134 da Quina acontece na noite deste sábado (03), às 21h. O prêmio desta loteria está estimado em R$ 17,5 milhões.

Os números sorteados da Quina 7134 foram: 14 – 54 – 43 – 72 – 15.

Resultado da Quina 7134

Confira os números sorteados da Quina de hoje e descubra se o prêmio milionário acumulou ou se teve ganhadores. Em seguida, explore os últimos resultados e as informações sobre o próximo sorteio.

A Quina de hoje acumulou?

Até a publicação desta nota, esta informação não tinha sido divulgada.

Teve ganhador na Quina hoje?

Até a publicação desta nota, esta informação não tinha sido divulgada.

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Qual é o último resultado da Quina?

O resultado da Quina 7133 de sexta-feira (02) é: 19 – 31 – 46 – 49 – 60.

Quando é o próximo sorteio da Quina?

O próximo sorteio é o 7135 e ele acontece na segunda-feira, 5 de outubro de 2026.

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Últimos resultados da Quina

Os dez últimos resultados dos sorteios da Quina foram:

  • Quina 7133 (02/10/2026): 19 – 31 – 46 – 49 – 60
  • Quina 7132 (01/10/2026): 23 – 40 – 57 – 60 – 74
  • Quina 7131 (30/09/2026): 34 – 41 – 51 – 70 – 76
  • Quina 7130 (29/09/2026): 04 – 16 – 61 – 69 – 72
  • Quina 7129 (28/09/2026): 14 – 22 – 37 – 42 – 60
  • Quina 7128 (27/09/2026): 10 – 44 – 46 – 70 – 73
  • Quina 7127 (25/09/2026): 01 – 08 – 51 – 57 – 63
  • Quina 7126 (24/09/2026): 21 – 34 – 58 – 69 – 70
  • Quina 7125 (23/09/2026): 38 – 39 – 43 – 51 – 53
  • Quina 7124 (22/09/2026): 22 – 23 – 35 – 54 – 62

Como resgatar o prêmio da Quina

Ao ganhar na Quina, o processo de resgate do seu prêmio é simples e se diferencia principalmente pelo valor a ser recebido. Você tem a opção de fazer o resgate em qualquer casa lotérica credenciada ou nas agências da Caixa.

Veja como funciona:

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  • Para prêmios brutos de até R$ 2.428,79: você pode receber seu prêmio em qualquer casa lotérica credenciada ou nas agências da Caixa. Aqui, os ganhadores que apostaram online também podem resgatar o prêmio via transferência ao Mercado Pago.
  • Para prêmios brutos a partir de R$ 2.428,80: o pagamento é realizado somente nas agências da Caixa. Será necessário apresentar seu comprovante de identidade original com CPF e o recibo de aposta original e premiado.
  • Para prêmios de R$ 10.000,00 ou mais: esses valores são pagos em até dois dias úteis. O prazo começa a contar a partir da apresentação em uma Agência da Caixa.

Quais os dias de sorteio da Quina?

Os sorteios da Quina acontecem seis vezes por semana. Eles ocorrem de segunda a sexta e no domingo.

Qual o horário do sorteio da Quina?

O sorteio ocorre de segunda a sexta, às 21h, e no domingo, às 11h. Todos no horário de Brasília.

Onde assistir ao sorteio ao vivo da Quina?

O sorteio é transmitido online pelo perfil da Caixa no YouTube e Facebook.

Como jogar na Quina?

A aposta simples consiste em marcar 5 números entre os 80 disponíveis.

Até que horas é possível apostar na Quina?

Nos sorteios de segunda a sexta, as apostas poderão ser feitas até as 20h do mesmo dia. Já nos sorteios de domingo, as apostas poderão ser feitas até as 22h do sábado.

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Já a venda de bolões nos canais eletrônicos será finalizada 15 minutos antes do início de cada concurso.

Com quantos números se ganha na Quina?

