Em Paris, capixaba relata que governo se prepara para iniciar volta à normalidade

A capixaba Lorrayne Delaroili Lopes mora em Paris, na França, desde o início de fevereiro deste ano. De lá pra cá, como a população da maior parte do mundo, ela se viu diante da pandemia do novo coronavírus, que influenciou na rotina de cada cidadão.

No país que abriga a torre Eiffel, um dos principais destinos turísticos do mundo, já foram registrados mais de 162 mil casos de coronavírus e quase 23 mil mortes em decorrência da doença. O governo decretou um confinamento nacional no dia 17 de março.

Inicialmente, estavam previstas duas semanas de isolamento social, mas, às vésperas de se encerrar esse período, o presidente francês, Emmanuel Macron, fez um pronunciamento, avisando que a França estava em uma “guerra sanitária” contra o coronavírus e informando o prolongamento da quarentena no país, com medidas ainda mais rigorosas.

De acordo com a capixaba, em novo pronunciamento, o presidente informou o desconfinamento no dia 11 de maio. Além da retomada de boa parte das atividades comerciais, o governo anunciou que vai reabrir as creches e a volta às aulas nas escolas até o Ensino Médio. No entanto, tudo deve acontecer de forma gradual.

Segundo Lorrayne, medidas para o funcionamento do Ensino Superior também foram anunciadas. “O presidente informou que é provável que eles continuem acompanhando suas aulas à distância até o final do ano letivo, em julho, e retornem para as salas de aula apenas depois do verão, provavelmente, em setembro, quando começa o novo ciclo na França”, explicou.

Para crianças e adolescentes, segundo ela, a volta às salas de aula será feita de forma voluntária, pois o governo vai deixar a possibilidade para aqueles que quiserem de manter seus filhos em casa. “Eles ainda irão explicar como será feito, pois vai existir um protocolo sanitário que todos terão que seguir”, explica.

Apesar da retomada de atividades econômicas, ainda irão continuar fechados os bares, restaurantes e cinemas, em um primeiro momento. “Tudo que envolve um grande número de pessoas aglomeradas ainda está proibido, como shows, palestras, festivais, etc”, disse Lorrayne.

Macron ainda teria afirmado, no discurso, que a partir do dia 11 de maio, a França terá capacidade de testar qualquer pessoa que apresente sintomas da covid-19 e estão investindo na ciência para encontrarem uma vacina. “Já é certo que todos deverão usar máscara nos locais públicos. Eles devem distribuir para a população”, disse. Fonte: FolhaVitoria

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