O apostador leva prêmio em dinheiro se acertar a partir de dois números (duque). Ele também ganha com três números (terno), quatro números (quadra) e cinco números sorteados.

Quantos números posso escolher para apostar na Quina?

No volante, seja em papel ou digital, há 80 números disponíveis. A menor aposta possível é escolher cinco números e custa R$ 3. Quanto mais números você escolher, maior será sua chance de ganhar.

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AGU muda de ideia e pede ao STF que derrube marco legal das bets

Redação Informe 360

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A Advocacia-Geral da União (AGU) mudou de posição sobre a regulamentação das apostas online e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare inconstitucional o núcleo das leis que permitiram e disciplinaram a exploração das chamadas bets no Brasil.

A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (2) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) relatada pelo ministro Luiz Fux. A mudança ocorre uma semana depois de o governo editar uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional.

Em manifestação anterior, apresentada em outra ação sobre o tema, a AGU havia defendido que a legislação era “ainda constitucional, sujeita a processo de progressiva inconstitucionalização”. Na ocasião, o órgão argumentou que a regulamentação era recente e que seus efeitos ainda precisavam ser acompanhados.

Agora, a Advocacia-Geral afirma que o período de monitoramento mostrou que as medidas adotadas pelo Executivo não foram suficientes para corrigir as fragilidades do modelo.

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Segundo a nova manifestação, os indicadores disponíveis apontam para a persistência e o agravamento de danos que a legislação deveria evitar. Entre os problemas citados estão impactos sobre a saúde pública, o endividamento das famílias, a proteção dos consumidores e a utilização das plataformas de apostas para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.

Impactos sobre saúde e famílias

  • A AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas;
  • “Informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apontam impactos sobre insegurança alimentar, endividamento e vulnerabilidade, além da fragilização de vínculos familiares e sociais”, afirma o documento;
  • A manifestação também menciona crescimento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico e à mania de jogos e apostas entre 2018 e 2025;
  • Outro dado citado pelo órgão é uma estimativa de que as apostas tenham retirado aproximadamente R$ 62,5 bilhões dos orçamentos familiares em 2025;
  • Ao final da manifestação, a AGU pede que o STF declare inconstitucionais os dispositivos das leis de 2018 e 2023 que formam a base jurídica da exploração das apostas de quota fixa no país.
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, com a estátua da Justiça em primeiro plano
AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas em sua solicitação ao STF – Imagem: Patricia dos Santos / Shutterstock

Quais leis estão em discussão

A manifestação questiona dispositivos de duas leis federais que estruturaram o mercado de apostas de quota fixa. A primeira é a Lei nº 13.756/2018, aprovada pelo Congresso e sancionada durante o governo de Michel Temer. A norma criou a modalidade de aposta de quota fixa no Brasil.

A AGU pede que sejam declarados inconstitucionais os artigos 29 a 35 da legislação, responsáveis por instituir a modalidade e estabelecer regras relacionadas à sua exploração.

A segunda é a Lei nº 14.790/2023, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma regulamentou o setor, estabelecendo regras para autorização das empresas, funcionamento das plataformas, publicidade, direitos dos apostadores, prevenção à lavagem de dinheiro e mecanismos de jogo responsável.

Na avaliação atual da AGU, porém, esse conjunto de regras não criou salvaguardas suficientes para conter os riscos associados às apostas.

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O órgão afirma que, mesmo depois das medidas complementares adotadas pelo Executivo a partir de 2024, permaneceram problemas relacionados à saúde, ao endividamento das famílias, à publicidade e ao mercado clandestino.

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Pedido é diferente da ação contra a proibição das bets

A manifestação da AGU ocorre em ação que discute a própria base legal das apostas de quota fixa e é diferente dos processos que questionam diretamente a medida provisória editada pelo governo na semana passada. A MP proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o país.

Entidades do setor também recorreram ao STF contra a medida provisória. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram a suspensão da proibição.

Segundo a AGU, o órgão ainda apresentará uma manifestação específica nessas ações quando for formalmente intimado.

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